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fluorO flúor é um aliado no combate à cárie. Ocorre que muitos mitos circulam de boca em boca sobre o uso da substância. Para esclarecer os pontos principais, a cirurgiã-dentista, Thais Paragis Sanchez, do Instituto Israelita de Responsabilidade Social Albert Einstein, fala sobre o assunto.

 

Ação do flúor

Na boca, ocorre um processo chamado ‘des-re’ (desmineralização-remineralização) do dente. A desmineralização é a perda de minerais, que normalmente acontece quando a pessoa ingere alimentos açucarados e não escova os dentes. Já na remineralização, o flúor da saliva liga-se ao esmalte do dente e ocupa os micro espaços do esmalte, como uma espécie de ‘tampa’. “Uma solução de baixa concentração de flúor, com maior frequência de uso, remineraliza do fundo da lesão para a superfície e apresenta maior resistência às futuras agressões do que o próprio tecido original”, afirma a dentista.

 

Fontes de flúor

Adultos e crianças precisam de flúor para que esse efeito preventivo funcione. Mas não é apenas o dentista que tem a substância disponível para combater a cárie. A água de abastecimento que chega às casas da população é enriquecida com flúor, medida tomada para diminuir o índice da doença. “A fluoretação da água reduz de 20% a 40% a prevalência da cárie em adultos”, diz Thais.

 

O flúor também é encontrado nos cremes dentais fluoretados e enxaguantes bucais de uso diário. Alguns alimentos, como verduras, carnes, peixes, arroz, feijão, são outras fontes de flúor. O dentista entra em cena para aplicar a substância apenas quando há alto índice de cáries. “A aplicação também é necessária quando há lesões de manchas brancas, que podem ser remineralizadas para evitar a cavitação (buracos nos dentes decorrentes da cárie)”, diz. Infelizmente, quando a lesão já está no ponto da cavitação, não pode mais ser revertida. 

 

Higiene bucal

 

A fórmula certa para evitar a cárie continua sendo escovação e fio dental, depois de todas as refeições. “Para um indivíduo saudável, a ingestão da água fluoretada e o uso de dentifrícios fluoretados, associados à dieta saudável e higienização correta com fio e escova dental, são suficientes para manutenção da saúde oral e prevenção de cáries e outras doenças bucais”.

 

 

Terra

Apenas dois refrigerantes por dia são suficientes para trazer danos aos rins, dizem pesquisadores. Um estudo mostrou como o tipo de açúcar usado nestas bebidas aparentemente aumenta os níves de sal no sangue. As informações são do site do jornal britânico Daily Mail.

 

 

Um segundo estudo mostrou também que este tipo de bebida faz com que os rins lutem muito para se livrar do excesso de proteína no corpo. Uma das características da falha nos rins é chamada de proteinúria – o aumento da excreção de proteína na urina. Ela foi encontrada nas pessoas que tomam refrigerantes duas vezes ao dia, de acordo com pesquisadores da Osaka University.

 

Mais de 8 mil empregados da universidade participaram do experimento. Um terço deles não tomaram bebidas gasosas; outro terço tomou uma por dia e um terceiro grupo tomou duas por dia. Em um espaço de apenas três dias, 10,7% do terceiro grupo desenvolveram a proteinúria, e 8,9% do segundo grupo também mostrou efeitos similares. O primeiro grupo mostrou sinais em apenas 8,4% das pessoas testadas.

 

A frutose é utilizada para adocicar estas bebidas e pesquisadores da Case Western Reserve University, em Cleveland, perceberam que ela aumenta a sensibilidade dos rins à angiotensina, proteína que regula o equilíbrio do sal.

 

 

Isso significa que o sal é reabsorvido nos rins, o que pode conduzir doenças como diabetes, obesidade, insuficiência renal e hipertensão. Ambos os estudos foram apresentados na American Society of Nephrology Kidney Week, em Atlanta, na última semana.

 

Terra

implantesLevantamento feito entre 2000 e 2010 pelo Departamento de Estimulação Cardíaca Artificial (Deca), da Sociedade Brasileira de Cirurgia Cardiovascular (SBCCV) mostra que o Brasil está atrasado nos procedimentos de implantes de marcapassos, de ressincronizadores cardíacos e no uso de desfibriladores em comparação aos países da América Latina e do Caribe. Para a diretora do Deca, Stela Sampaio, o resultado “não é muito animador”.

 

 

O Registro Brasileiro de Marcapassos, Ressincronizadores Cardíacos e Desfibriladores (RBM) está completando 20 anos. Esta base de dados nacional disponibiliza informações sobre os procedimentos de estimulação cardíaca efetuados em todo o país.

