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O Sistema Único de Saúde (SUS) vai realizar testes para avaliar a existência de toxoplasmose em bebês recém-nascidos. A análise será feita na ocasião do chamado teste do pezinho, que é feito em crianças após o parto. As unidades de saúde públicas terão até seis meses para se adequar à determinação e passar a oferecer o teste.

Conhecida como doença do gato, a toxoplasmose é causada por um protozoário e pode apresentar quadro clínico variado – desde infecção assintomática a manifestações sistêmicas extremamente graves. De acordo com o Ministério da Saúde, as vítimas da enfermidade podem sofrer diferentes sintomas. Nos estágios mais leves, os sintomas podem ser gripe e dores musculares.

Nos estágios mais avançados, a doença pode gerar problemas de visão e cerebrais, como de coordenação motora. A cura é possível na fase aguda da infecção, mas o parasita permanece no corpo do infectado durante o restante da vida e pode se manifestar novamente.

A infecção em humanos ocorre por três vias: infecção transplacentária durante a gravidez, contato direto com solo, areia e latas de lixo contaminados com fezes de gatos infectados; ingestão de carne crua ou mal cozida infectada (sobretudo carne de porco e de carneiro).

De acordo com o Ministério da Saúde, o índice de incidência da doença é de entre 5 e 22 bebês a cada 10 mil nascimentos. De acordo com a pasta, cerca de 40% dos fetos de mães que adquiriram a doença durante a gestação são infectados.

A orientação para prevenir a doença é evitar o uso de produtos animais crus ou mal cozidos; eliminar as fezes de gatos infectados em lixo seguro; proteger as caixas de areia; lavar as mãos após manipular carne crua ou terra contaminada e evitar o contato de grávidas com gatos.

O teste do pezinho é ofertado em 22.353 pontos de coleta na rede do SUS. Quem deseja realizá-lo pode procurar a unidade de saúde da família mais próxima. O Ministério da Saúde recomenda que o teste seja feito até o quinto dia após o nascimento do bebê.

 

Agência Brasil

Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) conseguiram isolar e cultivar em laboratório uma amostra do Sars-CoV-2, nome do vírus que causa a doença Covid-19.

Os cientistas usaram o material retirado dos dois primeiros pacientes brasileiros diagnosticados com a doença e, depois, reproduziram o código genético.

Com isso, será possível enviar amostras inativas do vírus – ou seja, sem capacidade de infectar as células –, para outros centros de diagnóstico do país, que usarão o material para identificar a doença. A pesquisa é financiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de S. Paulo (Fapesp), que divulgou a informação nesta sexta-feira (6).
Até então, as amostras de vírus usadas nos testes diagnósticos vinham do exterior e custavam de R$ 12 mil a R$ 14 mil – o valor é elevado porque o material precisa ser transportado em gelo seco e, quanto mais distante, mais caro é o envio.

“Os vírus que conseguimos cultivar em laboratório poderão ser usados em um kit para diagnóstico que o Ministério da Saúde distribuirá para os Laboratórios Centrais de Saúde Pública [Lacens] em todo o país. Com isso, todos os estados estarão aptos a realizar o diagnóstico", afirma Edison Luiz Durigon, professor do Instituto de Ciências Biomédicas da USP e coordenador do projeto, em entrevista à agência Fapesp.
Nesta quarta, os kits de diagnóstico começaram a ser distribuídos para a rede de laboratórios públicos de todo o país. O Ministério da Saúde estima que, em 20 dias, todos os estados terão acesso aos kits.

Atualmente, só três laboratórios de referência conseguem fazer os exames. Eles estão no Pará, em São Paulo e no Rio de Janeiro. Um quarto laboratório em Goiás foi capacitado para realizar os testes quando chegou o grupo de brasileiros repatriados da China.

Como será o diagnóstico
As amostras com cerca de 1 ml de vírus inativado chegarão aos laboratórios do estados, que poderão fazer os testes em casos suspeitos.

