A 10º Coordenação Regional de Saúde, em Floriano-PI, recebeu uma nova remessa do de imunizantes contra o novo coronavírus.
Se trata da 37ª remessa que visa combater a COVID-19 que chegou no final da manhã dessa sexta-feira. Os produtos foram recebidos pelo Chico Alves, coordenador da Regional.
Foram recebidas 9.177 doses, sendo que deste número 2.519 devem ficar em Floriano e as demais serão distribuídas entre as cidades que compõem e regional.
Os imunizantes sao da ASTRAZENECA D2/23, BUTANTAN D1 E PFIZER D2/23.
Uma vacina em forma de spray nasal de fácil aplicação, baixo custo, proteção duradoura inclusive contra variantes e capaz de bloquear a ação do novo coronavírus ainda no nariz, onde começam as infecções. Esse é o objetivo de um projeto que está sendo desenvolvido por um grupo de pesquisadores da USP (Universidade de São Paulo), em parceria com a Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) e a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz).
O novo imunizante, ainda em fases iniciais de estudo, foi apresentado na segunda-feira (30) durante o Ciclo ILP-Fapesp de Ciência e Inovação. O evento, uma parceria entre a Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) e o ILP (Instituto do Legislativo Paulista), está disponível na íntegra no YouTube .
“Uma das vantagens da imunização nasal é que ela gera uma imunidade local no nariz, na orofaringe [parte da garganta logo atrás da boca] e nos pulmões. É exatamente o ‘território’ ideal para impedir a consolidação de uma infecção pelo SARS-CoV-2. Vacinas injetáveis são muito boas para induzir imunidade sistêmica e também nos pulmões, mas não são especialmente boas para gerar uma resposta protetora na região nasal e orofaringe”, explicou Edécio Cunha Neto, professor da Faculdade de Medicina e pesquisador do InCor (Laboratório de Imunologia do Instituto do Coração).
O projeto, do qual ele é um dos pesquisadores principais, tem apoio da Fapesp e é coordenado por Jorge Elias Kalil Filho, professor da FM-USP e chefe do Laboratório de Imunologia Clínica e Alergia do Hospital das Clínicas.
“As vacinas que existem hoje são excelentes, desenvolvidas em tempo recorde, mas agora precisamos de um imunizante de segunda geração capaz de contornar problemas que apareceram no decorrer da imunização [escape imune ou efeitos adversos, por exemplo] e servir como reforço às injetáveis”, disse Cunha Neto.
Segundo o pesquisador, o objetivo é criar uma vacina que gere anticorpos neutralizantes duradouros e também estimule de forma robusta a imunidade celular – aquela mediada pelos linfócitos T, que reconhecem o patógeno e destroem células infectadas.
Além disso, a nova vacina deve proteger contra variantes de preocupação. Para isso, os pesquisadores estão desenvolvendo um antígeno que pode conter a região da proteína S (spike, presente na superfície do vírus) que se liga às células humanas (RBD) de três ou quatro variantes ao mesmo tempo.
O antígeno vai conter ainda pedaços de proteínas que estimulem a resposta celular, mais duradoura do que aquela mediada pelos anticorpos neutralizantes. Por isso, deve incluir os chamados linfócitos T CD8+ citotóxicos, que matam células infectadas, e os linfócitos T CD4+, que ajudam na produção de anticorpos e nas respostas citotóxicas.
Atualmente, a equipe está testando 25 combinações diferentes de proteínas, que serão encapsuladas em nanopartículas de cerâmica recobertas com um polímero para garantir a adesão do imunizante ao ambiente nasal.
Testes preliminares com duas doses de protótipos do antígeno levaram à geração de altas quantidades de anticorpos neutralizantes em camundongos. Cunha Neto ressalta que o produto esperado deverá ainda ser estável em temperatura ambiente, além de seguro, com baixo custo e domínio de todo o processo de fabricação no país.
A expectativa é que os testes clínicos sejam realizados em 2022.
Cientistas da Universidade de Umeå, na Suécia encontraram indícios claros da relação entre o consumo de antibióticos e o risco aumentado do desenvolvimento de câncer de cólon nos próximos cinco a dez anos.
Os resultados foram publicados nesta quarta-feira (1º) no Jornal do Instituto Nacional do Câncer, da Oxford University Press.
A pesquisa analisou dados de 40 mil casos de câncer de cólon e identificou um risco de 17% maior de desenvolver este tipo de tumor entre indivíduos que fizeram uso de antibióticos por mais de seis meses.
