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Considerada uma doença rara e de alta letalidade, a febre hemorrágica ressurgiu no Brasil após 20 anos sem registro de novos casos.

Um homem morreu no estado de São Paulo, no último dia 11, menos de duas semanas após apresentar os primeiros sintomas.

Segundo o Ministério da Saúde, a vítima "passou por três diferentes hospitais, nos municípios de Eldorado, Pariquera-Açu e São Paulo, sendo o último o Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo".

Ainda de acordo com a pasta,"foram realizados exames para identificação de doenças, como febre amarela, hepatites virais, leptospirose, dengue e zika. Contudo, os resultados foram negativos para essas doenças. Foram realizados exames complementares no Laboratório de Técnicas Especiais do Hospital Albert Einstein que identificou o arenavírus, causador da febre hemorrágica brasileira".

A infecção por arenavírus se dá por meio da inalação ou ingestão de partículas de urina, fezes ou saliva de roedores silvestres infectados. Os ratos domésticos (hamsters) e urbanos (camundongos e ratazanas) não transmitem esses vírus.

Esse tipo de arenavírus brasileiro foi catalogado nos anos de 1990 e leva o nome de Sabiá, bairro da cidade de Cotia (SP) onde foi descoberto.

Os arenavírus são uma família viral antiga e conhecida por provocar doenças semelhantes nas Américas e na África. Países como Argentina e Bolívia costumam ter maior incidência de casos.

"A transmissão dos arenavírus de pessoa a pessoa pode ocorrer quando há contato muito próximo e prolongado ou em ambientes hospitalares, quando não utilizados equipamentos de proteção, por meio de contato com sangue, urina, fezes, saliva, vômito, sêmen e outras secreções ou excreções", ressalta o Ministério da Saúde.

Entretanto, o presidente da SBV (Sociedade Brasileira de Virologia), Maurício Lacerda Nogueira, explica que existem apenas quatro casos na história da literatura de transmissão de arenavírus entre humanos.

 

Os sintomas da febre hemorrágica podem levar entre uma e três semanas para aparecerem. Inicialmente, a pessoa infectada pode apresentar febre, mal-estar, dores musculares, manchas vermelhas pelo corpo, dor de garganta, no estômago e atrás dos olhos, dor de cabeça, tonturas, sensibilidade à luz, constipação e sangramento de mucosas, como boca e nariz.

Conforme a doença evolui, há risco de comprometimento neurológico, com sonolência, confusão mental, alteração de comportamento e convulsão.

Uma vez internada, a pessoa precisará ser isolada para evitar a transmissão aos profissionais do hospital e aos membros da família, segundo o Manual Merck de Diagnóstico e Tratamento.

"O isolamento é precaução, principalmente para as equipes médicas e de enfermagem. Nessas febres hemorrágicas, como ebola e arenavírus africanos, há muita transmissão para os médicos", ressalta Nogueira.

O tratamento é feito com ingestão de líquidos e eletrólitos, se necessário. Também pode ser usado um antiviral (ribavirina), que não cura a infecção, mas reduz a taxa de mortalidade.

O presidente da SBV afirma ainda que o Brasil pode ter uma sub-notificação de casos de febre hemorrágica, já que a rede pública não possui laboratórios capazes de confirmar esse tipo de infecção.

"A febre hemorrágica brasileira é grave. Mas a gente tem que lembrar que não importa a infecção, sempre os casos leves e moderados são mais frequentes do que os graves. O que me preocupa é que provavelmente tenha havido mais casos nesses 20 anos. Ele [paciente] caiu em um grupo qualificado em que foi possível fazer os exames em um laboratório do Einstein. Foi um achado."

Segundo Nogueira, não há motivo para que as pessoas fiquem preocupadas. Ele ressalta, no entanto, que é preciso haver investimento público em laboratórios para se ter a real dimensão dessa doença.

