O café da manhã é amplamente reconhecido como a refeição mais importante do dia, especialmente para a saúde dos idosos. Nos últimos anos, estudos têm demonstrado a relação entre o que se consome logo pela manhã e os efeitos sobre a saúde geral, particularmente em relação ao sistema cardiovascular e metabólico.

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De acordo com uma pesquisa publicada no The Journal of Nutrition, Health, and Aging, a qualidade do café da manhã pode ter um impacto significativo na saúde cardiometabólica, reduzindo riscos de doenças cardíacas e renais em adultos mais velhos.

O estudo revelou que tanto cafés da manhã de alta quanto de baixa energia, além de refeições com qualidade nutricional pobre, podem agravar condições como a obesidade, síndrome metabólica e hipertensão.

Por outro lado, um café da manhã equilibrado, rico em nutrientes essenciais e moderado em calorias, pode melhorar marcadores de saúde importantes, como o colesterol HDL, a pressão arterial e a função renal.

Neste contexto, este artigo explora a importância de um café da manhã balanceado e seus benefícios para a saúde cardiometabólica dos idosos, com base nas descobertas de um estudo recente.

A pesquisa oferece insights valiosos para profissionais de saúde e cuidadores na orientação de práticas alimentares saudáveis para a população idosa.

A importância do café da manhã na saúde dos idosos O café da manhã tem um papel crucial na nutrição diária, especialmente entre os idosos. Ele é responsável por fornecer uma significativa porção da ingestão diária de calorias e nutrientes, variando de 20% a 25% do total diário recomendado.

A refeição matinal é fundamental para estabelecer a energia necessária para enfrentar as atividades do dia, além de garantir que o corpo receba os nutrientes essenciais para o funcionamento adequado de órgãos e sistemas, como o sistema cardiovascular e renal.

No entanto, pular o café da manhã tem sido associado a um risco maior de desenvolvimento de várias condições metabólicas e doenças crônicas, como a obesidade, diabetes tipo 2 e hipertensão.

Estudos anteriores já haviam sugerido que a qualidade do café da manhã pode influenciar diretamente na prevenção e controle de doenças crônicas, incluindo problemas cardíacos.

Um café da manhã equilibrado, composto por alimentos integrais, vegetais, frutas, proteínas magras e gorduras saudáveis, pode não só melhorar a saúde metabólica, mas também reduzir o risco de doenças cardiovasculares.

Além disso, a ingestão de alimentos ricos em antioxidantes e nutrientes essenciais fortalece o sistema imunológico, promovendo uma melhor qualidade de vida para a população idosa.

Como a qualidade do café da manhã impacta a saúde cardiometabólica O estudo recente publicado no The Journal of Nutrition, Health, and Aging focou na avaliação dos hábitos alimentares de adultos mais velhos, especialmente no que diz respeito à ingestão calórica e à qualidade das refeições consumidas no café da manhã.

A pesquisa envolveu 383 participantes, todos com sobrepeso ou obesidade e síndrome metabólica.

Através da análise de registros alimentares e da comparação entre diferentes tipos de café da manhã, os pesquisadores observaram que a qualidade do alimento ingerido logo ao acordar tem um efeito direto em importantes fatores de risco cardiometabólicos, como o índice de massa corporal (IMC), os níveis de triglicerídeos, a função renal e os níveis de colesterol HDL.

Cafés da manhã ricos em alimentos processados ou com altas quantidades de calorias vazias (sem valor nutricional significativo) mostraram aumentar a gordura corporal e os níveis de triglicerídeos, que são conhecidos fatores de risco para doenças cardíacas.

Além disso, os participantes que consumiram cafés da manhã equilibrados, com fontes adequadas de gorduras saudáveis, fibras e proteínas, apresentaram melhorias significativas nos parâmetros de saúde.

Entre os alimentos que foram associados a benefícios para a saúde cardiometabólica estavam os grãos integrais, as frutas frescas, as nozes, o azeite de oliva e os laticínios desnatados, todos presentes na dieta mediterrânea utilizada no estudo.

Os efeitos de uma dieta balanceada no café da manhã sobre o risco cardiovascular A dieta mediterrânea, que tem ganhado destaque devido aos seus benefícios comprovados para a saúde, foi um dos focos principais do estudo. Essa dieta é rica em gorduras saudáveis, como o azeite de oliva, proteínas magras, vegetais e grãos integrais, além de ser pobre em carnes vermelhas e alimentos processados.

