As altas temperaturas podem aumentar o risco de morte para idosos e pessoas com algumas doenças, aponta uma pesquisa da Fundação Fiocruz. Em períodos mais quentes, as chances de mortalidade entre idosos crescem 50%, principalmente em dias com 6 horas acima de 40°C e 3 horas acima de 44°C.
A pesquisa, feita por um doutorando da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz), analisou todos as 466 mil mortes naturais ocorridas entre 2012 e 2024, e mais de 390 mil mortes por 17 causas selecionadas - das quais, 12 tiveram alta considerável da mortalidade para idosos no calor extremo.
O Brasil se prepara para enfrentar a terceira onda de calor em 2025. A partir de segunda-feira (17), menos de 50 dias após o início do ano, uma nova massa de ar quente avançará sobre o centro do país, impactando amplas áreas das regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e parte do Nordeste.
Esta segunda e terça-feira (18) podem ser os dias mais quentes do Rio de Janeiro, podendo ultrapassar o recorde de 41,8°C, estimam previsões meteorológicas. Com a situação, a Prefeitura do Rio informou que caso a cidade chegue ao patamar de calor 4, serão abertos 58 pontos de resfriamento.
Segundo o estudo, o registro de nível de calor 4 ocorre quando a temperatura é superior a 40 °C por quatro horas ou mais, e está associado a um aumento de 50% na mortalidade por doenças como hipertensão, diabetes e insuficiência renal entre idosos.
“Foi observado que o calor representa maior risco para idosos e pessoas com doenças como diabetes e hipertensão, além de Alzheimer, insuficiência renal e infecções do trato urinário”, diz a fundação.
O estudo destaca, ainda, a importância da disponibilização de pontos de hidratação e resfriamento, adaptação de atividades de trabalho, suspensão de atividades de risco em níveis mais críticos e outros.
R7