Na manhã desta sexta-feira, 28, um morador do bairro Cidade Nova 3, em Timon, foi encontrado morto no quintal de casa. A circunstância da morte ainda não foi esclarecida pelas autoridades, mas moradores afirmam que a vítima já havia sido alvo de inúmeros furtos e assaltos ao longo dos últimos meses.
Segundo relatos de vizinhos, o homem teve ao menos dez botijões de gás levados de sua residência em ações criminosas repetidas. Eles descrevem a situação da segurança pública no bairro como “cena de filme de terror”.
“Ele já foi assaltado várias e várias vezes. Levaram mais de dez bujões dele. É lamentável o que está acontecendo na nossa cidade. A insegurança virou cena de filme de terror”, relatou um morador.
Equipes policiais foram acionadas ainda nas primeiras horas da manhã e devem iniciar investigação para determinar a causa da morte e se há relação com os constantes episódios de violência registrados na região.
“Estão querendo pegar o Alandilson para Cristo”, essa foi a fala do réu Alandilson Cardoso, por volta das 13:45h desta sexta-feira, 28, quando deixava o Fórum Eleitoral de Teresina e entrava em viatura da Polícia Penal rumo a Cadeia de Altos.
Ele participou audiência de instrução e julgamento, onde prestou depoimento por apenas 20 minutos para a defesa, encerrando por volta das 13h. Alandilson é acusado de organização criminosa, corrupção eleitoral, lavagem de dinheiro, usura e violação do sigilo de voto.
O Ministério Público afirma que existe documentação robusta demonstrando relação direta de Alandilson com o Bonde dos 40. O MP aponta que ele seria um operador financeiro da facção e se fundamenta em registros bancários, transações e vínculos que comprovam relação direta com diversos integrantes da organização criminosa.
A defesa de Alandilson também solicitou, em 18 de novembro, uma reclamação no Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo a suspensão completa da audiência de instrução. O processo está sob relatoria do ministro Gilmar Mendes.
Além dele, também prestou depoimento Emanuelly Pinho, que concluiu por volta das 13h30.
Tatiana prestou depoimento Até o momento, o depoimento mais demorado foi o de Tatiana Medeiros, que demorou cerca de 2h. Em seu depoimento na audiência de instrução, a vereadora confirmou que namorou por cinco meses com Alandilson Cardoso e negou crime eleitoral. A parlamentar foi a primeira a ser ouvida na audiência de hoje.
No processo, os promotores denunciaram que Alandilson Cardoso é um dos principais financiadores da campanha de Tatiana com comprovação no processo de transferência bancária. Há suspeita de movimentação de R$ 2 milhões oriundo de organização criminosa em favor da campanha da vereadora.
Na audiência, a vereadora respondeu às perguntas da juíza e dos advogados de defesa. Ela mostrou um vídeo com o trabalho feito pelo Instituto Vamos Juntos, entidade sem fins lucrativo criado pela vereadora. No processo, há denúncia de que o instituto foi usado para comprar votos antes e no dia da eleição.
“A exibição do vídeo é no sentido de comprovar o trabalho social do instituto”, disse Édson Araújo, advogado de Tatiana.
O colegiado dos promotores disse que o vídeo estava no processo e que não precisava ser mostrado na audiência. A defesa de Tatiana afirmou que não haveria prejuízo em mostrar a gravação e a juíza Júnia Feitosa permitiu a exibição.
Tatiana Medeiros evitou falar com a imprensa, mas pediu a um representante do Tribunal Regional Eleitoral que repassasse um recado para a categoria. Ela informou que “não vai falar com a imprensa local, que Deus abençoe as nossas vidas e desejou um feliz Natal e ano novo”.
Cestas Básicas
O extravio de 900 cestas básicas, devido à suspensão do Instituto Vamos Juntos, da vereadora Tatiana Medeiros, virou troca de acusações entre promotores e advogados de defesa nesta sexta-feria (28), quinto dia de audiência de instrução do caso da parlamentar no Fórum Eleitoral de Teresina.
O promotor Mário Normando apresentou documentos de que o Ministério Público defendeu a distribuição das cestas, no entanto, a defesa de Tatiana não apresentou manifestação e a juíza Júnia Feitosa extinguiu o processo.
“Após a nossa manifestação, o pedido da defesa foi distribuído em apartado. Nele, foi intimada a defesa de Tatiana para fazer o levantamento da quantidade de cestas básicas e a defesa se manteve inerte, então a juíza arquivou o feito", afirmou o promotor.
O advogado Samuel Castelo Branco disse que quem pediu o fechamento do instituto foi o Ministério Público. Samuel confirmou que vai pedir a reabertura da entidade.
Na denúncia do MP, o instituto tinha cunho social, mas foi usado para compras de votos em favor da Tatiana Medeiros.
Segundo o promotor Plínio Fontes, que integra colegiado junto com Mário Normando, o instituto foi usado para receber e transferir dinheiro até no dia da eleição. Os promotores garantem que há provas robustas no processo que houve compras de votos.
“As provas testemunhais foram bem categóricas, confirmando os documentos que já temos. São provas muito robustas, muito evidentes, são inúmeras transações bancárias no dia da eleição. Pix para lá, pix para cá, menção de títulos de eleitores confirmam a versão do Ministério Público”, disse Plínio Fontes.
Tatiana e Alandilson em audiência Uma das estratégias da defesa é que a Tatiana Medeiros fale durante a audiência de instrução. O advogado de Alandilson Cardoso disse que ele também iria falar. Ontem os réus ficam em silêncio. Hoje, cinco pessoas vão ser ouvidas no Fórum Eleitoral.
