As olheiras, caracterizadas por manchas escuras ao redor dos olhos, podem ser mais do que um incômodo estético. Elas podem estar associadas a uma deficiência de ferro no organismo, uma condição comum que afeta milhões de pessoas em todo o mundo.
O ferro é um mineral essencial para a produção de hemoglobina, a proteína que transporta oxigênio pelo sangue. Quando os níveis de ferro estão baixos, a circulação de oxigênio pode ser prejudicada, resultando em sinais visíveis na pele, como as olheiras.
Como a deficiência de ferro causa olheiras? Com uma deficiência de ferro, os níveis de hemoglobina (uma proteína nas células vermelhas do sangue que transporta oxigênio por todo o corpo) são baixos, o que significa que os tecidos do corpo não recebem oxigênio suficiente. Como a pele ao redor dos olhos é a mais fina em qualquer lugar do corpo, o impacto dessa desoxigenação é mais visível nessa região, fazendo com que a pele ao redor pareça mais escura.
Outros sinais de deficiência de ferro Cansaço excessivo; Pele pálida; Falta de ar; Queda de cabelo; Unhas quebradiças; Palpitações. Como prevenir e tratar a deficiência de ferro Para prevenir ou tratar a deficiência de ferro, é fundamental adotar uma alimentação balanceada e rica em ferro. Alimentos como carne vermelha, peixes, ovos, leguminosas, vegetais de folhas verdes escuras e cereais enriquecidos são excelentes fontes desse mineral. Em casos mais graves, pode ser necessário o uso de suplementos de ferro sob orientação médica.
Outros fatores associados a olheiras Embora a deficiência de ferro seja uma causa potencial de olheiras, outros fatores também podem contribuir, como:
Genética; Privacão de sono; Alergias; Envelhecimento; Desidratação.
Os níveis de açúcar no sangue se elevam quando o corpo não consegue produzir insulina suficiente ou não usa a insulina com eficiência. Existem hábitos simples que ajudam a reduzir naturalmente essa taxa.
Mas antes de fazer quaisquer mudanças significativas, é importante monitorar regularmente os valore da glicemia. Isso dá uma visão clara do estado atual e ajuda a avaliar o progresso ao longo do tempo.
O açúcar elevado no sangue sem controle pode levar ao diabetes, uma doença que pode causar ataque cardíaco, insuficiência cardíaca, AVC e insuficiência renal.
Como reduzir os níveis de açúcar no sangue? Exercite-se regularmente O exercício regular pode ajudar a melhorar a sensibilidade à insulina, o que significa que as células podem usar melhor o açúcar no sangue.
Boas formas de exercício incluem levantamento de peso, caminhada rápida, corrida, ciclismo, dança e natação.
Limite os carboidratos O corpo converte carboidratos em açúcar, então, a insulina ajuda o corpo a usar e armazenar açúcar para obter energia.
É possível ajudar o corpo a controlar o açúcar no sangue monitorando a ingestão de carboidratos e planejando refeições.
Uma dieta baixa em carboidratos ajuda a prevenir picos de açúcar e pode trazer benefícios a longo prazo.
Coma mais fibras Adicionar mais fibra à sua alimentação pode ajudar a estabilizar os níveis de glicose no sangue de várias maneiras.
Primeiramente, as fibras retardam a absorção de açúcar no sangue, proporcionando uma liberação mais gradual de glicose na corrente sanguínea.
Além disso, as fibras ajudam a manter a sensação de saciedade por mais tempo, o que pode reduzir os picos de açúcar no sangue associados a comer em excesso.
Todos os tipos de fibra são bons para o corpo, mas a fibra solúvel é melhor para melhorar o controle do açúcar no sangue.
Alimentos ricos em fibras incluem frutas, vegetais, feijões e grãos integrais.
Beba bastante água Beber bastante água ajuda os rins a eliminar o excesso de açúcar.
Substituir bebidas açucaradas por água ou chás sem açúcar pode ajudar a manter os níveis de glicose sob controle.
Coma porções moderadas O controle da porção ajuda a reduzir as calorias que você ingere, o que ajuda a manter um peso moderado. Controlar o peso promove níveis saudáveis de açúcar no sangue e reduz o risco de desenvolver diabetes tipo 2.
Gerencie seu estresse O estresse também afeta os níveis de açúcar no sangue.
