ciculaçaoA Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) divulgou, nesta quinta-feira (7), o boletim do Observatório da Covid-19 referente à semana epidemiológica de 26 de setembro a 2 de outubro e advertiu que, mesmo com a constante queda no número de novos casos e de mortes por Covid-19, a circulação do vírus segue ativa no Brasil.

Os pesquisadores reafirmam a necessidade de manter as medidas preventivas para tentar barrar a circulação do coronavírus. Desde o mês de julho, o Índice de Permanência Domiciliar está próximo a zero.

 Mesmo com as pessoas vacinadas, os pesquisadores lembram que os imunizantes não evitam completamente a infecção e a transmissão do vírus. A recomendação é que, enquanto o país caminha para um patamar ideal de cobertura vacinal, medidas de distanciamento físico, uso de máscara e higienização das mãos sejam mantidas e que atividades com concentração e aglomeração de pessoas só ocorram com comprovante de vacinação.

“Não é prudente e oportuno falar em prazos concretos e datados para o fim da pandemia, e sim garantir que tomemos as medidas necessárias para que esse dia possa se aproximar mais rápido”, afirmam os cientistas.

Ao longo da última semana foram registrados em média 16.500 casos confirmados e 500 óbitos por Covid-19, uma pequena alta do número de casos (0,4 % ao dia) e queda no número de óbitos (0,7% ao dia). A circulação de pessoas nas ruas e a positividade de testes permanecem altas.

"A irregularidade do fluxo de notificação serve como alerta para as consequências de decisões por vezes inoportunas ou baseadas em dados incompletos e atrasados. A tendência de estabilidade ou redução desses indicadores, mesmo considerando as oscilações verificadas nas últimas semanas epidemiológicas, demonstra que a campanha de vacinação está atingindo um dos seus principais objetivos, qual seja, a redução do impacto da doença, produzindo menos óbitos e casos graves, no entanto sem o bloqueio da transmissão do vírus. Ao observar no tempo a evolução dos óbitos e da cobertura vacina, chama atenção o fato de que as curvas possuem direção oposta" dizem os pesquisadores.

Com relação à ocupação de leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) de Covid-19, a maioria dos estados tem índices inferiores a 50%. O Espírito Santo se mantém na zona de alerta intermediário desde 20 de setembro e é a exceção mais preocupante porque, apesar da manutenção no número de leitos, apresenta taxa de ocupação de 75%. O Distrito Federal voltou à zona de alerta crítico, com 83%, após semanas de redução de leitos de Covid-19.

Os estados de Mato Grosso do Sul e Goiás apresentaram pequenos aumentos nas taxas, o que não parece decorrência somente da redução de leitos disponíveis. Diminuições na quantidade de leitos abertos ocorreram, por outro lado, em Rondônia, Amazonas, Tocantins, Maranhão, Piauí, Ceará, Pernambuco, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Paraná, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Goiás.

R7

Foto: Diorgenes Pandini, BD

malariaA OMS (Organização Mundial da Saúde), nesta quarta-feira (6), recomendou qua a única vacina aprovada contra a malária seja amplamente dada às crianças africanas, potencialmente marcando um grande avanço contra uma doença que mata centenas de milhares de pessoas anualmente. A maioria das pessoas que a doença mata tem menos de cinco anos.

A recomendação da OMS é para RTS, S - ou Mosquirix - uma vacina desenvolvida pela farmacêutica britânica GlaxoSmithKline .

Desde 2019, 2,3 milhões de doses do imunizante foram administrados a crianças em Gana, Quênia e Malaui em um programa piloto de grande escala coordenado pela OMS. Esse programa ocorreu após uma década de testes clínicos em sete países africanos.

"Esta é uma vacina desenvolvida na África por cientistas africanos e estamos muito orgulhosos", disse o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus. "Esta vacina é um presente para o mundo, mas seu valor será sentido mais na África."

A malária é muito mais mortal do que a Covid-19, na África. Matou 386 mil africanos em 2019, de acordo com uma estimativa da OMS, em comparação com 212 mil mortes confirmadas por Covid-19, últimos 18 meses.

A OMS afirma que 94% dos casos e mortes por malária ocorrem na África, um continente de 1,3 bilhão de pessoas. A doença evitável é causada por parasitas transmitidos às pessoas por picadas de mosquitos infectados; os sintomas incluem febre, vômito e fadiga.

A recomendação Mosquirix foi anunciada conjuntamente em Genebra pelos principais órgãos consultivos da OMS para a malária e imunização, o Grupo Consultivo de Políticas contra a Malária e o Grupo Consultivo Estratégico de Especialistas em Imunização.

