Pesquisadores ampliaram a lista de possíveis culpados por trás da demência, destacando dois novos suspeitos: problemas de visão não corrigidos e níveis elevados de colesterol. A boa notícia? Simples hábitos, como usar óculos, podem ajudar a proteger o cérebro.

Um estudo publicado na renomada revista médica The Lancet revelou que 2% dos casos de demência podem estar ligados à falta de cuidado com a saúde visual.

Quando a visão é comprometida, a conexão com o mundo ao redor enfraquece. Pessoas com dificuldade para enxergar tendem a se isolar de atividades sociais, diminuindo estímulos mentais essenciais para a saúde cognitiva.

A solução? Exames oftalmológicos regulares, uso de lentes corretivas e medidas para prevenir lesões oculares podem ser aliados poderosos na preservação da visão e, indiretamente, da mente.

O risco silencioso do colesterol “ruim” Outro vilão silencioso apontado pela Comissão Lancet é o colesterol de baixa densidade, popularmente conhecido como “colesterol ruim”. Este fator, aparentemente invisível, pode estar ligado a 7% dos casos de demência, segundo o estudo.

Embora o colesterol alto geralmente não apresente sintomas evidentes, sua presença pode ser um sinal de alerta para futuros problemas de saúde, incluindo o declínio cognitivo. A prevenção passa por um equilíbrio entre medicina e escolhas pessoais: medicamentos podem ajudar, mas mudanças no estilo de vida são indispensáveis.

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Adotar uma dieta saudável, reduzir o consumo de alimentos ultraprocessados, evitar cigarros e consumir álcool com moderação são passos simples, mas impactantes, para manter tanto o coração quanto o cérebro saudáveis.

Em suma, cuidar da mente vai além de jogos de memória ou palavras-cruzadas: envolve enxergar o mundo com clareza e manter o colesterol sob controle. Um olhar atento à saúde pode ser a chave para um futuro mais lúcido.

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Você pode não saber, mas a frutose provavelmente faz parte da sua dieta, mesmo que você nunca coma frutas. Por ser barata, ela é usada como adoçante (seja pura ou no “HFCS”, xarope de milho com alta concentração de frutose) em refrigerantes, sorvetes, barras de cereal, biscoitos, pães, iogurtes, molhos, ketchup e muitos outros. Agora, uma nova pesquisa revela que o consumo de frutose pode influenciar no desenvolvimento de alguns tipos de câncer.

O estudo, realizado pela Universidade de Washington e publicado em dezembro pela revista Nature, revela que a frutose pode influenciar no crescimento de tumores de melanoma, câncer de mama e câncer cervical. Em vez de alimentar os tumores diretamente, a frutose é transformada pelo fígado em lipídios, que podem ser absorvidos pelas células cancerígenas e servem como nutrientes para elas.

“Quando pensamos em tumores, tendemos a focar nos componentes da dieta. Você põe algo para dentro do corpo e imagina que o tumor consome aquilo”, afirma Gary Patti, professor de genética e medicina e um dos autores do estudo, em comunicado. “Mas os humanos são complexos. O que você coloca no corpo pode ser consumido por um tecido saudável e então convertido para outra coisa que os tumores usam”, explica.

“Nossa expectativa inicial era que as células de tumores metabolizassem a frutose do mesmo jeito que a glicose, utilizando diretamente os átomos para construir novos componentes celulares, como DNA. Ficamos surpresos que a frutose mal foi metabolizada nos tipos de tumor que testamos”, afirmou o autor principal do estudo, Ronald Fowle-Grider. “O fígado transforma a frutose nos nutrientes que os tumores podem usar”, disse.

A frutose costuma ser preferida pela indústria alimentícia em relação à glicose porque é mais doce. As duas substâncias são açúcares comuns, encontradas naturalmente em frutas, vegetais, laticínios e grãos. No entanto, são recebidas pelo corpo de formas diferentes: enquanto a glicose é processada pelo corpo inteiro, a frutose só consegue ser metabolizada no intestino delgado e no fígado.

Segundo estimativas dos pesquisadores, antes dos anos 1960, uma pessoa comum consumia entre 2,2 e 4,5 kg de frutose por ano. Atualmente, esses valores saltaram para 15 vezes mais. “Quase tudo tem ela. Não são só doces e bolos, mas também molhos de salada, molhos de macarrão e ketchup”, afirma Patti. “A menos que você ativamente procure evitar, ela provavelmente é parte de sua dieta”.

Ao mesmo tempo em que o consumo de frutose aumentou nesses últimos 50 anos, vários tipos de câncer também viram seus índices crescerem. Atualmente, Patti e outros cientistas (que não estão ligados a este estudo) estão pesquisando se há uma relação entre os dois fatos — mais especificamente, a ligação entre o consumo de frutose e a incidência de câncer colorretal.

“Será interessante entender melhor como a frutose na dieta influencia a incidência de câncer. Mas uma mensagem a se levar deste estudo atual é que, se você tiver o azar de ter câncer, então provavelmente vai querer pensar em evitar frutose. Infelizmente, é mais fácil falar do que fazer”, declarou o cientista.

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A hipertensão é um problema de saúde que afeta cerca de 30% da população adulta brasileira, sendo ainda mais prevalente entre os idosos, onde atinge mais de 50% das pessoas. Além disso, doenças cardiovasculares, que são frequentemente associadas à pressão alta, representam a principal causa de mortes no Brasil. Entre 2010 e 2016, mais de 400 mil brasileiros perderam a vida devido a complicações decorrentes dessa condição.