De posse do material, os pesquisadores poderão extrair o ácido nucleico do vírus, que servirá de controle positivo para o exame na técnica conhecida como RT-PCR (reação da cadeia da polimerase em tempo real, na sigla em inglês). Segundo a agência Fapesp, isso permite aumentar em milhões o número de cópias do RNA do coronavírus, tornando possível detectá-lo e quantificá-lo em uma amostra clínica.

"O PCR permite fazer o diagnóstico em até quatro horas", afirmou Durigon. "Mas ainda são poucos os laboratórios no país que têm o equipamento disponível”, disse.

Pesquisas em andamento
Para ampliar a capacidade de diagnosticar os casos suspeitos, os pesquisadores da USP seguem trabalhando em novas técnicas. Entre elas, está a análise por imunoflorescência, um método que permite observar micro-organismos usando corantes fluorescentes.

"Se conseguirmos validar um teste desse tipo específico para o coronavírus seria possível que outros laboratórios e hospitais, que não têm o equipamento para o exame por RT-PCR, também façam diagnóstico”, avaliou Durigon, segundo a agência.

 

G1

O aceclofenaco é um medicamento anti-inflamatório não esteroide amplamente utilizado para o alívio da dor e da inflamação associados a doenças reumatológicas. Apresenta efeitos analgésicos, anti-inflamatórios e antirreumáticos.

Quimicamente falando, é um derivado do ácido acético. Sua estrutura está relacionada a outro fármaco analgésico, o diclofenaco.

Esse fármaco é receitado em casos que exijam um tratamento para os processos inflamatórios e dolorosos, tais como dor lombar, dor de dente e dor nas articulações.

Além disso, é indicado para o tratamento crônico da dor e da inflamação associados a processos crônicos das articulações: artrose, artrite reumatoide e espondilite.

O que é a artrite reumatoide?
A artrite reumatoide é uma doença inflamatória crônica de natureza autoimune. Caracteriza-se por afetar muitas articulações e pelo desenvolvimento de vários sintomas gerais e não específicos.

Se não for adequadamente tratada, essa doença pode causar limitações físicas significativas, piorando consideravelmente a qualidade de vida dos pacientes.

Em relação aos sintomas, a artrite reumatoide se manifesta tipicamente com dor e rigidez, ou dificuldade de movimento nas diferentes articulações pequenas e grandes.

Os sintomas gerais, que às vezes precedem às manifestações articulares e tendem a persistir durante toda a evolução da doença, incluem, entre outros:

Cansaço.
Febre leve.
Sensação de mal-estar.
Inapetência.
Perda de peso.
No entanto, o sintoma inicial mais comum é a rigidez articular matinal, principalmente nos pés e nas mãos.

Ainda não se sabe com exatidão quais são as causas que desencadeiam a artrite reumatoide. Mas sabemos, como já dissemos, que é um transtorno autoimune e que, em sua origem, intervêm outras causas e fatores genéticos, assim como causas não genéticas.

Artrose
Essa é outra doença para a qual o aceclofenaco é indicado, pois é outra patologia reumática que lesiona a cartilagem das articulações.

No interior das articulações, há um fluido conhecido como líquido sinovial que é produzido pela membrana sinovial. As extremidades dos ossos que se unem para formar a articulação são revestidos pela cartilagem articular.

Quando essa cartilagem é lesionada, há dor, rigidez e incapacidade funcional. É importante diferenciar essa doença da artrite. Esta última se desenvolve por causa de uma inflamação da articulação, e não pelo desgaste da cartilagem.

No entanto, ambas estão associadas com a dor. Por isso, o aceclofenaco é eficaz para o tratamento dos sintomas das duas doenças.

E a espondilite anquilosante?
Trata-se de outra doença reumática que causa inflamação das articulações da coluna vertebral e das sacroilíacas. Não se sabe qual é a causa exata dessa condição, mas alguns especialistas a relacionaram, em casos específicos, com a herança genética.

