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O primeiro lote com 500 mil testes para diagnóstico de covid-19, comprados pelo Ministério da Saúde via Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), chegou ontem (22) ao Brasil. A distribuição aos estados começa ainda nesta semana.

Foram adquiridos 10 milhões de testes RT-PCR (biologia molecular), que identificam o coronavírus logo no início, ou seja, no período em que ainda está agindo no organismo. O restante dos testes, produzidos pelo laboratório Seegene, da Coreia do Sul, chegará de forma escalonada, sendo cerca de 500 mil por semana.

A aquisição faz parte do esforço do Ministério da Saúde em ampliar a testagem para o coronavírus na rede pública de saúde. De acordo com a pasta, já foram distribuídos mais de 2,5 milhões de testes para diagnóstico de covid-19 em todo o país. Deste total, 524.536 mil são testes RT-PCR e 2 milhões são testes rápidos (sorologia). Estes últimos detectam a presença de anticorpos no organismo e são realizados entre o sétimo e décimo dia do surgimento dos sintomas da doença.

Para o ministro da Saúde, Nelson Teich, a partir da testagem é possível avaliar a evolução da doença no Brasil e conduzir as ações de enfrentamento. “É preciso que sejamos rápidos o bastante para fazer o diagnóstico e tomar uma atitude”, disse em comunicado do ministério.

De acordo com a pasta, até a próxima semana está prevista a distribuição de cerca de 3 milhões de testes que já chegaram ao Brasil e estão seguindo os trâmites legais para a distribuição. São 984 mil testes RT-PCR, oriundos de compras da Fiocruz (184,2 mil) e OPAS (500 mil), além da doação de 300 mil testes da Petrobras. Já em relação aos testes rápidos, são mais 2 milhões de unidades doadas pela mineradora Vale que chegaram ao Brasil nos últimos dias.

 

Agência Brasil

morcegUma pesquisa realizada com 36 espécies de morcegos da parte ocidental do Oceano Índico e áreas próximas à África descobriu que estes animais convivem juntos com diferentes tipos de coronavírus há milhões de anos. As informações foram publicadas no jornal científico Scientific Reports e divulgadas pelo EurekAlert.
Os pesquisadores analisaram mais de mil morcegos, e o resultado foi de que 8% destes morcegos avaliados eram portadores de coronavírus.

Segundo o estudo, liderado por cientistas da Université de La Réunion, esses tipos de coronavírus não são danosos aos morcegos, mas possuem potencial perigo para outros animais caso os vírus tenham oportunidade de passar por outras espécies.

Veja também: OMS nega que novo coronavírus tenha sido criado em laboratório

O biólogo Steve Goodman afirmou que encontraram uma “profunda história evolucionária entre os morcegos e os coronavírus”. Segundo ele, compreender melhor como os diferentes tipos do vírus evoluem pode ajudar a humanidade a construir programas de saúde pública no futuro.

Goodman faz questão de destacar que as pessoas não devem tentar, em resposta, causar danos aos morcegos em nome da saúde pública.

O biólogo pontua que os morcegos são importantes para o funcionamento do ecossistema com a polinização de flores, frutas e o consumo de insetos. “O bem que eles fazem por nós supera qualquer mal potencial”, afirma.

 

R7

Foto: divulgação

Foi divulgado no começo da noite dessa terça-feira, 21, o Boletim do Hospital de Floriano em relação aos casos de COVID 19.

A assessoria do órgão confirma que não sofreu alterações.

"Continuamos com quatro (04) casos confirmados. Sendo dois (o2) de Floriano, que se encontram em isolamento domiciliar, um (01) da cidade de Itaueira, um (01) da cidade de Colônia do Gurgueia, ambos em internação clínica", externou numa rede social um assessor do HRTN.

Veja os gráficos.

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Da redação

matchPesquisadores da Universidade de Oxford, no Reino Unido, anunciaram nesta terça-feira (21) que devem começar a testar uma vacina para o coronavírus na próxima quinta-feira (23) em humanos. A intenção da equipe é ter a vacina pronta ainda no segundo semestre deste ano.

Segundo o jornal britânico The Independent, a informação é dada pelo secretário de Saúde do Matt Hancock durante uma coletiva de imprensa. Hancock anunciou um investimento de 20 milhões de libras (mais de R$ 130 milhões) para a pesquisa da Universidade de Oxford. Também serão destinados 22, 5 milhões de libras a pesquisadores do Imperial College de Londres.

Sarah Gilbert, professora em Oxford, disse que a vacina que está sendo desenvolvida por sua equipe pode estar pronta para uso em setembro.

Durante a entrevista coletiva, Hancock informou que a “equipe acelerou o processo de testes, trabalhando em parceria com a MHRA (Agência Reguladora de Medicamentos e Assistência Médica)."

Ainda declarou que "em tempos normais, chegar a esse estágio levaria anos" e está "muito orgulhoso do trabalho realizado até agora."

O governo também deve investir na capacidade de fabricação das vacinas, para que, assim que o medicamente estiver pronto possa ser disponibilizado "o mais cedo possível".

Também alertou que “nada sobre esse processo é certo. O desenvolvimento da vacina é uma questão de tentativa e erro e tentativa novamente. Essa é a natureza de como as vacinas são desenvolvidas. "

Ainda, o governo se comprometeu a apoiar "ao máximo" e deve disponibilizar os recursos necessários para que os pesquisadores tenham mais chance de sucesso o mais rápido possível".

Hancock deixou claro que acredita que o Reino Unido poderá colher um benefício econômico gigantesco se for o primeiro a alcançar o "Santo Graal" de uma vacina que poderia proteger o mundo inteiro contra o Covid-19.

 

R7