Quando crônico, pode desencadear a liberação de hormônios do estresse, como o cortisol, que podem aumentar os níveis de glicose.
Exercícios físicos, técnicas de relaxamento e meditação podem ajudar a reduzir o estresse e controlar o açúcar que circula no corpo.
Durma o suficiente Maus hábitos de sono podem aumentar o apetite e promover o ganho de peso, afetando o açúcar no sangue. A privação do sono aumenta os níveis de cortisol – que são essenciais para controlar o açúcar no sangue.
Sinais de açúcar elevado no sangue Sede excessiva Micção frequente Fadiga Visão turva Feridas que cicatrizam lentamente Aumento do apetite Perda de peso inexplicada Infecções frequentes, especialmente na pele, gengivas ou trato urinário Irritabilidade e mudanças de humor frequentes Formigamento nas mãos ou pés O que causa açúcar elevado no sangue? O aumento dos níveis de açúcar no sangue pode ser desencadeado por uma variedade de fatores e condições, desde hábitos alimentares até questões metabólicas.
Primeiramente, a ingestão excessiva de alimentos ricos em açúcares simples, como doces, refrigerantes e produtos de confeitaria, pode levar a picos repentinos nos níveis de glicose no sangue.
Além disso, carboidratos refinados, como pães brancos, massas e arroz, também podem contribuir para aumentos rápidos nos níveis de açúcar no sangue devido à rápida digestão e absorção.
Outro fator a considerar é a falta de atividade física, pois o exercício regular ajuda a melhorar a sensibilidade à insulina e a promover a absorção de glicose pelas células, ajudando a regular os níveis de açúcar no sangue.
Além disso, condições como resistência à insulina e diabetes tipo 2 podem causar um aumento crônico nos níveis de açúcar no sangue devido à incapacidade do corpo de processar adequadamente a glicose.
Fatores de estilo de vida, como estresse crônico, falta de sono adequado e consumo excessivo de álcool, também podem desempenhar um papel no aumento dos níveis de açúcar no sangue.
Em resumo, uma combinação de dieta inadequada, falta de exercício, condições metabólicas e fatores de estilo de vida pode contribuir para o aumento dos níveis de açúcar no sangue.
O câncer de próstata é um dos cânceres mais comuns em homens. De acordo com a American Cancer Society (ACS), aproximadamente um em cada oito homens será diagnosticado com câncer de próstata durante a vida.
Os fatores de risco individuais podem variar com base na idade, raça e outras variáveis. No entanto, a detecção precoce ajuda a garantir um tratamento eficaz antes que o câncer avance e se espalhe para outros órgãos.
Embora o câncer de próstata seja frequentemente assintomático, o rastreamento regular é essencial. No entanto, é importante ficar atento aos sinais e procurar um médico caso eles apareçam.
Com que idade os homens devem fazer exames para câncer de próstata? Em geral, indivíduos de alto risco, como os de ascendência africana, aqueles com histórico familiar de câncer de próstata ou múltiplos cânceres, aqueles com síndrome de Lynch ou aqueles com mutações germinativas de alto risco conhecidas, como BRCA2, devem começar a fazer anualmente o Antígeno específico da próstata (PSA) aos 45 anos.
Para homens com risco médio, os exames devem começar no máximo aos 50 anos após uma discussão completa dos benefícios e desvantagens de tais testes. Os testes devem continuar até que os pacientes tenham 70-75 anos de idade.
Sinais de alerta para fazer um exame de câncer de próstata
Vontade de urinar frequente e muitas vezes intensa, principalmente à noite.
Fluxo de urina fraco ou fluxo intermitente Disúria (sensação de dor ou queimação ao urinar)
Falta de controle da bexiga (incontinência urinária)
Incontinência fecal (perda do controle intestinal)
Ejaculação é dolorosa, assim como a disfunção erétil.
Sangue no sêmen (hematospermia) ou na urina
Dor na parte inferior das costas, quadris ou peito.
Fatores que aumentam o risco de câncer de próstata
Idade: pessoas com mais de 50 anos têm mais probabilidade de serem diagnosticadas.
Pessoas com mais de 65 anos representam quase 60% de todos os casos de câncer de próstata.
Raça e etnia: você é mais vulnerável se for negro ou de ascendência africana.
