• prefeutura-de-barao.jpg
  • roma.png
  • vamol.jpg

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou ontem (23) uma lista de produtos que podem substituir o álcool 70% na desinfecção de objetos e superfícies para conter e limitar a propagação do novo coronavírus (covid-19). De acordo com a agência, a recomendação dos produtos tem por objetivo fornecer alternativas ao uso de produtos à base de álcool “diante do aumento da procura por esses itens no mercado.”

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou ontem (23) uma lista de produtos que podem substituir o álcool 70% na desinfecção de objetos e superfícies para conter e limitar a propagação do novo coronavírus (covid-19). De acordo com a agência, a recomendação dos produtos tem por objetivo fornecer alternativas ao uso de produtos à base de álcool “diante do aumento da procura por esses itens no mercado.”

A Anvisa informa que a maioria dos produtos recomendados, como sabão, água sanitária e alvejante, levam de cinco a dez minutos para agir contra o vírus, e que após a aplicação do produto, é necessário esperar esse tempo para que faça efeito.

“Estudos mostram que desinfetantes domésticos comuns, incluindo sabão ou uma solução diluída de alvejante, podem desativar o coronavírus em superfícies, uma vez que o vírus tem uma camada protetora de gordura que é destruída por esses produtos”, explicou a Anvisa.

Em caso de utilização da água sanitária, o produto deve ser usado imediatamente após a diluição em água, pois sua ação é desativada pela luz. A proporção de diluição é de um  copo com capacidade de 250 ml de água sanitária em um litro de água, e um copo de 200 ml de alvejante comum em um litro de água.

Vassouras e esfregões

A Anvisa recomenda que não se deve usar vassouras e esfregões secos; nebulizadores e termonebulizadores; frascos de spray com propelente para desinfetar superfícies e objetos. A agência informa ainda que o uso de toalhas com desinfetante não é muito útil contra o coronavírus, uma vez que a superfície higienizada não permanece molhada por mais do que alguns segundos.

A lista dos produtos recomendados pela Anvisa que podem ser uma alterantiva ao álcool 70% e que podem ser utilizados para desinfecção de objetos e superfícies:

hipoclorito de sódio a 0,5%;

alvejantes contendo hipoclorito (de sódio, de cálcio) a 2-3,9%;

iodopovidona (1%);

peróxido de hidrogênio 0,5%;

ácido peracético 0,5%;

quaternários de amônio como cloreto de benzalcônio 0,05%;

compostos fenólicos;

desinfetantes de uso geral com ação contra vírus.

 

Agência Brasil

cloroquinaO CFM (Conselho Federal de Medicina) liberou nesta 5ª feira (23.abr.2020) o uso da cloroquina para tratamento de pacientes com covid-19 e estabeleceu 3 situações para a prescrição da droga. O presidente do conselho, Mauro Ribeiro, destacou que a entidade não recomenda o uso do medicamento, apenas liberou o uso da droga. O posicionamento foi apresentado a Bolsonaro e seus ministros nesta manhã.

O presidente do conselho afirmou que a decisão foi baseada em estudos observacionais, uma vez que não existe comprovação científica para o uso da medicação no tratamento da covid-19. Contudo, a prescrição da hidroxicloroquina deve ser consentida pelo paciente, que será alertado sobre a eficácia não comprovada e dos efeitos colaterais do medicamento.

“O posicionamento é que não existe nenhuma evidência científica forte que sustente o uso da hidroxicloroquina para o tratamento da covid-19. É uma droga amplamente usada para outras doenças há 70 anos, mas para covid não tem ensaio clínico prospectivo randomizado feito por pesquisadores e publicado em revistas importantes que aponte para benefício de uso da hidorxicloroquina para covid-19″, disse Mauro Ribeiro.

O CFM estabeleceu 3 casos em que a droga poderá ser prescrita a pacientes com covid-19:

pacientes críticos: internados em terapia intensiva, com lesão pulmonar estabelecida e reação inflamatória sistêmica. Ainda que nenhuma evidência indique ação da hidroxicloroquina nesses casos, o medicamento pode ser prescrito por compaixão. Isso significa que este paciente já está fora de outras possibilidades terapêuticas e, com autorização de familiares, o médico poderá receitar a droga;


pacientes com sintomas leves: no momento em que chega ao hospital. A cloroquina poderá ser prescrita com autorização do paciente ou da família para interferir na replicação viral;


pessoas com sintomas de gripe comum: nessa situação, o médico poderá receitar a droga, depois que descartadas as possibilidades de infecção por influenza A ou B, dengue ou H1N1.


