A ansiedade não tem uma única face. Às vezes, ela aparece como preocupação excessiva; em outras, como procrastinação, irritabilidade ou até dores físicas.

Embora as crises de ansiedade sejam a forma mais conhecida dessa condição, ela pode se manifestar de diferentes maneiras, muitas vezes de forma silenciosa e sutil, influenciando nosso dia a dia de formas que nem sempre percebemos.

A psicologia aponta diversas maneiras pelas quais a ansiedade pode se expressar. Compreender essas variações é essencial para lidar com o problema da melhor maneira possível. A seguir, conheça cinco sinais de ansiedade que vão além de uma crise.

5 sinais de ansiedade que vão além de uma crise

Quando falamos em ansiedade, muitas pessoas logo imaginam uma crise intensa, com respiração acelerada e sensação de descontrole. No entanto, essa condição pode se manifestar de diferentes formas, afetando desde a produtividade até o bem-estar físico.

Segundo a psicóloga Larissa Fonseca, “a ansiedade pode estar presente em pequenas atitudes cotidianas, sem que a pessoa perceba que isso está comprometendo sua qualidade de vida”. A seguir, a especialista lista cinco sinais que podem indicar que a ansiedade está mais presente do que você imagina:

  1. Procrastinação constante Sabe quando você adia uma tarefa sem um motivo claro? Isso pode ser um sinal de ansiedade. “O medo de não fazer algo ‘perfeito’ ou a preocupação excessiva com o resultado dificultam o início da tarefa, criando um ciclo que aumenta a ansiedade”, explica Larissa. Quanto mais a pessoa posterga, maior se torna o peso mental daquilo que não foi concluído.
  2. Dificuldade para manter o foco Se você sente que sua mente está sempre pulando de um pensamento para outro, dificultando a concentração, isso pode ser um reflexo da ansiedade. “No dia a dia, uma mente ansiosa tende a produzir diversos pensamentos que mobilizam a pessoa. Muitas vezes, ela começa várias atividades sem conseguir terminá-las, quase como se estivesse com várias abas abertas no computador”, comenta a psicóloga.
  3. Pensamentos catastróficos Imaginar sempre o pior cenário possível é outro sinal comum de ansiedade. Mesmo sem motivos concretos, a mente ansiosa cria situações negativas que podem nunca acontecer. “Pensamentos constantes sobre o pior que pode ocorrer, mesmo sem evidências concretas, são um indicativo de ansiedade elevada”, afirma Larissa.
  4. Irritabilidade sem motivo aparente Se ultimamente você tem se sentido impaciente ou reagido de forma exagerada a pequenas situações, vale a pena prestar atenção. “A ansiedade pode se manifestar por meio de reações impulsivas e impacientes, gerando um descontrole emocional constante”, explica a especialista.
  5. Dores físicas sem explicação A ansiedade não afeta apenas a mente, mas também o corpo. Tensões musculares, dores de cabeça e problemas gastrointestinais podem ser sinais de que sua mente está sobrecarregada. “Muitas vezes, dores físicas sem explicação médica podem ser manifestações de ansiedade crônica”, alerta Larissa.

Como lidar com a ansiedade quando ela se manifesta de diferentes formas Segundo a psicóloga Larissa Fonseca, “técnicas como respiração diafragmática, meditação e terapia ajudam a reduzir a ativação fisiológica”, ou seja, aquele estado de alerta constante que sobrecarrega o corpo e a mente.

Manter uma rotina estruturada pode ser um grande aliado no controle da ansiedade. Estabelecer horários para trabalho, lazer e descanso ajuda o cérebro a funcionar de maneira mais equilibrada. Além disso, aprender a impor limites também é essencial. “Saber dizer ‘não’ reduz sobrecargas externas e evita o acúmulo de responsabilidades que podem intensificar a ansiedade”, explica Larissa.

Outro ponto importante é a prática de atividades físicas. Movimentar o corpo não traz benefícios apenas para a saúde física, mas também para o equilíbrio emocional. “Os exercícios físicos regulares regulam neurotransmissores como serotonina e dopamina, contribuindo para a estabilidade emocional”, destaca a especialista.

Nem sempre é possível controlar a ansiedade sozinho — e tudo bem! Se os sintomas começam a afetar sua qualidade de vida, prejudicando o desempenho no trabalho, os relacionamentos ou até mesmo o sono, é hora de buscar ajuda.

“Se os sintomas de ansiedade impactam negativamente o funcionamento cotidiano, gerando sofrimento constante, é fundamental procurar apoio profissional”, afirma Larissa. Psicólogos e, em alguns casos, psiquiatras podem oferecer intervenções eficazes para aliviar os sintomas e promover mais bem-estar.

Minha Vida

Quem diria que um simples hábito diário, como o uso do fio dental, poderia ser tão importante para a saúde do nosso corpo? Para muitas pessoas, passar o fio entre os dentes é apenas uma questão de higiene, algo essencial para manter a boca limpa.

No entanto, um estudo recente revelou que esse pequeno gesto pode ter benefícios muito maiores do que imaginamos.

Pesquisas apresentadas em um congresso internacional sugerem que usar fio dental regularmente pode estar ligado a uma redução do risco de acidente vascular cerebral (AVC) e arritmias cardíacas, como a fibrilação atrial, condições que afetam milhões de pessoas em todo o mundo.

A prática de usar fio dental está relacionada com a diminuição da inflamação no corpo, o que pode ajudar a prevenir doenças graves que afetam o coração e o cérebro.

Em tempos onde muitas pessoas buscam maneiras acessíveis e simples de cuidar da saúde, incorporar o fio dental na rotina pode ser um passo importante para proteger o bem-estar de forma eficaz e sem custos elevados.

Dados reveladores sobre o uso de fio dental Usar o fio dental regularmente pode ser uma prática simples, mas com benefícios impressionantes para a saúde do coração e do cérebro.

Um estudo preliminar, que será apresentado na Conferência Internacional de AVC da American Stroke Association, sugere que o uso do fio dental pelo menos uma vez por semana pode estar relacionado à redução do risco de acidente vascular cerebral (AVC) e arritmias cardíacas, como a fibrilação atrial.

Este estudo se baseou em dados coletados de mais de 6.000 pessoas ao longo de 25 anos. Embora a prática de higiene oral seja comumente associada à saúde bucal, a pesquisa indica que ela pode ter um impacto positivo também na prevenção de doenças cardiovasculares.

Os pesquisadores afirmam que a saúde bucal tem uma relação importante com a inflamação e a rigidez das artérias, fatores que podem influenciar diretamente a ocorrência de problemas no coração e no cérebro.

A relação entre o fio dental e o risco de AVC O estudo foi realizado com base na análise de pessoas que utilizaram fio dental regularmente, sendo parte da pesquisa Atherosclerosis Risk in Communities (ARIC), uma das maiores investigações sobre saúde cardiovascular nos Estados Unidos.

Os participantes responderam a um questionário sobre hábitos de higiene oral e fatores de risco para doenças cardiovasculares.

A pesquisa revelou que os indivíduos que usaram fio dental com mais frequência apresentaram uma diminuição significativa no risco de AVC isquêmico, tipo mais comum de AVC, causado por obstrução no fluxo sanguíneo cerebral.

Além disso, o risco de AVC cardioembólico (causado por coágulos oriundos do coração) foi 44% menor entre os que usavam fio dental regularmente. Esses dados sugerem que a prática de higiene bucal pode desempenhar um papel importante na prevenção de doenças cerebrovasculares.

Como o fio dental pode afetar a fibrilação atrial (AFib) A fibrilação atrial (AFib), uma condição caracterizada por batimentos cardíacos irregulares, também teve sua relação com o fio dental analisada. O estudo descobriu que a utilização do fio dental estava associada a uma redução de 12% no risco de desenvolver AFib.

Essa descoberta é especialmente significativa, pois a fibrilação atrial pode aumentar o risco de AVC, insuficiência cardíaca e outras complicações cardiovasculares graves.

A redução do risco de AFib pode ser explicada pela diminuição da inflamação e das infecções bucais, que são fatores que contribuem para o desenvolvimento de doenças cardíacas.

Os pesquisadores sugerem que, ao melhorar a saúde bucal, o fio dental pode ajudar a evitar problemas cardíacos e cerebrovasculares, além de proporcionar benefícios para a saúde geral.

Benefícios adicionais do fio dental Além da prevenção de doenças do coração e do cérebro, o uso regular do fio dental pode trazer benefícios adicionais para a saúde bucal. O estudo indicou que o uso frequente do fio dental também está associado a um risco menor de cáries dentárias e doenças periodontais.

Isso ocorre porque o fio dental é eficaz na remoção de resíduos alimentares e na redução do acúmulo de placa bacteriana, fatores que podem levar ao desenvolvimento de infecções bucais.

Ao manter a boca limpa, o fio dental ajuda a prevenir a gengivite e outras condições que afetam a saúde dos dentes e gengivas, além de contribuir para o bem-estar geral.

Fio Dental: uma prática simples e acessível Os pesquisadores destacam que, apesar dos benefícios comprovados, muitas pessoas ainda não adquirem o hábito de usar fio dental regularmente. Isso pode ser atribuído à falta de conscientização sobre sua importância para a saúde cardiovascular, além de considerações sobre o custo de cuidados dentários.

No entanto, o fio dental é uma prática simples, acessível e de baixo custo, que pode ser facilmente incorporada à rotina diária. Sen, um dos autores do estudo, enfatizou que o uso do fio dental é uma forma eficaz e acessível de reduzir os riscos de AVC e problemas cardíacos.

A prática também pode incentivar hábitos saudáveis adicionais, como a alimentação balanceada e a prática de exercícios, contribuindo para a saúde a longo prazo.

Embora a prática de usar fio dental seja tradicionalmente associada à saúde bucal, este estudo revela que ela pode ter impactos profundos na prevenção de doenças cardíacas e cerebrais.

O uso regular de fio dental pode diminuir significativamente o risco de AVC e arritmias cardíacas, além de promover a saúde geral. A prevenção de doenças graves, como o AVC e a fibrilação atrial, pode ser mais simples e acessível do que muitos imaginam.

Incorporar o fio dental na rotina diária é uma maneira eficaz e de baixo custo de cuidar do corpo e evitar complicações graves no futuro. A saúde bucal, afinal, está intimamente conectada com a saúde do coração e do cérebro.

Saúde Lab

O Ministério da Saúde anunciou um investimento de R$ 150 milhões para fortalecer a vacinação em escolas de todo o país. Os recursos serão repassados a estados e municípios para ações dentro das instituições de ensino e a intensificação da imunização.

A iniciativa contará com o apoio do Programa Saúde na Escola e foi definida nesta quinta-feira (30), durante a primeira reunião de 2025 da CIT (Comissão Intergestores Tripartite).

A campanha está prevista para ocorrer entre abril e maio de 2025, com o objetivo de ampliar o acesso às vacinas do Calendário Nacional de Vacinação. A ação é voltada para crianças e adolescentes menores de 15 anos, matriculados na educação infantil, no ensino fundamental e no ensino médio, podendo também ser estendida a escolas privadas. Os dados da vacinação serão acompanhados pelos sistemas de informação do Ministério da Saúde, garantindo maior transparência e controle sobre a imunização dos jovens no país.

Além da campanha nas escolas, o Ministério da Saúde planeja outras ações para a atualização da caderneta de vacinação de crianças e adolescentes de até 15 anos. Entre outubro e novembro de 2025, será promovida uma mobilização nacional para intensificar a vacinação de rotina e a busca ativa por pessoas não vacinadas.

O Programa Saúde na Escola é uma parceria entre os Ministérios da Saúde e da Educação. Criado para atender crianças, adolescentes e adultos da rede pública de ensino, o programa não se limita apenas a ações de saúde, mas também busca melhorar a qualidade de vida dos estudantes, reduzir a evasão escolar e minimizar impactos sociais que afetam a frequência nas aulas.

Reforço na imunização infantil A ministra da Saúde, Nísia Trindade, destacou a importância da iniciativa para aumentar a cobertura vacinal no Brasil. “Esta é uma ação para intensificar a vacinação e reduzir o risco de doenças imunopreveníveis entre crianças e adolescentes. Assim como fizemos em 2024, estamos promovendo um trabalho de recuperação da cobertura vacinal no Brasil, e as escolas precisam estar engajadas nesse processo”, afirmou.

Dos R$ 150 milhões destinados à campanha, R$ 15,9 milhões serão repassados aos estados e R$ 134 milhões aos municípios. Além de ampliar o acesso às vacinas, a estratégia visa identificar bolsões de não vacinados e combater a hesitação vacinal.

Vacinas disponibilizadas A campanha incluirá todas as vacinas do calendário básico, além de imunizantes essenciais para a proteção das crianças e adolescentes:

Para crianças de 8 meses a menores de 5 anos (educação infantil): Febre Amarela; Tríplice Viral; Tríplice Bacteriana (DTP). Para crianças e adolescentes de 5 a 15 anos (educação infantil, ensino fundamental e ensino médio): Febre Amarela; Tríplice Viral; Tríplice Bacteriana (DTP); Meningocócica ACWY; HPV.

R7

*Beber pelo menos cinco copos de água por dia pode reduzir em até 53% o risco de sofrer um Acidente Vascular Cerebral (AVC), segundo estudo da Escola de Saúde da Universidade de Harvard, publicado no Harvard Health.

beber

A hidratação adequada é essencial para manter a saúde vascular, como destaca o neurocirurgião Dr. Victor Hugo Espíndola: “A ingestão de água mantém o sangue fluido, o que reduz a formação de coágulos e melhora a circulação. Isso é vital para evitar obstruções nos vasos cerebrais.”

Por que beber pouca água aumenta o risco de AVC? Por outro lado, a desidratação pode aumentar significativamente o risco de AVC. “A falta de água no organismo eleva a pressão arterial, dificulta a circulação e agrava condições como hipertensão e diabetes, que são fatores de risco importantes para o AVC”, explica Espíndola.

A recomendação geral é ingerir entre dois e três litros de água por dia, ajustando conforme as necessidades individuais. “A hidratação, aliada a uma alimentação saudável e à prática de exercícios físicos, é uma das formas mais simples e eficazes de proteger a saúde cerebral e reduzir o risco de AVC”, reforça o especialista.

Como identificar um AVC? Identificar os sinais de um AVC de forma rápida pode salvar vidas e reduzir as chances de sequelas graves. O Dr. Espíndola explica que uma técnica prática para reconhecer os sintomas é o método SAMU, que orienta a avaliar quatro pontos principais:

. Sorriso: “Peça para a pessoa sorrir e observe se há assimetria ou queda de um lado do rosto. Isso pode indicar uma paralisia facial.”

  1. Abraço: “Solicite que a pessoa levante os dois braços. Se houver dificuldade em levantar um dos braços ou se ele cair involuntariamente, isso pode indicar fraqueza muscular.”
  2. Mensagem: “Peça para repetir uma frase ou cantar uma música. Caso a fala esteja arrastada ou com dificuldade para pronunciar palavras, isso também é um sinal de alerta.”
  3. Urgente: “Se qualquer um desses sinais estiver presente, procure ajuda médica imediatamente, ligando para o 192, número do SAMU.”

“O tempo é um fator crucial no tratamento do AVC. Quanto mais cedo o atendimento, maiores as chances de recuperação e menores os riscos de sequelas graves, como problemas cognitivos ou paralisia”, alerta Espíndola.

Cuidados especiais no calor

Durante períodos de calor intenso, o especialista reforça a necessidade de cuidados adicionais, especialmente entre idosos. “Evite exposição ao sol nas horas mais quentes, mantenha-se bem hidratado, use roupas leves e prefira ambientes frescos. A desidratação em dias quentes pode acelerar problemas circulatórios e aumentar o risco de AVC”, orienta o médico.

Seguindo essas orientações, é possível reduzir significativamente os riscos de complicações graves como o AVC.

Outras dicas de Saúde na Catraca Livre A busca por alternativas naturais para controlar o açúcar no sangue tem se tornado cada vez mais comum, especialmente para quem enfrenta desafios relacionados à diabetes. Além de uma alimentação balanceada e da prática regular de exercícios físicos, alguns chás podem atuar como aliados no controle da glicemia. Por isso, confira 4 chás que ajudam a reduzir o açúcar no sangue.

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