Histórico familiar de câncer de próstata: você tem de 2 a 3 vezes mais chances de ter câncer de próstata se um parente próximo tiver a doença.
Genética: se você tem síndrome de Lynch ou genes mutantes (modificados) herdados associados a um risco elevado de câncer de mama (BRCA1 e BRCA2), você tem maior probabilidade de desenvolver a doença.
Métodos de triagem para câncer de próstata
Além de identificar os sinais, há vários testes que podem ajudar a confirmar ou descartar o câncer de próstata. Os testes de triagem podem revelar se você tem sintomas de câncer de próstata que necessitam de testes adicionais. Eles incluem:
Toque retal: é um procedimento simples e rápido usado para avaliar a próstata. O médico, usando uma luva lubrificada, insere delicadamente um dedo no reto do paciente para verificar o tamanho, forma e consistência da próstata. O objetivo é identificar alterações, como nódulos ou áreas endurecidas. Exame de sangue PSA: a próstata produz uma proteína conhecida como antígeno específico de proteína (PSA).
Se você tem altos níveis de PSA, isso pode sugerir malignidade. No entanto, um nível elevado de PSA não significa necessariamente câncer de próstata. Os níveis de PSA aumentam mesmo se você tiver doenças benignas como Hiperplasia Prostática Benigna (HPB), também conhecida como aumento da próstata, ou prostatite, uma condição que causa inflamação ou infecção da glândula prostática.
No último domingo, dia 26 de janeiro, foi celebrado o Dia Mundial Contra a Hanseníase, uma data que visa aumentar a conscientização sobre essa doença ainda cercada de mitos e preconceitos.
Muitas pessoas ainda desconhecem o que é hanseníase, uma condição que, apesar de milenar, continua sendo um desafio de saúde pública no Brasil.
Por isso, é fundamental estar atento aos sintomas e entender que o diagnóstico precoce é o caminho para a cura e para evitar complicações.
O que é hanseníase? Entenda a doença A hanseníase é uma doença infecciosa crônica, causada pela bactéria Mycobacterium leprae.
Embora seja conhecida há milênios, ela ainda representa um desafio de saúde pública, especialmente em países como o Brasil, onde os casos continuam a ser registrados anualmente.
A doença afeta principalmente a pele, os nervos periféricos e, em alguns casos, os olhos e as vias respiratórias.
Sua transmissão ocorre por meio de secreções nasais e saliva de pessoas não tratadas, e, felizmente, com diagnóstico precoce e tratamento adequado, tem cura.
Contudo, devido ao estigma e à falta de informação, muitos ainda associam a doença a mitos e preconceitos, o que pode atrasar o diagnóstico e o tratamento.
Conversamos com o Dr. Linnaldo Borges, especialista em ultrassonografia geral e vascular, que esclareceu as principais dúvidas sobre a doença e reforçou a importância de se informar para combater o preconceito e o desconhecimento.
Segundo o médico, a hanseníase é frequentemente confundida com outras condições, como a fibromialgia, devido aos sintomas que podem incluir dores articulares, fraqueza muscular e cansaço persistente.
Além disso, existem muitos mitos sobre o contágio que precisam ser desmistificados para que as pessoas se sintam mais seguras e motivadas a buscar ajuda.
Como pega hanseníase? A hanseníase é transmitida principalmente pelas vias respiratórias.
De acordo com o Dr. Linnaldo, o contágio ocorre através de gotículas de saliva e secreções nasais de pessoas doentes que ainda não iniciaram o tratamento.
“É importante esclarecer que a hanseníase não é transmitida por contato casual, como um abraço ou aperto de mão”, explica.
O risco de contágio aumenta quando há convivência próxima e prolongada com a pessoa infectada e sem tratamento.
No entanto, assim que o paciente começa a medicação, ele deixa de transmitir a bactéria.
Isso mostra que o diagnóstico precoce não só protege quem está ao redor, mas também permite que a pessoa doente inicie o tratamento antes de desenvolver complicações.
Como é feito o tratamento da hanseníase? A boa notícia é que a hanseníase tem cura, e o tratamento é acessível, fornecido gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Segundo o Dr. Linnaldo, o tempo de tratamento depende do tipo de hanseníase e da resposta de cada paciente.
“Alguns casos podem ser resolvidos em seis meses, mas há situações que exigem acompanhamento por mais de dois anos”, afirma.
O tratamento consiste em uma combinação de medicamentos que eliminam a bactéria e controlam os sintomas.
“É fundamental que o paciente siga todas as orientações médicas e complete o tratamento, mesmo que os sintomas desapareçam antes do fim do período indicado”, reforça o especialista.
Isso evita recaídas e garante que a doença não será transmitida a outras pessoas.
Quem tem hanseníase pode ter contato com outras pessoas? Um dos maiores estigmas em torno de o que é hanseníase está relacionado ao medo de contágio.
No entanto, o Dr. Linnaldo destaca que, após iniciar o tratamento, o paciente deixa de transmitir a doença.
“Com o tratamento correto, o convívio com familiares, amigos e colegas de trabalho é completamente seguro. É importante que as pessoas se informem e não alimentem preconceitos, já que o apoio emocional do círculo social é crucial para a recuperação do paciente”, explica o médico.
Além disso, familiares que tiveram contato próximo com alguém diagnosticado devem procurar uma unidade de saúde para avaliação, mesmo que não apresentem sintomas.
O acompanhamento preventivo é fundamental para interromper a cadeia de transmissão.
Como identificar as alterações na pele causadas pela hanseníase? As manchas na pele são o sintoma mais conhecido de hanseníase, mas o Dr. Linnaldo alerta que a doença pode se manifestar de várias formas.
“As manchas podem ser esbranquiçadas, avermelhadas ou amarronzadas e, geralmente, têm perda de sensibilidade ao calor, frio, dor e tato”, assegura.
Além disso, essas manchas podem ser planas ou elevadas e aparecer em qualquer parte do corpo.
Em casos mais avançados, é possível notar caroços ou inchaços nas mãos e nos pés.
De acordo com o especialista, “outro ponto importante é que nem todos os casos de hanseníase apresentam manchas visíveis. Quando isso acontece, os sintomas podem incluir dores articulares, olhos secos e irritados, coriza constante e fraqueza muscular.”
Por isso, é fundamental prestar atenção a qualquer alteração persistente no corpo e procurar orientação médica.
Quanto mais cedo a doença for diagnosticada, menos chances de complicações.
Hanseníase coça? Essa é outra dúvida comum. De acordo com o especialista, a coceira não é um sintoma frequente da hanseníase.
Segundo o médico, “o que caracteriza a doença é a perda de sensibilidade nas áreas afetadas, como manchas na pele ou regiões do corpo onde a pessoa não sente dor ou temperatura”.
Entretanto, ele afirma que, se houver coceira em áreas com alterações na pele, é sempre indicado buscar avaliação médica para descartar outras condições e, se necessário, iniciar o tratamento adequado.
Hanseníase mata? A resposta é não. “Com o tratamento adequado, a hanseníase não causa morte e tem cura”, enfatiza o Dr. Linnaldo.
Contudo, o especialista faz um alerta: se não tratada, a doença pode causar complicações graves, como lesões nos nervos, nos olhos e em outros órgãos, além de levar a incapacidades físicas.
Ele afirma que “o diagnóstico e o início precoce do tratamento são fundamentais para evitar sequelas permanentes. Quanto mais cedo a pessoa buscar ajuda, melhor será a recuperação.”
O alerta final do especialista No Brasil, muitas pessoas ainda convivem com hanseníase sem saber que estão doentes.
Isso acontece porque os sintomas podem ser confundidos com outras condições, como dores articulares e fraqueza muscular, ou mesmo ignorados.
Para o Dr. Linnaldo, é fundamental que a população esteja informada e atenta aos sinais da doença.
Os principais sintomas incluem:
Manchas na pele (esbranquiçadas, avermelhadas ou amarronzadas) com perda de sensibilidade; Dormência ou formigamento em algumas partes do corpo; Dores articulares ou fraqueza muscular persistente; Coriza constante ou sangramento nasal. Se você ou alguém próximo apresentar esses sinais, procure uma unidade de saúde imediatamente.
O diagnóstico precoce e o tratamento são essenciais para a cura completa. E lembre-se: o tratamento é gratuito e está disponível pelo SUS.
Informar-se sobre o que é hanseníase e saber como agir pode salvar vidas.
Compartilhe este conhecimento com sua família e amigos e ajude a combater o preconceito e o desconhecimento em torno dessa doença.