Mauro Ribeiro reforçou os impactos da doença nos sistemas de saúde e econômicos do mundo e disse se tratar de 1 acontecimento sem precedentes na história. “Somos guiados pela ciência e, infelizmente, até o momento não existe nenhuma droga com eficácia comprovada ao tratamento a essa doença”, disse.

O presidente do CFM, no entanto, disse acreditar que em poucos meses exista estudo científico que comprove a eficácia de algum medicamento para tratamento da covid-19.

“Até o momento, na literatura mundial, não existe nenhuma droga que faça qualquer diferença no tratamento dessa doença. Logo nós teremos. Porque hoje existem mais de 500 ensaios clínicos no mundo sendo estudados por grandes cientistas e nós acreditamos que no prazo de talvez 2 meses nós tenhamos alguma coisa mais palpável. Mas hoje, não existe esse tratamento”, disse Ribeiro.

 

Poder 360

Foto: reprodução

 

O Brasil teve 407 novas mortes nas últimas 24 horas em razão da pandemia do novo coronavírus (covid-19), o maior número neste período desde o início da contagem. No total, o país soma 3.313 óbitos, 49.492 mil casos confirmados da doença e 26.573 pacientes recuperados. Ainda de acordo com os dados divulgados hoje (23) pelo Ministério da Saúde, 19.606 casos estão em acompanhamento.

As novas mortes marcaram um aumento de 14% em relação a ontem quando foram registrados 2.906 falecimentos. O percentual de acréscimo foi mais do que o dobro do divulgado ontem em relação a terça-feira, de 6%.

Já a quantidade de pessoas infectadas teve uma elevação de 8,2% em relação a ontem, quando foram contabilizados 45.757 pacientes nessa condição.

São Paulo se mantém como epicentro da pandemia no país, concentrando o maior número de falecimentos (1.345). O estado é seguido pelo Rio de Janeiro (530), Pernambuco (312), Ceará (266) e Amazonas (234).

 

Agência rasil

profsaudeNo Piauí, 14 profissionais de enfermagem foram infectados e há outros 30 casos suspeitos, segundo o levantamento do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), com o apoio do Conselho Regional de Enfermagem do Piauí (Coren-PI).

Um dos casos é o da enfermeira de Floriano (a 240 km de Teresina) que está em isolamento, após confirmação da Covid-19. Ela, o marido e os dois filhos de 2 e 7 anos estão tendo acompanhamento psicológico após a exposição que tiveram por causa da doença.

A Secretaria de Estado de Saúde (Sesapi) informou preliminarmente sobre a testagem positiva em 19 profissionais da saúde. Os hospitais fazem a notificação e o Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS) o acompanhamento.

Na linha de frente do combate ao novo coronavírus, os enfermeiros estão diretamente em contato com pacientes infectados.

Diante deste cenário de pandemia, com Equipamentos de Proteção Individual (EPI) escassos e falta de treinamento para o correto uso destes equipamentos e fluxo de atendimento, estes profissionais estão mais sujeitos à contaminação.

O Conselho regional realizou fiscalizações em unidades de saúde públicas e privadas de dos municípios de Teresina, Miguel Alves, Parnaíba, Picos, Floriano e São Raimundo Nonato.

De acordo com a presidente do Coren-PI, Tatiana Melo, nas vistorias foi possível constatar que além dos EPIs falta treinamento dos profissionais de enfermagem em relação ao uso adequados destes dos equipamentos e ao fluxo de atendimento nestas unidades de saúde.

"Pacientes com suspeita de contaminação pela Covid-19 devem passar por uma triagem para verificar a existência de sintomas respiratórios. Além disso, os estabelecimentos de saúde precisam oferecer fluxo exclusivo para estes pacientes. Estes espaços precisam estar sinalizados de forma clara para que profissionais de saúde e pacientes saibam por onde devem circular. A maioria das instituições não possuem este fluxo de atendimento bem definido", explica Tatiana Melo.

Número de profissionais pode se tornar insuficiente

A presidente do Coren-PI também alerta ainda que, se o número de pacientes diagnósticos com a Covid-19 aumentar rapidamente, não haverá profissionais de enfermagem capacitados para prestar assistência.

"É fundamental que a população também faça a sua parte, respeitando as medidas de isolamento social e de higiene. Dessa forma, poderemos controlar o avanço do vírus no nosso estado e oferecer toda assistência necessária à população", conclui.

No Brasil

Segundo dados divulgados pelo Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), já são mais de 4 mil casos suspeitos de contaminação pela Covid-19 entre os profissionais de Enfermagem no Brasil. Mais de 800 profissionais receberam o diagnóstico positivo para o vírus e estão em quarentena.

 

cv com informações do Coren PI