astrazenA Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi) receberá do Plano Nacional de Imunização 56.260 doses de vacinas contra a Covid-19. Está previsto o envio de doses dos imunizantes da Pfizer/BioNTech e AstraZeneca/FioCruz.

O voo com as vacinas deve pousar no aeroporto de Teresina às 15h30. Serão 32.760 doses de Pfizer/BioNTech e 23.500 AstraZeneca/FioCruz, destinadas a vacinação da população do Piauí em primeira e segunda dose.

“Nossa campanha de vacinação vem avançando, já iniciamos o envio de vacinas para imunizar os jovens de 12 a 17 anos com deficiência permanente, mas precisamos continuar empenhados em imunizar todos os piauienses”, afirmou o secretário de Estado da Saúde Florentino Neto.

Na tarde de quarta-feira (15) o Piauí recebeu mais um lote da vacinas da Pfizer/BioNTech, foram 17.550 doses. Na segunda-feira (13) chegaram 85.410 doses do mesmo imunizante. Todas as vacinas recebidas esta semana serão distribuídas até sexta-feira (17) para as regionais de saúde, onde os municípios podem fazer a retirada.

Sesapi

biontechhTécnicos da FDA (Administração de Medicamentos e Alimentos), órgão regulador equivalente à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) nos Estados Unidos, afirmaram nesta quarta-feira (15) que pode não ser necessário aplicar um reforço em todos indivíduos que receberam a vacina anticovid da Pfizer/BioNTech.

A discussão surge no momento em que a OMS (Organização Mundial da Saúde) pede para que países ricos e com excesso de vacinas, como é o caso dos Estados Unidos, colaborem para a imunização de nações pobres em detrimento de uma terceira dose. A agência admite que uma terceira dose em quem já recebeu duas injeções do mesmo imunizante anteriormente atendeu às condições pré-especificadas que o regulador estabeleceu para mostrar que a injeção estava gerando uma resposta imunológica.

Mas a FDA não foi conclusiva em relação à necessidade de uma terceira dose ampla para todos os que tomaram Pfizer/BioNTech.

"Alguns estudos observacionais sugeriram um declínio da eficácia da Comirnaty [nome comercial da vacina] ao longo do tempo contra a infecção sintomática ou contra a variante Delta, enquanto outros não. No entanto, em geral, os dados indicam que as vacinas covid-19 atualmente licenciadas ou autorizadas pelos EUA ainda oferecem proteção contra covid-19 grave e morte nos Estados Unidos", disseram membros da FDA em nota. Caberá a um comitê externo de especialistas, na sexta-feira (17), analisar e votar sobre a recomendação de uma terceira dose, e para quais grupos.

A Pfizer afirmou que os testes clínicos de fase 3 da vacina apontam uma queda de cerca de 6% do nível de anticorpos conferidos pelo produto a cada dois meses.

A farmacêutica também acrescentou que a parcela maior de indivíduos com covid-19 estava entre os que haviam tomado as injeções mais cedo.

Segundo a Pfizer, em um ensaio clínico com cerca de 300 participantes, a terceira dose gerou uma resposta imunológica melhor do que a segunda.

A empresa também apontou para dados do programa de reforço recentemente iniciado em Israel para mostrar que uma terceira dose restaura altos níveis de proteção contra o vírus.

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, pressionou por doses adicionais em face do aumento de hospitalizações e mortes causadas pela variante Delta, altamente contagiosa, e estabeleceu a data de 20 de setembro para começar a administrar 100 milhões de injeções de reforço no país.

Algumas autoridades americanas esperam que os reforços possam prevenir casos leves e reduzir a transmissão do vírus, bem como reduzir infecções graves, o que poderia acelerar a recuperação econômica.

R7 com Reuters

Foto: Lucy Nicholson/Reuters

criançaPelo menos três em cada dez crianças e adolescentes entre 5 e 19 anos de idade na América Latina e no Caribe estão acima do peso, uma condição que tem aumentado nos últimos anos, advertiu o Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) na segunda-feira (13).

