Nesta sexta-feira, 23, um homem identificado como Wanderson Felipe da Silva Rodrigues foi achado morto em um terreno no bairro Recanto dos Pássaros, zona sudeste de Teresina. Ele apresentava marcas de disparos de arma de fogo.
Segundo relatos de populares, a vítima estava com outro homem quando foi abordada por suspeitos em um veículo, que efetuaram vários tiros. O segundo envolvido não foi localizado. Informações preliminares indicam que Wanderson era conhecido da polícia por envolvimento em roubo de veículos.
Equipes do DHPP e da Polícia Científica estiveram no local, e o caso será investigado pelo delegado Bruno Ursulino, da Delegacia de Homicídios Sudeste.
A Secretaria de Segurança Pública do Piauí (SSP-PI), por meio das Polícias Civil e Militar, deflagrou, na manhã desta sexta-feira, 23, a Operação Caronte, inserida no contexto da Operação Ouro Sujo, com o objetivo de prender os envolvidos no latrocínio que vitimou o comerciante de ouro Edivan Francisco de Moraes, morto no dia 3 de janeiro deste ano, em Teresina. A ação resultou no cumprimento de 16 mandados de busca e apreensão e 6 mandados de prisão nas cidades de Teresina, Altos e Timon (MA).
A investigação conduzida pela Polícia Civil do Piauí, por meio do DHPP, detalha de forma cronológica, a dinâmica do crime, apontando que a ação foi planejada, com divisão de tarefas entre os envolvidos, desde a atração da vítima até a fuga após o latrocínio.
Edivan Francisco atuava na comercialização de ouro e mantinha contatos frequentes para negociação do metal, realizando transações presenciais, prática comum nesse tipo de comércio. No início de janeiro de 2026, a vítima passou a receber contatos insistentes relacionados a uma suposta negociação de aproximadamente 98 gramas de ouro, avaliadas em cerca de R$ 40 mil, o que criou um cenário de aparente normalidade comercial e levou o comerciante a aceitar o encontro.
Segundo o delegado Natan Cardoso que conduziu as investigações , G.R.S., conhecido como “GG”, foi o principal responsável por intermediar a falsa negociação, mantendo contato direto com a vítima, reforçando a proposta de compra do ouro e demonstrando interesse constante na transação. As mensagens e ligações indicam que a negociação foi utilizada como isca para atrair Edivan ao local onde a ação criminosa seria executada.
No dia do crime, G.R.S. continuou se comunicando com a vítima, acompanhando seu deslocamento e alinhando o momento do encontro. Após aceitar concluir a negociação, Edivan se deslocou até sua residência, onde acreditava que finalizaria a venda do ouro. Durante todo o trajeto, houve troca de mensagens que indicam o monitoramento em tempo real da movimentação do comerciante.
Ao chegar ao local, Edivan foi surpreendido e executado. A investigação aponta que o crime teve motivação patrimonial, com o objetivo de subtrair o ouro e outros bens de valor. Após o homicídio, os criminosos levaram as joias de ouro que a vítima utilizava, além de retirarem um equipamento de armazenamento de imagens, numa tentativa de eliminar possíveis registros que pudessem auxiliar na identificação dos autores.
As diligências indicam que A.S.F.J., conhecido como “Neurótico”, e E.S.C., o “Raimundinho”, integraram o núcleo operacional, sendo apontados como participantes diretos da execução do crime.
A ação criminosa contou ainda com apoio logístico, essencial para o deslocamento dos envolvidos e a fuga após o homicídio. Nesse contexto, V.N.S., é apontado como o responsável pelo uso de um veículo de apoio, utilizado antes e depois da ação criminosa.
A investigação também identificou indícios de monitoramento prévio da rotina da vítima, reforçando o caráter planejado do latrocínio. L.B.N., conhecido como “Rei do Ouro”, é apontado como um dos responsáveis por esse acompanhamento anterior, contribuindo diretamente para a execução do crime. Outro investigado, J.S.S., conhecido como “Do Mal”, aparece vinculado à estrutura operacional do grupo, com participação relevante no contexto investigado.
Após o latrocínio, os criminosos fugiram utilizando o veículo da própria vítima, o que foi determinante para o avanço das investigações. A partir desse ponto, o trabalho do Sistema de Videomonitoramento por Inteligência Artificial (SPIA) foi essencial para rastrear o trajeto do automóvel e reconstruir a rota de fuga.
“O uso das câmeras do SPIA foi fundamental para o esclarecimento do caso. A partir da análise das imagens, conseguimos identificar o deslocamento do veículo subtraído, mapear as rotas utilizadas na fuga e conectar os investigados à dinâmica do crime. Esse trabalho integrado foi decisivo para a identificação do grupo criminoso”, destacou o superintendente de Operações Integradas da SSP, delegado Matheus Zanatta.
O delegado Francisco Costa, o Baretta, coordenador do Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), reforçou que o caso é tratado como prioridade e que a atuação segue firme para garantir a responsabilização de todos os envolvidos.
“Desde as primeiras horas, nossas equipes trabalharam para reconstruir a dinâmica do crime e identificar a atuação de cada um. Foi uma ocorrência grave, com indícios de planejamento e interesse patrimonial. O DHPP não mede esforços para dar uma resposta firme à sociedade, garantindo que os envolvidos sejam localizados, responsabilizados e que casos como esse não fiquem impunes”, pontuou o delegado.