Geralmente, manifesta-se na adolescência ou na juventude e sua incidência é maior em homens. Em contrapartida, as mulheres podem apresentar a doença de forma mais leve, o que torna seu diagnóstico mais difícil.

Geralmente, manifesta-se com fases de dor lombar que podem afetar toda a coluna e as articulações periféricas, provocando dor, rigidez vertebral, perda de mobilidade e deformidade articular progressiva.

Como o aceclofenaco exerce o seu efeito no corpo?
Os efeitos anti-inflamatórios do aceclofenaco podem ser consequência da inibição da síntese de prostaglandinas, por meio do bloqueio da enzima ciclo-oxigenase.

As prostaglandinas são estruturas proteicas que estão presentes em vários processos do organismo, como na sensação de dor. Por isso, ao inibir sua síntese, a sensação de dor também é diminuída.

O aceclofenaco também tem um efeito antipirético, que pode ser atribuído à dilatação periférica causada por uma ação central sobre o hipotálamo. Outros efeitos produzidos pela inibição da síntese das prostaglandinas são:

Diminuição da proteção da mucosa gástrica: o aceclofenaco pode causar úlceras gástricas como reação adversa.
Alteração da função renal.
Inibição da agregação plaquetária.
Conclusão
O aceclofenaco é um fármaco pertencente à família dos AINEs utilizado principalmente para tratar os episódios de dor da artrite reumatoide, artrose e espondilite anquilosante.

No entanto, assim como o resto dos fármacos, apresenta uma série de reações adversas que precisam ser controladas, como alterações gastrointestinais e tonturas ocasionais. Portanto, pergunte ao médico ou farmacêutico todas as suas dúvidas sobre esse medicamento se ele fizer parte do seu tratamento.

 

melhorcomsaude

gripePessoas contaminadas por vírus influenza (gripe) devem ficar isoladas, assim como as aquelas infectadas com o novo coronavírus (SARS-CoV2), orienta a infectologista Rosana Richtmann, do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, em São Paulo.

Os pacientes de quadro mais grave, que precisam de internação, devem ficar em isolamento no hospital. Já os que podem ir para casa, devem ficar afastados do trabalho e outras atividades.

Rosana explica que não é possível fazer o exame para confirmar diagnóstico de todos os casos com sintomas respiratórios. Por este motivo, a presença de febre é um importante critério para determinar o afastamento.

“Em geral, a febre é um sinal de que o vírus possui um potencial de disseminação maior de e quadros mais graves. A pessoa que vai trabalhar com síndrome gripal pode começar um surto e contaminar pessoas que possuem fatores de risco: crianças, idosos, com doenças concomitantes e etc.”

O Brasil teve em 2019 1.109 óbitos decorrentes de SRAG (síndrome respiratória aguda grave) por influenza, segundo o relatório mais recente do Ministério da Saúde. A maior parte das mortes foi de pessoas com fatores de risco determinados para a doença.

“Imagine uma professora de primário que vá trabalhar gripada, que vai ficar cinco horas em contato com crianças, colocando as crianças em risco.”

Segundo a médica, muitas vezes a pessoa tem capacidade de realizar as atividades laborais, mas ainda sim pode contaminar os colegas de trabalho.

“Dependendo da atividade, vale até fazer home office como alternativa, se o empregador precisa daquele funcionário.”

Rosana explica que o vírus da influenza sempre vai ser um problema para o mundo, devido à capacidade de mutação que ele possui. “Este vírus sofre pequenas mutações anualmente e grandes a cada sete ou dez anos.”

A campanha de vacinação contra gripe deste ano foi antecipada pelo Ministério da Saúde.

Segundo o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, mesmo que a vacina não apresente eficácia contra o coronavírus, é uma forma de auxiliar os profissionais de saúde a descartarem as influenzas na triagem e acelerarem o diagnóstico para o novo coronavírus.

 

R7

Foto: Freepik