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A boa fase do Vasco não durou muito no Campeonato Brasileiro. Depois da goleada contra o São Paulo em São Januário, o time carioca foi superado pelo Bahia, na Fonte Nova. No entanto, para o técnico interino Rafael Paiva, o revés desta quarta-feira à noite teve um culpado: o árbitro paulista João Vitor Gobi.

rafaelpaiva

O principal questionamento esteve na expulsão de David, que recebeu o segundo cartão amarelo aos 14 minutos do segundo tempo. Rafael Paiva garante que buscou o vídeo para analisar o lance e considerou errada a decisão da arbitragem de excluir o atacante de campo.

A partir da saída de David, o Vasco não conseguiu superar o Bahia, que desfruta de grande fase no Brasileirão 2024 - é o atual vice-líder da classificação - e ainda tinha a vantagem de jogar em casa. "Foi um lance determinante e o Vasco acabou prejudicado por essa expulsão", reclamou Rafael Paiva.

Apesar da derrota, o treinador deixou claro que manteve uma ideia ousada em campo, buscando o resultado positivo. Assim, permaneceu em campo até com o centroavante Vegetti, uma peça que atua mais fixa e centralizada.

"Mesmo com um a menos, iríamos tentar a vitória. A gente veio em busca da vitória", destacou Rafael Paiva.

gazeta esportiva

O Palmeiras foi derrotado pelo Fortaleza por 3 a 0 pela 12ª rodada do Brasileirão, no Castelão, na capital cearense. Com o resultado, desta quarta-feira, a equipe paulista interrompe a série de seis vitórias seguidas e oito jogos invictos, cai para a quarta colocação do campeonato e perde a chance de ultrapassar o líder Flamengo, derrotado pelo Juventude nesta rodada.

fortalezapalm

Com direito a ‘olé’ da torcida cearense, o Palmeiras foi dominado pela marcação do Fortaleza. Ao empilhar atacantes, depois de uma escalação que deixou o time estático, Abel Ferreira abriu espaços e permitiu que a equipe da casa ampliasse em uma noite de golaços de Lucero e Bruno Pacheco.

O JOGO

O Palmeiras começou a partida regendo o ritmo. Entretanto, pouco depois, o Fortaleza mostrou o que pretendia para a noite desta quarta-feira. Naves errou uma bola cruzada no meio de campo. Yago Pikachu interceptou e tinha a sua frente a defesa palmeirense aberta. Ele lançou a Lucero, que recebeu e abriu o placar com um balaço. Lançamentos parecidos, buscando as costas dos defensores do Palmeiras, aconteceram novamente no primeiro tempo.

Com a bola, os palmeirenses continuaram com maior volume de jogo, porém, em descompasso com o ataque montado por Abel. O treinador poupou Estêvão e Raphael Veiga, promovendo as entradas de Mayke e Caio Paulista como pontas. Os dois estavam isolados do meio de campo, onde Gabriel Menino e Zé Rafael ficavam sem opções. Isso se traduziu em um Palmeiras estático: aos 30 minutos, o time tinha 70% de posse de bola, mas apenas seis chutes. Mérito ao Fortaleza que se fechou com praticamente todos os jogadores no campo defensivo na primeira etapa.

Seria sagacidade de Abel Ferreira a entrada de Flaco López ainda no final do primeiro tempo, já que o time precisava de mais aproximação na frente. Entretanto, a substituição se deu por mal-estar de Menino, que era o melhor em campo até então. Na volta do intervalo, o português tentou melhorar a presença no meio com Veiga no lugar de Naves.

SEGUNDO TEMPO

Antes que as mudanças pudessem fazer efeito, o Fortaleza aproveitou mais um momento de defesa adversária aberta. De novo, Pikachu passou para Lucero. O argentino bateu de fora da área no ângulo para ampliar.

Abel chamou Estêvão e Dudu, empilhando atacantes. Com ainda mais espaços, o Fortaleza pôde atacar correndo ainda menos riscos. Isso que possibilitou, por exemplo, o lateral-esquerdo Bruno Pacheco fazer fila, entrar na área e bater cruzado, sem chances para Weverton.

Técnico mais longevo da história do Palmeiras, Abel Ferreira tem 289 jogos no comando do time desde novembro de 2020. As duas únicas vezes que havia sido derrotado por três gols de diferença foram contra o Internacional, em 2022, logo após confirmar o título brasileiro daquele ano, e contra o Flamengo, em 2023, pela 33ª rodada do Brasileirão.

O Palmeiras tinha seis desfalques para a partida e ainda entrou poupando mais dois jogadores. Do outro lado, Vojvoda neutralizou o time de Abel Ferreira mesmo com nove jogadores fora. Entre a invencibilidade do time do Castelão jogando em casa e a dos palmeirenses nos últimos oito jogos, prevaleceu a primeira, com mérito da equipe que soube se defender, atacou sem precisar correr riscos e não desperdiçou as chances mais claras.

PRÓXIMOS JOGOS

O clássico contra o Corinthians é o próximo compromisso do Palmeiras, na segunda-feira, dia 1º, às 20h (horário de Brasília), no Allianz Parque. Rony e Aníbal Moreno, que receberam o terceiro amarelo, estão suspensos. Murilo também pode desfalcar, após sair com dores. Já o Fortaleza recebe o Juventude, novamente no Castelão, às 16h (de Brasília), e domingo, 30.

Futebol interior

O goleiro argentino Rossi, desta vez, foi o protagonista do Flamengo com grandes defesas, porém, não evitou a derrota por 2 a 1, de virada, para o Juventude, nesta quarta-feira, em Caxias do Sul (RS), no estádio Alfredo Jaconi pela 12.ª rodada do Campeonato Brasileiro. Com a derrota, o time carioca perdeu a série de sete jogos invicto e segue com 23 pontos, enquanto o Juventude chega aos 16, em posição intermediária.

Se desta vez o Flamengo não jogou bem, valeu a garra e o melhor futebol do Juventude que manteve um longo tabu nos confrontos contra o time carioca, não perdendo diante de sua torcida há 27 anos, desde 1997 (1 a 0 em 1º de outubro). Agora são 13 jogos sem perder, se mantendo como uma grande asa negra flamenguista.

OS DOIS GOLS

Com os dois times armados no mesmo esquema tático – 4-3-3 – o jogo ganhou movimentação e dinamismo. Os gols saíram em falhas na marcação. O Flamengo saiu na frente aos 18 minutos, quando Luiz Araújo fez o drible de corpo num adversário e levantou na pequena área. O goleiro Mateus Claus saiu errado e não pegou a bola, que bateu no peito de Pedro e entrou. Sexto gol dele.

A reação do Juventude foi rápida, com o empate saindo aos 25. Nenê cobrou falta perto da bandeira de escanteio, a bola saiu em curva e na pequena área o grandalhão Lucas Barbosa subiu mais do que a defesa para desviar de cabeça.

ROSSI PEGA CABEÇADA

A defesa carioca voltar a falhar no jogo aéreo aos 32, quando Danilo Boza cabeceou na segunda trave e o goleiro Rossi salvou a bola que entraria no seu ângulo esquerdo. Mateus Claus também salvou um gol aos 45, quando Lorran testou de cima para baixo e o goleiro do Juventude saltou para mandar a bola para escanteio.

Nos acréscimos outra grande defesa de Rossi, num chute de Erick Farias que desviou na defesa, a bola subiu e só não entrou porque o flamenguista deu um tapa nela. Com a baixa temperatura, os reservas do Flamengo pediram cobertores para se proteger antes do intervalo.

TITE REFORÇA MARCAÇÃO

Preocupado com a pressão adversária, Tite voltou para o segundo tempo com o volante Allan no lugar do meia Lorran, reforçando o setor de meio-campo. Rossi evitou o segundo gol gaúcho ao defender, em dois tempos, uma cabeçada à queima roupa de Erick. A bola subiu e caiu nos seus braços em cima da linha de gol.

De outro lado, Mateus Claus também fez uma grande defesa num chute de frente de Luiz Araujo, aos 22 minutos, após passe açucarado de Pedro. Aos 30 minutos, outra defesa de Rossi que de corpo rebateu o chute de frente de Gilberto, já na pequena área. Aos 39, espalmou o toque final de Lucas Barbosa, já na pequena área.

Depois de tantos ‘milagres’ de Rossi, enfim, o Juventude marcou o segundo gol aos 41 minutos. Após escanteio, houve o desvio de cabeça no primeiro pau e Luis Mandaca, na segunda trave, entrou de carrinho para completar a bola para as redes.

Antes disso, Tite estava assustado e tinha reforçado o fôlego com a entrada de três jogadores ao mesmo tempo: Carinhos, David Luiz e Everton Araújo. No final, o Flamengo ainda teve uma chance com Ayrton Lucas, mas após chute cruzado, o goleiro Claus desviou com os pés.

No final de semana, pela 13.ª rodada, o Flamengo volta ao Maracanã para receber o Cruzeiro, que venceu por 2 a 0 o Athletico, no Mineirão. O jogo será disputado domingo, às 18h30. No mesmo dia, o Juventude vai enfrentar o Fortaleza, a partir das 16 horas, na Arena Castelão.

futebol interior

A crise entre o Corinthians e seu patrocinador Vaidebet é um dos assuntos mais discutidos no clube atualmente. O contrato de patrocínio, firmado no início de 2024, tinha um valor total de R$370 milhões e estava previsto para durar até o final de 2025. No entanto, a parceria foi interrompida unilateralmente pela Vaidebet após uma série de questões relacionadas à corrupção e mal-entendidos entre as partes.