"Durante este ano e meio da pandemia, tem sido muito mais difícil para as famílias comerem de maneira saudável. Mães e pais perderam sua renda, e os preços dos alimentos subiram", analisou o diretor regional do Unicef para a América Latina e o Caribe, Jean Gough. "Com o fechamento das escolas, muitas crianças não recebem mais a merenda escolar, e as opções e espaços para atividades físicas foram limitados", completou.

Na América Latina e no Caribe no ano passado, 7,5% das crianças menores de cinco anos tinham excesso de peso, acima da média global de 5,7%, de acordo com estimativas do Fundo, da Organização Mundial da Saúde e do Banco Mundial.

"A prevenção da obesidade era imperativa antes da covid-19, e agora é mais urgente do que nunca", frisou o diretor regional.

Segundo o Unicef, as principais causas do excesso de peso e da obesidade em crianças são o consumo de alimentos ultraprocessados e bebidas açucaradas, que são mais acessíveis, baratos e altamente promovidos nos meios de comunicação de massa. Também tem grande relevância a falta de atividade física.

Durante a pandemia, as dificuldades se intensificaram com o acesso limitado a alimentos saudáveis e a redução do poder aquisitivo. "A pandemia nos ensinou a importância de cuidar de nossa saúde e da saúde de nossas famílias.

O contexto da Covid-19 representa uma janela de oportunidade para evitar o excesso de peso desde a infância e durante toda a vida. Hoje é possível para cada criança na América Latina e no Caribe crescer com alimentos saudáveis, mas somente se unirmos forças", comentou Gough.

O Unicef anunciou que na próxima quarta-feira (15) reunirá representantes de governos, sociedade civil, instituições acadêmicas, organizações internacionais e do setor privado para "fazer uma convocação urgente para tomar medidas para impulsionar uma alimentação saudável nas crianças desde os primeiros anos de vida".

A agência da ONU pediu para os países da América Latina e do Caribe fortalecerem e implementarem marcos regulatórios que garantam a qualidade dos alimentos nos lares e nas escolas, assim como incentivar a recuperação dos programas de alimentação escolar, o acesso a alimentos mais saudáveis para as famílias e impulsionar mais espaços e iniciativas para a atividade física.

Agência EFE

Foto: Freepik

oxfordApós interromper temporariamente a entrega de novas doses da vacina da AstraZeneca por falta de insumos, a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) volta a liberar o imunizante ao Ministério da Saúde. Segundo a fundação, o primeiro lote está passando pelo controle de qualidade e deve ser entregue nesta terça-feira (14).

O número de doses que serão entregues nesta terça ainda não foi divulgado, mas a previsão de liberação neste mês é de cerca de 15 milhões de vacinas. A fundação afirma que o quantitativo de vacinas já entregues e a previsão de setembro não indicam escassez de vacinas para aplicação da segunda dose. "A Fiocruz, por meio do Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos), é responsável pela produção e entrega das vacinas ao Ministério da Saúde, que as distribui para os estados e estes aos municípios, cabendo aos gestores a decisão sobre o uso das doses", afirma a fundação em nota.

Mas o atraso gerou desabastecimento de vacinas em alguns estados. Na cidade de São Paulo, os estoques de AstraZeneca acabaram na última sexta-feira (10). Para não evitar mais atrasos na imunização, o governo do estado autorizou a adoção do esquema heterólogo e aplica a segunda dose da Pfizer em quem recebeu a primeira de AstraZeneca.

De acordo com Regiane de Paula, coordenadora do Programa Estadual de Imunização, pelo menos 1 milhão de pessoas no estado de São Paulo foram afetadas pelo atraso na entrega dos imunizantes até a última sexta-feira.

Questionado, o Ministério da Saúde não detalhou quantas doses irá receber e nem para quais Estados distribuirá as vacinas. A pasta também não disse quando as vacinas irão chegar às unidades da federação.

R7