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Apesar dos dados alarmantes, a hipertensão pode ser controlada com mudanças simples no estilo de vida, como a adoção de uma alimentação balanceada. Confira abaixo cinco alimentos que ajudam no controle da pressão alta e trazem benefícios adicionais para a saúde cardiovascular.

Temperos naturais: a substituição perfeita do sal Salsa, cebolinha, coentro, alecrim, manjericão, louro e tomilho são exemplos de temperos naturais que ajudam a reduzir a pressão arterial. Esses ingredientes, além de enriquecerem o sabor das refeições, possuem o poder de substituir o sal, um dos principais vilões dos hipertensos. Segundo a nutricionista Cátia Medeiros, a redução do consumo de sódio diminui a retenção de líquidos, que é um dos fatores responsáveis pelo aumento da pressão arterial.

Alho: o poder antioxidante para a circulação O alho é uma excelente fonte de vitamina C e antioxidantes, que ajudam a combater os radicais livres no organismo, prevenindo doenças cardiovasculares e o envelhecimento precoce. Além disso, o alho contém magnésio, um mineral que pode ajudar na dilatação dos vasos sanguíneos, facilitando a circulação sanguínea e contribuindo para a redução da pressão alta.

Leite e derivados: essenciais para reduzir a pressão Alimentos ricos em cálcio, como o leite e seus derivados, são indispensáveis na dieta de quem sofre de hipertensão. O cálcio atua como hipotensor, ajudando a diminuir a pressão arterial ao estimular a eliminação de sódio do organismo. A nutricionista Cátia Medeiros recomenda a ingestão de versões desnatadas e com baixo teor de gordura, como o queijo branco, para maximizar os benefícios.

Azeite de oliva: graxos saudáveis que combatem a hipertensão O azeite de oliva e alimentos ricos em ômega-3, como sardinha e salmão, são altamente recomendados para pessoas com hipertensão. Esses ácidos graxos ajudam a aumentar a vasodilatação, facilitando a circulação do sangue e prevenindo a constrição dos vasos sanguíneos. A ingestão diária de ômega-3 é indicada para reduzir os sintomas da hipertensão e melhorar a saúde cardiovascular.

Cereais integrais: combate à hipertensão e outros benefícios Os cereais integrais, como aveia e gérmen de trigo, são excelentes para quem busca controlar a pressão alta. Eles são ricos em magnésio, um mineral que auxilia na dilatação dos vasos sanguíneos e no controle do inchaço, frequentemente associado à retenção de líquidos. Além disso, os cereais integram a dieta de maneira saudável, contribuindo para o controle do peso e prevenção de doenças como o diabetes e o câncer.

Pressão alta e reações do corpo: riscos e sintomas A pressão alta, também conhecida como hipertensão, pode provocar diversas reações no corpo, como dores de cabeça, tontura e visão embaçada. Se não tratada, aumenta o risco de complicações graves, como infarto e acidente vascular cerebral (AVC). Manter o controle é essencial para a saúde cardiovascular. Clique aqui para saber mais.

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou, nesta terça-feira (24), a produção e comercialização de dois novos medicamentos nacionais da classe dos análogos de GLP-1, de medicamentos como Ozempic e Wegovy, da Novo Nordisk. A previsão é que eles cheguem às farmácias brasileiras a partir de 2025.

Desenvolvidos pela farmacêutica brasileira EMS, o Olire será indicado para o tratamento da obesidade e o Lirux terá como foco o controle da diabetes tipo 2.

Os medicamentos utilizam liraglutida como princípio ativo, que também é utilizado nas canetas injetáveis Saxenda e Victoza. A patente da liraglutida expirou este ano, abrindo espaço para novos produtos no mercado. O Ozempic e o Wegovy são versões mais recentes para o tratamento de obesidade e têm a semaglutida como princípio ativo.

Produção nacional e doses disponíveis Os novos fármacos serão produzidos integralmente no Brasil. O Lirux terá doses de até 1,8 mg diários e será vendido em embalagens com uma, duas, três, cinco ou dez canetas. Já o Olire, com doses de até 3 mg ao dia, estará disponível individualmente ou em pacotes de três ou cinco canetas.

Segundo a empresa, a produção em fase piloto já começou, e a expectativa é atingir 40 milhões de unidades produzidas até março de 2025.

“Desenvolvemos um produto no país, com tecnologia brasileira, do zero. Vamos fabricar desde a matéria-prima até o produto acabado, reforçando nossa posição de liderança no mercado farmacêutico brasileiro”, destacou Carlos Sanchez, presidente do Conselho de Administração da EMS.

Como agem esses medicamentos? Tanto a semaglutida quanto a liraglutida interagem com os receptores de GLP-1 no organismo. No pâncreas, essas substâncias aumentam a produção de insulina e foram inicialmente desenvolvidas para o tratamento da diabetes tipo 2. No estômago, retardam a digestão, e no cérebro, ativam a sensação de saciedade, ajudando na redução do consumo calórico.

No entanto, o que muda é o uso: a liraglutida precisa ser usada diariamente e a semaglutida tem uso semanal recomendado.

Principais efeitos colaterais e riscos Assim como outras drogas, eles podem trazer riscos para a saúde quando usados incorretamente. É preciso haver acompanhamento especializado para avaliar efeitos colaterais e quando é hora de parar.

Efeitos colaterais mais frequentes Obstipação (dificuldade crônica de evacuar); Diarreia; Náusea. É contraindicado o uso por pessoas que têm: Pancreatite; Cálculo de vesícula biliar; Anemia; Problemas de tireoide; Ou aqueles querem perder apenas alguns quilos – mas não têm obesidade ou sobrepeso com riscos à saúde. Antes de usar É preciso realizar exames de sangue; Exames de abdômen; Ter indicação e acompanhamento médico.

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