O Núcleo de Córneas do Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (HEDA), sob gestão do Instituto Saúde e Cidadania (ISAC), atingiu a marca de 20 doações de córneas em 2024, um aumento de 150% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando foram registradas apenas 8 doações.

Atualmente, 360 pacientes no Piauí aguardam na fila de espera por um transplante de córnea, conforme dados da Central Estadual de Transplantes. Esses pacientes esperam ansiosamente pela oportunidade de voltar a enxergar e ter uma vida independente.

Nadja Miranda de Freitas, coordenadora do Núcleo de Córneas de Parnaíba, destaca que o Núcleo de Córneas do HEDA é referência na captação de córneas na região.

“Localizado no HEDA e vinculado ao Banco de Olhos, em Teresina, o núcleo é pioneiro nessa iniciativa. Recentemente, o Banco de Olhos expandiu suas atividades, implantando um núcleo também no município de Piripiri, seguindo o modelo de sucesso da equipe de Parnaíba”, pontua.

O Núcleo de Córneas do HEDA, em funcionamento desde 2020, é certificado pelo Banco de Tecidos Oculares do Hospital Getúlio Vargas (HGV). O atendimento ocorre todos os dias da semana, das 07h às 19h.

Benefícios das Doações

As doações beneficiam pessoas cadastradas na fila de espera para córneas no Piauí, com controle realizado pela Central Estadual de Transplantes.

A atuação do Núcleo de Córneas do HEDA e a colaboração do Instituto Médico Legal (IML) têm sido cruciais para aumentar as doações e proporcionar a muitos piauienses a chance de uma vida melhor.

Wal França, diretora-geral do HEDA, destaca a importância da conscientização e solidariedade das pessoas, além do trabalho efetivo de toda equipe envolvida para que se avance nas doações. “Essa sensibilização servirá para propagar informações sobre um programa tão importante já existente, mas sem ampla adesão. Nosso objetivo é destacar que a doação é um ato humanitário, um gesto nobre de amor ao próximo e aqueles que desejam se tornar um doador, podem se manifestar em vida”, afirmou.

Essa conquista reforça a relevância do Núcleo de Córneas do HEDA como um pilar fundamental na promoção da saúde ocular no Piauí, ampliando a esperança de uma vida melhor para muitos piauienses.

Parceria com o IML

A parceria com o IML tem sido fundamental para o aumento das doações. No mês passado, foram registrados sete doadores de córneas, dos quais três foram provenientes do IML, representando quase 50% das doações do mês.

Pacientes que falecem no HEDA ou que chegam ao IML em até seis horas após a ocorrência são avaliados para doação de córneas. E a maioria dos óbitos de pessoas entre 3 e 75 anos permite a doação, salvo algumas causas específicas.

Processo de Captação e Transplante

Após a captação, as córneas são encaminhadas ao Banco de Olhos do Piauí, onde são preparadas e armazenadas até o momento do transplante. A fila de receptores é única, sendo o tempo de espera o principal critério para seleção.

De acordo com Nadja, as marcas da cirurgia de retirada são imperceptíveis, assim como os curativos no rosto do doador, permitindo que velório e sepultamento sejam realizados normalmente. O procedimento é ágil e a reconstrução da aparência do doador é uma prioridade. Além disso, a equipe do Núcleo de Córneas tem a função de esclarecer quaisquer dúvidas e amparar as famílias com informações precisas para a tomada de decisão.

Legislação e Procedimentos

A legislação atual determina que apenas familiares de até segundo grau e cônjuges podem autorizar a doação de órgãos ou tecidos. Uma entrevista é realizada com a família para explicar a possibilidade da doação de córneas.

Com a autorização, a equipe do núcleo realiza a captação do tecido ocular, que é, então, enviado para o Banco de Olhos, em Teresina, para preservação e preparo para transplante.

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O número de casos prováveis de dengue no Brasil diminuiu no mês de maio, pela primeira vez no ano, mas a quantidade de mortes aumentou. O último boletim semanal que contabiliza os dados até 1º de junho aponta que foram 5.631.181 casos prováveis da doença e 3.417 mortes confirmadas desde o começo de 2024.

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Esses números indicam que o mês de maio registrou 1,454 milhão de casos, 98 mil a menos que em abril. Entretanto, maio teve 262 mortes a mais que o mês anterior, que teve 1.082 registros.

De acordo com boletins do Ministério da Saúde, o Brasil registrou 163 óbitos em janeiro, 227 em fevereiro e 601 em março. Apesar do aumento de mortes, os estados já apresentam tendência de queda da doença. A pasta justifica o aumento do número de mortes pela demora na confirmação do óbito, que pode ser investigado por até 60 dias.

Sobre número de casos, foram 243 mil em janeiro, 729 mil em fevereiro, 1,650 milhão em março e 1,552 milhão em abril.

São Paulo é a unidade da federação com mais óbitos registrados em 2024, com 956, seguido por Minas Gerais (586), Paraná (420), Distrito Federal (391) e Goiás (246). Somadas, as cinco acumulam 76% do total de óbitos.

O Distrito Federal é a unidade da federação com maior taxa de incidência de casos prováveis, com 9.300,0 casos por 100 mil habitantes. Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e Goiás aparecem em seguida, somando 53% do número absoluto de casos.

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Foto: TÂNIA RÊGO/AGÊNCIA BRASIL - ARQUIVO/TÂNIA RÊGO/AGÊNCIA BRASIL - ARQUIVO

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi) entregou, nesta terça-feira (04), cinco novas ambulâncias de suporte avançado para hospitais da rede estadual de saúde. Os veículos serão destinados ao atendimento e transporte de pacientes de alto risco em emergências pré-hospitalares e transporte inter-hospitalar.

