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Uma equipe de profissionais médicos ligados ao Sindicato dos Médicos do Estado do Piauí (SIMEPI), com sede em Teresina, realizou na semana passada uma visita à Unidade de Pronto Atendimento - UPA Dr. Aldemar Pereira da Silva, bairro Matadouro, em Floriano-PI.

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Conforme informações, o órgão em saúde é alvo de muitas denúncias, tando antes quanto agora que mudou a gerência do local.

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Conforme informações, o órgão em saúde é alvo de muitas denúncias, tando antes quanto agora que mudou a gerência do local.

Os visitantes constataram desafios graves enfrentados pelos profissionais médicos, como exemplo, a ausência de segurança policial e as constantes ameaças de pessoas ligadas ao tráfico de drogas que colocam em risco a integridade de quem trabalha no local e comprometem o atendimento à população.

Os profissionais médicos foram recepcionados e alguns dos plantonistas acompanharam, in loco, o trabalho do SIMEPI. Veja o que foi colocado.

 

Da redação

O fígado é um órgão vital, responsável por funções como filtrar toxinas e metabolizar nutrientes. No entanto, ele é “silencioso”, podendo adoecer por um longo tempo sem manifestar sintomas claros. A hepatologista Natalia Trevizoli, do Hospital Sírio-Libanês em Brasília, explica que as primeiras manifestações são inespecíficas.

Sintomas iniciais:

Cansaço e fraqueza; Perda de apetite e náuseas; Sensação de inchaço abdominal ou desconforto do lado direito do abdômen. Com a progressão do dano hepático, os sinais se tornam mais evidentes. Podem surgir alterações na pele e nos olhos, como a icterícia (coloração amarelada), urina escura, fezes esbranquiçadas e coceira generalizada. Mesmo assim, muitas doenças são detectadas apenas em exames de rotina que mostram enzimas hepáticas alteradas.

Hábitos modernos que sobrecarregam o órgão A hepatologista Karla Maggi, do Hospital Santa Paula em São Paulo, alerta que o fígado é agredido não apenas pelo álcool, mas pelo estilo de vida moderno.

Principais agressores do fígado:

Consumo de alimentos ultraprocessados e bebidas cheias de açúcar disfarçado; Hábito de beliscar o dia inteiro e dormir pouco; Estresse crônico e sedentarismo; Uso contínuo de medicamentos, incluindo analgésicos e anabolizantes, sem orientação. A médica Natalia Trevizoli complementa que o sedentarismo e o excesso de peso são fatores que favorecem a esteatose hepática (acúmulo de gordura no fígado), que hoje é a causa mais comum de inflamação hepática no mundo.

Importância da prevenção e exames de rotina Karla Maggi enfatiza que a avaliação do fígado deve ser um cuidado preventivo, sem esperar os sintomas aparecerem. Pessoas com histórico familiar, que usam medicamentos continuamente ou que têm ganho de peso abdominal devem priorizar essa avaliação.

Os exames básicos incluem a dosagem das enzimas hepáticas (TGO, TGP e GGT) e a ultrassonografia abdominal. Em alguns casos, pode ser solicitada a elastografia hepática. Adotar hábitos equilibrados, como alimentação natural, sono de qualidade e atividade física regular, é a principal forma de preservar a saúde do fígado e garantir o bem-estar geral.

Newsrondonia

Embora já se soubesse que a atividade física é importantíssima para combater a demência (e uma grande gama de problemas de saúde), o estudo trouxe uma atualização importante, medindo o impacto de diferentes níveis de atividade em voluntários acompanhados por anos.

Os exames de neuroimagem sugerem que, mesmo que a beta-amiloide siga aumentando, o exercício físico parece retardar o acúmulo da proteína tau, que é mais associada aos sintomas em si. 

Não foram observados benefícios extras para além desse total de passos. Em quem apresentava pouca ou nenhuma proteína amiloide no cérebro – e portanto já tinha menor risco de desenvolver Alzheimer –, o número de passos não teve nenhum efeito observável.

Os resultados ajudam a reforçar a ideia de que mesmo níveis baixos de atividade física são  melhores do que o sedentarismo total. A ideia de que você deve andar 10 mil passos por dia é muito propagada – com pouco embasamento científico, diga-se –, mas é uma meta que pode ser difícil para idosos; mesmo assim, o recomendado é tentar alguns milhares de passos diários.

Superinteressante

O câncer já superou as doenças cardiovasculares como principal causa de morte em 670 municípios brasileiros, o equivalente a 12% das cidades do país. O número, que considera dados compilados até 2023, representa um crescimento de 30% em oito anos — eram 516 em 2015.

Os dados foram apresentados nesta quarta-feira (5) durante o Fórum Big Data em Oncologia, no Rio de Janeiro, pelo Observatório de Oncologia, que analisou 26 anos de registros do Ministério da Saúde.

O levantamento mostra que as mortes por tumores cresceram 120% desde 1998, mais que o dobro do aumento observado nas doenças cardiovasculares (51%). Se nada mudar em termos de políticas públicas, afirmam ao g1 os pesquisadores responsáveis pela análise, o câncer deve se tornar, até 2029, a principal causa de morte no país.

