macosleonardoMarcos Leonardo largou na frente para ocupar a vaga de Kaio Jorge no ataque do Santos contra o San Lorenzo (ARG) na próxima terça-feira, no El Nuevo Gasómetro, pelo jogo de ida da terceira e última fase da Pré-Libertadores da América.

Marcos tem treinado como titular desde a semana passada, quando Kaio informou o departamento médico sobre um incômodo na coxa esquerda e recomeçou o processo de recondicionamento físico.

Com Kaio Jorge fora, Marcos Leonardo é o mais cotado para a função de centroavante. Nas últimas atividades em Atibaia, o técnico Ariel Holan não testou a variação tática do falso 9.

A principal dúvida é a presença de Soteldo, que segue na Venezuela. Há a expectativa do camisa 10 chegar ao Brasil nesta quinta, mas, de qualquer forma, a preparação para a Libertadores já está comprometida. São 15 dias sem treinar em campo.

Uma provável escalação é: João Paulo, Pará, Kaiky, Luan Peres e Felipe Jonatan; Alison, Sandry e Gabriel Pirani (Jean Mota); Marinho, Ângelo (Lucas Braga ou Soteldo) e Marcos Leonardo.

 

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atleticAo mesmo tempo em que tenta manter os 100% de aproveitamento no Campeonato Mineiro, do qual é líder isolado, com 15 pontos, o Atlético se prepara para a Copa Libertadores de 2021. A bola começou a rolar para as fases preliminares no dia 23 de fevereiro, e o sorteio dos grupos ocorrerá daqui três semanas, em 21 de abril (quarta-feira). Conforme o ranking da Conmebol, o Galo está no pote 2 e terá como potenciais adversários Palmeiras, River Plate, Boca Juniors, Cerro Porteño e Flamengo - todos do pote 1. Um dos jogadores do elenco alvinegro com grande experiência na Libertadores é Junior Alonso. Aos 28 anos, ele defendeu Cerro Porteño e Boca Juniors e acumulou 20 jogos em cinco participações no torneio. Em entrevista coletiva, o zagueiro paraguaio evitou eleger um oponente mais difícil para o Atlético, pois, segundo ele, “todas as equipes são fortes e se preparam muito bem” visando à disputa.

“A Libertadores é muito difícil, e eu creio que eleger uma equipe ou outra não é o correto, porque todas as equipes são fortes e se preparam muito bem. Quando entram na Copa Libertadores, contratam bons jogadores e se preparam de outra forma. O mais importante, nesse caso, seria ver como nós estaremos para enfrentar essas partidas. E na fase de grupos será importante vencer as partidas locais e somar alguns pontos como visitante em busca da classificação”.

À frente do elenco de 2021 está Cuca, campeão continental de 2013 com o Galo. Naquele ano, o time foi liderado dentro de campo por Ronaldinho Gaúcho e contou com as importantes contribuições do goleiro Victor, dos zagueiros Réver e Leonardo Silva e dos atacantes Diego Tardelli, Bernard e Jô. Sete anos depois, o treinador retornou à decisão da Libertadores, desta vez com um Santos repleto de garotos que perdeu a final para o Palmeiras com um gol nos acréscimos do segundo tempo. Perguntado sobre as diferenças entre Cuca e o ex-comandante atleticano, Jorge Sampaoli, Junior Alonso preferiu não comparar os perfis. “É algo que não costumo fazer. Há diferença entre os técnicos, e comparar um ao outro creio que não seja conveniente e indicado. Cada treinador tem sua forma de jogar e entender o futebol”, disse o camisa 3, que elogiou o começo de trabalho do atual comandante na Cidade do Galo. “Cuca está trabalhando conosco alguns aspectos táticos e colocando a ideia de que teremos de ganhar todas as partidas que teremos pela frente, de ser uma equipe muito equilibrada e tratar de atacar e defender juntos para buscar um grande resultado. Estamos trabalhando com ele há uma ou duas semanas, teremos bastante para conhecê-lo e adaptar às suas ideias”.

De acordo com Alonso, Cuca vem frisando a necessidade de dar maior proteção aos zagueiros. “É algo que vínhamos conversando com o treinador. Sabemos que algumas coisas vão mudar, e uma delas é estar com um volante à frente da linha de quatro ou à frente dos centrais para dar melhor proteção e evitar os contra-ataques. É assim que estamos trabalhando e conversando muito com o treinador”.

Antes de concentrar as atenções exclusivamente no sorteio da Libertadores, o Atlético jogará pelo Campeonato Mineiro. Neste sábado, dia 1º de abril, às 17h30, o Galo encara a Caldense no estádio Ronaldo Junqueira, em Poços de Caldas, pela sexta rodada. No domingo, às 16h, será a vez de pegar o América, no Mineirão. Já o duelo contra o Cruzeiro, também no Gigante da Pampulha, está marcado para o dia 11, às 16h, pela nona rodada.

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Foto: Pedro Souza / Atlético

Nesta terça-feira, dia 30, a segunda passagem de Cuca pelo Atlético-MG completa 15 dias. Começou em 16 de março, dia da apresentação e do primeiro contato com os jogadores. Foram duas entrevistas coletivas, poucos treinos e só um jogo. Mas, na "primeira amostra", já é possível concluir detalhes sobre a metodologia do comandante, com perfil bem mais "tradicional" que o antecessor Jorge Sampaoli. Algumas características do trabalho de Cuca são marcantes. Assim como na primeira passagem pelo Galo, ele tem como objetivo definir uma equipe titular. O elenco será muito usado, mudanças serão frequentes (especialmente pelo calendário lotado de 2021), mas Cuca gosta de ter "os 11 ideais" em mente, ao contrário de Sampaoli, que quase nunca repetia escalações e montava o time sempre de acordo com o adversário.

"Quando eu tiver um conhecimento ideal (do grupo), vou ter uma equipe ideal na cabeça. Cada um vai saber pelo que luta. Quem é o 11 (time titular), quem luta para entrar no lugar de quem" - explicou Cuca, em coletiva pós-vitória sobre o Coimbra. A metodologia do dia a dia também é muito diferente. Os jogadores comandados por Jorge Sampaoli sempre destacavam que os treinos do argentino eram curtos, intensos e táticos. Cuca, claro, também tem grande foco na parte técnica e tática, mas se preocupa muito com o ambiente e com um bom relacionamento entre comissão, funcionários e jogadores.

Exemplo disso é o popular "rachão", treino descontraído, em que jogadores atuam fora das posições de origem, que visa relaxar e unir os atletas na véspera das partidas. Com Sampaoli, não existia. Com Cuca, está de volta à programação.

Outro trabalho que não era visto com o argentino e que já foi orientado pelo atual comandante é o "coletivo". É um treino que simula um jogo, com 11 para cada lado e usando todo o campo. No último sábado, Cuca promoveu uma atividade do tipo entre a equipe principal e a Sub-20. O próprio clube, na ocasião, informou que coletivos serão mais frequentes a partir de agora, também utilizando outras categorias (Sub-17, por exemplo). É mais uma forma de visualizar possíveis formações e fortalecer o entrosamento. Modelo de treinamento super tradicional, usado há décadas no Brasil e menos frequente no "cardápio" de treinadores estrangeiros.

  • Quando fui setorista do Atlético, Cuca era o treinador. Esses jogos entre Sub-20 e profissional eram super comuns. Enquanto os titulares no jogo anterior faziam o regenerativo, Cuca observava reservas contra a molecada. Era uma forma de ele saber quem estava bem, manter quem não vinha jogando motivado e fazer avaliações mais justas. Nesse período, conheci jogadores da base que depois foram protagonistas no time principal, como Jemerson e Carlos - conta Henrique Fernandes, comentarista Globo/SporTV. Se a forma de trabalhar mudou muito (e vai mudar ainda mais), os objetivos são os mesmos. Sampaoli assinou com o Atlético visando ganhar títulos. Conquistou o Campeonato Mineiro, mas ficou em terceiro no Brasileirão.

Cuca volta para repetir o que ele mesmo conseguiu. Na primeira passagem (com rachão, coletivo e time-base bem definido), foi bicampeão estadual e campeão da Copa Libertadores: conquista mais importante da história do clube. Não há receita de bolo, mas cabe a Cuca, agora, provar que o modelo "tradicional" de trabalho ainda pode ser muito eficiente.

 

GE