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A OMS (Organização Mundial de Saúde) e o Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) ressaltaram nesta segunda-feira (20) a importância de os países manterem os seus planos de vacinação para evitar um maior impacto da pandemia da covid-19.

Em comunicado, as duas organizações reiteraram que é vital a manutenção dos serviços de imunização de rotina durante a pandemia, recordando que a situação atual "é um sinal de que as doenças infecciosas não conhecem fronteiras".

"Todos os países são vulneráveis, independentemente dos níveis de riqueza ou da força dos seus sistemas de saúde. A necessidade urgente de uma vacina para a covid-19 ressalta o papel central da imunização na proteção de vidas e economias", disse o comunicado conjunto.

 

Perante a situação pandêmica atual, OMS e o Unicef consideram que a importância dos programas nacionais de imunização de rotina "é mais crítica do que nunca".

"Os governos devem aproveitar todas as oportunidades possíveis para proteger as pessoas das muitas doenças para as quais as vacinas já estão disponíveis", frisaram, lembrando que proteger crianças, adolescentes e adultos contra doenças através da vacinação é uma obrigação para a sustentabilidade dos sistemas de saúde.

"Sabemos que a vulnerabilidade a doenças infecciosas é uma ameaça à saúde pública em todos os lugares", disse Afshan Khan, diretora regional da Unicef na Europa e Ásia Central.

"É fundamental que os programas de imunização continuem durante esta crise, protegendo adequadamente os profissionais de saúde e os indivíduos que recebem vacinas. Alcançar as crianças mais vulneráveis, que perderam imunizações de rotina, deve ser uma prioridade", avisa.

 

Imunização

A OMS e o Unicef consideram que, se o combate à pandemia causar interrupções temporárias nos serviços de imunização, os países devem retomá-los o mais rápido possível após a estabilização da situação.

"Podemos evitar um maior impacto da covid-19 nos sistemas de saúde garantindo que indivíduos de todas as idades permaneçam vacinados de acordo com os cronogramas nacionais. Peço aos países que mantenham a prestação de serviços de imunização e direcionem as suas necessidades, mesmo neste momento difícil", disse Hans Henri Kluge, diretor regional da OMS para a Europa.

Numa nota, a OMS e o Unicef, antecipando a existência de uma vacina para a covid-19, solicitam a todos os países que estejam preparados para vacinar os grupos de maior risco e garantir que todos, incluindo os mais marginalizados, tenham acesso igual quando ela estiver disponível.

A pandemia da covid-19 já provocou mais de 164 mil mortos e infectou mais de 2,3 milhões de pessoas em 193 países e territórios. Mais de 525 mil doentes foram considerados curados.

 

Agência Brasil

Uma criança de 13 anos, natural de Pedro II, faleceu no Hospital Infantil Lucídio Portela, em Teresina, vítima da Covid-19. A informação consta no boletim divulgado na noite deste domingo, 19, pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi), que informou que a criança tinha sequela de paralisia cerebral e desnutrição.

A outra morte registrada é de um homem de 61 anos, que estava internado no Hospital Estadual Dirceu Arcoverde, em Parnaíba. Ele já havia sido confirmado para Covid-19 e tinha histórico de hipertensão.

Até o momento, de acordo com a Sesapi,  são 12 mortes por Covid-19 no estado do Piauí.

Ainda de acordo com os dados da SESAPI, foram confirmados neste domingo (19) mais 14 casos da doença, sendo registrados casos nos municípios de Lagoa do Barro, Pedro II, Floriano  e Teresina.

Com isso, 24 municípios do Piauí passam a ter casos confirmados de Covid-19. Dos novos casos positivos, são 9 mulheres e 5 homens, com idades que variam de quatro meses a 57 anos. O bebê é de Teresina.

O total de casos confirmados no Piauí agora é de 158.

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vacincvidA OMS confirmou, nesta sexta-feira (17), que o mundo ultrapassou a marca dos 2 milhões de casos confirmados de covid-19, ao mesmo tempo em que anunciou esforços internacionais para garantir parâmetros internacionais para a distribuição vacinas, assim que uma das dezenas que estão sendo desenvolvidas em vários países estejam prontas para serem usadas.

O diretor-geral da organização, Tedros Adhanom, destacou os esforços de vários países com o desenvolvimento de uma vacina para proteger a população mundial contra o novo coronavírus que provoca a covid-19.

Ao mesmo tempo, disse ser necessário esforços e compromissos internacionais para que uma futura forma de prevenção da doença esteja disponível "para todos, em todos os países".

Líderes mundiais planejam distribuição de vacina
Sobre este tema, Adhanom reuniu-se com o presidente da França, Emmanuel Macron, o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, e o fundador da Microsoft e filantropo Bill Gates, além de outros parceiros. Segundo ele, o diálogo foi bastante frutífero e encorajador.

"Nos reunimos para prever como vamos fazer a distribição rápida e igualitária da vacina assim que ela existir", disse Adhanom. "Nenhum país pode ser deixado para trás."

A OMS também mantém contato próximo com lideranças europeias para acompanhar os processos de relaxamento de medidas de distanciamento social.

Adhanom afirmou ter conversado com a presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Lein, e a primeira-ministra da Finlândia, Sanna Marin, sobre o compromisso do continente com as diretrizes determinadas pela OMS para a suspensão das políticas de isolamento ou quarentena.

Números oficiais da pandemia
O levantamento oficial da OMS, que considera apenas os números oficialmente reportados pelos sistemas nacionais de saúde, aponta que o número de pessoas infectadas pelo novo coronavírus em todo o mundo chegou a 2,07 milhões, e o de mortes por covid-19, a 139.378.

O total de casos aumentou em 84 mil entre quinta-feira e sexta-feira, o que mostra um ritmo diário de contágios maior que o dos últimos quatro dias, quando foi de cerca de 70 mil por dia.

A mesma tendência crescente pode ser observada no número de mortes. Foram contabilizadas 8,5 mil desde quinta-feira, e com isso foi a primeira vez, segundo estatísticas da OMS, que o número de óbitos em um só dia ultrapassou 8 mil desde o início da pandemia.

 

EFE

Foto: UPMC vis Reuters