pessoaalergica0512Esta situação é mais corriqueira do que parece. Ao ingerir determinado alimento, sintomas desagradáveis como diarréia, coceira, tosse e chiado no peito começam a aparecer. Esses são os principais efeitos da alergia.



De acordo com médica Neusa Falbo Wandalsen, coordenadora do Setor de Alergia e Imunologia Clínica do Departamento de Pediatria da Faculdade de Medicina do ABC, a alergia nada mais é do que a resposta de um indivíduo a determinadas substâncias, que normalmente são inofensivas para outros. Isso ocorre, por exemplo, em uma festa em que todos comeram camarão, mas apenas uma pessoa apresentou coceiras e manchas vermelhas na pele. Trata-se de resposta alérgica e a pessoa em questão apresentou urticária.



A médica alerta que não é possível classificar o tipo de alimento e sintoma alérgico causado, pois variam muito para cada paciente. Nas alergias alimentares, os principais são digestivos e intestinais, como diarréia, cólica, dor abdominal e obstipação intestinal; cutâneos, como urticária e eczema (inflamação da pele com muita coceira e placas avermelhadas, com ressecamento e crostas); anafilaxia, também chamado de choque anafilático, um episódio grave que reúne sintomas como falta de ar, queda da pressão arterial e inchaço; e respiratórios, mais raros, mas que aparecem em forma de tosse e chiado no peito.



De acordo com Melissa Carpi engenheira de alimentos da Jasmine Alimentos, as pessoas frequentemente apresentam mais de uma dessas manifestações ou as mesmas vão se alternando. Por exemplo, na infância o principal sintoma é a diarréia; na adolescência, rinite; e no adulto, coceira na pele.



A primeira medida terapêutica é chegar a um diagnóstico correto. Para isso, são realizadas avaliações clínicas e laboratoriais completas, que englobam testes alérgicos, consultas ambulatoriais e exames de sangue específicos para pesquisa de alergias. Depois, conhecendo-se as causas, o próximo passo é afastá-las o mais completamente possível. “No caso de substâncias inalantes fica mais difícil, porque as pessoas transitam por outros locais além da sua casa, como escola, ônibus, locais de trabalho etc”, afirma a Neusa.
 


Tratamento

O tratamento medicamentoso vem a seguir, e depende do tipo da alergia. Anti-histamínicos, higiene nasal e corticosteróides tópicos são indicados para a rinite. Em crianças, são necessários alguns cuidados, como higiene nasal mais frequente, maior ingestão de líquidos, remédios apropriados para a faixa etária, atenção às infecções secundárias ao processo alérgico e prevenção com as vacinas disponíveis. “As vacinas de alergia são eficazes quando bem indicadas e na impossibilidade de se afastar os alérgenos da vida do paciente. São indicadas para o tratamento de asma, rinite, conjuntivite alérgica e alergias a insetos picadores, como abelhas, vespas e formigas”, explica Neusa Falbo.



Vale ressaltar que quando se trata de uma alergia a medicamento é preciso sempre alertar o médico, mesmo que você esteja tratando de outro problema. E jamais se automedicar.



Intolerância

A alergia alimentar é uma reação causada por um mecanismo do sistema imunológico, ou seja, do sistema de defesa do organismo que o defende de forma errada e causa uma doença. Já a intolerância alimentar caracteriza-se pelas reações não causadas por mecanismos imunológicos e dependem das propriedades farmacológicas do alimento ou das características do paciente. Por exemplo, quem tem intolerância à lactose apresenta na verdade uma reação ao açúcar do leite por falta da enzima lactase no organismo. A lactase ajuda a digerir a lactose e sem ela ocorrem má digestão e diarréia.



O endocrinologista Alfredo Cury, do Spa Posse do Corpo, afirma que não é sempre que é preciso banir determinado alimento da dieta. Por isso, ele sugere composições com menos teor de lactose, encontradas com certa facilidade no mercado.

A seguir veja os principais alimentos que causam alergias alimentares.



