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Em São José do Peixe-PI, a gestão do prefeito Dr. Celso Antônio (PT) exibe um contraste que não passa despercebido: enquanto tenta emplacar, a qualquer custo, um contrato milionário para gerenciar uma frota de apenas 26 veículos, a saúde básica do município entra em colapso a ponto de ter os serviços de enfermagem do hospital municipal interditados por falta de condições mínimas.

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De um lado, dinheiro e energia política para contratar uma empresa especializada em gestão de frota. Do outro, leitos e corredores sem enfermeiro 24 horas, sem responsável técnico, sem protocolos, sem equipe suficiente. É o retrato de uma prioridade distorcida: a máquina bem cuidada, a população, não.

A interdição ética da Unidade Mista de Saúde de São José do Peixe, determinada pelo Coren-PI, não é um detalhe burocrático: é um atestado oficial de que o município não oferece condições mínimas de segurança para pacientes e profissionais. O relatório é duro e objetivo.

Não havia enfermeiro 24 horas. O enfermeiro responsável técnico foi desligado sem substituto formal. Não existiam manual de normas e rotinas, regimento interno nem Procedimentos Operacionais Padrão (POP). Os registros de enfermagem, exigidos pela Resolução Cofen nº 736/2024, simplesmente não eram feitos de forma adequada. A equipe era insuficiente e sequer havia um cálculo técnico de dimensionamento de pessoal. Em linguagem simples: o serviço funcionava no improviso, sem estrutura, sem comando técnico e com déficit de gente para cuidar devidamente dos pacientes.

Foi diante desse cenário que o Coren determinou a interdição ética dos serviços de enfermagem. Na prática, os profissionais ficam impedidos de trabalhar na unidade até que a Prefeitura corrija as irregularidades. Os pacientes que já estavam internados seguem assistidos, mas novos atendimentos ficam comprometidos. Não se trata de punição ao profissional, como esclareceu o presidente do Coren-PI, Samuel Freitas; trata-se de uma medida de proteção à população, uma espécie de freio de emergência acionado quando a assistência perde o mínimo de segurança. O hospital só voltará a funcionar normalmente quando a gestão municipal provar, com documentos e estrutura, que fez o dever de casa. Até lá, a mensagem é clara: a saúde foi deixada de lado.

Esse abandono contrasta frontalmente com o zelo demonstrado pelo prefeito na área de contratos milionários. O Ministério Público abriu um Inquérito Civil para investigar a verdadeira novela em torno da gestão da frota municipal. Em junho de 2025, a Prefeitura firmou com a empresa Intech Gestão de Benefícios Ltda o Contrato nº 041/2025, de R$ 3.439.750,00, para “gerenciamento informatizado da frota” – lembrando que essa frota é de apenas 26 veículos. A repercussão negativa, inclusive exposta pelo OPINIÃO E NOTÍCIA, foi tão grande que, pouco mais de um mês depois, em agosto, o próprio município rescindiu o contrato, alegando genericamente “razões de interesse público” e dizendo que o negócio já não era conveniente nem oportuno.

Seria o momento óbvio para a gestão recuar, revisar prioridades, repensar gastos e focar onde o povo mais precisa – como na saúde que agora está interditada. Mas não foi isso que aconteceu. Em novembro de 2025, o mesmo serviço voltou a ser contratado, com a mesma empresa, agora por meio do Contrato nº 076/2025, no valor de R$ 2.146.112,10, via adesão à Ata de Registro de Preços nº 030/2025, gerenciada pela Prefeitura de Cocal. Ou seja, o prefeito cancelou uma licitação de quase R$ 3,5 milhões sob pressão pública, para, meses depois, chegar ao mesmo destino por outro caminho, menos competitivo e mais opaco.

É exatamente esse “atalho” que colocou o Ministério Público em alerta. A adesão à ata é um instrumento excepcional da Lei nº 14.133/2021, pensado para dar agilidade e economia quando há comprovação clara de vantagem para o município. No caso de São José do Peixe, segundo a portaria do promotor Edgar dos Santos Bandeira Filho, a situação é o oposto: no pregão de origem, em Cocal, apenas a própria Intech apresentou lances, o que enfraquece qualquer presunção de vantajosidade. Além disso, a desproporção entre o valor contratado e a realidade de uma frota de 26 veículos levanta a suspeita de sobrepreço e dano ao erário. A sequência de fatos – distrato do contrato milionário após exposição na imprensa, seguido de nova contratação do mesmo objeto e mesma empresa, por via menos concorrida – aponta para possível manobra administrativa para manter o negócio de pé, contornando a licitação original.

 

Enquanto isso, na outra ponta da gestão, falta enfermeiro, responsabilidade técnica, manual, POP, registro de atendimento, gente suficiente para cobrir as escalas. Falta tudo que é básico para garantir que um paciente seja atendido com segurança. O contraste não é só financeiro, é político. Quando se quer contratar uma empresa para gerir 26 carros, há estudo, contrato, ata de registro, empenho milionário, firma reconhecida. Quando se trata de garantir enfermeiro 24 horas, dimensionar equipe, organizar documentos e protocolos para o hospital municipal, a realidade que aparece é improviso, omissão e interdição ética.

O artigo 37 da Constituição fala em legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência na administração pública. Em São José do Peixe, a investigação do MP sobre o contrato da frota questiona frontalmente a moralidade, a economicidade e a competitividade da contratação. Já o Coren-PI, ao interditar o serviço de enfermagem, escancara a falta de eficiência e de zelo com a vida e a dignidade dos usuários do SUS. A mesma gestão que parece disposta a sustentar, a qualquer custo, um contrato de mais de R$ 2 milhões com uma única empresa, não foi capaz de cumprir o mínimo estabelecido para manter um hospital funcionando sem risco.