A situação começou a se deteriorar quando a Vaidebet enviou uma notificação extrajudicial ao Corinthians em 27 de maio de 2024, solicitando esclarecimentos sobre uma denúncia de corrupção envolvendo intermediários do contrato. A patrocinadora destacou a existência de uma cláusula anticorrupção no acordo e ameaçou rescindir o contrato caso a situação não fosse resolvida de forma satisfatória. As respostas fornecidas pelo Corinthians foram consideradas insuficientes pela Vaidebet, levando à rescisão do contrato no dia 7 de junho de 2024.

A crise ganhou mais atenção quando o presidente do Corinthians, Augusto Melo, culpou os opositores políticos pela rescisão do contrato. Segundo Melo, os adversários que não aceitam a derrota nas eleições do clube estariam usando a situação politicamente para criar dificuldades financeiras e afastar patrocinadores. Ele afirmou que essas ações são prejudiciais ao Corinthians e que sua gestão está focada em resgatar grandes empresas e investidores que acreditam no potencial do clube.

A investigação sobre o possível caso de corrupção está sendo conduzida pela Polícia Civil de São Paulo, que analisa desvios de valores recebidos pelo Corinthians no acordo com a Vaidebet. A situação é complexa e envolve não apenas questões financeiras, mas também disputas políticas internas no clube.

A perda do patrocínio da Vaidebet, uma das novas casas de apostas no país,  é um duro golpe para o Corinthians, especialmente em um momento em que o clube já enfrenta dificuldades financeiras significativas, com uma dívida que ultrapassa R$2 bilhões. Além disso, a crise administrativa também se reflete no desempenho esportivo, com o time apresentando resultados abaixo do esperado no Campeonato Brasileiro e outras competições.

O Corinthians agora busca novos patrocinadores para substituir a Vaidebet e garantir a continuidade de suas operações. A diretoria está em conversações com outras empresas de apostas e espera fechar novos contratos que possam ajudar a estabilizar a situação financeira do clube. No entanto, a confiança dos investidores está abalada, e a recuperação pode levar tempo.

Enquanto isso, a torcida do Corinthians continua a pressionar por mudanças na gestão do clube, com protestos e manifestações contra a atual administração. A crise não apenas afeta a imagem do Corinthians, mas também sua capacidade de atrair e manter patrocinadores importantes, essenciais para o sucesso e sustentabilidade do clube no longo prazo.

A crise do Corinthians com seu patrocinador Vaidebet é um reflexo dos desafios mais amplos enfrentados pelo clube, que envolvem questões financeiras, administrativas e políticas. A resolução desses problemas é crucial para que o Corinthians possa voltar a focar em seu desempenho esportivo e em fortalecer sua posição como um dos maiores clubes de futebol do Brasil​.

Desempenho em Campo Abaixo do Esperado

O Corinthians vive um momento difícil tanto dentro quanto fora de campo. No Campeonato Brasileiro de 2024, o time tem enfrentado grandes desafios e o desempenho está bem abaixo do esperado. Até o momento, o Corinthians se encontra na 18ª posição na tabela, uma colocação preocupante que coloca o time na zona de rebaixamento.

Durante a temporada, o Corinthians tem uma média de apenas 0,73 gols por jogo, enquanto sofre 1,09 gols por partida. Isso reflete uma defesa vulnerável e uma ofensiva ineficaz. Em 11 jogos disputados, o time conquistou apenas uma vitória, cinco empates e cinco derrotas. Este fraco desempenho em campo agrava ainda mais a crise financeira e administrativa que o clube enfrenta​​.

Além disso, o time tem tido dificuldades em manter consistência, com resultados irregulares tanto em casa quanto fora. Jogos importantes foram perdidos, como as derrotas para Botafogo e Internacional, e empates que poderiam ter sido vitórias, como contra São Paulo e Atlético Goianiense. Essa instabilidade tem frustrado os torcedores e aumentado a pressão sobre a gestão e o técnico do clube​​.

A situação é crítica e requer mudanças estratégicas urgentes para evitar o rebaixamento e estabilizar o clube. A perda do patrocínio da Vaidebet e as investigações em curso complicam ainda mais o cenário, exigindo uma resposta rápida e eficaz da diretoria do Corinthians para contornar essa fase difícil e garantir um futuro mais promissor para o time e seus torcedores.

ASCOM