A crise fincanceira no Atlético-MG parece se agravar cada vez mais. Nesta segunda-feira (25), o presidente do clube, Sérgio Sette Câmara, confirmou que jogadores, membros da comissão técnica e demais funcionários estão com salários atrasados. Ele também afirmou que a tendência é que as coisas piorem com o decorrer dos dias.


Em entrevista ao blog do jornalista Mauro Cezar Pereira, o mandatário explicou os efeitos da pandemica causada pelo novo coronavírus na instituição e pediu ajuda à Confederação Brasileira de Futebol. Sette Câmara contou que se as atividades continuarem paralisadas muitas equipes vão acabar 'indo para o buraco'.


"Até o fim do mês a intenção é colocar todos os salários em dia. Estamos viabilizando o pagamento para os próximos dias. Mas inegavelmente, a permanecer essa situação de paralisação por mais um ou dois meses, os clubes terão muitos problemas. Todos (...) Seria um empréstimo (pedido à CBF) para ser pago em descontos no decorrer desse ano e 2021. Se algo não for feito, não tem milagre. Sem absolutamente nenhuma receita, os clubes do futebol brasileiro não conseguirão honrar pagamentos", completou o presidente.

 

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walterA grande novidade do Athletico nesta quarentena foi a contratação do atacante Walter. De volta ao clube da Arena da Baixada, o atleta tem até agosto para mostrar o seu valor e justificar a sua permanência para a sequência da temporada.

Na coletiva de imprensa realizada por vídeochamada, o técnico Dorival Junior, que acompanha de perto o trabalho de Walter, prefere não estipular data para o retorno do centroavante.

‘Não vamos pressioná-lo, dizer quero você pra amanhã, pra depois. Não vou estipular um prazo para que ele possa buscar a melhor condição. Estando melhor fisicamente, aí sim, vai ser o momento final para que o coloquemos em uma situação de jogo. Esse é o principal objetivo’, disse o treinador.

Sério na convicção, Dorival acredita que o momento seja o mais importante da carreira de Walter. ‘Ele vai ter que se entregar muito mais do que já fez ao longo de sua vida para que possa estar em condição ajudar os companheiros em campo’, enfatizou Dorival.

Primeira passagem

Entre 2015 e 2016, Walter disputou 73 partidas com a camisa do Athletico e marcou 16 gols, que o fizeram cair no gosto da torcida do Furacão.

 

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futebolditancimentoEm elaboração desde abril pela CBF, o protocolo nacional de volta ao futebol se inspira na liga alemã e terá regras rígidas para o dia do jogo em estádio. O documento prevê credenciamento, em lista elaborada por médico de cada equipe, de no máximo 40 pessoas permitidas para o local de jogo - entre ônibus da delegação, uma van da rouparia e um veículo de passeio.

Será responsabilidade dos clubes conferir o estado epidemiológico de cada um que chega ao estádio, "com ênfase na condição olfativa e aferição de temperatuta com termômetro de infravermelho", como diz um trecho do documento. O regulamento para os clubes trata também de cuidados no vestiário. Cada um deve usar máscaras (ou "face shield", aquela máscara com tampo de plástico na frente) e ficar o menor tempo possível dentro do vestiário - limite recomendado de 40 minutos.


Sobre a arbitragem, a CBF, que pretende fazer testes em todos profissionais envolvidos, quer o VAR em funcionamento em suas competições. A ferramenta foi aprovada no Conselho Técnico da Série A e conta com apoio particular do presidente Rogério Caboclo, defensor do sistema apesar dos custos envolvidos e de envolver maior número de pessoas dentro do estádio. Vai caber à Comissão de Arbitragem da CBF fazer seu inquérito epidemiológico para credenciamento da equipe de arbitragem.

A proposta da CBF é de redução do número de testes antidoping. Ao invés de dois por time, um de cada equipe, para diminuir o número de envolvidos na sala de controle. Inicialmente, se debateu excluir o controle de doping, mas o tema foi revisto e esta alternativa foi estudada.

Entrevistas à distância
O futebol como conhecemos hoje vai ser bem diferente. O protocolo prevê acesso ao campo a reduzido número de câmeras, ficando fotógrafos, jornalistas e radialistas, também em acesso reduzido, na tribuna de imprensa, respeitando distanciamento de dois metros para cada posição.

Cena comum na Alemanha, os jogadores vão falar para microfones pendurados em cabos de apoio de TV, sem a presença do repórter no gramado. As entrevistas coletivas serão virtuais, operadas por assessores de imprensa dos times.


