Jovens de 28 anos já estão vacinando em Floriano. O processo, de acordo com o secretário James Rodrigues, da Saúde, tem avançado muito e até setembro pessoas de 18 anos devem entrar no processo de vacinação.
A entrevista foi cedida ao Ivan Nunes, do Piauí Notícias.
O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, participa, nesta quarta-feira (25) uma entrevista à imprensa para explicar a aplicação da dose de reforço das vacinas contra a covid-19. Além de Queiroga, participam da coletiva o vice-presidente do Conselho Nacional de Secretários Estaduais de Saúde (Conass), Ismael Alexandrino Júnior, e o presidente do Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde (Conasems), Wilames Freire Bezerra.
Doses de reforço na segunda quinzena de setembro
Nesta quarta-feira, o Ministério da Saúde informou que iniciará, na segunda quinzena de setembro, a aplicação da dose de reforço da vacina contra a covid-19 a “todos os indivíduos imunossuprimidos após 28 dias da segunda dose e para as pessoas acima de 70 anos vacinados há 6 meses”.
Aplicação da terceira dose deve começar por idosos
O ministro Marcelo Queiroga disse, no dia 18 de agosto, que a aplicação da terceira dose de vacinas contra a covid-19 deverá começar por idosos e profissionais de saúde. Ao explicar a metodologia de distribuição de imunizantes, Queiroga disse que cabe ao ministério equilibrar a distribuição de vacinas entre os estados e o Distrito Federal.
A vacinação de adolescentes de 12 a 17 anos já foi iniciada em pelo menos seis municípios piauienses. Entre as cidades com a campanha mais avançada estão Dom Inocêncio e Fartura do Piauí, localizadas na região Sul do estado.
Na cidade de Fartura do Piauí, a vacinação de adolescentes com comorbidades já foi encerrada e, na próxima semana, deve ser concluída para esse público-alvo sem doenças preexistentes.
“Temos um total de 455 adolescentes entre 12 a 17 anos, onde já foram vacinados 57 com comorbidades. Até a próxima semana estaremos vacinando todo esse público”, destaca a coordenadora de Atenção Básica do município, Jussara Rodrigues de Oliveira.
Outra cidade com o esquema vacinal avançado para a faixa etária é Dom Inocêncio, onde já foram vacinados 260 jovens sem comorbidades entre 12 e 17 anos. O objetivo é imunizar pelo menos 950 adolescentes durante os próximos 15 dias.
“Iniciamos a vacinação pela zona urbana e nossas equipes estão avançando para grupos na zona rural", pontua o secretário municipal de Saúde Fernande Castro.
Adolescentes também estão sendo vacinados nas cidades de Isaias Coelho, que já vacinou todo seu público de 12 a 17 anos com comorbidade (11 pessoas) e iniciou a vacina de jovens de 15 a 17 anos. A meta é aplicar 343 doses nessa faixa etária.
Em Campinas do Piauí, os adolescentes de 12 a 17 anos com comorbidades (26 pessoas) já receberam a primeira dose da vacina. Já os de 15 a 17 anos sem doenças preexistentes, 220 foram vacinados e o município aguarda uma nova remessa para dar andamento à campanha.
“O avanço da vacinação, chegando ao público mais jovem, é de grande relevância para o Piauí e nos deixa muito animados. Esperamos que mais municípios possam chegar nessa faixa etária e que nosso povo todo esteja protegido e possamos nos livrar desta pandemia”, disse o secretário de Estado da Saúde, Florentino Neto.
A cidade de Amarante já vacina, desde a última semana, adolescentes de 14 a 17 anos. Em média estão sendo vacinados 270 adolescentes por dia. Jaicós também está entre as cidades que já iniciaram a vacinação dos adolescentes. Estão na faixa etária de 15 a 17 anos e a expectativa é vacinar 3 mil pessoas entre 12 e 17 anos, com e sem comorbidades.
O Ministério da Saúde autorizou a vacinação dos adolescentes de 12 a 17 anos apenas com o imunizante da Pfizer e o início desse público está condicionado ao fim do esquema vacinal da população em geral de 18 a 59 anos com a primeira dose. A recomendação é que seja iniciada a vacinação pelos jovens com comorbidades em seguida os demais.
“É importante lembrar que o avanço da vacinação também está condicionado ao envio de doses pelo Ministério da Saúde e lembrando, que para os adolescentes, até o momento apenas uma vacina está liberada pela Anvisa”, lembra Florentino.
A cobra brasileira Jararacuçu é a responsável por 90% dos envenenamentos por picadas no Brasil, de acordo com a Fiocruz (Fundação Osvaldo Cruz). O réptil é temido por aqui, mas os cientistas do Instituto de Química (IQ), da Unesp (Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho), em Araraquara, descobriram que o veneno dela é capaz de inibir a ação do coronavírus.
Em laboratório, os pesquisadores separaram um peptídeo (pedaço de proteína) do veneno e aplicaram em células de macacos. Após uma hora, o SARS-CoV-2 foi colocado no experimento. Os cientistas constataram que a capacidade de reprodução do vírus causador da covid-19 caiu 75%. O ensaio foi publicado em um artigo da revista científica internacional Molecules, na última semana.
A descoberta pode ajudar na produção de um medicamento para tratar pessoas infectadas coma a covid-19. O desafio dos pesquisadores é produzir um remédio eficaz contra a doença, mas que não gere reações adversas para quem usar.
Para o site da Unesp, Eduardo Maffud Cilli, professor do IQ e um dos autores do trabalho, afirmou que os primeiros resultados foram animadores. “Nós encontramos um peptídeo que não é tóxico para as células, mas que inibe a replicação do vírus. Com isso, se o composto virar um remédio no futuro, o organismo ganharia tempo para agir e criar os anticorpos necessários, já que o vírus estaria com sua velocidade de infecção comprometida e não avançaria no organismo", disse ele. A Jararacuçu é a segunda maior serpente do Brasil e o envenenamento dela causa hemorragia, inchaço e destroem os tecidos na região da picada. Além do Brasil, a cobra é encontrada na Bolívia, no Paraguai e na Argentina. Por aqui, ela vive nas regiões Sul e Sudeste, além dos Estados da Bahia e do Mato Grosso do Sul.
O experimento foi possível, a partir de um estudo, também do Instituto de Química da Unesp, que descobriu que o peptídeo da cobra tinha atividade antibacteriana, o que os motivou a realizar novos testes para avaliar se ele também poderia agir em partículas virais.
A princípio, os efeitos não foram tão positivos, mas após modificações na estrutura química da molécula sintetizada no IQ, a atividade antiviral foi mais efetiva. A eficiência do peptídeo foi testada no Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da USP, em São Paulo, onde há uma amostra do coronavírus isolada.
O próximo passo é avaliar a eficácia de dosagens diferentes do peptídeo e quais efeitos podem ter na célula, como a de proteção, evitando até mesmo que o vírus a invada. Após o fim desses testes, os pesquisadores esperam avançar a etapa pré-clínica, em que será estudada a eficácia do peptídeo para tratar animais infectados pelo novo coronavírus.
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Foto: Professor Sávio Freire Bruno/UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE