A Secretaria de Estado da Saúde (SESAPI) atualizou nesta quarta-feira (29), os dados do novo coronavírus no Piauí.
De acordo com o boletim, são mais 59 casos confirmados de Covid-19. As cidades de Aroazes, Boa Hora e São Lourenço registraram pela primeira vez casos da doença.
Com isso, 57 municípios do Piauí passam a ter casos confirmados do novo coronavírus. Dos novos casos positivos, são 31 mulheres e 28 homens, com idades que variam de 10 meses a 89 anos.
O total de casos confirmados é de 513. Permanece em 24 o número de pessoas mortas no estado por conta da pandemia.
Ainda segunda a secretaria de Saúde, 186 pessoas estão internadas, sendo que 122 em leitos clínicos, 62 em Unidades de Terapia Intensiva e duas em leitos de estabilização. O total de altas médicas é de 141.
O Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas dos Estados Unidos (NIAID) teve êxito ao completar o primeiro teste de um medicamento experimental contra a Covid-19, a doença provocada pelo novo coronavírus, segundo divulgou nesta quarta-feira (29) a companhia de biotecnologia Gilead Sciences.
De acordo com comunicado emitido pela empresa, trata-se do antiviral Remdesivir. O texto diz ainda que o NIAID dará mais detalhes sobre os resultados dos estudos em breve.
O medicamento, que é produzido pela Gilead Sciences, está sendo testado em vários pacientes internados com Covid-19, mas ainda não havia sido aprovado para o tratamento de qualquer doença. Antes, passou por teste experimental com pacientes afetados por ebola.
A companhia, que tem sede na cidade de Foster City, na Califórnia, lembrou que o Remdesivir não tem licença e nem foi aprovado em outros países do mundo. Além disso, o antiviral ainda não havia demonstrado ser seguro ou efetivo para o combate ao novo coronavírus.
"Esse estudo proporcionará informação se um tratamento mais curto, de cinco dias de duração, pode ter eficácia e segurança similares ao tratamento de dez dias nos exames da NIAID", aponta o texto divulgado pela Gilead Sciences.
A expectativa da companhia é obter no fim de maio os dados de um segundo estudo de avaliação da eficácia das doses de cinco e dez dias, em pacientes com Covid-19 moderada.
Um estudo da Univesidade Nacional de Singapura, a maior e mais antiga do país asiático, prevê quando a pandemia de covid-19 pode ter fim em cada lugar do mundo. No Brasil, por exemplo, a doença seria controlada no dia 23 de agosto, segundo os pesquisadores. Globalmente, o término aconteceria em 1º de dezembro deste ano.
O infectologista Carlos Fortaleza, membro da Sociedade Paulista de Infectologia e professor da Faculdade de Medicina da Unesp, afirma que esse tipo de estudo é interessante, porém, traz dados imprecisos que não podem ser encarados como a "palavra final"
"A situação é absolutamente imprevisível quando você tem um número de variavéis tão grande", destaca o professor. "O grande problema de modelos matemáticos e simulações é acertar os parâmetros que influenciam na transmissão do vírus. Essas novidades fazem com que as coisas mudem. É muito difícil conseguir uniformizar [as previsões]", pondera o especialista.
A transmissibilidade do vírus, a densidade demográfica de cada país e as medidas colocadas em prática com o objetivo de frear a covid-19 são exemplos de aspectos relevantes que ficam de fora desse tipo de projeção, segundo o professor.
Em entrevista ao R7, o médico infectologista João Prats, da BP - A Beneficência Portuguesa de São Paulo, fez a mesma análise. Segundo ele, existem diversos fatores que podem influenciar na curva de contágio da doença, que indica o número de novas pessoas infectadas em um determinado período.
O isolamento social, a identificação de pessoas doentes e a imunidade de quem já pegou o vírus uma vez são aspectos que podem achatar essa curva.
A estabilidade pode acontecer, por exemplo, quando uma vacina for criada para o novo coronavírus. "Chega o momento em que todo mundo é vacinado. Assim, uma pessoa passa a infectar menos pessoas, até que a doença acabe", esclarece.
Fortaleza acrescenta que análises como a da Univesidade Nacional de Singapura fornencem uma linha de pensamento que pode orientar a criação de políticas públicas.
De acordo com o professor, será possível dizer que a pandemia de covid-19 acabou quando a doença estiver sob controle. "Isso significa que ainda haverá casos, mas eles serão esporádicos e vão acontecer em alguns lugares específicos".
"O ideal é que ela seja erradicada. Isso acontece quando não existem mais casos nem a possibilidade de reintrodução da doença [na população]", analisa. "Mas ela pode ser controlada mesmo sem ser erradicada", conclui.
Deu a luz a um bebê que testou negativo, uma mulher de 39 anos que está com a covid-19. A mãe permanece internada em uma UTI específica para pacientes com o vírus na maternidade Evangelina Rosa, em Teresina. O recém-nascido passa bem.
Conforme informações repassadas pela equipe médica da Maternidade Dona Evangelina Rosa, a paciente natural da cidade de Palmeirais, no interior do Piauí, teve parto cesárea de urgência.
Ainda de acordo com a equipe médica, a mulher está internada na UTI covid e evolui com uma regressão significativa do quadro respiratório e respira sem o auxílio de aparelhos.
A secretaria Municipal de Saúde de Palmeiras, informou que oito pessoas que tiveram com a gestante foram submetidos a exames para coronavírus. Dessas, sete são familiares e a oitava uma agente de saúde que atendia na comunidade onde a grávida morava. Todos teriam testado negativo para a doença, mas por recomendação permanecem em isolamento domiciliar até uma contraprova para confirmar que, realmente, não estão infectados.