Apesar de viver uma situação delicada no início do Campeonato Paulista, o São Paulo começou o Brasileirão com vitória e pode largar no topo da tabela. Caso o Tricolor vença o clássico contra o Santos e tenha saldo de gols suficiente, pode assumir a liderança nesta rodada.
O São Paulo iniciou a competição vencendo o Flamengo por 2 a 1 e, assim, largou na quarta posição, com três pontos e um gol de saldo. Com a combinação de resultados da rodada inaugural, o Tricolor ficou atrás apenas de Vitória, Chapecoense e Botafogo - todos à frente pelo saldo de gols.
Ou seja, caso vença o Santos na Vila Belmiro por uma diferença de quatro gols e conte com tropeços, ou vitórias magras, de Vitória, Chapecoense e Botafogo, o São Paulo pode assumir a ponta da tabela. Além disso, o Tricolor também precisa que os outros rivais que venceram na primeira rodada não conquistem vitórias por margens expressivas nesta rodada.
Contrastes nos campeonatos Antes de vencer o Santos pelo Paulistão, o São Paulo fazia contas para escapar do rebaixamento no Estadual. Apesar de ainda estar com o alerta ligado, o Tricolor também busca uma vaga no mata-mata da competição.
A equipe de Hernán Crespo busca estabilidade na temporada, mas ainda carrega os reflexos de um início irregular. No Campeonato Paulista, o Tricolor chegou a flertar com a zona de rebaixamento e, embora tenha reagido, segue pressionado pela necessidade de resultados para consolidar a recuperação.
Gazeta esportiva
(Foto: Rubens Chiri, Miguel Schincariol e Paulo Pinto/Saopaulofc.net)
O Vasco acertou os últimos detalhes para a contratação em definitivo do atacante Claudio Spinelli, destaque do Independiente Del Valle, do Equador. O acordo entre os clubes gira em torno de 2 milhões de dólares (cerca de R$ 10,5 milhões). O jogador é aguardado no Rio de Janeiro nos próximos dias para a realização de exames médicos e assinatura de contrato.
A chegada de Spinelli atende diretamente ao perfil buscado pela comissão técnica vascaína. Diferente dos outros atacantes já contratados, o argentino é visto como um camisa 9 mais clássico, com forte presença dentro da área, boa finalização e destaque no jogo aéreo. Suas características lembram o estilo de Pablo Vegetti, que deixou o clube recentemente para atuar no Cerro Porteño, do Paraguai.
Trajetória de Spinelli Revelado pelo Tigre, da Argentina, em 2017, Claudio Spinelli foi negociado com o Genoa, da Itália, mas não conseguiu se firmar no futebol europeu. Durante sua passagem pelo clube italiano, acumulou empréstimos e atuou por equipes da Eslovênia e da Ucrânia. Após o término do contrato, em 2022, retornou em definitivo ao futebol sul-americano, defendendo Lanús (Argentina), Maldonado e Defensor (Uruguai), antes de chegar ao Independiente Del Valle.
Vivendo o melhor momento da carreira, o atacante foi um dos grandes destaques do do Del Valle na última temporada. Em 2025, marcou 28 gols pelo Del Valle, número que praticamente iguala o total de gols anotados em toda a sua trajetória profissional, que soma 35 gols até então.
Apesar da boa fase, o nome de Spinelli desperta lembranças amargas no torcedor vascaíno. O argentino foi um dos algozes do clube na Copa Sul-Americana de 2025, marcando gols tanto no jogo de ida quanto no de volta dos playoffs, sendo decisivo na eliminação do Vasco e na classificação da equipe equatoriana. Com a contratação de Claudio Spinelli, o Vasco chega a seis reforços nesta janela de transferências:
Johan Rojas (ex-Monterrey) Alan Saldivia (ex-Colo-Colo) Brenner (ex-Udinese) Marino (ex-Atlético Nacional) Cuiabano* (ex-Nottingham Forest) Claudio Spinelli* (ex-Independiente Del Valle)
A 67ª edição da Libertadores começa nesta terça-feira, com os primeiros confrontos da fase prévia. The Strongest, da Bolívia, e Deportivo Táchira, da Venezuela, fazem o primeiro jogo da competição, às 21h30 (de Brasília). A partida tem transmissão ao vivo da ge TV e do ge.globo.
Os brasileiros que disputam a Pré-Libertadores — Bahia e Botafogo — entram apenas na próxima fase. Confira abaixo os confrontos, suas datas e os possíveis cruzamentos até a fase de grupos.