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Foram contemplados as seguintes unidades de saúde: Hospital Regional Tibério Nunes (Floriano), Hospital Regional Deolindo Couto (Oeiras), Unidade Mista de Saúde Osmarina Ferreira de Oliveira Leal (Itainópolis), Hospital Estadual José Furtado de Mendonça (São Miguel do Tapuio) e Hospital da Polícia Militar Dirceu Arcoverde (HPM).

Para o secretário de Estado da Saúde, Antonio Luiz, esses novos veículos vão proporcionar mais segurança e comodidade no processo de transferências dos pacientes. “Entregamos veículos modernos, que possibilitam um suporte completo de cuidados avançados em saúde. Essas ambulâncias são direcionadas, principalmente, ao deslocamento de pacientes graves, mas pode ser usado para outros pacientes com quadros de saúde mais tranquilo, pois além dele vai também médico e enfermeiro auxiliando no transporte ”, ressalta.

As ambulâncias são equipadas com tanques de oxigênio, torniquetes, aparelhos de pressão, termômetros, oxímetros de pulso, estetoscópios, desfibriladores, glicosímetros, monitores multiparâmetro, ventiladores/respiradores, bombas de infusão e outros suprimentos de primeiros socorros, as ambulâncias garantem suporte vital completo.

“Quando os pacientes vão para um serviço de maior complexidade ou retornam eles precisam ser transportados com segurança. E esses veículos são para reforçar essa qualidade dos atendimentos”, destaca o superintendente da Rede de Média e Alta Complexidade da Sesapi, Dirceu Campêlo.

O Governo do Piauí, por meio da Sesapi, já entregou veículos do mesmo modelos para o Hospital Getúlio Vargas (Teresina), Hospital Regional João Pacheco Cavalcante (Corrente), Hospital Regional Senador Dirceu Arcoverde (Uruçuí), Hospital Regional Eustáquio Portela (Valença), Hospital Regional Manoel de Sousa Santos (Bom Jesus), Hospital Regional Chagas Rodrigues (Piripiri), Hospital Regional Senador Cândido Ferraz (São Raimundo Nonato), Hospital Regional Justino Luz (Picos), Hospital Francisco Ayres Cavalcante (Amarante) e Hospital Gerson Castelo Branco (Luzilândia).

“O governo vem trabalhando para melhorar a cada dia os serviços de saúde ofertados à população do Piauí e este incremento na frota veicular dos hospitais da rede estadual fortalece as estratégias de atendimento" , lembra o superintendente de administração da Sesapi, Jônatas Melo.

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A OMS (Organização Mundial da Saúde) divulgou um novo informe sobre a situação epidemiológica da dengue, revelando que o Brasil é responsável por 82% dos casos suspeitos de dengue registrados globalmente em 2024. Este dado coloca o Brasil no topo do ranking de casos fatais da doença.

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Seguindo o Brasil, estão a Argentina, com 420 mil casos prováveis, Paraguai, com 257 mil, e Peru, com quase 200 mil casos prováveis. “Embora um aumento substancial de casos de dengue tenha sido relatado globalmente nos últimos cinco anos, esse aumento foi particularmente pronunciado na região das Américas, onde o número de casos ultrapassou 7 milhões no final de abril, superando os 4,6 milhões registrados em todo o ano de 2023″, destacou a OMS.

A OMS implementou um sistema global de vigilância que monitora os dados da dengue. Segundo informações atualizadas até a última segunda-feira (27), foram registrados 7,67 milhões de casos suspeitos de dengue no mundo, dos quais 3,57 milhões foram confirmados.

Além disso, o Brasil representa 77,3% das 3.680 mortes e 82,3% dos 16.242 casos graves de dengue registrados globalmente.

Outras arboviroses Dados da OMS mostram uma sobreposição de casos de dengue, chikungunya e zika, todas transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti e com sintomas semelhantes, o que pode levar a diagnósticos equivocados. “Dados de vigilância durante grandes surtos de suspeita de dengue podem incluir erroneamente casos de uma ou de ambas as outras doenças”, alerta a entidade.

Como exemplo, a OMS cita um estudo realizado em Minas Gerais em 2023, onde 84,4% dos 828.654 casos prováveis de arboviroses eram suspeitos de dengue, enquanto apenas 15,6% eram suspeitos de chikungunya. No entanto, a proporção real, entre os casos confirmados laboratorialmente, foi de 65,9% para chikungunya e apenas 34,1% para dengue.

A OMS destacou que os sistemas de vigilância específicos para a transmissão endêmica de chikungunya e zika são fracos ou inexistentes em muitos países. “Existem diferenças importantes entre essas doenças em relação a populações de risco, gestão de pacientes e utilização de recursos de saúde”, afirmou a entidade.

O vírus Zika é particularmente perigoso para mulheres grávidas devido à associação com casos de microcefalia. A OMS recomendou a expansão da vigilância para monitorar simultaneamente os três vírus, ajudando as autoridades de saúde pública a determinar com precisão o verdadeiro fardo de cada doença, refinar as avaliações de risco e otimizar a gestão clínica e a alocação de recursos para intervenções de saúde pública mais eficazes.

Até o momento, o painel da OMS contabiliza mais de 250 mil casos de chikungunya e quase 7 mil casos de infecção pelo vírus Zika em 2024.

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Foto: AGÊNCIA BRASIL/DIVULGAÇÃO - ARQUIVO