vacinasprayA USP desenvolveu uma vacina para covid-19 em spray, apresentou a proposta à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e aguarda autorização para início de estudos em humanos. O imunizante desenvolvido pelo InCor (Instituto do Coração), do HC da Faculdade de Medicina (FMUSP) da USP tem como objetivo ser mais uma ferramenta de combate ao novo coronavírus.

“Nós estudamos em detalhes a resposta imune de 220 convalescentes que haviam tido a doença, que se recuperaram, e aí nós pensamos em um peptídeo, estudando bem o vírus, que contemplasse uma resposta muito forte de anticorpo que neutralize o vírus, mas também desse uma boa resposta celular”, contou ao Jornal da USP no Ar 1ª Edição Jorge Kalil Filho, professor de Imunologia Clínica e Alergia da FMUSP, diretor do Laboratório de Imunologia do InCor e coordenador da pesquisa de desenvolvimento da vacina.

Kalil explica que a administração nasal da vacina foi por causa da aplicação ser realizada na mesma região onde ocorre a entrada do vírus no corpo humano. A imunoglobulina A (IgA) é responsável pela defesa contra o coronavírus. O intuito é estimular essas células do sistema imunológico localizadas na mucosa nasal, de forma a criar um maior número de anticorpos. Segundo o professor, as vacinas intramusculares produzem uma quantidade menor de anticorpos, sendo a versão em spray uma forma mais eficaz na criação de defesa contra a doença, como para o impedimento da infecção.

O imunizante apresentou em seus testes iniciais grande resposta imunológica quando aplicada. Atualmente, foi solicitado à Anvisa a autorização para iniciar o teste clínico em pessoas. Os testes pretendem entender qual é a forma mais eficiente do funcionamento da vacina nos voluntários. O estudo irá testar questões relacionadas ao número de doses, quantidade de imunizante e como este reage em diferentes organismos.

R7

Foto: Pixabay

surtoA Secretaria Estadual de Saúde (Sesapi), em parceria com o Centro de Inteligência em Agravos Tropicais Emergentes e Negligenciados (CIATEN), Universidade Federal do Piauí (UFPI), Instituto de Doenças Tropicais Natan Portela e equipes de Vigilância da Sesapi e atenção básica, estão realizando capacitação com os profissionais de saúde da atenção primaria e unidades assistenciais para combater surto de malária no estado do Piauí.

O objetivo é melhorar a rede de apoio, tanto para diagnostico como para tratamento, devido ao surto que aconteceu nos municípios de Miguel Alves, que notificou 13 casos, e Joaquim Pires onde foram registrados dois casos, ambos localizado na região Norte do Piauí.

“Os municípios estão há mais de duas semanas sem registrar novos casos em relação a vigilância que esta sendo realizada pela equipe de estratégia em saúde da família dos municípios com o apoio da Sesapi onde foi enviado equipes para borrifar em todas as casas da comunidade, além da distribuição de mosquiteiros e inseticida para proteger a população. Contamos ainda com o auxilio do Ministério da Saúde que está enviando os materiais”, explica Mauro Barbosa, técnico especializado e coordenador do Programa de Vigilância e Controle da Malária.

Para discutir ações, nesta sexta-feira (29), os técnicos participaram de reunião estratégica para prevenção e controle da malária no estado do Piauí. “A secretaria esta atenta a toda essa movimentação sobre os casos que ocorreram e preocupada com a saúde da população. Os municípios estão com todas as medidas de prevenção e controle já adotadas. Toda a região Norte praticamente já teve notificação de casos de malária em algum período, isso acontece devido se assemelhar com a região amazônica por conta de sua vegetação que proporciona um ambiente favorável ao mosquito transmissor da malária, além das pessoas que trabalham foram ao retornar podem retornar infectados”, destaca Mauro.

Segundo o técnico, entre as principais ações para manter o surto controlado, esta sendo realizado o mapeamento e a distribuição de materiais a população. O coordenador também orienta que a população deve evitar tomar banho em lagos no horário da noite ou pré-matutino por serem os horários de maior atividade do vetor, usar repelente e roupas de manga compridas.

Sesapi

isumosA Fiocruz (Fundação Osvaldo Cruz) e a farmacêutica AstraZeneca assinaram uma ação conjunta de compromisso para aquisição de IFA (ingrediente farmacêutico ativo) para produzir 60 milhões de doses da vacina contra a Covid-19, para entrega no primeiro semestre de 2022.

