O médico Fernando Kreutz, natural do Rio Grande do Sul, está liderando uma revolução na medicina com o desenvolvimento de uma vacina para o câncer de próstata. Esse tipo de câncer, que afeta a glândula localizada abaixo da bexiga e ao redor da uretra, é o segundo mais comum entre os homens, perdendo apenas para o câncer de pele.

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A pesquisa de Kreutz utiliza sequenciadores modernos para analisar as células tumorais de pacientes diagnosticados. Com esses equipamentos ultramodernos, a equipe mapeia o perfil genético dos tumores de forma precisa. Essa abordagem visa criar tratamentos personalizados e mais eficazes para cada paciente.

A pesquisa já conta com 980 pacientes voluntários, cujas amostras de tumores estão sendo analisadas para decodificação genética. Segundo Fernando Kreutz, o objetivo é identificar as particularidades de cada caso para oferecer uma resposta médica adaptada às necessidades específicas de cada indivíduo.

Após 25 anos de pesquisa intensa, o imunizante recebeu aprovação da FDA (Administração de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos) para avançar nos testes clínicos. Os próximos experimentos ocorrerão nos Estados Unidos, marcando um passo crucial na luta contra essa doença. Com a junção de alta tecnologia e décadas de dedicação, o trabalho de Kreutz simboliza uma nova esperança para pacientes com câncer de próstata em todo o mundo.

BossaNews Brasil

Foto: Bixabay

As tão aguardadas vacinas para contribuição do processo de tratamento contra o câncer estão com projeção de serem concluídas até 2030. Ao jornal britânico The Guardian, Paul Burton, diretor médico da empresa farmacêutica Moderna, apontou a estimativa.

Essa possibilidade surgiu mediante o avanço da tecnologia RNAm (RNA mensageiro), por meio da qual a empresa desenvolveu uma das vacinas mais eficazes contra Covid-19. Investimento na plataforma, durante a pandemia, fizeram com que fossem alcançados 15 anos de progresso em apenas um, segundo especialistas na área.

A farmacêutica está desenvolvendo vacinas contra o câncer que miram em tipos diferentes de tumor, e Burton apontou crer que a empresa seja capaz de oferecer tratamentos para “todos os tipos de áreas de doença” em menos de cinco anos.

“Teremos essas vacinas, elas serão altamente eficazes e salvarão centenas de milhares, se não milhões, de vidas. Acredito que seremos capazes de oferecer vacinas personalizadas contra o câncer, contra vários tipos de tumores diferentes, para pessoas em todo o mundo”, declarou Paul Burton.

O diretor médico também destacou que outras infecções respiratórias podem ser tratadas com uma única injeção. Assim, pessoas em estado de vulnerabilidade ​​ficam protegidas contra Covid, gripe e RSV (Vírus Sincicial Respiratório. Enquanto isso, terapias de RNAm ficam disponíveis para doenças raras as quais não existem medicamentos.

BossaNews Brasil

A cada ano, 11.607 partos são consequência de violência sexual praticada contra meninas menores de 14 anos de idade. A Lei nº 12.015/2009 determina que esse tipo de violação configura estupro de vulnerável e prevê pena de reclusão de dois a cinco anos.

Elaborada pelo Centro Internacional de Equidade em Saúde, da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), com apoio da organização Umane, uma pesquisa verificou mais de 1 milhão de partos do Sistema de Informação sobre Nascidos Vivos (Sinasc) de 2020 a 2022 e constatou que 40% das meninas dessa faixa etária começaram a fazer o pré-natal depois dos primeiros três meses de gestação. A situação não é a adequada.

O pré-natal é um conjunto de medidas capazes de reduzir os riscos de saúde para a mãe e o bebê. Esse acompanhamento inclui colocar as vacinas da gestante em dia, fazer exames laboratoriais, como os de sangue, fezes e urina, e de imagem, como o ultrassom.

Com o objetivo de comparar as proporções e evidenciar que, quanto mais novas as mães, menor é o acesso a esse serviço de saúde, o estudo destaca que a porcentagem de adolescentes de até 19 anos que fizeram pré-natal no primeiro trimestre é 30%.

iniciaram o pré-natal após o primeiro trimestre de gestação. A pesquisa é a primeira a cruzar a faixa etária com dados sobre o início do acompanhamento da gravidez em adolescentes.