Com o avanço das diligências, a Polícia Civil identificou ainda que o mesmo grupo criminoso é suspeito de envolvimento em uma série de roubos a residências no município de Altos, além de apresentar indícios de ligação com outros crimes patrimoniais graves.
A Operação é uma ação integrada realizada pelo Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), Superintendência de Operações Integradas (SOI), Departamento Estadual de Repressão ao Narcotráfico (DENARC), Departamento de Repressão às Ações Criminosas Organizada (DRACO), Força Estadual Integrada de Segurança Pública (FEISP), Polícia Militar do Piauí, por meio do Batalhão RONE, Batalhão de Operações Especiais (BEPI), BOPAer e do Núcleo de Operações com Cães.
O delegado Charles Pessoa, do Departamento de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (DRACO), foi alvo de ameaças de morte feitas por uma facção criminosa. A intimidação foi identificada por equipes do 15º Batalhão da Polícia Militar, que encontraram uma pichação em um muro em Castelo do Piauí com a mensagem: “PCC, Charles Pessoa delegado vai morrer”.
Em entrevista à TV Meio Norte, Charles disse que esse tipo de ocorrência tem sido cada vez mais recorrente e o motivo seria a insatisfação, por parte dos criminosos, da metodologia que vem sendo aplicada no Piauí, no combate às facções criminosas.
"Infelizmente, tem sido cada vez mais frequente essas ameaças relacionadas a mim, esses criminosos que estão insatisfeitos com essa metodologia que vem sendo aplicada no Piauí, no combate às facções criminosas, e teve agora essa ameaça em Castelo do Piauí, e estamos analisando e vamos identificar a origem dessas ameaças, identificar os criminosos que fizeram essas pichações e a consequência vai ser a prisão", disse o delegado.
O delegado tranquilizou a população e disse que o trabalho de combate às facções, realizado pela Secretaria de Segurança Pública do Piauí, com a integração das polícias, vai continuar e será cada vez mais intensificado e deixou um recado aos criminosos que insistirem com as ameaças.
"Eu asseguro, para a sociedade piauiense, que nenhum tipo de ameaça vai fazer com que a gente saia da linha de frente no combate às facções. Continuarei firme nesse propósito, primeiro, porque acredito na proteção de Deus, acredito no trabalho integrados das polícias e da importância que é combater as facções que representam um mal muito grande para a sociedade. Nenhum tipo de ameaça vai nos intimidar, e, se você pretende nos ameaçar, pode entrar na fila, porque já são muitos, é questão de tempo, vamos identificar todos vocês e todos serão presos e jamais irão me intimidar", finalizou o delegado.
OUTRAS AMEAÇAS
Parnaíba
Em dezembro de 2025, Charles Pessoa foi ameaçado por membros do Comando Vermelho em Parnaíba. Eles utilizaram o perfil “tropa do fb” no Instagram. No post, os criminosos colocaram uma foto do delegado com a legenda: "Decretado pelo CV do Piauí, Tropa do FB".
As ameaças surgiram dias após uma das maiores apreensões já registradas no litoral piauiense. Aproximadamente 300 quilos de entorpecentes avaliados em R$ 60 milhões.
Floriano
Em maio de 2025, O DRACO prendeu um casal em Floriano (PI) por ameaças contra Charles Pessoa. A ameaça foi feita via mensagem direta (direct) no Instagram, onde os criminosos exibiram armas de fogo e fizeram gestos associados ao Bonde dos 40: "vem pegar nóis (sic)".
Após trabalho de inteligência, a polícia localizou os suspeitos, uma adolescente de 15 anos, conhecida como "Bibi Perigosa", e um homem de 18 anos. Durante a operação, os policiais apreenderam as duas armas de fogo e anotações referentes à organização criminosa.
Na noite dessa quinta-feira, 22, um motociclista de 40 anos morreu, após se envolver em um grave acidente de trânsito na BR-316, no bairro Lourival Parente, zona Sul de Teresina.
De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o acidente foi uma colisão traseira.
Segundo informações preliminares, um veículo teria atingido a parte de trás da motocicleta, fazendo com que o condutor perdesse o controle do veículo e colidisse contra um poste às margens da rodovia.
Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foi acionada e prestou atendimento no local, mas o motociclista não resistiu à gravidade dos ferimentos e morreu. O corpo da vítima foi removido pelo Instituto Médico Legal (IML).
A área foi isolada para o trabalho da perícia, que deve apurar as circunstâncias do acidente, incluindo a dinâmica da colisão e a possível identificação do veículo envolvido.
A operação policial que está ocorrendo em Floriano-Piauí, em várias partes da cidade, está contando com dezenas de policiais. Cerca de 19 mandados de prisão devem ser cumpridos. Já houve apreensão de armas e os conduzidos estão sendo identificados.
As forças policiais locais receberam apoio de um grupo de Teresina e estão fazendo abordagem nos mais diferentes bairros. Veja mais um homem que foi abordado e levado à Central de Flagrantes da Polícia Civil, regional de Floriano.