1. Leite

Cerca de 90% dos casos de alergia alimentar estão relacionados ao leite de vaca e surgem na infância precoce. Ao contrário da intolerância à lactose, distúrbio que envolve apenas a deficiência de uma enzima, a alergia às proteínas do leite envolve uma resposta maior do sistema imunológico. Tal resposta pode ser imediata (os sintomas aparecem poucas horas após o consumo) ou tardia (os sinais podem levar de três horas a três dias para aparecer). A alergia tardia ao leite de vaca é a mais comum e, por seus sintomas aparecerem muito tempo depois do consumo do alimento, tem seu diagnóstico bastante dificultado.



2. Ovo

A albumina, proteína do ovo, é usada em marshmallows, comidas congeladas e outras misturas para alimentos. A clara também está entre os principais alimentos alérgenos.



3. Trigo, aveia, cevada e centeio

O glúten presente nesses alimentos pode causar alergia a crianças portadoras de doença celíaca.



4. Peixe

O peixe estragado apresenta altos teores de histamina (que causa reação alérgica intensa), mesmo antes que haja alteração do sabor.



5. Frutos do Mar

Caranguejo, lagosta e camarão podem desencadear reações severas de alergia. Na China, por exemplo, ocorrências alérgicas pela ingestão de camarão são as mais comuns.



6. Tomate

A reação alérgica a tomate está normalmente associada ao uso muito frequente desse alimento na dieta.



7. Frutas cítricas

Pessoas alérgicas a frutas cítricas podem facilmente apresentar carência de vitamina C.  Nesse caso, é preciso recorrer a uma fonte suplementar dessa vitamina.



8. Refrigerante à base de cola e chocolate

A sensibilidade a esses alérgenos é facilmente identificada.



9. Leguminosas

Soja, ervilha e feijões também estão na lista dos alimentos que mais podem causar alergias.



10. Milho

O milho, além de outras fontes como amido de milho, óleo de milho e farinhas à base do grão podem acarretar problemas alérgicos.



11. Castanhas e amendoim

Quando não controladas, as aflatoxinas presentes nestes alimentos podem causar reação alérgica.



12. Temperos

Entre as principais especiarias da culinária, a canela é um alérgeno comum.



13. Aditivos alimentares

Corantes, conservantes e aditivos artificiais são alérdenos. Sulfitos, aditivos muito comuns utilizados em picles, cervejas, vinhos, refrigerante de cola, frutas e vegetais secos, cerejas ao marrasquino, batatas secas ou congeladas também podem provocar reações alérgicas.



14. Fermento natural

O fermento natural, muito presente em pães, também pode trazer reações alérgicas no organismo.




Ponto a Ponto ideias

avc0512Os brasileiros não estão informados sobre o fato do AVC ser uma das principais causas de mortalidade, e elegem outras razões como os fatores mais frequentes de óbitos no país, de acordo com a pesquisa realizada pela Bayer HealthCare Pharmaceuticals com o apoio da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), com sete mil participantes acima de 18 anos, em oito capitais (São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Belo Horizonte, Recife, Brasília, Curitiba e Porto Alegre).



Segundo o levantamento, 72% dos entrevistados atribuem as principais causas de mortalidade no Brasil ao câncer, tabagismo ou acidentes de trânsito. Apenas 13% relacionam o AVC à principal causa de óbitos no país. Quando questionados sobre as principais causas de um derrame cerebral, a pressão alta liderou a opinião dos entrevistados, somando 33%.



A obesidade também foi apontada como causa por 26% dos entrevistados. O colesterol alto e a síndrome metabólica também foram bastante citados, com 16% e 10% respectivamente. “Os resultados dessa pesquisa demonstram uma necessidade urgente de maior conscientização da população brasileira sobre saúde cardiovascular e seus fatores de risco”, alerta o cardiologista Dr. Jadelson Andrade, presidente da SBC.



