O Piauí é o 2º estado do Nordeste que mais aplicou a primeira dose de vacinas contra Covid-19. Os dados divulgados pelo Consórcio de Veículos de Imprensa, nesta quinta-feira (11), apontam que 72,89% da população piauiense já tomou pelo menos uma dose da vacina contra o coronavírus. Em números globais são 2.397.468 piauienses com a D1.

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O secretário de Estado da Saúde, Florentino Neto, comemora a informação e diz que esse resultado é fruto de um trabalho contínuo realizado pela Sesapi em parceria com os municípios. “Esse é o resultado de todo um esforço do Governo do Estado, Sesapi, secretarias municipais de Saúde e de cada equipe de vacinação. Mas nós não podemos parar, o momento é de seguir avançando para que possamos sair desta pandemia”, destaca o gestor.

De acordo com os números do Consórcio, com relação à segunda dose ou a vacina de dose única o Piauí já está com 52.74% de pessoas com o seu esquema vacinal completo. O que equivale em números gerais a 1.734.626 de piauienses imunizados contra a Covid-19. Nesta etapa o Piauí está em quinto lugar entre os estado do Nordeste que mais vacinaram.

“Agora pedimos que cada município faça uma busca ativa, em seus sistemas, das pessoas que estão faltando completar o seu esquema vacinal, para que todos possam receber sua segunda dose, porque não podemos parar um minuto nesta luta contra a Covid-19. E nesta quarta-feira(10) não tivemos óbitos pela doença e essa é a nossa busca para cada dia”, reforça Florentino Neto.

Até esta quinta-feira (11) o estado do Piauí já aplicou 4.199.162 de doses das vacinas que combatem a Covid-19. Também já estão sendo aplicada, em 85 municípios do estado, a segunda dose em adolescentes de 12 a 17 anos, além de 89.855 pessoas que já receberam a dose de reforço.

Os dados do Consórcio de Veículos de Imprensa têm como base as informações do Vacinômetro da Sesapi, que leva em conta a população total do estado, que é de 3.281.480, segundo o IBGE.

Com relação aos números contabilizados pelo Sistema de Informação do Plano Nacional de Imunização (SI-PNI), que são baseados na população vacinável (pessoas em idade autorizada pela Anvisa para receber os imunizantes), o estado do Piauí já alcançou a meta de 100% da população acima de 18 anos com a primeira dose e 70% recebeu a segunda dose ou a dose única e está com o seu esquema vacinal completo.

Sesapi

A vacina anti-Covid CoronaVac se mostrou segura para aplicação em crianças e adolescentes de 3 a 17 anos em estudos que estão sendo conduzidos na África do Sul, Chile, Malásia e Filipinas, afirmaram na terça-feira (9) o fabricante chinês, Sinovac Biotech, e o Instituto Butantan, parceiro do laboratório no Brasil.

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O comunicado do Butantan ressalta que 2.140 indivíduos de 6 meses a 17 anos participam dos estudos, sendo que os resultados preliminares indicam segurança a partir de 3 anos de idade. "Para os mais novos, a pesquisa continua em andamento", acrescenta o comunicado.

Ainda de acordo com o fabricante, os efeitos adversos foram mais frequentes após a primeira dose e menores depois da segunda injeção. As reações mais comuns envolveram dor no local da injeção, dor de cabeça e febre. Não foram registrados eventos graves ou inesperados.

"O estudo fornecerá uma base científica mais sólida para que os países realizem com segurança a imunização de suas crianças e adolescentes contra o SARS-CoV-2. Várias nações, incluindo Chile, Equador, El Salvador, Colômbia, Camboja e Indonésia, já aprovaram o uso de CoronaVac para pessoas saudáveis na faixa de 3 a 17 anos. Na China, até o fim de outubro, mais de 110 milhões de doses da vacina do Butantan e da Sinovac foram administradas a menores de 18 anos", sublinha o Instituto Butantan.

No Brasil, a entidade pediu autorização da Anvisa para aplicação da CoronaVac em pessoas a partir de 3 anos, mas a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) rejeitou a solicitação por unanimidade, em 18 de agosto, alegando insuficiência de dados sobre a segurança da vacina nesse grupo. Todavia, caso haja novos dados, um novo pedido pode ser encaminhado ao órgão regulador.