“Estamos vivendo uma transição epidemiológica”, explica o oncologista do Hospital Albert Einstein Abraão Dornellas, que também integra o Comitê Científico do Instituto Vencer o Câncer. “Com mais gente vivendo mais tempo e melhor controle de infarto e Acidente Vascular Cerebral (AVC), o câncer ganha peso relativo nas estatísticas. Mas isso também revela desigualdade: onde há mais estrutura e melhor registro, ele aparece com mais força.” Metodologia do levantamento O estudo é uma análise quantitativa e descritiva baseada em microdados públicos do Ministério da Saúde, especialmente do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM/DataSUS). Foram incluídos óbitos ocorridos entre 1998 e 2023 no Brasil, segundo o local de residência das pessoas. A base populacional usada para padronização das taxas foi a do Censo de 2022 (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística — IBGE). Os pesquisadores compararam as mortes por neoplasias (cânceres) com as mortes por doenças do aparelho circulatório (como infarto e AVC), observando mudanças absolutas e relativas nos períodos de 2015, 2020 e 2023. O objetivo foi identificar em quais municípios o câncer já é a principal causa de morte, medir a velocidade de crescimento dos óbitos e descrever a distribuição dos casos por sexo, faixa etária e região do país.

Sul puxa a virada O avanço do câncer no Brasil tem um epicentro definido: o sul do país.

De acordo com o estudo, 310 municípios da região — quase metade (46%) de todas as cidades brasileiras onde o câncer já é a principal causa de morte — estão concentrados nos três estados da região Sul.

O Rio Grande do Sul lidera o ranking nacional, com 168 municípios (34% do total estadual) nessa condição. Lá, 22% de todas as mortes já são provocadas por tumores, índice bem acima da média nacional, de 17%.

A pesquisadora Nina Melo, coautora do estudo, explica que o cenário gaúcho é resultado de múltiplos fatores.

“O Sul tem a maior expectativa de vida do país e uma rede de diagnóstico mais estruturada, o que naturalmente amplia os registros”, diz. “Mas há também fatores ambientais e genéticos: é uma população majoritariamente caucasiana, raça mais suscetível ao câncer de pele, e há municípios com uso intensivo de agrotóxicos e exposição industrial.” Dornellas complementa que o aumento pode refletir tanto o avanço das políticas de saúde quanto as desigualdades históricas.

“Em muitas cidades do Sul, o sistema é capaz de diagnosticar melhor. Já em outras regiões, o câncer mata sem diagnóstico — e essas mortes acabam subnotificadas”, afirma.

A epidemia nos pequenos municípios Quase metade das cidades onde o câncer já é a principal causa de morte tem menos de 25 mil habitantes. Ao todo, essas 670 cidades reúnem 9,2 milhões de brasileiros, a maioria em áreas com pouca estrutura de atendimento oncológico.

“O câncer deixou de ser um problema das capitais. Ele chegou aos interiores”, diz Nina. “Nessas regiões, o diagnóstico é tardio. A mulher não faz mamografia porque precisa se deslocar para outro município e perde o dia de trabalho. Quando sente um caroço, já é um tumor avançado.”

Dornellas reforça que o interior é o novo epicentro do desafio oncológico.

“Há verdadeiros desertos assistenciais fora das capitais. Faltam serviços de patologia, cirurgia oncológica e radioterapia. Muitos pacientes percorrem centenas de quilômetros para começar o tratamento — e isso reduz as chances de cura.”

O peso do envelhecimento Segundo o estudo, 77% das mortes por câncer ocorrem em pessoas acima dos 60 anos, e 56% entre homens. Os tipos mais letais continuam sendo pulmão, mama e próstata.

“O câncer é uma doença do envelhecimento celular. Quanto mais o país envelhece, maior o número de diagnósticos”, explica Dornellas. “Mas o problema é que os idosos chegam tarde aos serviços de saúde. E os homens, em especial, ainda fazem menos exames preventivos.” Para Nina, a desigualdade regional amplia o problema.

“No Norte e Nordeste, o câncer de colo do útero — que é evitável com vacina e Papanicolau — ainda é o que mais mata mulheres. Isso mostra que o acesso é desigual e que políticas preventivas ainda não alcançam todo o território.” Diagnóstico que demora, lei que falha Mesmo após a criação da Lei dos 60 dias, que obriga o início do tratamento oncológico em até dois meses após o diagnóstico, boa parte dos pacientes ainda espera muito mais.

“O Sistema Único de Saúde (SUS) tem estrutura para curar muitos tipos de câncer, mas o gargalo está na demora”, diz Nina. “Quando o tratamento começa, o tumor já se espalhou. E aí a chance de cura cai drasticamente.”

“Se o número de casos continuar crescendo, o sistema não vai suportar a pressão”, alerta Dornellas. “Precisamos de rastreamento estruturado, de equipes regionais e de logística eficiente para que o diagnóstico não dependa do CEP do paciente.” A virada que o país não acompanha Os especialistas concordam que o Brasil não está preparado para a virada epidemiológica prevista para o fim da década.

“Tratar câncer é caro e complexo. Envolve medicamentos de alto custo, equipes multidisciplinares e infraestrutura tecnológica”, explica Dornellas. “Sem investimento consistente, o sistema não vai conseguir absorver essa nova demanda.”

“É hora de agir”, reforça Nina. “A prevenção é a única estratégia sustentável. Prevenir é mais eficaz — e mais barato — do que remediar.”

G1