Os AVCs causados por fibrilação atrial comprometem de forma significativa a vida e a qualidade de vida, além de representar um importante ônus da saúde pública. Este tipo de arritmia cardíaca é um forte fator de risco independente para acidente vascular cerebral e representa cerca de um em cada cinco AVCs isquêmicos. Os pacientes com fibrilação atrial têm cinco vezes mais probabilidade de ter um AVC em comparação com a população em geral e, além disso, a fibrilação atrial não diagnosticada previamente é uma causa provável de muitos derrames de origem desconhecida.



Na pesquisa, 71% dos entrevistados disseram não saber o que é fibrilação atrial e apenas 16% dos entrevistados souberam relacioná-la a um tipo de arritmia cardíaca. Os pacientes que têm AVC decorrente de fibrilação atrial têm mais lesão cerebral e sequelas do que aqueles que têm AVC causado por outros motivos.




Terra

O Ministério da Saúde prorrogou até 1º de junho a Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe. A imunização começou no último dia 5 e estava prevista para terminar nesta sexta-feira, 25. Até o momento o Piauí atingiu 62,26% da meta prevista pela Secretaria de Estado do Piauí (Sesapi). Em todo Estado já foram vacinadas 303.663 pessoas, das 487.772 previstas. No Brasil o índice é de apenas 55,28%.

 

O público alvo da campanha são os idosos com mais de 60 anos, crianças de seis meses a dois anos de idade, gestantes e profissionais da área da saúde. A Meta é vacinar o mínimo de 80% de cada um dos grupos.

 

O principal objetivo da campanha é reduzir a mortalidade, as complicações e as internações decorrentes das infecções pelos vírus influenza. Quanto a vacinação das crianças é importante ressaltar que aquelas que já foram vacinadas anteriormente contra influenza (1 ou 2 doses) devem receber apenas 1 dose na campanha de 2012. Já as crianças que estarão sendo vacinadas pela primeira vez devem receber duas doses da vacina com intervalo de 30 dias entre elas.

 

O Piauí tem como população alvo a ser imunizada cerca de 76.625 crianças de 6 meses a menores de 2 anos; 40.888 Trabalhadores de Saúde; 38.294 Gestantes e 331.877 idosos.

 

De acordo com Doralice Lopes, coordenadora de imunização, o baixo índice de vacinação é preocupante. “Nos grupos de idosos e crianças, o estado tinha facilidade em atingir cobertura recomendada antes do encerramento da campanha. Outro problema importante é que, muitos municípios, apesar da recomendação sobre a obrigatoriedade de informar os dados de doses aplicadas  todas as sextas-feiras não estão cumprindo esses prazos, o que também prejudica o acompanhamento da campanha”, alerta a coordenadora.

 

"Já houve um óbito por influenza esse ano no sul do Brasil, de uma criança, não queremos que o mesmo aconteça no Piauí",  acrescenta.

 

Sesapi

 

A Secretaria de Estado da Saúde, através da Coordenação de Doenças Transmissíveis, realiza, no período de 28 a 30 de maio, uma oficina para formação de Grupos de Autocuidado em Hanseníase. O evento acontecerá na Clínica Dermatológica do Hospital Getúlio Vargas (HGV).

 

Segundo Karinna Amorim, coordenadora de Doenças Transmissíveis, o público alvo são enfermeiros que atuam nas Unidades de Saúde da Família de municípios com incidência elevada em casos de hanseníase no estado do Piauí.

 

“A formação e o desenvolvimento de grupos de autocuidado visam estimular a formação da consciência de riscos para a integridade física, a mudança de atitudes para a realização do autocuidado e o fortalecimento da autonomia biopsicossocial, a partir da identificação do problema visando a sua superação”, afirma a coordenadora.

 

O Piauí é um estado hiperendêmico em relação à hanseníase. A doença tem elevado grau de proporcionar incapacidades e deformidades físicas quando não tratada. Em 2010, foram detectados em todo o Estado 1.504 casos.

 

Sesapi