Novos estudos, publicados na revista Alzheimer’s & Dementia, analisam técnicas que podem ajudar a identificar a doença de Alzheimer em estágio inicial.

Esses avanços são importantes, porque um dos principais desafios para o tratamento do Alzheimer é a dificuldade em diagnosticar a doença logo no início.

Qual técnica permite identificar o Alzheimer em fase inicial? Estudos recentes demonstraram que microRNAs, que são biomarcadores baseados no sangue, podem ser utilizados para diagnosticar o início de Alzheimer.

Os pesquisadores envolvidos neste estudo são da Universidade de Boston, da Escola de Medicina da Universidade de Indiana, ambos nos Estados Unidos, e da Iniciativa de Neuroimagem da Doença de Alzheimer (ADNI) e do Centro Alemão de Doenças Neurodegenerativas (DZNE), na Alemanha.

Segundo eles, ao contrário dos atuais biomarcadores, os microRNAs podem servir como biomarcadores moleculares do sangue anos antes da doença de Alzheimer se manifestar clinicamente.

Isso ajudaria a identificar a doença mais cedo para prevenção e intervenção eficazes, o que poderia interromper sua progressão.

Metodologia do estudo Para chegar a essa conclusão, os estudiosos examinaram miRNA nas amostras de plasma de três grupos de participantes, sendo eles:

participantes cognitivamente normais; participantes levemente prejudicados cognitivamente; pacientes com demência devido a doença de Alzheimer. Ao final, eles descobriram que a avaliação do microRNA plasmático, quando combinada com testes neuropsicológicos, ajuda a prever quais idosos com declínio cognitivo poderão progredir e desenvolver Alzheimer.

Como esses biomarcadores podem identificar a doença? Conforme os cientistas, esses microRNAs funcionam como pequenos “controladores” das células. Eles são muito estáveis e têm a capacidade de regular diversas proteínas ao mesmo tempo, o que mantém o equilíbrio nas funções celulares.

Sendo assim, ao analisar esses biomarcadores, eles podem informar sobre alterações patológicas complexas que refletem múltiplas vias, como neuroinflamação, alterações metabólicas ou disfunção das sinapses.

Catraca Livre

Reforçando as ações de enfrentamento ao câncer de mama durante a campanha Outubro Rosa, os Caminhões da Mamografia prestarão o serviço de exame de mamografia gratuitamente em mais de 20 municípios do Piauí. A estimativa é que mais de 7.000 exames sejam realizados pelos caminhões em mulheres de 40 a 69 anos durante o mês de outubro, fortalecendo o enfrentamento à doença e reforçando as ações de diagnóstico precoce.

caminhaomamog

Entre os municípios que serão atendidos pelos caminhões da mamografia no mês de outubro estão Wall Ferraz, Aroeiras do Itaim, Vera Mendes, São Raimundo Nonato, Altos, Passagem Franca do Piauí, Barro Duro, Miguel Leão, Curralinhos, Nazária, Monsenhor Gil, Lagoa do Piauí, Demerval Lobão, Brejo do Piauí, Pajeú do Piauí, Flores do Piauí, Ribeira do Piauí, Socorro do Piauí, Paes Landim, São Miguel do Fidalgo, Lagoa de São Francisco, Domingos Mourão, São João da Fronteira e Piracuruca.

"Facilitar o acesso dessas mulheres ao exame de mamografia é um trabalho que reflete diretamente na premissa do enfrentamento ao câncer de mama, uma vez que a mamografia é o exame essencial para a confirmação do diagnóstico precoce, permitindo que, caso necessário, a mulher inicie seu tratamento", fala Rodrigo Martins, diretor da Ducara.

Desde o início do serviço, em junho de 2023, os caminhões já atingiram a marca de 101.795 mamografias realizadas. Para ter acesso ao serviço gratuito, as mulheres de 40 a 69 anos devem procurar a atenção básica de seus municípios para serem reguladas.

Ainda neste mês de outubro, em alusão à campanha do Outubro Rosa, a Sesapi, por meio da sua Coordenação de Saúde da Mulher, realizará uma palestra no dia 14, seguindo a temática da campanha de 2024. A palestra "Saúde da Mulher: desafios e perspectivas para o controle do câncer de mama" será ministrada pela médica obstetra Lorena Norberta.