A eficácia da vacina na prevenção de casos graves de malária em crianças é de apenas 30%, mas é a única vacina aprovada. O regulador de medicamentos da União Europeia o aprovou em 2015, dizendo que seus benefícios superavam os riscos.

No final de 2015, os painéis de especialistas da OMS convocaram um programa piloto em três a cinco países africanos para informar uma decisão futura sobre o uso generalizado da vacina.

Na quarta-feira, quase seis anos depois e dois anos após o início dos pilotos, os painéis da OMS recomendaram que a vacina fosse lançada para crianças em países africanos onde a malária é endêmica, ao lado de outros meios autorizados de prevenção da malária, como mosquiteiros e pulverização.

Em 2019, a OMS disse que a luta contra a malária estava estagnada. Mas ele disse na quarta-feira que usar a vacina como uma ferramenta adicional contra a doença pode salvar dezenas de milhares de vidas a cada ano.

Reuters

Foto: Freepik

Na manhã de ontem, 04, dezenas de Agentes Comunitários de Saúde e de Endemias realizaram uma manifestação em praça pública. O encontro que contou com parte da classe foi na Praça Sebastião Martins e foi exatamente na data alusiva a esses profissionais.

agentes

Houve discursos e depoimentos por parte dos participantes. Hoje, o Sindicato dos Agentes de Endemias e Comunitários de Saúde é presidido pelo Reginaldo Nunes. O Sindicato compreende aos vales dos Rios Itaueira e Piauí.

Veja as imagens:

 

variantedeltaRelatório produzido, após recebimento dos resultados do sequenciamento genético de 100 amostras de pacientes do Piauí, enviadas à FioCruz, apontam que não há registro de pessoas infectadas com a variante Delta no estado.

As amostras foram encaminhadas ao laboratório da fundação em Pernambuco, depois de constatada alteração na carga viral dos pacientes infectados pelo coronavírus, em exames RT/PCR. “Este sequenciamento genético no possibilita saber quais variantes circulam em nosso estado, felizmente não registramos casos de Delta no Piauí. O trabalho conjunto das autoridades em saúde com as instituições científicas é fundamental na adoção de estratégias de enfrentamento à pandemia”, destaca o secretário de Estado da Saúde, Florentino Neto.

Os materiais colhidos são de pacientes de várias cidades do Piauí e referentes às semanas epidemiológicas 16, 19, 20, 21, 25 e 26 e de idades que vão de 01 a 70 anos. Sendo 90% amostras representativas e 10 % de casos relevantes (pessoas vacinas, casos graves e pacientes que evoluíram a óbito).

“Para selecionar as amostras o Lacen-PI escolhe aquelas, que nos testes de diagnóstico de PCR, apresentam quantidades altas do vírus, pois isso aumenta a chance de o procedimento ser bem-sucedido. Além disso, as amostras devem ser representativas por semana epidemiológica, incluindo casos não graves, graves e de óbito, e assim obter uma análise geral da situação da doença no estado”, pontua a coordenadora de Epidemiologia da Sesapi, Amélia Costa.

Atualmente tem-se 110 amostras sequenciadas de pacientes do estado do Piauí e até o momento não houve identificação de linhagem Delta (B.1.617.2 like) em nenhum material analisado. “Por meio do sequenciamento genético das amostras é possível entender a história de um vírus, detectar suas variantes, estabelecer por onde ele passou, discutir programas de ação, atualizar vacinas e as estratégias de enfrentamento à pandemia”, explica a epidemiologista.

Segundo o relatório, das 100 amostras processadas foram obtidos 65 genomas com qualidade acima de 95% de cobertura e um genoma de 94%. Dentre os 66 genomas, todos foram identificados como da linhagem Gamma, também conhecida como variante P.1, onde duas amostras foram identificadas como da sublinhagem de Gamma P.1.7. “Podemos perceber que a linhagem predominante é da P.1, inicialmente detectada em Manaus, nos casos das amostras do Piauí. Atualmente esta é a variante que mais circula no Piauí e dos casos que foram para sequenciamento genético, a maioria encontra-se na nas idades de 20 a 45 anos”, disse Amélia Costa.

Até o momento, são reconhecidas pela Organização Mundial de Saúde as variantes Alpha (B.1.1.7), Beta (B.1.135), Gamma (P.1) e Delta (B.1.617.2). A classificação das linhagens é dinâmica e estas podem ser alteradas futuramente mediante a uma nova versão do sistema de classificação.

Sesapi