A doença celíaca é uma condição autoimune crônica que afeta cerca de 1% da população mundial. Ela ocorre quando o sistema imunológico reage ao glúten – uma proteína presente no trigo, na cevada e no centeio – causando inflamação no intestino delgado em pessoas com predisposição genética.

Embora os casos de doença celíaca tenham aumentado significativamente nas últimas duas décadas, estima-se que metade das pessoas com a condição ainda não tenha sido diagnosticada.

No Brasil e em outros países, milhares de pessoas convivem com sintomas que podem prejudicar seriamente a qualidade de vida, mas sem a identificação correta do problema. Para entender por que tantos diagnósticos são perdidos, é essencial examinar as causas por trás dessa dificuldade e os desafios no processo diagnóstico.

Sintomas Diversos e a Dificuldade no Diagnóstico Os sinais e sintomas da doença celíaca são extremamente variados, o que pode confundir tanto pacientes quanto profissionais de saúde. Os sintomas clássicos incluem diarreia, dor abdominal e inchaço, mas não param por aí.Compre vitaminas e suplementos

Muitos pacientes apresentam manifestações fora do trato gastrointestinal, como cansaço extremo, anemia e até problemas neurológicos sem explicação aparente.

Outro fator que complica o diagnóstico é a ausência de sintomas em alguns casos. Sim, algumas pessoas convivem com a doença celíaca sem perceber, tornando o diagnóstico dependente de rastreamento em grupos de risco.

Esses grupos incluem familiares diretos de pacientes com a condição e pessoas com outras doenças autoimunes, como diabetes tipo 1 e tireoidite autoimune.

Além disso, os sintomas podem ser confundidos com os de outras condições, como a síndrome do intestino irritável, que é muito mais conhecida e frequentemente diagnosticada. Esse cenário contribui para que muitos casos permaneçam sem tratamento adequado, prolongando o sofrimento dos pacientes.

Aumento da Incidência: O Que Está Por Trás? Nas últimas décadas, a doença celíaca tem se tornado mais comum. Embora fatores genéticos sejam essenciais para o desenvolvimento da condição, o aumento significativo da incidência sugere que questões ambientais e mudanças nos hábitos alimentares também desempenham um papel importante.

Estudos indicam que a introdução precoce ou tardia do glúten na dieta, infecções gastrointestinais na infância e até o uso de antibióticos podem influenciar o risco de desenvolver a doença. Além disso, a conscientização limitada sobre a condição contribui para a subnotificação, dificultando o reconhecimento de tendências reais.

A identificação precoce é crucial para evitar complicações a longo prazo, como osteoporose, infertilidade e até um risco maior de linfoma.

No entanto, sem uma abordagem sistemática para o diagnóstico, muitos pacientes continuam desassistidos. Melhorar a educação sobre a doença celíaca entre profissionais de saúde e a população é fundamental para mudar esse cenário.

Como Pacientes Podem Buscar Ajuda? Para quem desconfia de doença celíaca, a orientação é clara: procure um médico para avaliação detalhada. Manter o consumo de glúten antes dos exames é essencial para evitar falsos negativos.

Além disso, conhecer os fatores de risco, como histórico familiar ou outras condições autoimunes, pode ajudar na conversa com o profissional de saúde. Há também associações e grupos de apoio que oferecem informações e suporte para pacientes e familiares, promovendo maior conscientização sobre o tema.

Como Saber se Você Pode Ter Doença Celíaca? Desconfiar de uma possível doença celíaca pode ser difícil, especialmente porque seus sintomas variam amplamente de pessoa para pessoa. Ainda assim, existem sinais específicos que merecem atenção.

Se você apresenta desconfortos gastrointestinais frequentes, como diarreia crônica, inchaço abdominal, gases ou constipação, isso pode ser um alerta. Além disso, problemas como fadiga constante, perda de peso inexplicada e anemia são comuns em pessoas com doença celíaca.

É importante também observar sintomas menos óbvios, como alterações no humor, irritabilidade ou até mesmo problemas de pele, como dermatite herpetiforme, uma condição caracterizada por coceira e erupções cutâneas.