Nos participantes do estudo, a adesão a essa dieta no café da manhã resultou em uma melhora significativa na saúde cardiometabólica, com redução nos níveis de triglicerídeos e no risco de doenças cardiovasculares.

Os pesquisadores observaram que os idosos que mantiveram uma alimentação equilibrada pela manhã, associada à ingestão controlada de calorias, tiveram uma pressão arterial mais estável e um melhor controle dos níveis de colesterol.

Além disso, a função renal foi preservada, o que é um benefício crucial para a saúde dos idosos, pois doenças renais crônicas são mais comuns nessa faixa etária e podem agravar outros problemas de saúde, como a hipertensão e a insuficiência cardíaca.

Em síntese, o estudo reforça a importância de um café da manhã balanceado e nutritivo na promoção da saúde cardiometabólica em idosos.

Os benefícios observados vão além da prevenção de doenças cardiovasculares, alcançando também a melhoria da função renal e o controle de condições metabólicas, como a síndrome metabólica e a obesidade.

A adoção de um café da manhã saudável, rico em nutrientes essenciais e moderado em calorias, é uma estratégia eficaz para a manutenção da saúde e a redução de riscos associados ao envelhecimento.

Profissionais de saúde devem enfatizar a importância dessa refeição na rotina dos idosos e orientá-los a optar por alimentos de alta qualidade nutricional.

A pesquisa destaca ainda a necessidade de mais estudos prospectivos para entender melhor o impacto a longo prazo das escolhas alimentares matinais na saúde geral dos adultos mais velhos. Para uma saúde cardíaca e metabólica ideal, o café da manhã pode ser o primeiro passo essencial.

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Fonte: News Medical

Foto: Canva PRO

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que os adultos comam pelo menos 400g de frutas e vegetais por dia. E existem boas razões para incluir um vegetal específico, já que ele pode reduzir a inflamação e o risco de câncer.

Rica em quercetina, a cebola tem poderosos benefícios antioxidantes e anti-inflamatórios.

No entanto, as cebolas roxas contêm mais do que as cebolas brancas.

Além disso, é melhor comer a cebola crua que cozida, pois os níveis de quercetina diminuem com o calor.

De acordo com nutricionistas, a parte abaixo da primeira camada escamosa da cebola é a melhor parte para comer, pois contém ainda mais desse componente anti-inflamatório.

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Além do potencial anti-inflamatório da quercetina, ela também possui propriedades antioxidantes, que ajudam a combater o estresse oxidativo e proteger as células contra danos causados pelos radicais livres.

Dessa maneira, de acordo com estudos, pode ajudar a proteger contra doenças degenerativas do cérebro, como a doença de Alzheimer e a demência.

A ciência também já demonstrou que os antioxidantes da quercetina podem remover substâncias químicas nocivas chamadas radicais livres do nosso corpo.

Também é graças a quercetina que estudos associam o vegetal a um menor risco de câncer e doenças cardíacas.

Além disso, a cebola pode ajudar a reduzir o inchaço e controlar o açúcar no sangue.

Efeito do vegetal contra o câncer Um estudo, publicado na Frontiers in Immunology em 2023, descobriu que a quercetina poderia proteger contra o câncer de pulmão, sangue e próstata.

Outra pesquisa envolvendo mais de 13 mil participantes demonstrou que indivíduos que incluíam uma quantidade maior de cebola em suas dietas apresentavam um risco 15% menor de desenvolver câncer colorretal.

Acredita-se que seus antioxidantes possam desacelerar o crescimento de tumores, enquanto o enxofre presente nas cebolas possa proteger as células contra mutações.

No entanto, são necessárias mais pesquisas para confirmar esses benefícios.

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A vitamina B12, essencial para o bom funcionamento do organismo, desempenha papéis cruciais, como a formação das células sanguíneas, o bom desempenho do sistema nervoso e o metabolismo de proteínas e carboidratos. A deficiência desse nutriente pode gerar sérios problemas de saúde, afetando principalmente o sistema nervoso e causando distúrbios neurológicos.