Um total de 65 pessoas já prestaram depoimentos como testemunhas e réus perante o colegiado de juízes, presidido pela juíza Júnia Feitosa.
Ontem foram antecipados os depoimentos da mãe de Tatiana Medeiros - Maria Odélia de Aguiar Medeiros, o padrasto - Stênio Ferreira Santos - a irmã Bianca Medeiros e Lucas de Carvalho Sena.
Hoje, cinco réus vão prestar depoimentos.
São eles: Tatiana Teixeira Medeiros, Alandilson Cardoso Passos (namorado), Emanuelly Pinho, Bruna Raquel Lima Souza e Sávio de Carvalho França.
Tatiana e Alandilson são acusados de crimes como falsidade ideológica, lavagem de dinheiro, ocultação de bens, participação em organização criminosa é crime eleitoral. Já Emanuelly, Bruna e Sávio são acusados de crime eleitoral e organização criminosa.
A vereadora e Alandilson chegaram ao Fórum Eleitoral por volta das 8h40 com forte esquema de segurança.
A Secretaria de Segurança Pública do Estado do Piauí, por meio da Polícia Civil e Militar, no âmbito do Pacto Pela Ordem, deflagrou na manhã desta sexta-feira (28) uma operação para cumprimento de mandados de busca e apreensão domiciliar, com o objetivo de inibir a atuação de organizações criminosas envolvidas em confrontos armados na região da Vila Palitolândia, zona sul de Teresina, situação que vinha gerando risco à população local.
A ação foi desencadeada a partir da cooperação entre a Secretaria de Segurança Pública, o Ministério Público e o Poder Judiciário, reforçando a importância da integração institucional para o enfrentamento ao crime organizado.
Durante a operação, foi preso um indivíduo identificado pelas iniciais D.F.A., conhecido como “Rouba a Cena”, apontado como a principal liderança de uma organização criminosa que atua na região. Ele foi localizado em uma maternidade pública no bairro Dirceu Arcoverde, na zona Sudeste da capital. No quintal da residência dele, os policiais encontraram uma pistola e diversas munições enterradas.
De acordo com as investigações, “Rouba a Cena” é natural do estado de São Paulo e integrante de uma organização criminosa. Em 2017, após sair da penitenciária de Pacaembu (SP), ele foi encaminhado pela organização criminosa paulista para o Piauí com a missão de estruturar a célula do grupo no estado. Ao chegar passou a ser monitorado pela Inteligência da Secretaria de Segurança Pública que já acompanhava a atuação da organização criminosa.
De acordo com o delegado Charles Pessoa, ele assumiu a função de “geral do Estado”, exercendo papel de comando e articulação. Foi preso no Piauí por homicídio, organização criminosa e tráfico de drogas, além de outras detenções ao longo dos anos, incluindo uma operação do DRACO há cerca de dois anos. “Rouba a Cena” também teria desempenhado a função de “restrita”, setor responsável por executar rivais e levantar informações sobre agentes da segurança pública.
Há aproximadamente dois meses, ele deixou novamente o sistema penitenciário e retornou para a região do Morro do Cego, na Vila Palitolândia, onde passou a promover conflitos territoriais, expulsar moradores e realizar disparos de arma de fogo para intimidar grupos rivais e consolidar domínio.
“Estamos diante de um indivíduo que veio ao Piauí justamente para estruturar uma célula criminosa e, desde então, vinha exercendo funções de liderança e comando dentro da organização. Após deixar o sistema prisional, voltou a fomentar conflitos e promover violência na região. A prisão dele representa um passo crucial para estabilizar a área e proteger os moradores”, afirmou o delegado.
O coordenador do Departamento de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (DRACO), delegado Laércio Evangelista, destacou que as forças de segurança seguem empenhadas em restabelecer a ordem e proteger a população.
“A operação é resultado de um trabalho técnico e contínuo. Agimos para desarticular grupos que insistem em promover violência e gerar instabilidade na região. Nosso compromisso é permanente com a segurança da sociedade”, pontuou o delegado.
A ação foi coordenada pelo Departamento de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (DRACO) e contou com o apoio do Batalhão Especial de Policiamento do Interior (BEPI) da Polícia Militar e Inteligência da Polícia Civil.
A Polícia Civil do Estado do Piauí, por meio da 1ª Delegacia Seccional de Teresina – Divisão 02, em ação integrada com a Polícia Civil do Estado do Maranhão, Seccional de Timon, deu cumprimento, na tarde desta quinta-feira, 27/08/2025, por volta das 16:30h, a um mandado de prisão definitiva em desfavor do nacional de iniciais F.M.V., de 40 anos, no Bairro Esplanada, zona Sul de Teresina.
O capturado possuía condenação definitiva de 11 (onze) anos de reclusão pela prática do crime de estupro de vulnerável, tipificado no artigo 217-A do Código Penal. O processo e julgamento ocorreram na cidade de Timon/MA, de onde o sentenciado havia se evadido, encontrando-se até então foragido da Justiça.
Assessoria de Comunicação da Polícia Civil do Estado do Piauí
A operação policial que está ocorrendo em Floriano-Piauí, em várias partes da cidade, está contando com dezenas de policiais. Cerca de 19 mandados de prisão devem ser cumpridos. Já houve apreensão de armas e os conduzidos estão sendo identificados.
As forças policiais locais receberam apoio de um grupo de Teresina e estão fazendo abordagem nos mais diferentes bairros. Veja mais um homem que foi abordado e levado à Central de Flagrantes da Polícia Civil, regional de Floriano.