O risco aumentado, no entanto, foi observado no cólon ascendente — a primeira parte a ser alcançada pelos alimentos após o intestino delgado. Não houve risco maior no cólon descendente nem no reto.
De acordo com os autores do estudo, o aumento do risco deste tipo de câncer foi observado até mesmo entre pessoas que fizeram um único tratamento de antibióticos.
A principal suspeita dos pesquisadores é de que o medicamento, embora fundamental para o tratamento de uma série de doenças, tenham impacto na microbiota do intestino.
Para entender como os antibióticos aumentavam o risco de câncer de cólon, os cientistas utilizaram dois tipos de tratamento em diferentes pacientes com infecção urinária: antibiótico e outra droga bactericida não antibiótica que não afeta a microbiota.
Ao final, eles perceberam que esta outra droga não aumentou o risco de câncer, o que deixou mais clara a relação do antibiótico com os tumores.
“Os resultados reforçam o fato de que há muitos motivos para restringir os antibióticos. Embora em muitos casos a terapia com antibióticos seja necessária e salve vidas, no caso de doenças menos graves que podem ser curadas de qualquer maneira, deve-se ter cuidado. Acima de tudo, para evitar que as bactérias desenvolvam resistência, mas, como mostra este estudo, também porque os antibióticos podem aumentar o risco de câncer de cólon futuro ”, explica em comunicado Sophia Harlid, pesquisadora de câncer na Universidade de Umeå.
No Brasil, os tumores de cólon e reto representavam cerca de 9% de todos os novos casos em 2020, totalizando 41 mil diagnósticos naquele ano.
A pesquisadora, todavia, diz que não há motivo para que pessoas que tenham feito uso de antibióticos se preocuparem.
"O aumento do risco é moderado e o efeito sobre o risco absoluto para o indivíduo é bastante pequeno."
O estudo sueco confirma os achados de um trabalho realizado anteriormente no Reino Unido.
Os cientistas concluíram, em 2019, que foram receitados antibióticos a 70% (20.278) dos pacientes com câncer intestinal e retal e a 68,5% (93.862) entre as pessoas que não tinham câncer. Para quase seis em cada dez participantes da pesquisa foi prescrito mais de um tipo de antibiótico.
Pelo menos 21 municípios piauienses já iniciaram a vacinação de adolescentes das idades de 12 a 17 anos. Até o momento, o sistema aponta que 4.024 jovens já receberam a primeira dose do imunizante.
Entre as cidades com a vacinação desse público mais avançada estão Dom Inocêncio com 658 adolescentes vacinados, Jaicós com 519, seguido de Isaías Coelho com 516, jovens que receberam a primeira dose.
Na ordem de quantidade de adolescentes de 12 a 17 anos vacinados estão os municípios de Amarante com 470, Fronteiras com 395, Fartura do Piauí 319, Campinas do Piauí 266, Ribeiro Gonçalves 229, São João da Varjota 212, Lagoa de São Francisco 200, São Pedro do Piauí 185, Porto 67, Santo Antônio dos Milagres 20, Monsenhor Gil 16, Vera Mendes 7, Alegrete do Piauí 4, Batalha 3, Sigefredo Pacheco 2 e os municípios de Dirceu Arcoverde, Paulistana e São Francisco do Piauí cada um com um adolescente imunizados. O Ministério da Saúde autorizou a vacinação dos adolescentes de 12 a 17 anos apenas com o imunizante da Pfizer e o início desse público está condicionado ao fim do esquema vacinal da população em geral de 18 a 59 anos com a primeira dose.
A recomendação é que seja iniciada a vacinação pelos jovens com comorbidades em seguida os demais. “Por determinação do governador Wellington Dias estamos estudando a possibilidade de anteciparmos o início da vacinação nesse público em todo o estado. Vemos com alegria que vários municípios já estão se antecipado a essa decisão e imunizando os nossos jovens”, destaca o secretário Florentino Neto. A ideia do governador Wellington Dias, segundo ele, é priorizar as crianças e adolescentes com comorbidades e depois estender a vacinação para os demais jovens, por idade.
O estado é responsável pelo envio das vacinas contra a Covid-19 aos municípios e a campanha de vacinação é organizada pela prefeitura de cada cidade. Segundo dados do Vacinômetro da Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi) até o momento, no Piauí, 55,69% receberam a primeira dose e 23,89% estão completamente imunizados. Até agora, 2.961.582 de doses foram distribuídas aos municípios, sendo aplicadas 1.827.588 da primeira dose, 734.552 da segunda dose e 49.378 da dose única. Os números do vacinômetro são atualizados a cada 15 minutos.