A garantia de compra do insumo importado vai assegurar que a Fiocruz produza em Bio-Manguinhos (Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos) 120 milhões de doses dos imunizantes de janeiro a junho do próximo ano. Destes, 60 milhões serão produzidos com IFA nacional e 60 milhões com o importado.

A segurança desse quantitativo vai possibilitar que o Ministério da Saúde (MS) planeje diferentes protocolos de vacinação e conte com doses suficientes para aplicar reforço nos grupos que dele necessitem.

“O novo compromisso, aliado à produção nacional, visa a concentrar um número maior de doses no primeiro semestre de 2022 para garantir a possibilidade de implantação, pelo Ministério da Saúde, da estratégia de vacinação que se mostrar necessária diante de diferentes cenários que a pandemia possa apresentar”, afirmou Maurício Zuma, diretor de Bio-Manguinhos.

O insumo da AstraZeneca produzido no Brasil passará por uma etapa de testes nos Estados Unidos. A previsão da Fiocruz é pedir em novembro a alteração de registro da vacina junto à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), contemplando o novo local de fabricação do IFA. Somente após aprovação da agência, será possível disponibilizar vacinas nacionais ao PNI (Programa Nacional de Imunizações) do Ministério da Saúde.

R7

Foto: André Coelho/EFE

recemA cólica é um desconforto bem presente na vida dos bebês, responsável por tirar o sono de muitos deles. Além disso, os pais também ficam desconfortáveis ao presenciarem o momento de dor de seus filhos, e começam a buscar diferentes maneiras de aliviar o incômodo.

A médica pediatra Dra. Roberta Esteves Vieira de Castro explica que as causas das cólicas são desconhecidas, mas existem alguns fatores que podem contribuir com a manifestação do desconforto. “O primeiro deles é que o sistema nervoso do bebê ainda é muito imaturo e não está completamente formado”, aponta.

Em alguns casos, a cólica pode ser originária de um fator relacionado ao ambiente familiar estressante. “O bebê sente quando os pais estão ansiosos. Mas também precisamos oferecer apoio a esses pais, pois o período de cuidados com o bebê também é muito difícil”, destaca a Dra. Roberta.

Outro fator apontado pela Dra. Roberta é a amamentação exagerada, que pode originar gases que, por consequência, causam cólica. “É importante que os pais aprendam a reconhecer quando seu bebê está satisfeito e já está na hora de parar de mamar. Algumas famílias acabam achando que seu bebê ainda está com fome e dão não apenas o leite materno, mas introduzem fórmulas com mamadeiras com bastante volume e o bebê acaba mamando muito e ficando com a barriguinha muito cheia”. A pediatra adverte que o choro é a única forma de comunicação que o bebê possui e nem sempre ele representa cólica. “O que pode indicar cólica são os choros intensos que não amenizam com nada que os pais façam”, alerta Dra. Roberta.

Segundo a Dra. Roberta, a cólica se manifesta normalmente nos primeiros 15 dias de vida do bebê, com pico nas primeiras quatro a seis semanas de vida. “Em alguns bebês, a cólica pode se prolongar até os cinco meses de idade. Em alguns casos específicos, até os seis meses de vida”, calcula.

De acordo com a pediatra, o primeiro passo é identificar se a razão do choro não provém de outras causas, como fralda suja, variações de temperatura (frio ou calor), fome ou outros incômodos. “Se o choro for incontrolável, então existe a probabilidade de ser cólica”, ressalta Dra. Roberta.

Para aliviar a cólica, a Dra. Roberta recomenda que a mãe busque maneiras de fazer o bebê se sentir acolhido. Uma das dicas, é pegar a criança no colo. “O importante é fazer o contato, para isso, a mãe pode ficar sem a roupa e o bebê também, pois ao sentir o contato de sua pele sensível com a da mãe, o bebê se sentirá mais calmo”, aconselha.

Outras medidas para confortar a cólica são: banho morno, evitar locais com muito barulhos ou aglomerações, saber identificar quando o bebê já está satisfeito e não quer mais mamar e garantir que o bebê tenha uma rotina, incluindo os cochilos do dia. “É importante que seja um ambiente tranquilo, que pode ser favorecido por uma música suave”, recomenda.

No entanto, mesmo quando essas medidas não amenizam a dor ou se surgirem outros sintomas, como febre, o bebê deve ser avaliado pelo pediatra.

Saude e bem estar R7