truvadaO remédio Truvada, que recebeu o aval da comissão consultora da agência sanitária dos EUA para ser usado na prevenção de infecção pelo HIV, foi registrado no Brasil pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O antirretroviral é produzido pela Gilead.

 

Isso não significa, porém, que a droga passará automaticamente a ser usada no Brasil para tratamento de pacientes com HIV ou indicada antes de relações sexuais desprotegidas com parceiros soropositivos ou com situação sorológica desconhecida.

 

O governo precisa discutir qual estratégia será adotada para o medicamento e chamar a sociedade para esse debate, diz Jorge Beloqui, do Grupo Incentivo à Vida de São Paulo.

 

No início do mês, uma comissão ligada ao FDA recomendou a indicação do uso da droga, uma combinação de tenofovir com emtricitabina na prevenção da aids. Isso permitiria que pessoas não contaminadas pudessem manter relações com soropositivos sem usar preservativo.

 

O remédio já é usado em vários países no tratamento de pacientes com aids. Se a autorização for concedida pelo FDA, a fabricante poderá também indicar o remédio para prevenir a infecção. O Departamento de DST Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde afirmou que o registro da Anvisa não vai modificar, no momento, a estratégia brasileira de combate à doença.

 

Jornal O Estado de São Paulo

 

O Brasil registrou queda recorde nos números de mortes maternas em 2011, primeiro ano de funcionamento do programa Rede Cegonha, do Ministério da Saúde. Entre janeiro e setembro do ano passado, foram contabilizados 1.038 óbitos decorrentes de complicações na gravidez e no parto, o que representa queda de 21% em comparação ao mesmo período de 2010, quando 1.317 mulheres morreram por estas causas.

 

Lançada em março do ano passado, a Rede Cegonha já destinou investimentos federais R$ 2,5 bilhões para qualificar a assistência à mulher e ao bebê. Com pouco mais de um ano, a iniciativa já atende 36% das gestantes no Sistema Único de Saúde (SUS). Entre as melhorias, o avanço no acesso das mulheres às consultas de pré-natal – em 2011, mais de 1,7 milhão de mulheres fizeram no mínimo sete consultas pré-natais.

 

“Essa conquista é muito importante para o país, mas o desafio ainda existe. Nosso esforço é para impedir mortes maternas evitáveis, em parceria entre o governo federal, os estados e os municípios. A Rede Cegonha é uma importante aliada da mulher, pois oferece cuidados integrais à saúde da mulher e da criança”, destacou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante a apresentação dos dados, nesta sexta-feira,  25, em videoconferência do Ministério da Saúde com as Secretarias Estaduais de saúde.

 

O encontro, que ocorrerá periodicamente, permitirá melhor acompanhamento das avaliações do óbito materno e compartilhamento das ações de enfrentamento. “Esses encontros são importantes para analisar onde podemos reduzir mais os índices de mortalidade materna, identificando as gestantes de alto risco para realizarem um pré-natal precoce”, afirmou Padilha.

 

ESTRATÉGIA– A Rede Cegonha busca assegurar e prevê a expansão e qualificação de maternidades; leitos; Centros de Parto Normal; Casas da Gestante, do Bebê e Puérpera; o direito ao acompanhante no parto; exames de pré-natal; planejamento familiar, acompanhamento das crianças até os 2 anos de idade, entre outras ações. Todos os estados e o Distrito Federal já aderiram à Rede Cegonha.

 

Outra novidade é a distribuição - para todas as Unidades Básicas de Saúde (UBS) que realizam o pré-natal - do sonar, equipamento para auscultar ouvir e monitorar o coração do bebê ainda na barriga da mãe e verificar as condições físicas dele. Já foram entregues mais de seis mil sonares para os estados da Bahia e Pernambuco. Nos próximos meses serão entregues 19,3 mil nas regiões Norte e Nordeste.

 

A Rede Cegonha também auxilia as gestantes no deslocamento para as consultas de pré-natal. Até o momento, 1.291 gestantes estão cadastradas em 59 municípios de 11 estados para receberam o auxílio de até R$ 50,00. “O objetivo é que esse recurso permita a gestante o seu deslocamento para a realização do pré-natal completo e o mais cedo possível, garantindo uma assistência completa à gestante”, destaca Padilha.  

 

SERVIÇO - O Ministério da Saúde também quer conhecer cada mulher que teve seu filho no SUS e saber como foi o atendimento recebido durante toda gestação, parto e pós-parto. A Ouvidoria Geral do Ministério da Saúde está ligando para essas mães avaliarem os serviços prestados. Já existem mais de 75 mil mulheres cadastradas.

 

SÉRIE HISTÓRICA - A redução de 21% na mortalidade materna em 2011 é um marco histórico, que aprofunda vigorosamente a tendência registrada nos últimos anos - de 1990 a 2010, o indicador caiu à metade: de 141 para 68 óbitos para cada 100 mil nascidos vivos. No período, houve diminuição em todas as causas diretas de mortalidade materna: hipertensão arterial (66,1%); hemorragia (69,2%); infecções pós-parto (60,3%); aborto (81,9%); e doenças do aparelho circulatório complicadas pela gravidez, parto ou pós-parto (42,7%).

 

Relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS), do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), Fundo de População das Nações Unidas e o Banco Mundial Organização das Nações Unidas (ONU), publicado neste mês de maio, também registrou a queda de 51% do número de óbitos maternos neste período no Brasil.