Disparidades entre regiões Os autores que conduziram as análises sublinham as disparidades entre regiões do país. No Norte, quase metade das meninas com menos de 14 anos de idade tiveram a possibilidade de fazer o pré-natal depois de três meses grávidas. No Sudeste, a porcentagem cai para 33%.

As meninas indígenas, especialmente as do Norte e Centro-Oeste, formam o grupo com mais casos de atrasos de pré-natal. Ao todo, 49% delas vivenciaram essa experiência, contra 34% das meninas brancas.

Em relação à escolaridade, o que se identifica é que, quanto menor o tempo de educação formal, maior a chance de o pré-natal ser adiado. Quando as meninas frequentam a escola por menos tempo do que quatro anos, tendem a ter menos acompanhamento (49%).

Outro aspecto especialmente relevante na atual conjuntura do país, como assinalam os autores do estudo, é o fato de que uma em cada sete adolescentes (14%) iniciaram o acompanhamento após 22 semanas de gestação. Quanto a este dado, dizem que serve de argumento para se debater o recente projeto de lei que visa limitar o aborto legal para vítimas de estupro até 22 de semanas de idade gestacional.

Fórum Brasileiro de Segurança Pública De acordo com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), que compila dados sobre violência contra mulher, em 2019 e 2020, foram registrados 42.252 e 35.644 estupros de vulnerável. Em 2021 e 2022, foram notificados 44.433 e 48.921. Vale lembrar que o estupro de vulnerável também se caracteriza quando a vítima é maior de 18 anos, mas não pôde, no momento da agressão sexual, oferecer resistência e se defender. Por isso, são considerados, por exemplo, estupros de mulheres embriagadas, sob efeito de entorpecentes ou com uma deficiência que a impeça de se proteger do agressor.

Conforme aponta a principal autora do artigo que divulga os resultados da pesquisa, a acadêmica Luiza Eunice Sá da Silva, do Centro Internacional de Equidade em Saúde da UFPel, mais do que emitir um sinal sobre a suscetibilidade dos bebês, o quadro que se revela tem relação com as opções de saúde reprodutiva das meninas.

Especialistas já demonstraram que meninas de 10 a 14 anos foram as principais vítimas de estupro, pelo menos no período de 2015 a 2019..

Agência Brasil

Um estudo da Universidade da Califórnia lançou luz sobre uma questão que preocupa cada vez mais médicos e pesquisadores: o impacto dos remédios para dormir no risco de desenvolver demência.

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Publicado no Journal of Alzheimer’s Disease em janeiro de 2023, o estudo sugere que o uso frequente desses medicamentos pode aumentar consideravelmente esse risco, especialmente entre pessoas brancas mais velhas.

Durante nove anos, os pesquisadores acompanharam quase 3.000 idosos, inicialmente sem sinais da doença, com idade média de 74 anos e uma amostra composta por 58% de participantes brancos e 42% negros. No fim do período, cerca de 20% haviam desenvolvido a doença cognitiva.

Por que esses medicamentos para dormir aumentam a chance de demência? Entre os voluntários brancos que usavam soníferos “frequentemente” ou “quase sempre,” o risco de demência era 79% maior em comparação com aqueles que “nunca” ou “raramente” recorriam a essas drogas. Curiosamente, essa tendência não foi observada entre os participantes negros, que usavam esses medicamentos com menor frequência.

O estudo também revelou que brancos e negros têm padrões diferentes no uso de remédios para dormir. Os brancos, por exemplo, tinham três vezes mais chance de tomar esses medicamentos entre cinco e 15 vezes por mês e eram significativamente mais propensos a usar benzodiazepínicos (como Halcion, Dalmadorm e Restoril) e “drogas Z” (como zolpidem). Eles também tinham dez vezes mais chance de usar trazodona, um antidepressivo que também ajuda no sono.

A pesquisa ressalta a necessidade de mais estudos para identificar quais tipos de soníferos podem ter mais impacto sobre a cognição e como a frequência do uso influencia o risco. Enquanto isso, os cientistas sugerem que alternativas não-medicamentosas para melhorar o sono sejam priorizadas, buscando reduzir a exposição ao uso frequente desses remédios.

Catraca Livre

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