Sentir uma dor intensa no peito é imediatamente um sinal de ataque cardíaco? Na verdade, este sintoma nem sempre é tão alarmante quanto parece. Em alguns casos, pode ser apenas um indício de indigestão.

O site Well + Good conversou com a gastroenterologista Neena Mohan para entender melhor essa questão. "Certamente, a indigestão pode resultar em dores no peito", explica ela.

O refluxo ácido pode provocar uma sensação de queimação ou aperto no peito. Quando se torna grave o suficiente, pode causar esofagite, que é a inflamação do revestimento do esôfago. Além disso, a azia também pode estar associada à dor no peito.

"A ansiedade pode intensificar os sintomas relacionados ao refluxo e contribuir para a dor no peito", acrescenta. Segundo a Mayo Clinic, uma dor no peito causada por um ataque cardíaco pode irradiar para o braço ou ombro, acompanhar-se de azia, vômitos e náuseas.

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O aneurisma cerebral é uma condição de saúde grave, caracterizada por uma dilatação anormal em uma das artérias do cérebro. Essa dilatação, conhecida como “bolsa”, pode romper-se a qualquer momento, levando a complicações fatais, como hemorragia cerebral.

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Fatores de risco como hipertensão arterial e tabagismo são apontados pelos especialistas como as principais causas dessa condição. Além disso, condições como diabetes e colesterol elevado também podem acelerar o surgimento de aneurismas no cérebro.

Estudos recentes indicam que pessoas com histórico familiar de aneurisma cerebral apresentam maior propensão a desenvolver a doença. Portanto, parentes de primeiro grau de pacientes diagnosticados com aneurisma devem considerar exames de rotina para verificar o risco de apresentar essa condição.

Dor de cabeça intensa: um sinal importante Os sintomas do aneurisma cerebral costumam ser silenciosos e muitas vezes difíceis de identificar antes da ruptura. No entanto, uma dor de cabeça súbita e intensa pode ser um dos sinais mais importantes de alerta. O aneurisma, ao pressionar estruturas cerebrais, pode provocar dores de cabeça severas, além de alterações sensoriais e motoras.

Outros sintomas, como queda da pálpebra, visão dupla, dor atrás dos olhos e fraqueza em um lado do corpo, podem surgir se o aneurisma comprimir nervos cerebrais. Em casos de ruptura, a dor pode ser acompanhada por sonolência, convulsões, perda de consciência e, em 30% dos casos, óbito.

Reconhecimento e prevenção A identificação precoce dos sinais de aneurisma cerebral é crucial para evitar consequências fatais. A conscientização sobre os fatores de risco e os sintomas pode salvar vidas, incentivando exames preventivos e acompanhamento médico regular.

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O Acidente Vascular Cerebral (AVC) é causado pela interrupção do fluxo sanguíneo para uma parte do cérebro, geralmente devido a um coágulo ou ao rompimento de um vaso. O que muitos desconhecem é que alguns sintomas podem surgir até uma semana antes do evento. De acordo com um estudo publicado na revista Neurology, cerca de 23% dos pacientes com AVC isquêmico apresentaram sinais de um Ataque Isquêmico Transitório (AIT), também conhecido como miniAVC, dias antes do derrame.

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Entre os sintomas mais comuns relatados, a vertigem é um dos sinais que pode aparecer antecipadamente. Além disso, dores de cabeça, formigamento e dormência em diferentes partes do corpo podem surgir dias antes do AVC, servindo como um alerta importante para buscar ajuda médica imediatamente.

Fatores de risco que aumentam a chance de AVC Saber reconhecer os sinais de um AVC é fundamental para reduzir as complicações, mas também é importante conhecer os fatores de risco. Alguns hábitos de vida e condições de saúde aumentam significativamente a probabilidade de sofrer um derrame, seja ele hemorrágico ou isquêmico.

Os principais fatores de risco incluem hipertensão, diabetes tipo 2, colesterol alto, sobrepeso, sedentarismo, tabagismo, uso excessivo de álcool e drogas ilícitas. Além disso, o histórico familiar e a idade avançada são considerados fatores importantes. Homens, especialmente, têm uma maior predisposição ao AVC, o que torna o monitoramento dos sinais de alerta ainda mais crucial para essa população.

Identificar os sintomas e entender os riscos são passos essenciais para agir de forma rápida e aumentar as chances de sobrevivência, minimizando as sequelas do AVC.

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Pouco se fala sobre a demência vascular, mas ela é o segundo tipo de demência, atrás apenas do Alzheimer. Geralmente a causa é um AVC, acidente vascular cerebral.

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Afinal, o que é a demência vascular? A demência vascular é uma forma de declínio cognitivo que ocorre devido a problemas na circulação sanguínea do cérebro. Esse tipo de doença afeta principalmente a população idosa masculina,

Os sintomas são frequentemente confundidos com os da Doença de Alzheimer.

Como a demência se desenvolve após um AVC? Quando ocorre um AVC, uma parte do cérebro sofre interrupção no fluxo sanguíneo, o que pode causar a morte de células cerebrais.

Dependendo da localização e extensão do dano, isso pode afetar diversas funções cerebrais, incluindo a memória, o raciocínio e outras habilidades cognitivas.

O AVC pode resultar em lesões isoladas ou múltiplas pequenas lesões que, cumulativamente, podem levar ao desenvolvimento de demência vascular.

Sintomas da demência pós-AVC Problemas de memória: dificuldade em lembrar eventos recentes ou em aprender novas informações. Confusão mental: desorientação em relação ao tempo e ao espaço. Dificuldades de concentração: incapacidade de focar ou manter a atenção em tarefas. Mudanças de humor: depressão, ansiedade, irritabilidade ou outros problemas emocionais. Dificuldades de planejamento e organização: problemas para realizar tarefas que exigem múltiplos passos ou que envolvem planejamento. Dificuldades motoras: problemas com movimentos e coordenação, resultantes de danos às áreas motoras do cérebro. É importante saber que esses sintomas da demência vascular podem variar amplamente, dependendo da parte do cérebro afetada pelo AVC.

Quais os fatores de risco da demência vascular? Hipertensão: a pressão alta é um dos principais fatores de risco tanto para AVC quanto para demência vascular. Diabetes: o diabetes pode danificar os vasos sanguíneos, aumentando o risco de AVC e, consequentemente, de demência. Doenças cardíacas: condições como arritmias e insuficiência cardíaca podem aumentar o risco de AVC. Fatores genéticos: histórico familiar de AVC ou de demência pode aumentar o risco. Estilo de vida: fumar, dieta inadequada, falta de atividade física e consumo excessivo de álcool são fatores que podem contribuir para o risco de AVC e demência. Diagnóstico O diagnóstico de demência vascular geralmente envolve uma combinação de exames médicos e avaliações cognitivas.

Os médicos podem utilizar técnicas de neuroimagem, como tomografia computadorizada (TC) ou ressonância magnética (RM), para visualizar lesões cerebrais.

Testes neuropsicológicos podem ajudar a avaliar a extensão do comprometimento cognitivo. Além disso, a análise do histórico médico e a avaliação dos sintomas são fundamentais para um diagnóstico preciso.

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