 

R7

cancerA descoberta foi publicada na revista científica Nature Immunology e ainda não foi testada em doentes. Contudo, os investigadores acreditam que, embora o trabalho ainda esteja em estágio inicial, a descoberta tem “enorme potencial”, diz a BBC.

Os cientistas encontraram uma célula no sangue das pessoas que pode avaliar se existe uma ameaça a ser eliminada. Essa nova célula imune suporta um receptor que age como um gancho, que se agarra à maioria dos cânceres ao mesmo tempo que ignora as células saudáveis.

Andrew Sewell, responsável pelo estudo, afirma que é “altamente incomum” encontrar uma célula com potencialidades terapêuticas assim tão vastas no combate ao câncer e que a descoberta aumenta a perspectiva de criar uma “terapia universal”.

“A nossa descoberta aumenta a perspectiva para os tratamentos contra o câncer. Esse tipo de célula pode ser capaz de destruir muitos tipos diferentes da doença. Antes, ninguém achava que isso fosse possível. Essa foi uma descoberta acidental, ninguém sabia que essa célula existia”, contou Sewell ao The Telegraph.

A equipe de investigadores descobriu que o novo tipo de célula T pode encontrar e matar grande diversidade de células cancerígenas, incluindo as presentes no câncer de pulmão, pele, sangue, mama, osso, próstata, ovário, rim e colo do útero.

Embora o processo como a célula ataca outras células ainda não seja compreendido, os cientistas acreditam que o receptor das células T interage com uma molécula, chamada MR1, que existe na superfície de todas as células do corpo humano.

“Somos os primeiros a descrever uma célula T que se encontra com a MR1 nas células cancerígenas. Isso nunca foi feito antes”, afirmou Gary Dolton, que participa da investigação, em entrevista à BBC.

 

Agência Brasil

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

A tuberculose renal é uma infecção de evolução crônica, produzida principalmente pela bactéria Mycobacterium tuberculosis. Pode comprometer ambos os rins, causando insuficiência renal e a morte do paciente.

Em primeiro lugar, você deve saber que a origem é, frequentemente, pulmonar e ocorre em muitos pacientes com tuberculose pulmonar. Mycobacterium tuberculosis chega aos rins pelo sangue, por contiguidade e por via linfática. A tuberculose renal é a segunda forma extrapulmonar mais frequente.

As localizações iniciais da tuberculose renal são o rim, o epidídimo e a próstata. No entanto, o resto dos órgãos geniturinários também podem ser afetados.

Sintomas da tuberculose renal
Alguns dos sintomas mais frequentes da tuberculose renal são:

Dor na região do rim.
Micção frequente e dolorosa.
Sangue na urina.
A maioria dos pacientes apresenta uma reação positiva à tuberculina e ao cultivo para bacilo de Koch na urina. Por exemplo, no homem é frequente que se associe a uma epididimite e, menos frequentemente, a uma prostatite.

Diagnóstico de tuberculose renal
O diagnóstico da tuberculose renal é microbiológico. Portanto requer do isolamento e do cultivo de Mycobacterium tuberculosis em amostras biológicas.

O diagnóstico microbiológico
O diagnóstico microbiológico é estabelecido em três etapas sucessivas:

Demonstração de bacilos ácido-álcool resistentes.
Isolamento de M. tuberculosis em cultivo puro.
Em determinados casos, estudo de sensibilidade in vitro a fármacos antituberculosos.
Por outro lado, em relação às micobactérias, é preciso considerar que exigem técnicas de coloração específicas para sua identificação devido à alta quantidade de lipídios que a parede celular possui. Além disso, são de crescimento lento e os cultivos em meios sólidos devem ser incubados durante 8 semanas.

Certamente, a coloração e o exame microscópico direto é o procedimento mais fácil e rápido, e pode dar uma confirmação preliminar do diagnóstico.