 

A doutora Stela Sampaio disse que no Nordeste houve redução do número de implantes de marcapassos, sem que houvesse diminuição da população. “O Brasil é um país que coloca menos marcapassos que o Uruguai, a Argentina e vários países menores. Comparando com Europa e Estados Unidos, aí é que os números ficam mais significativos”, ressaltou.

 

De acordo com o Censo Mundial de Marcapassos e Desfibriladores, o Brasil implanta 190 marcapassos por 1 milhão de habitantes, enquanto, no Chile, esse número sobe para 216; na Argentina para 382; no Uruguai para 578; e em Porto Rico, para 606 marcapassos por 1 milhão de pessoas.

 

Nos Estados Unidos, o censo revela que o total de marcapassos implantados supera 765 por 1 milhão de habitantes. Já na França, na Itália e na Alemanha, o total de implantes de marcapassos alcança, respectivamente, 1.019, 1.048 e 1.267 por 1 milhão de cidadãos.

 

“A gente tem batalhado para que isso [a diferença] seja amenizado, mas os governos, os gestores de cada região, não são sensíveis à resolutividade de um problema que não é difícil [de resolver]”, ponderou Stela. Ela disse que existem médicos suficientes no país, bem como especialistas, inclusive em cidades do interior, mas não é liberada verba para que o problema dos pacientes possa ser resolvido. Isso faz com que muitos cardiopatas morram enquanto aguardam a liberação de nova verba para o implante.

 

 

A médica destacou a importância da implantação de marcapassos. Segundo ela, trata-se de um procedimento que “salva vidas e previne”. Ela esclareceu que além dos marcapassos convencionais, há outros tipos que melhoram a insuficiência cardíaca e evitam a morte súbita. “São tratamentos resolutivos. Não é um tratamento paliativo. A gente realmente consegue resolver o problema do paciente, melhorar a qualidade de vida, diminuir a mortalidade”. Stela Sampaio lamentou, entretanto, que muitos hospitais não apresentam capacidade de fazer procedimentos de alta complexidade, o que aumenta a fila de espera. “É um sofrimento para nós e para a população”.

 

Agência Brasil

tecnica-cardiacoCientistas escoceses desenvolveram uma nova forma de escanear o coração que pode ajudar a identificar o risco de ataques cardíacos.

 

A técnica detecta a formação de placas nas artérias que levam sangue ao coração. Se uma dessas placas de gordura se rompe, a artéria pode ficar obstruída, bloqueando o fluxo do sangue e provocando o ataque cardíaco.

 

O estudo de cientistas da Universidade de Edimburgo, na Escócia, foi publicado na revista científica de medicina Lancet.

 

Eles usaram um marcador radiativo — uma substância química que ajuda a detectar as placas. Os cientistas conseguem visualizar essas placas com imagens de alta resolução do coração e das veias sanguíneas.

 

Assim, eles conseguem obter um retrato detalhado do coração, com as zonas de perigo claramente identificadas. Uma técnica semelhante é usada para detectar o local exato de tumores em pacientes com câncer.

 

Os primeiros testes foram feitos com 40 pacientes que haviam sofrido ataques cardíacos recentes. Com a técnica, os pesquisadores conseguiram localizar as zonas de perigo nas artérias em 37 deles.

 

Esta é a primeira vez que se consegue localizar as placas usando agentes químicos. O desafio agora, segundo os cientistas, é achar as zonas de perigo antes — e não depois — do ataque cardíaco.

 

O cardiologista Marc Dweck, um dos autores do estudo, disse à BBC que acredita que "nem todas as placas detectadas causarão ataques cardíacos, mas isso pode ser útil para identificar pacientes de alto risco que precisam de terapias mais agressivas".

 

A técnica será usada agora em pacientes de alto risco de ataques cardíacos, entre eles alguns que estão prestes a passar por cirurgias.

 

Ele afirma que, caso a tecnologia se mostre eficaz nesses casos, isso poderá fazer uma 'diferença enorme' na vida dos pacientes.

 

— Ataques cardíacos são a principal causa de morte no mundo ocidental, e não há aviso prévio — a primeira vez que as pessoas ficam sabendo de doença cardíaca é quando elas têm um ataque cardíaco. Se nós podemos tratar e estabilizar as placas, poderemos prevenir ataques cardíacos e impedir as pessoas de morrer.

 

O diretor da Fundação Cardíaca Britânica, Peter Weissberg, que não participou da pesquisa, disse que os cientistas conseguiram fazer algo que os exames cardíacos convencionais não conseguem.

 

 

— Agora precisamos confirmar esses resultados e entender como usar novos testes desse tipo em benefício dos pacientes cardíacos.

 

BBC Brasil