A CoronaVac ainda não obteve o registro sanitário definitivo na Anvisa — é aplicada sob autorização temporária de uso emergencial —, o que deve excluir o imunizante do PNI (Programa Nacional de Imunizações) após o fim do período pandêmico, segundo o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga.

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Foto: Evaristo Sá/AFP

Com um crescente número de pessoas que faltam à aplicação da segunda dose contra a Covid-19 , o secretário de Saúde, Florentino Neto, chama a atenção para os riscos que a vacinação incompleta representa para a política de contenção do coronavírus no estado. Apenas no Piauí, segundo dados da FioCruz, 194.594 pessoas não voltaram para tomar a segunda dose. No Brasil, já são 14.097.777 faltosos.

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“Estou muito preocupado com essa situação. Pois quase duzentas mil pessoas que tomaram a primeira dose da vacina contra a Covid, não voltaram para receber a segunda dose. Quem não completou o esquema vacinal não está imunizado e é necessário tomar as duas doses para poder ter uma taxa de proteção considerada aceitável”, destaca Florentino.

O secretário Florentino Neto pediu, mais uma vez, que essas pessoas realizem imediatamente a vacinação, pois além de não estar protegida, ela põe em risco também quem convive com ela e podem estimular o aparecimento de novas variantes.

“Queremos conclamar as pessoas que compareçam ao posto de vacinação para receber a segunda dose da vacina. Se imunizar é uma prova de respeito ao próximo e a própria vida”, destaca o gestor. “Tomem a segunda dose e quem tiver direito, tome a terceira, pois só a imunização completa vai nos livrar desse vírus que já matou 7.118 piauienses”.

O atraso na aplicação da segunda dose leva em conta as pessoas que tomaram a primeira dose do imunizante, mas que não receberam a segunda dose após 14 dias do prazo previsto no cartão de vacinação. A partir desse período ela passa a ser considerada faltosa.

O infectologista José Noronha, diretor do Hospital Natan Portela e membro do COE, explica quais as consequências de não se completar o ciclo de imunização. “A falta dessa segunda dose, possibilitada o surgimento de novas variantes e uma dessas podem escapar das vacinas, por isso é de fundamental importância que se completem o ciclo vacinal. Além disso a vacinação ela existe em um contexto de saúde pública, e só funciona quando vacinamos toda à população e isso já demonstrado cientificamente, por diversos experimentos feitos, que quando tivermos 70% da população brasileira vacinada a tendência é que os casos e óbitos sejam controlados”, reforça o médico.

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puluascovidAs empresas farmacêuticas norte-americanas MSD (Merck Sharp and Dohme) e Pfizer anunciaram resultados animadores para os primeiros tratamentos orais contra a Covid-19, enquanto um antidepressivo também mostrou sinais promissores, o que pode abrir um novo capítulo na luta contra a pandemia. O que são esses tratamentos?

Fala-se em tratamentos orais, com pílulas ou comprimidos, que seriam administrados assim que surgissem os primeiros sintomas da Covid-19, com o objetivo de evitar formas graves da doença e, portanto, a hospitalização.

Após meses de pesquisas, dois gigantes farmacêuticos americanos acabam de anunciar que conseguiram fazer isso: a MSD, no início de outubro, com o molnupiravir; e a Pfizer, na sexta-feira (5), com o paxlovid.

Trata-se de antivirais que atuam para reduzir a capacidade de replicação do vírus e, assim, desacelerar a progressão da doença.

Ambas as empresas relatam uma forte diminuição no número de hospitalizações entre os pacientes que fizeram seu tratamento — pela metade para o molnupiravir, e quase 90% para o paxlovid —, embora comparações diretas sobre a eficácia não sejam possíveis devido aos diferentes protocolos de estudo.

Em paralelo, um antidepressivo que já é de domínio público, a fluvoxamina, apresentou resultados animadores na prevenção de formas graves da Covid-19, segundo um estudo publicado em outubro por pesquisadores brasileiros na revista Lancet Global Health. Por que é importante?

Caso se confirme que essas drogas são eficazes, esse será um grande passo à frente no combate à Covid-19, porque complementariam, mas não substituiriam, a vacinação no arsenal terapêutico contra o vírus.

Embora já existam tratamentos — principalmente na forma de anticorpos sintéticos —, eles são medicamentos para pacientes que já sofrem formas graves da doença, além de serem injetados por via intravenosa, portanto complexos de administrar.

AFP

Foto: Divulgação MSD