Leia também: Antibióticos de amplo espectro: funções e resistência

Cultivo e identificação de micobactérias
Existem distintos meios de cultivo: sólidos, líquidos radiométricos, líquidos não radiométricos e bifásicos. Atualmente, o emprego da combinação de um meio sólido e um meio líquido é considerado um dos de maior sensibilidade e rapidez.

As técnicas mais eficazes são a de lise-centrifugação e técnicas radiométricas. Seu uso é indicado para pacientes com HIV gravemente imunodeprimidos e nos casos de febre de origem desconhecida.

Novas técnicas de diagnóstico: amplificação gênica do DNA ou RNA.
Essas técnicas, que geram milhões de cópias de ácido nucleico específico do complexo M. tuberculosis, permitem estabelecer diagnósticos rápidos.

Estudos de sensibilidade in vitro (antibiograma)
Além disso, dispõe-se de distintos métodos radiométricos e não radiométricos para o estudo da sensibilidade in vitro.


Diagnóstico anatomopatológico
O diagnóstico anatomopatológico consiste no estudo histológico de amostras obtidas por punção e aspiração com agulha fina e biopsia.

Tratamento da tuberculose renal
Primeiramente, para o tratamento da tuberculose renal, é preciso associar vários fármacos a fim de prevenir o aparecimento de resistências. Sem dúvida alguma, a má administração ou o abandono do tratamento também favorecem o aparecimento de resistências.

Além disso, o tratamento tem que ser prolongado para evitar a recidiva. Certamente, o melhor método para o acompanhamento da resposta ao tratamento é a avaliação bacteriológica.

Os fármacos para o tratamento da tuberculose são classificados em dois grupos em função de sua eficácia, potência e efeitos tóxicos:

Fármacos de escolha para o tratamento de casos iniciais:
Bactericidas: isoniazida, rifampicina , pirazinamida e estreptomicina.


Bacteriostáticos: etambutol.


Fármacos de segunda escolha: são menos ativos e com mais efeitos secundários. São usados para as formas resistentes ou em situações clínicas especiais. Alguns são difíceis de conseguir e apenas devem ser manuseados por pessoas especialistas. Entre esses fármacos estão:


Canamicina.
Amicacina.
Claritromicina.
Ciprofloxacino.

 

melhorcomsaude

Nesta data, é importante tomar consciência de um aspecto fundamental: atualmente muitas pessoas são portadoras do vírus e não sabem disso. O diagnóstico precoce e o tratamento com antirretrovirais garante uma melhor qualidade de vida.
O Dia Mundial da Luta Contra a AIDS nos permite fazer um exercício que vai muito além da simples conscientização sobre esta doença. Todo dia 1º de dezembro esta data é celebrada com o objetivo de apoiar os esforços globais para evitar novos contágios, e também para oferecer respeito, proximidade e apoio às pessoas que vivem a vida sendo soropositivas.

Algo que os ministérios da saúde, as agências das Nações Unidas e os governos de cada país tentam transmitir é a necessidade de assumir uma maior responsabilidade em relação a este tema. Uma responsabilidade que é dupla, pois sabemos que o número de infectados continua sendo alarmante. De acordo com dados da OMS, estima-se que quase 38 milhões de pessoas convivam com o HIV.

Por outro lado, existe um elemento igualmente chamativo: cerca de 8 milhões de pessoas estão infectadas sem saber. Porque o HIV não costuma apresentar sintomatologia, porque muitas vezes dizemos a nós mesmos que isso só acontece com os outros, e porque, de alguma forma, continuamos sem tomar medidas adequadas no que diz respeito à saúde sexual.

Dessa forma, um dos objetivos que marcaram as ações de instituições de saúde de todo o mundo é chegar à meta 90-90-90 em 2020. Ou seja, fazer com que a detecção precoce atinja um índice de 90%, tratar 90% dos pacientes com antirretrovirais, e fazer com que 90% deles apresentem uma carga viral suprimida.