 

Em 2008, o Ministério da Saúde assumiu o gerenciamento das investigações das mortes de mulheres em idade fértil – entre 10 e 49 anos. Todos os casos são analisados por equipes de vigilância dos estados e dos municípios, e as informações repassadas ao órgão federal. A intenção é avaliar as causas e circunstâncias da morte e verificar se os casos foram gerados por complicações gestacionais.

 

Para melhorar o acesso, a cobertura e a qualidade da atenção à saúde materna, principalmente às gestantes de risco, a notificação está sendo aperfeiçoada com o novo Sistema Nacional de Cadastro, Vigilância e Acompanhamento da Gestante e Puérpera para Prevenção da Mortalidade Materna. Também está prevista a criação de comissões responsáveis por manter atualizadas as informações cadastrais de todas as gestantes atendidas pela referida unidade de saúde.

 

portalsaude

 

sesapi0512Uma reunião com a consultora da coordenação-geral de UPAs do Ministério da Saúde, Luciana Nunes, a Secretaria de Estado da Saúde e gestores municipais de saúde definiu, nessa quinta-feira, 24, o cronograma de inauguração das Unidades de Pronto Atendimento do Estado do Piauí.


De acordo com Christianne Rocha Leal, coordenadora de UPAs no Piauí, a primeira a ser entregue a população é a Unidade de Pronto Atendimento da cidade de Piripiri. “A obra está em fase de finalização e deve ser inaugurada em julho, inclusive com a presença do ministro da saúde, Alexandre Padilha. Será a primeira UPA do estado do Piauí”, destacou a coordenadora.



Ainda de acordo com Christianne, o cronograma de inaugurações segue em agosto com a UPA de São Raimundo Nonato e Oeiras. As de Bom Jesus, Uruçuí e Floriano devem ser entregues no mês de dezembro.
 


“Estamos com uma em construção em Teresina. E temos propostas para UPAs em Picos, Parnaíba e mais uma na capital”, afirmou a coordenadora.


As UPAs funcionam 24 horas em todos os dias da semana. O atendimento é focado no Acolhimento com Classificação de Risco, considerando a identificação do paciente que necessite de tratamento imediato, estabelecendo o potencial de risco, agravos à saúde ou grau de sofrimento em sala específica para tal atividade e garantindo atendimento ordenado de acordo com o grau de sofrimento ou a gravidade do caso.


As unidades articulam-se com a Estratégia de Saúde da Família, Atenção Básica, SAMU 192, unidades hospitalares, unidades de apoio diagnóstico e terapêutico e com outros serviços de atenção à saúde do sistema locorregional, construindo fluxos coerentes e efetivos de referência e contrarreferência e ordenando os fluxos de referência através das Centrais de Regulação Médica de Urgências e complexos reguladores instalados.


O principal objetivo é prestar atendimento resolutivo e qualificado aos pacientes acometidos por quadros agudos ou agudizados de natureza clínica, e prestar primeiro atendimento aos casos de natureza cirúrgica ou de trauma, estabilizando os pacientes e realizando a investigação diagnóstica inicial, definindo, em todos os casos, a necessidade ou não, de encaminhamento a serviços hospitalares de maior complexidade.


Uma UPA de porte I, por exemplo, abrange uma área de 50.000 a 100.000 habitantes. Possui 700 m² e atende de 50 a 150 pacientes por dia. Deve conter em seu quadro clinico dois médicos, sendo um pediatra e um clínico geral. A unidade possui, em média, de 5 a 8 leitos.


As de porte II englobam uma área de até 200.000 habitantes. Possuem 1.000 m² atendem até 300 pacientes. São necessários 4 médicos. O número de leitos pode chegar até 12. A UPA de porte III abrange 300.000 habitantes atende cerca de 450 pacientes. No quadro de profissionais constam 6 médicos, distribuídos entre pediatras e clínicos gerais. Vinte leitos dão suporte aos pacientes.





Sesapi


conegundespereira copyA população florianense deve ganhar mais um novo profissional em saúde que deve atender num dos Hospitais Instalados no município. O mastologista Lívio Portela está confirmado de atendimento num Hospital que tem prédio no bairro Manguinha e que se tornou referencia  em saúde.
 
 

Um dos sócios do Hospital, o ortopedista Conegundes Pereira numa entrevista ao piauinoticias.com afirmou que o atendimento será com consultas relacionadas à mama (tumores, nódulos, correção, cirurgias e próteses), disse o ortopedista acrescentando que o mesmo é membro da Sociedade Brasileira de Mastologia.
 


Trata-se de um profissional competente e que estará atendendo por um período em Floriano, disse Conegundes Pereira.



A mastologia é uma especialidade médica que se dedica ao estudo das glândulas mamárias, ou seja, o mastologista é o especialista que previne, diagnostica e trata as doenças da mama. No Brasil, para especializar-se em mastologia o médico deve ser especialista em cirurgia geral ou toco-ginecologia. A residência médica em Mastologia tem duração mínima de dois anos.
 
 
 

Não foi anunciado pelo sócio-proprietário do Hospital o horário do atendimento mas passa a ser todas as sextas-feiras. O contato para marcação de consultas ou informações para atendimento pode ser feito por meio do número: 89 3515 8800.





Da Redação