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Sintomas da falta de vitamina B12: como identificar A falta de vitamina B12 pode ser identificada por uma série de sinais. Entre os sintomas mais comuns estão:

Anemia megaloblástica Cansaço excessivo e fadiga Tontura e pele pálida Esquecimento e alterações na memória Problemas de visão Fraqueza muscular e formigamento nos membros Alterações no intestino Mudanças de humor e perda de peso repentina Icterícia Além desses sintomas, um dos riscos mais sérios da deficiência de B12 é a demência, que, felizmente, pode ser revertida com o tratamento adequado. Fontes de vitamina B12 e como repor o nutriente A vitamina B12 é encontrada principalmente em alimentos de origem animal. As principais fontes incluem: Ovos, leite e derivados Carnes, peixes e frango Além disso, alguns produtos vegetais, como cereais fortificados e alimentos à base de soja, também podem oferecer a vitamina B12 necessária. A ingestão diária recomendada para adultos com mais de 14 anos é de 2,4 mcg. Se a ingestão for inferior, a deficiência pode se instalar e causar os problemas já citados.

Reposição de vitamina B12: como suprir a deficiência Quando os níveis de vitamina B12 estão baixos, a reposição é fundamental. O tratamento pode ser feito de forma oral ou intramuscular, dependendo da gravidade da deficiência. Após o início do tratamento, o médico solicitará exames de acompanhamento para garantir que os níveis de B12 retornem ao normal.

 Facilite sua vida com dicas de qualidade. Inscreva-se no nosso canal da Catraca Livre no WhatsApp. 📢 Vegetarianos e veganos: como suprir a deficiência de B12 Vegetarianos e veganos enfrentam um desafio, já que a vitamina B12 não está presente em alimentos vegetais. Portanto, essas pessoas precisam recorrer à suplementação para evitar a deficiência do nutriente. Contudo, a automedicação não é recomendada, pois o excesso de B12 pode gerar efeitos colaterais indesejados. Somente um médico pode prescrever a quantidade necessária de suplementação.

Importância de acompanhar os níveis de vitamina B12 A vitamina B12, embora frequentemente negligenciada, é fundamental para a manutenção de várias funções do organismo. A deficiência pode desencadear problemas sérios, mas, com a identificação precoce e o tratamento adequado, é possível reverter as complicações e manter a saúde em dia.

Identificar a falta de vitamina B12 A deficiência de vitamina B12 pode causar sintomas variados, como cansaço excessivo, formigamento nas extremidades e dificuldade de concentração. Identificar a falta dessa vitamina é essencial para prevenir danos neurológicos e anemia. Exames de sangue são fundamentais para diagnosticar e tratar a deficiência adequadamente. Clique aqui para saber mais.

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Foto: © Grafissimo/istock

Um estudo recente trouxe novas evidências sobre o impacto da vitamina B9 (folato) na prevenção do câncer de intestino, conhecido também como câncer colorretal. De acordo com a pesquisa, publicada no The American Journal of Clinical Nutrition, a ingestão adequada de folato pode ajudar a diminuir o risco dessa doença em até 7%.

O trabalho foi realizado por cientistas do Imperial College London e analisou dados de mais de 70 mil indivíduos. A investigação procurou entender como o folato, seja por meio da dieta ou de suplementos, pode influenciar o risco de desenvolver câncer colorretal. Os resultados apontam que uma dieta rica em folato pode ser um fator importante na redução do risco de câncer de intestino.

A dieta rica em folato e seus benefícios O estudo constatou que, para cada 260 microgramas adicionais de folato consumidos, o risco de câncer de intestino diminui em até 7%. Esse aumento corresponde a 65% da quantidade diária recomendada de folato, que é de 400 microgramas. O folato é encontrado em alimentos como espinafre, repolho e brócolis, e pode ser facilmente incorporado na alimentação.

Além de seu papel preventivo contra o câncer colorretal, o folato é essencial para a produção de glóbulos vermelhos e para a saúde de mulheres grávidas ou em fase de planejamento familiar.

Relações genéticas e folato O estudo também investigou como as variações genéticas podem influenciar a absorção de folato e o impacto de seus suplementos no risco de câncer. Os pesquisadores identificaram uma área específica no genoma que pode alterar a relação entre a ingestão de folato e o desenvolvimento do câncer de intestino. No entanto, mais estudos são necessários para compreender melhor essas interações genéticas.

Essa pesquisa abre novas possibilidades para a prevenção do câncer de intestino, mostrando que, além de uma dieta equilibrada, fatores genéticos também desempenham um papel importante na proteção contra a doença.

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