A Sesapi também realizou a distribuição de material informativo do Ministério da Saúde para todos os municípios do estado. "Todos os municípios receberam o material informativo e têm autonomia para a realização de ações que reforcem o engajamento na campanha deste ano. O objetivo principal é ter uma maior participação por parte dos gestores municipais, assim como da população", fala Auzeni Moura Fé, coordenadora da saúde da mulher da Sesapi.

Sesapi

Não é nenhuma surpresa que o exercício regular possa melhorar uma variedade de métricas de saúde. Mas um novo estudo mostra que o horário do dia em que se faz exercícios é tão importante quanto o próprio exercício. Isso especialmente quando se trata de controlar os níveis de açúcar no sangue.

A pesquisa foi realizada por cientistas que trabalham na Universidade de Granada, na Espanha.

Eles analisaram dados de 186 adultos com sobrepeso e/ou obesidade, conforme definido por um IMC médio de 32,9.

Os participantes tinham em média 47 anos. Todos usaram um acelerômetro para monitorar o movimento e um monitor contínuo de glicose durante duas semanas.

Descobertas

A equipe de pesquisa descobriu que os participantes que realizaram mais de 50% de seus exercícios moderados a vigorosos entre as 18h e a meia-noite observaram quedas significativas em seus níveis de glicose no sangue. O estudo classificou pessoas “ativas” como aquelas que praticam entre 21,4 e 42,9 minutos de exercício por dia, e “muito ativas” como aquelas que praticam mais de 42,9 minutos de exercício por dia.

Alcançar níveis mais baixos de glicose no sangue é uma estratégia importante para ajudar a combater o diabetes, especialmente em pessoas com sobrepeso.

As descobertas do novo estudo estão alinhadas com pesquisas anteriores que mostram benefícios do exercício em determinados horários do dia.

Um estudo mostrou que encerrar uma sessão de exercícios cerca de duas horas antes de dormir pode melhorar significativamente o sono.

Outro demonstrou que se as mulheres se exercitassem de manhã eram mais propensas a perder gordura da barriga e a baixar a pressão arterial.

No entanto, se se exercitassem à noite, eram capazes de aumentar a força e a resistência da parte superior do corpo e até melhorar o seu humor geral.

No mesmo estudo, homens que treinaram à noite puderam reduzir a pressão arterial, queimar mais gordura e reduzir o risco de doenças cardíacas. Mais que isso: essa queda durou o dia todo – não apenas imediatamente após a conclusão do exercício. Resultado que foi diferente do daqueles que eram sedentários todos os dias.

Catraca Livre

Pesquisa realizada pela Friedman School of Nutrition Science and Policy da Tufts University, nos EUA, realizou uma análise sobre como as escolhas alimentares podem desencadear o diabetes tipo 2.

arroz

Os especialistas avaliaram voluntários de 184 países. Evidências mostram que a má alimentação contribuiu para mais de 14,1 milhões de casos da doença em 2018. Para chegar a esse número, os pesquisadores reuniram dados de 1990 a 2018, que consideraram 11 fatores dietéticos.

Três fatores contribuíram para o aumento do diabetes tipo 2. São eles: Ingestão insuficiente de grãos integrais;

Excesso de arroz refinado e trigo;

Consumo excessivo de carne processada.

Por outro lado, fatores como beber muito suco de frutas, não comer vegetais, nozes ou sementes sem amido em quantidade suficiente demonstraram ter menos impacto no aparecimento do diabetes.

O que é a diabetes tipo 2? De acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes, o Tipo 2 aparece quando o organismo não consegue usar adequadamente a insulina que produz; ou não produz insulina suficiente para controla a taxa de glicemia.

Dependendo da gravidade, ele pode ser controlado com atividade física e planejamento alimentar. Em outros casos, exige o uso de insulina e/ou outros medicamentos para controlar a glicose.

Nos primeiros estágios da doença, os sintomas podem aparecer tão sutilmente que pode ser difícil perceber os sinais de alerta. Confira alguns:

fome frequente;

sede constante;

formigamento nos pés e mãos;

vontade de urinar diversas vezes;

infecções frequentes na bexiga, rins e pele;

feridas que demoram para cicatrizar;

visão embaçada.

Catraca Livre

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