No Dia Mundial do Câncer, lembrado nesta terça-feira (4), a Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou que, a cada minuto, 40 pessoas são diagnosticadas com a doença em todo o planeta – e embarcam em uma verdadeira jornada para vencer a enfermidade.
“Elas não conseguem ser bem sucedidas sozinhas. Em todo mundo, a OMS trabalha com parceiros para criar coalisões globais, catalisar ações locais e amplificar as vozes de pessoas afetadas pelo câncer”, avaliou o diretor-geral da entidade, Tedros Adhanom Ghebreyesus.
Em seu perfil na rede sociais X, Tedros destacou que a OMS atua em diversas áreas, desde o fornecimento de medicações para tratamentos oncológicos pediátricos até campanhas globais para a eliminação do câncer cervical. “Estamos trabalhando para melhorar a vida de milhões de pessoas”.
“No Dia Mundial do Câncer, honramos a coragem daqueles afetados pela doença, celebramos o progresso científico e reafirmamos nosso compromisso de promover saúde para todos”, concluiu o diretor-geral.
Dentre as orientações publicadas pela OMS para reduzir o risco de câncer estão:
Pesquisa da Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP), da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), revela elevado índice de Covid longa na cidade do Rio de Janeiro, além de altas prevalências de sintomas associados à síndrome pós-Covid, tais como fadiga, dor articular e comprometimento cognitivo. Os dados apontam que a síndrome permanece despercebida nos serviços de saúde, indicando que os pacientes não conseguem obter os cuidados necessários e os serviços de saúde não estão preparados para cuidar deles. A pesquisa aponta ainda que, apesar do alto custo da Covid longa para indivíduos, famílias e sociedade, a conscientização e compreensão sobre essa condição são muito baixas.
A pesquisa realizada em parceria com a Escola de Saúde Pública de Harvard (Harvard T. H. Chan School of Public Health) e a Escola de Economia e Ciências Políticas de Londres (London School of Economics and Political Science), objetiva fortalecer o cuidado com a síndrome pós-Covid no Sistema Único de Saúde (SUS). Os dados foram coletados entre novembro de 2022 e abril de 2024.
Também conhecida como Covid longa, a síndrome pós-Covid é uma condição crônica associada à infecção (CCAI), que pode se desenvolver após uma infecção por SARS-CoV-2, podendo durar de três meses até anos. A síndrome envolve entre um a vários sintomas, que podem variar ao longo do tempo. Os pacientes também podem apresentar danos em alguns órgãos.
A coordenadora do projeto no Brasil, Margareth Portela contou que “o estudo foi uma iniciativa internacional, interdisciplinar e com engajamento de pacientes, com vistas a estimar a prevalência de Covid longa, a partir da probabilidade de pacientes que foram hospitalizados por Covid-19 em hospitais do SUS, na cidade do Rio de Janeiro”.
A pesquisadora da ENSP explicou ainda que o estudo buscou, “identificar as necessidades, o uso e as barreiras de acesso aos serviços de saúde. No componente quantitativo do estudo, realizamos 651 entrevistas com pacientes hospitalizados durante o quadro agudo da doença. O componente qualitativo incluiu 29 entrevistas com gestores e profissionais de saúde da rede, além de 31 entrevistas sobre a experiência de pacientes vivendo com a Covid longa, independentemente de hospitalização prévia”, esclareceu Portela.
Sintomas Os resultados da pesquisa apontaram alta prevalência de sintomas pós-Covid: 91,1% dos entrevistados relataram, pelo menos, um sintoma; e 71,3% afirmaram vivenciar pelo menos um sintoma frequente. Do total de entrevistados, 39,3% falaram em síndrome pós-Covid, mas apenas 8,3% tiveram um diagnóstico de Covid longa de um profissional de saúde. Também foi constatada elevada mortalidade (12%) entre a alta do paciente e o seu recrutamento para o estudo até dois anos depois.
Os cinco sintomas mais comuns da doença foram: fadiga, mal-estar pós-exercícios (piora ou surgimento de sintomas entre 24 e 72 horas após esforço físico ou cognitivo), dor nas articulações, alterações no sono e comprometimento cognitivo.
Sentir cansaço durante a jornada de trabalho é uma experiência comum para muitos profissionais. No entanto, um estudo realizado por pesquisadores da Wake Forest University, da Virginia Commonwealth University (VCU) e da Northeastern University, nos Estados Unidos, identificou duas estratégias eficazes para combater essa sensação: fazer micropausas regulares e contar com o suporte de supervisores.
Essas conclusões foram baseadas em um experimento com 44 contadores públicos, que relataram seus hábitos antes de participarem de testes. Outro grupo, com 179 pessoas, também participou de um experimento controlado sobre o tema.
O que são micropausas e como elas ajudam? Segundo o estudo, publicado na revista científica Contemporary Accounting Research, as micropausas são intervalos curtos, de até um minuto, que ajudam a redirecionar a atenção e a recarregar as energias.
Durante esses momentos, o trabalhador pode realizar atividades simples, como alongar-se, buscar um café ou até ler algo breve, como um artigo noticioso ou a página de um livro.