Se você tem histórico familiar de doença celíaca ou outras condições autoimunes, como diabetes tipo 1 ou tireoidite de Hashimoto, o risco aumenta. Nesses casos, mesmo sem sintomas evidentes, é recomendável buscar uma avaliação médica.

Um exame de sangue específico e, em alguns casos, uma biópsia intestinal, podem confirmar o diagnóstico.

Ficar atento aos sinais do corpo e procurar orientação profissional é o primeiro passo para identificar e tratar a doença celíaca, garantindo uma melhor qualidade de vida.

A adesão à dieta sem glúten é o único tratamento para a doença celíaca, e ela deve ser acompanhada por um nutricionista especializado. Mesmo pequenas quantidades de glúten podem causar danos ao organismo, tornando o acompanhamento contínuo essencial para garantir a saúde e prevenir complicações futuras.

O subdiagnóstico da doença celíaca é um problema global que afeta a saúde e o bem-estar de milhões de pessoas. No Brasil, ainda há muito a ser feito para aumentar a conscientização sobre essa condição entre médicos e pacientes.

Investir na educação de profissionais da saúde, incentivar o rastreamento em grupos de risco e disseminar informações claras sobre os sintomas são passos fundamentais para melhorar o cenário. Para os pacientes, buscar ajuda médica ao notar sintomas suspeitos pode ser o primeiro passo para transformar sua qualidade de vida.

A doença celíaca pode ser desafiadora, mas com o diagnóstico e tratamento corretos, é possível viver de forma saudável e plena.

Saúde Lab

Um estudo publicado na Brain Research revela que exercícios aeróbicos reduzem significativamente o risco de desenvolver Alzheimer. Caminhadas, natação ou ciclismo são algumas opções para tentar retardar ou até mesmo prevenir a progressão dessa doença degenerativa e cruel.

riscoalzeimer

A pesquisa foi conduzida por cientistas da Universidade de Bristol, no Reino Unido, e da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Além de melhorar a saúde cardiovascular, a prática do exercício físico reduz a presença de proteínas amiloide e tau no cérebro, associadas ao Alzheimer.

“Esta pesquisa destaca o potencial do exercício aeróbico para servir como uma pedra angular em estratégias preventivas para Alzheimer”, disse Augusto Coppi, professor sênior de anatomia veterinária na Universidade de Bristol.

O estudo

A pesquisa se concentrou no hipocampo, região do cérebro responsável pela memória e aprendizado.

Os cientistas queriam medir o impacto do exercício em marcadores-chaves da doença, como placas amiloides, e emaranhados de tau e acúmulo de ferro em células produtoras de mielina.

Para comprovar a tese, o grupo aplicou um programa estruturado de exercícios em roedores. E os resultados foram incríveis.

Resultados impressionaram

Os animais que participaram do estudo apresentaram reduções significativas nos emaranhados de tal (aproximadamente 63%), placas amiloides (aproximadamente 76%) e acúmulo de ferro (reduzido aproximadamente em 58%).

Além disso, foi registrada uma melhoria na saúde das células cerebrais, incluindo um aumento no número de oligodendrócitos protetores.

A inflamação cerebral no grupo de exercícios também foi notada, entre 55% e 68%.

Opções de aeróbios

Assim, o grupo identificou que integrar exercícios aeróbicos regulares à vida diária é fundamental para retardar ou prevenir a progressão do Alzheimer.

Os exercícios aeróbicos são aqueles que precisam de grandes quantidades de oxigênio durante a atividade.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que os adultos façam entre 150 e 300 minutos de atividade física moderada por semana.

O número representa aproximadamente 60 minutos de atividade aeróbica moderada por dia.

Veja algumas boas opções:

Natação Corrida Caminhada Escadas Bicicleta Lembre-se que, antes de começar a praticar exercícios, é fundamental procurar um profissional médico.

Newsrodonia

O fato de muitas pessoas dormirem tarde da noite se tornou um hábito naturalizado em meio à rotina de trabalho, estudos e até o entretenimento rápido que se estende até altas horas.

Todavia, um novo estudo feito pela Universidade de Harvard levantou questionamentos sobre os efeitos disso no nosso bem-estar.

Assim, a pesquisa constatou que alguns hábitos noturnos podem ter consequências significativas para a saúde física e mental, de forma previsível.

Com isso, a qualidade do sono e o horário em que vai dormir se torna crucial no nosso corpo e na nossa mente. Deste modo, interromper o ciclo natural de descanso pode trazer graves consequências para a saúde física e mental.

Nesse caso, o indicado é ter uma mudança de hábitos: evitar café em excesso, uso constante do celular (especialmente antes de dormir) e passar a ter uma dieta equilibrada. Ademais, uma consulta médica pode contribuir nas orientações para evitar dormir tarde e ter um sono melhor.

Jetts

 

Na área da saúde, novos fatores de risco para condições conhecidas surgem constantemente, muitas vezes nos surpreendendo e levando a refletir sobre nossos hábitos cotidianos.

Um recente estudo traz uma nova preocupação para os consumidores de alimentos ultraprocessados: o papel dos açúcares adicionados no aumento do risco de desenvolver pedras nos rins.

Publicado na revista científica Frontiers in Nutrition, o estudo analisou cerca de 28 mil adultos nos Estados Unidos, revelando uma associação preocupante.

Estes 4 alimentos aumentam consideravelmente o risco de pedra nos rins Veduca disponibiliza 19 cursos gratuitos da USP; confira a lista 8 praias quase desertas em São Paulo para curtir o verão Estudo revela o padrão alimentar que aumenta o risco de câncer de estômago Alimentos que aumentam o risco de pedra nos rins A pesquisa evidenciou uma relação clara entre o consumo elevado de açúcares adicionados – amplamente presentes em refrigerantes, doces, bolos e outros processados – e um risco maior de formação de cálculos renais. Os resultados apontaram que os maiores consumidores desses açúcares tinham 39% mais chances de desenvolver a condição. Esses dados foram coletados pelo National Health and Nutrition Examination Survey entre 2007 e 2018.

Em média, os participantes consumiam 272,1 calorias diárias provenientes de açúcares adicionados, representando 13,2% de sua ingestão calórica diária – um índice significativo para a saúde preventiva.

Transforme seu WhatsApp em uma fonte de informação e cultura! Participe do canal da Catraca Livre! O que são açúcares adicionados? Diferentemente dos açúcares naturais encontrados em frutas e laticínios, os açúcares adicionados são inseridos durante o preparo ou fabricação de alimentos e bebidas. Estes se encontram tanto em doces e refrigerantes quanto em itens menos óbvios, como pães e molhos de salada. Seu consumo excessivo preocupa especialistas, dadas suas inúmeras implicações para a saúde.

E agora, como agir? Apesar da correlação encontrada, o estudo ressalta que mais pesquisas são necessárias para entender melhor o vínculo entre o consumo de açúcares adicionados e os cálculos renais. Ainda restam perguntas: quais tipos de cálculos podem surgir? Quanto devemos reduzir para minimizar o risco? Embora não haja respostas definitivas, a pesquisa já sugere a importância de escolhas alimentares mais conscientes.

Investir R$500 em petróleo pode gerar R$13200 por mês WBS Vici Investir R$500 em petróleo pode gerar R$13200 por mês Publicidade Cálculos renais: um desafio crescente No Brasil, estima-se que 10% da população sofra com pedras nos rins, condição que pode provocar desde dores intensas até complicações graves, como insuficiência renal.

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Prevenção é essencial Essa pesquisa reforça a importância de dar mais atenção ao que consumimos. Reduzir alimentos com açúcares adicionados pode não apenas melhorar a qualidade de vida, mas também prevenir problemas de saúde a longo prazo.

A escolha é nossa – e o impacto, imenso.

Outras dicas de Saúde na Catraca Livre A busca por alternativas naturais para controlar o açúcar no sangue tem se tornado cada vez mais comum, especialmente para quem enfrenta desafios relacionados à diabetes. Além de uma alimentação balanceada e da prática regular de exercícios físicos, alguns chás podem atuar como aliados no controle da glicemia. Por isso, confira 4 chás que ajudam a reduzir o açúcar no sangue.

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