Pré-Libertadores 2026 | 1ª fase Chave E1 — The Strongest (BOL) x Deportivo Táchira (VEN) Ida: 03/02 | Volta:
10/02 Chave E2 — Juventud (URU) x Universidad Católica (EQU) Ida: 05/02 | Volta:
12/02 Chave E3 — 2 de Mayo (PAR) x Alianza Lima (PER) Ida: 04/02 | Volta: 11/02
The Strongest x Deportivo Táchira
Strongest e Táchira fazem um duelo precoce de duas presenças frequentes na Libertadores. Apesar da tradição em seus respectivos países, ambos chegam de uma temporada irregular em 2025. Os bolivianos terminaram em 3º lugar no campeonato nacional, enquanto os venezuelanos conquistaram via tabela anual a última vaga disponível no torneio continental.
Os dois times estiveram no caminho de clubes brasileiros na última edição da competição. O Táchira foi o último colocado no grupo do Flamengo e quase eliminou a equipe carioca, que sofreu para vencer e se classificar na última rodada. Já o Strongest foi superado pelo Bahia na pré-libertadores, com 1 a 1 em La Paz e derrota por 3 a 0 em Salvador.
O Bahia pode entrar novamente no caminho do Strongest. Quem avançar no duelo entre os bolivianos e o Táchira encara o Tolima, da Colômbia, na segunda fase. O vencedor enfrenta justamente quem vier de Bahia x O'Higgins, do Chile, no jogo decisivo por uma vaga na fase de grupos.
Juventud x Universidad Católica
Alerta de estreante!
O modesto Juventud fará sua primeira participação na história da Libertadores. A equipe uruguaia da cidade de Las Piedras, que fica a cerca de 30km de Montevidéu, encara o Universidad Católica de Quito na primeira fase. A classificação histórica veio após um surpreendente 4º lugar na tabela anual, ficando atrás apenas dos gigantes Nacional e Peñarol e do Liverpool. Os equatorianos conquistaram a vaga pelo título da copa nacional, ao superar a LDU na decisão.
O vencedor desse confronto encara o Guaraní, do Paraguai, na próxima fase. Quem avançar encara Liverpool, do Uruguai, ou Independiente Medellín, da Colômbia, no duelo que define quem se classifica para a fase de grupos.
2 de Mayo x Alianza Lima
Por fim, um confronto de times com retrospectos muito diferentes na história do futebol sul-americano. Enquanto o tradicional Alianza Lima, do Peru, vai para sua 32ª participação na Libertadores, o 2 de Mayo, do Paraguai, fará sua estreia na competição. O clube tem sede em Puerto Juan Caballero, que fica na fronteira com o Brasil, em Ponta Porã, no Mato Grosso do Sul, e conquistou a vaga ao ser vice-campeão da Copa Paraguai. O Alianza se classificou como 4º colocado da liga peruana.
O chaveamento pode provocar um clássico nacional logo na segunda fase. Se o Alianza Lima superar o 2 de Mayo, encara o Sporting Cristal, rival peruano. O vencedor desse confronto disputa uma vaga na fase de grupos contra o Carabobo, da Venezuela, ou o Huachipato, do Chile.
Em má fase, o Santos tem encontrado dificuldades neste início de temporada. Com o revés sofrido para o São Paulo no último sábado, o Peixe já acumula seis jogos sem vencer, marca que o clube ainda não havia registrado neste século.
Até o momento, são três derrotas, três empates e apenas uma vitória na temporada de 2026. Com esse retrospecto, o Santos registra um aproveitamento de apenas 28,5%.
Além da preocupação com o desempenho, o torcedor santista também acendeu um alerta em relação à situação do clube na tabela do Paulistão. Após a derrota no clássico, o Peixe caiu para a 14ª posição, fora da zona de classificação às quartas de final e próximo da zona de rebaixamento, com seis pontos - apenas dois a mais que o Velo Clube, que abre o Z2.
Problemas nos setores
O mau desempenho do Santos pode ser reflexo da baixa eficiência nos dois setores da equipe comandada por Vojvoda. Nos sete primeiros jogos da temporada, o Peixe marcou apenas seis gols e já sofreu dez.
Com isso, o time tem o quarto pior ataque do Paulistão, à frente apenas de Botafogo-SP, Velo Clube e Ponte Preta, além de ostentar a pior defesa do Brasileirão, ao lado do Cruzeiro.
Último início ruim
A última vez que o Santos havia começado tão mal uma temporada foi em 2000, último ano do século passado. Na ocasião, o calendário do futebol brasileiro tinha início com o extinto Torneio Rio-São Paulo, e o Peixe, em um grupo com Flamengo, Botafogo e São Paulo, conquistou apenas uma vitória em seis jogos. No Estadual, a equipe estreou com um empate, registrando o mesmo aproveitamento de 2026.