Essas pausas, apesar de rápidas, se mostraram extremamente eficazes para gerenciar a fadiga, principalmente em períodos de alta carga de trabalho.
Importância de suporte O segundo ponto destacado pelo estudo é o impacto positivo do suporte de supervisores. Quando líderes verificam como estão os funcionários, oferecem ajuda e demonstram reconhecimento pelos esforços da equipe, a fadiga é significativamente reduzida.
Esse apoio ajuda a criar um ambiente de trabalho mais saudável, além de melhorar o bem-estar geral dos profissionais, conforme os pesquisadores.
Por que essas estratégias funcionam juntas? A pesquisa destacou que a combinação das micropausas com o suporte de supervisores proporciona o maior alívio para o cansaço no trabalho.
“Primeiro, micropausas são uma maneira simples e econômica de gerenciar a fadiga, especialmente quando as cargas de trabalho são altas. Segundo, o suporte de supervisão desempenha um papel crítico na mitigação da fadiga. Juntos, esses dois mecanismos oferecem o alívio mais substancial para profissionais que trabalham em períodos de maior movimento ou outros períodos de trabalho de alto estresse”, explicou Lindsay Andiola, uma das autoras do estudo.
A implementação dessas medidas, conforme apontado pelo estudo, não só melhora o bem-estar dos funcionários, como também contribui para a produtividade e a qualidade do trabalho realizado.
A vacina conta a chikungunya, doença viral transmitida pela picada do mosquito Aedes Aegypt e que provoca dores crônicas nas articulações, deve ser aprovada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) “nos próximos dias ou nas próximas semanas”.
A expectativa é do diretor de Assuntos Regulatórios, Qualidade e Ensaios Clínicos da Fundação Butantan, Gustavo Mendes. O instituto fabrica o imunizante em parceria com a companhia farmacêutica franco-austríaca Valneva.
“Para os próximos dias ou para as próximas semanas, a gente espera, tem a vacina da chikungunya. A gente sabe que é uma questão crítica, e é uma vacina que está pronta e a gente já submeteu [à Anvisa], e está tudo revisado”, revelou em entrevista ao R7.
Ao menos 214 pessoas morreram no Brasil por causa da doença só no ano passado. Em 2025, já são 11,8 mil casos prováveis da doença, com 12 óbitos em investigação e três mortes confirmadas, segundo o Painel de Monitoramento de Arboviroses do Ministério da Saúde.
Questionado se, além da chikungunya, a vacina também poderia combater a infecção pelo vírus zika, Mendes descartou essa possibilidade. “Zika também está no nosso olhar, temos uma franquia de arboviroses aqui, que inclui zika, como perspectiva, mas que não está tão perto [de ser desenvolvida]”, afirmou.
A contaminação por zika pode provocar sintomas leves em adultos, como febre e dor de cabeça, mas também Síndrome de Guillan-Barré em casos mais graves. Em gestantes, o vírus causa aborto espontâneo e microcefalia nos fetos que conseguem se desenvolver.
A partir da submissão pelo fabricante, a Anvisa tem prazo de 60 dias para aprovar, pedir informações extras ou recusar o pedido. Com a autorização da Anvisa, o imunizante poderá ser comercializado com a rede privada — laboratórios, farmácias, hospitais, etc. — e eventualmente ser adicionado ao PNI (Programa Nacional de Imunizações), na rede pública.
Seis meses após a vacinação de voluntários no ensaio clínico de fase 3, a vacina se mostrou segura e com eficácia de 99,1%. A fase 3 dos ensaios clínicos envolveu 750 adolescentes de 12 a 17 anos — 500 receberam uma dose única enquanto os outros 250, placebo.
As aplicações foram feitas em áreas de grande incidência da doença: São Paulo (SP), São José do Rio Preto (SP), Salvador (BA), Fortaleza (CE), Belo Horizonte (MG), Laranjeiras (SE), Recife (PE), Manaus (AM), Campo Grande (MS) e Boa Vista (RR).
Um ano depois, a vacina permaneceu com eficácia elevada: a produção de anticorpos contra a chikungunya persistiu em 98,3% dos jovens.
Os Estados Unidos também já testaram um imunizante em quase 4.000 voluntários, de 18 a 65 anos de idade. Lá, a vacina atingiu 98,9% de eficácia seis meses após a aplicação. Com isso, a americana FDA (Food and Drug Administration) e a Agência Europeia de Medicamentos (EMA) — equivalentes à Anvisa brasileira — aprovaram a aplicação na população.
Passos para aprovação A Anvisa só aprova uma vacina para ser aplicada na população após três fases. Primeiro, vêm os estudos em laboratório. Em seguida, se a pesquisa for promissora, são feitos testes em animais. Por fim, voluntários humanos recebem o imunizante para testar a produção de anticorpos, além da segurança e da eficácia da vacina.
Embora o estudo brasileiro e o americano se mostrem seguros e eficazes, o órgão regulador precisa analisar o produto e a documentação antes de dar o sinal verde para chegar ao braço da população.