vacinaNa tarde desta quinta-feira, 05, o estado do Piauí recebeu 36.270 doses da vacina Pfizer. A chegada das vacinas foi anunciada pelo secretário de Estado da Saúde, Florentino Neto.

De acordo com o gestor, o Ministério da Saúde também enviou, na quarta-feira (04), para que a Sesapi entregue aos municípios 19.600 doses de CoronaVac, totalizando 55.870 imunizantes recebidos nesta semana.

“Já estamos mobilizando nossas equipes para envio das vacinas aos municípios o mais breve possível. Com isso pedimos aos municípios que preparem seus calendários para que possamos acelerar na vacinação do povo do Piauí”, lembra o secretário.

Os imunizantes serão distribuídos aos municípios, pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi), de acordo com a resolução da Comissão Intergestora Bipartite (CIB). 50% dos imunizantes serão para a população em geral de 18 a 59 anos, não contempladas nos demais grupos, 30% para grupos estabelecidos Plano Nacional de Imunização e também para 20% dos serviços essenciais escolhidos pelos conselhos municipais de saúde.

Segundo dados do Vacinômetro da Sesapi, 17,88% da população do estado está imunizada contra a Covid-19 e 42,51% já receberam a primeira dose dos imunizantes disponíveis no Plano Nacional de Imunização.

“Só estamos conseguindo alcançar estes números devido a um trabalho conjunto de estado e municípios para acelerar a vacinação dos piauienses. Com a colaboração de todos vamos conseguir vacinar nosso povo e sair dessa pandemia”, enfatiza Florentino Neto.

 

Com informaçoes cidadeverde

Foto: sesapi

covidsintomOs primeiros sintomas da covid-19 são diferentes em grupos de 15 a 59 anos e de 60 a 80 anos, segundo um estudo da King's College London, no Reino Unido, publicado no periódico médico Lancet. A pesquisa ainda apontou que os sintomas nesse estágio da doença também são distintos entre homens e mulheres.

O estudo foi feito a partir da análise de dados do aplicativo ZOE COVID COVID Symptom Study entre abril e outubro do ano passado por meio de sintomas relatados nos três primeiros dias da doença. Foram avaliados 18 sintomas que apresentaram relevância diferente para a detecção precoce da doença em cada grupo etário.

Os principais sintomas, de forma geral, foram perda do olfato, dor no peito, tosse persistente, dor abdominal, dor nos olhos e dores musculares incomuns. A pesquisa revelou que a perda de olfato não foi frequente em pessoas acima de 60 anos e irrelevante em idosos com mais de 80 anos. Os sintomas mais comuns nessas faixas etárias, no primeiro estágio da doença, foi diarreia.

Homens, de todas as idades, demonstraram ser mais propensos a ter falta de ar, fadiga e calafrios, enquanto as mulheres relataram mais perda do olfato, dor no peito e tosse persistente.

Os pesquisadores ressaltam que o modelo de estudo foi reproduzido ao longo da pandemia, sugerindo que poderia ser aplicado a participantes fora do aplicativo.

Eles também destacam que, embora o modelos de estudo se refira a infecções causadas pelo vírus original e pela variante Alfa, identificada pela primeira vez no Reino Unido, as descobertas sugerem que os sintomas relacionados à variante Delta também diferem entre grupos populacionais. A Delta é predominante no Reino Unido.

"É importante saber que os primeiros sintomas são variados e podem ser diferentes em cada membro da família. As orientações de teste podem ser atualizadas para permitir que os casos sejam detectados mais precocemente, principalmente diante de novas variantes que são altamente transmissíveis. Isso inclui testes rápidos amplamente disponíveis [no Reino Unido] para qualquer pessoa que apresente um sintoma que não seja essencial", afirmou Claire Steves, autora principal do estudo, por meio de nota.

"Atualmente, no Reino Unido, apenas alguns sintomas são usados ​​para recomendar o auto-isolamento e testes adicionais. Esperamos que esse método seja usado para encorajar mais pessoas a fazerem o teste o mais cedo possível a fim de minimizar o risco de propagação da doença", acrescentou Liane dos Santos Canas, também autora do estudo.

R7

Foto: REPRODUÇÃO/FREEPIK

coronaretinaPesquisadores brasileiros da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) e UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) conseguiram, pela primeira vez, detectar a presença do coronavírus em retinas. O estudo pode contribuir para compreender melhor a dinâmica do vírus e as sequelas em pacientes infectados.

O estudo analisou retinas de pacientes que morreram em decorrência da covid-19 e compararam com fotos dos olhos desses pacientes quando vivos para analisar as diferenças e formas de aferir a presença do vírus a partir da retina.

Segundo o professor da UFRJ e um dos coordenadores do estudo Rubens Belfort Jr, a retina é um biomarcador importante, pois faz parte do sistema nervoso, mas é mais acessível, permitindo identificar a presença do vírus em determinados locais do corpo, como nesse sistema. Além de identificar a presença do vírus e de reservatórios dele nos corpos dos pacientes, o professor explica que os resultados do estudo podem auxiliar no processo de entendimento e enfrentamento das sequelas de pessoas que contraíram a covid-19.

“A pesquisa pode ajudar a entender a existência das sequelas e como combater às sequelas, como aquelas relacionadas alterações neurológicas que alguns pacientes com covid-19 desenvolvem”, disse Rubens Belfort.

As informações obtidas pela pesquisa podem contribuir para a compreensão das causas das sequelas. “Será que desenvolve porque é alteração imunológico ou tem relação com o vírus que ficou?”, indaga, exemplificando que tipo de questões carecem de melhores explicações.

Agência Brasil

Foto: Débora Barreto/Divulgação FIOCRUZ

biotechastraCombinar a vacina contra covid-19 da AstraZeneca com uma segunda dose do imunizante da Pfizer-BioNTech, ou da Moderna proporciona uma "boa proteção", disse o SSI (Instituto Estatal de Soro da Dinamarca) nesta segunda-feira (2).

Um número crescente de países está cogitando mudar para vacinas contra covid-19 diferentes para administrar as segundas doses, uma medida particularmente necessária na Dinamarca desde que as autoridades de saúde suspenderam as inoculações com a vacina da AstraZeneca em abril por causa dos temores de efeitos colaterais raros.

Mais de 144 mil dinamarqueses, a maioria profissionais da linha de frente do setor de saúde e idosos, receberam uma primeira dose da AstraZeneca, mas foram vacinados subsequentemente com vacinas ou da Pfizer-BioNTech, ou da Moderna. "O estudo mostra que, 14 dias após um programa combinado de vacinação, o risco de infecção de SARS-CoV-2 é reduzido em 88% na comparação com indivíduos não-vacinados", disse o SSI.

Isto é uma "eficácia alta", acrescentou o SSI, comparável à taxa de eficácia de 90% de duas doses da vacina Pfizer-BioNTech, confirmou outro estudo dinamarquês.

O estudo, publicado na semana passada, cobriu um período de mais de cinco meses entre fevereiro e junho deste ano, durante o qual a variante Alfa do coronavírus foi predominante.

Ele não conseguiu concluir se a mesma proteção se aplica à variante Delta, que hoje é a mais disseminada na Dinamarca.

Reuters

Reuters/Dado Ruvic/Ilustração