Além de mudar o comportamento em comemoração de gols e dentro de campo de maneira geral - com cuidados para evitar contágio após asseio do nariz -, os jogadores de cada time vão entrar em campo, ir para o intervalo e sair do gramado após a partida separadamente, com ordem para não saírem juntos, ao mesmo tempo.

Gandulas e maqueiros - com limite de 10 por jogo - deverão higienizar as mãos com álcool gel e cobrir o rosto com máscaras e "face shield".

 

GE/Colaborou Raphael Zarko

Foto: reprodução

Enquanto alguns clubes buscam retomar suas atividades em meio à pandemia de coronavírus, e alinham o retorno de campeonatos, o Corinthians continua firme em seu posicionamento contrário à volta precoce do futebol sem antes receber a liberação de todas as autoridades de saúde do país. Em carta aberta publicada na manhã desta terça-feira, o presidente Andrés Sanchez reforçou esse pensamento e criticou a postura de quem tenta "jogar sozinho".

O mandatário corintiano admitiu a crise que está sendo imposta pela paralisação das atividades nos mais diversos setores, mas ainda assim acredita que é preciso definir prioridades e o esporte não está entre elas, para ele "o futebol não pode se antecipar ao controle da pandemia". Sem contar o risco de um retorno precoce provocar uma nova pausa logo em seguida.

Ainda no texto, Andrés utilizou o exemplo da articulação do futebol alemão para definir os protocolos da volta. Lá entidades esportivas, autoridades de saúde e governos de todos os estados estudaram juntos os procedimentos. Na visão do presidente do Timão isso não está acontecendo por aqui e pensa que "num esporte coletivo, não dá para jogar sozinho".

Confira o texto completo publicado pelo Corinthians e assinado por Andrés:

"Depois de 23 mil mortes causadas pela Covid-19, todo debate é menor. Por isso, em nome do Corinthians, manifesto antes nossa solidariedade a cada brasileiro afetado por doença, luto, ou prejuízo profissional. Tudo isso importa.

E é legítimo que o futebol – como qualquer setor – procure saídas junto ao governo federal e a seus respectivos estados, prefeituras e federações, a fim de impedir um aprofundamento da crise na atividade. É preocupante, porém, que o Brasil viva um cenário muito diferente daqueles países que retomam suas ligas.

A queda de receitas já obrigou muitos clubes a executar cortes e demissões. O Corinthians tem adotado medidas de austeridade, como a redução temporária de salários e jornada, apoiada na MP 936. Fazemos e refazemos as contas diariamente, mas somos realistas: trata-se da pior epidemia no país nos últimos 100 anos, e nenhuma atividade econômica sairá dessa sem transformações inevitáveis.

No Corinthians, não será diferente. O que não muda é o nosso compromisso com um futebol forte como carro-chefe e a parte social como tradição, e é para isso que estamos trabalhando. Como também vemos o clube como um veículo capaz de impactar mais de 30 milhões de torcedores via mídias digitais, levamos informação útil e iniciativas solidárias, com o sonho de terminar a pandemia sem nenhum torcedor a menos.

Somos testemunhas dos elogiáveis esforços da CBF, da Federação Paulista de Futebol e de outros clubes. Mas é preciso repensar, de forma ampla, o papel do futebol e sua influência nesse jogo.

Na Alemanha, houve diálogo intenso entre todos os agentes políticos e esportivos, e um princípio foi claro para a Bundesliga: o futebol não pode se antecipar ao controle da pandemia. Quando a sociedade confiou no sucesso do combate alinhado entre governo e estados alemães, a Bundesliga finalmente retomou seus jogos em sincronia, no último dia 16. Houve responsabilidade com seu produto, seus astros e seu público.

O futebol brasileiro, porém, caminha para outra direção.

Se o combate ao vírus não tem alinhamentos entre os governos, no futebol as reações estão ainda mais fragmentadas. Com decisões facultadas aos Estaduais, criam-se ruídos. O futebol perde muito como produto quando transmite que, para a bola rolar, basta decidir qual clube está mais pronto, ou qual estado está mais disposto a riscos, enquanto se somam mais de mil óbitos por dia.

Em 2020, a Série A tem 20 clubes de nove estados, cada um com panoramas distintos da doença. Isso pede um trabalho mais coordenado entre governos, clubes e federações. Num esporte coletivo, não dá para jogar sozinho.

Sem isso, qualquer retorno apenas adiará a próxima pausa forçada, em que os clubes vão, de novo, agonizar. Como negócio sustentável, o futebol só poderá voltar depois de uma articulação eficiente, focada tanto no bem-estar das pessoas quanto na segurança da Saúde nos estados envolvidos"

 

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