No fim, o quadro que se desenha é o de um governo que trata carro melhor do que gente. Que abre caminhos jurídicos e administrativos para assegurar um serviço caro de gerenciamento de frota, mas permite que o órgão máximo de fiscalização da enfermagem declare, oficialmente, que o hospital municipal não oferece condições seguras de atendimento. É esse desequilíbrio de prioridades que precisa ser exposto e cobrado. Porque a população de São José do Peixe não precisa de um sistema sofisticado para controlar 26 veículos; precisa, antes de tudo, de enfermeiro à beira do leito, de equipe completa, de prontuário preenchido, de hospital aberto e digno. O resto é luxo travestido de gestão, enquanto a saúde, literalmente, é interditada.

 

opiniãonoticia

O STF - Supremo Tribunal Federal, restabeleceu, em fevereiro de 2026, a cobrança de ICMS sobre a energia solar excedente no Piauí, atendendo a pedido do governo estadual, liderado por Rafael Fonteles, do PT, que teria  alegado perdas milionárias.

joelrod

A decisão de Alexandre de Moraes suspendeu liminar do TJ-PI, fazendo a tributação sobre o uso da rede voltar a valer, gerando críticas e insegurança jurídica no setor.

No Estado, a polêmica está envolvendo os integrantes da base da esquerda que, mesmo sabendo que vão perder dinheiro apoiam a decisão, isso conforme algumas lideranças, e, os da base de oposição ou da base da direita que têm se manifestado.

O presidente estadual dos Progressistas, o florianense e líder Joel Rodrigues, se manifestou nas suas redes sociais e um vídeo foi enviado ao piauinoticias. 

Da redação

 

O deputado federal Dr Francisco anunciou nesta sexta-feira (06), que foram assinadas as ordens de serviço para três obras em Floriano articuladas pelo mandato dele: construção de uma praça no Bela Vista, reforma do ginásio poliesportivo Defala Attem, localizado no bairro Tiberão, e a construção de um campo de futebol no bairro Nossa Senhora da Guia.

costa

Juntas, as obras totalizam mais de R$ 4 milhões de investimento, e serão executadas pelo Governo do Estado do Piauí, com recursos da parceria com o mandato do deputado Dr. Francisco, que articulou recursos e colocou emendas para as construções.

Confira os valores das obras: Instagram

Campo de Futebol - bairro Nossa Senhora da Guia – R$ 697.451,97

Praça – bairro Bela Vista – R$ 916.604,68

Reforma do ginásio poliesportivo Defala Attem – bairro Tiberão - R$ 2.444.823,28.

 

Procurador-geral eleitoral Luiz Carlos dos Santos | Reprodução

Procurador-geral eleitoral Luiz Carlos dos Santos | Foto: Reprodução

O procurador regional da República Luiz Carlos Gonçalves propôs a aplicação de multa entre R$ 5 mil e R$ 30 mil para quem divulgar desinformação produzida com uso de inteligência artificial nas eleições de 2026.

A sugestão foi apresentada durante audiência pública do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) realizada nesta quinta-feira (5) — a terceira da semana — com o objetivo de colher contribuições para o aperfeiçoamento das regras eleitorais. Segundo o tribunal, o período de consulta pública recebeu 1.431 contribuições.

As propostas serão analisadas pelo ministro Kassio Nunes Marques, vice-presidente do TSE, que poderá decidir se incorpora ou não as sugestões ao texto final. Depois disso, o conjunto das novas regras será submetido à votação do plenário da Corte. Pela legislação eleitoral, as normas precisam ser publicadas até 5 de março.

Durante a audiência, Gonçalves explicou que a Procuradoria-Geral Eleitoral defende a inclusão de um novo trecho no artigo 9º-C da resolução 23.610. O objetivo é prever que o uso de conteúdo fabricado ou manipulado — inclusive por meio de IA — para divulgar fatos “notoriamente inverídicos” ou “gravemente descontextualizados” gere multa ao responsável. A punição também poderia alcançar o beneficiário da propaganda, caso fique comprovado que ele tinha conhecimento prévio.

A proposta endurece o que já existe na legislação eleitoral. Em 2024, o TSE proibiu o uso de deepfakes e determinou que conteúdos gerados por inteligência artificial trouxessem aviso explícito ao eleitor, mas ainda não havia uma multa com valor definido. Nessas situações, a Corte precisava recorrer a outros dispositivos legais para aplicar sanções.

Além do Ministério Público, órgãos do governo federal também apresentaram sugestões ao TSE. Representando a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Mariana de Castro defendeu que o processo eleitoral proíba a recomendação de candidaturas por “sistemas automatizados”, como o ChatGPT. Segundo ela, a proposta busca “preservar a naturalidade informacional” e evitar distorções no debate público.

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A informação sobre como deve funcionar as empresas nessa quinta é da presidente da Classe Comerciária a líder Jocilena Falcão.  Ela recebeu o repórter Ivan Nunes, do Piauí Notícias, para externar sobre como será o funcionamento das empresas no Dia de Corpus Christi.

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Na entrevista, Jocilana informa que algumas empresas consideradas essências estarão em funcionamento, mas cumprindo o que determina a Lei e o acordo firmado entre as classes de patrôes e empregados do comércio local.

O Sindicato, ainda de acordo com ela, deve agir no caso de algum empreendedor descumprir o acordo. Veja a entrevista com a lider Jocilane Falcão. 

Da redação