Será possível alcançar esta meta? Ela precisa de dois fatores indispensáveis: um investimento econômico e a nossa conscientização. O UNAIDS, Programa das Nações Unidas voltado para o combate da AIDS, acredita que, infelizmente, esta meta não será alcançada.

Dia Mundial da Luta Contra a AIDS: a importância de não baixar a guarda
Há dois anos, uma declaração política adotada pelos estados membros das Nações Unidas estabeleceu algo que nos convida a uma profunda reflexão: ou adotamos medidas mais firmes ou o HIV e a AIDS serão, em 2030, um grave problema de saúde pública.

Estamos diante de um vírus que não tem um impacto significativo apenas na África subsaariana, mas também na América Latina, no Caribe, na Europa oriental e na Ásia Central, regiões onde houve, nos últimos anos, um aumento notável da população infectada.

O Dia Mundial da Luta Contra a AIDS deve nos convidar a fazer um compromisso muito claro; o primeiro é o de não baixar a guarda. O vírus do HIV continua tendo a sua principal via de infecção nas práticas sexuais de risco.

O segundo é a necessidade de criar melhores políticas públicas para prevenir e detectar a doença na sua primeira fase. O terceiro aspecto relevante é, sem dúvida, oferecer respeito e apoio às pessoas infectadas.

Conheçamos, portanto, estes aspectos básicos que permeiam todo o relativo ao HIV.
O mais perigoso é chegar nesta fase. Se uma pessoa apresentar o HIV e não receber tratamento, desenvolverá a AIDS em cerca de 10 anos.

Como o HIV é contraído?
Este tipo de retrovírus tem três vias específicas de transmissão. São as seguintes:

Parenteral. Trata-se de um tipo de transmissão que ocorre pela exposição ao sangue ou outros tecidos. Nesse caso, estamos diante de situações como receber uma transfusão de sangue infectado, compartilhar agulhas, ser furado acidentalmente por elas ao manipular utensílios médicos, etc.
Sexual. É a causa mais comum de transmissão do HIV. Ocorre como resultado das práticas sexuais sem proteção nas quais nos expomos ao sêmen ou às secreções vaginais de uma pessoa infectada.
Infecção perinatal. Neste caso, a infecção ocorre de uma mãe infectada para o seu filho, seja durante a gestação, o parto, e até por meio da amamentação.
Por outro lado, é importante destacar como o vírus NÃO é transmitido:

Pelos beijos.
Compartilhando copos e outros utensílios.
Através de abraços ou carícias.
Usando serviços públicos.
Pelo suor ou pelas lágrimas.
Picadas de insetos.
Por meio de carícias feitas em um animal.
Como o HIV é tratado?
Atualmente, não existe um tratamento capaz de curar esta doença. No entanto, uma pessoa pode ter uma expectativa de vida normal graças aos antirretrovirais. Este tipo de tratamento implica a administração diária de diversos medicamentos que cumprem as seguintes finalidades:

Reduzir a concentração do HIV no organismo.
Evitar que o HIV cause a AIDS.
Reduzir o risco de transmissão da doença.
Proteger o sistema imunológico.

A importância de fazer um teste de HIV
No Dia Mundial da Luta Contra a AIDS, não basta nos conscientizarmos a seguir as medidas adequadas de proteção contra a infecção. Fazer o teste é algo imprescindível, algo que deveria fazer parte da nossa rotina médica.

As instituições médicas recomendam que as pessoas com idades entre 13 e 64 anos façam o teste pelo menos uma vez, e mais vezes se tiverem sido expostas a alguma situação de risco.

Basta falar com o seu médico e fazer um simples exame de sangue. Os resultados podem sair em meia hora. Portanto, não deixe de lado algo tão importante. A detecção precoce garante uma melhor qualidade de vida, e também evita que outras pessoas sejam infectadas caso o resultado seja positivo.

 

a mente e maravilhosa