A 10º Coordenação de Saúde Regional de Floriano-PI recebeu mais uma remessa das doses que visam a combater o novo coronavírus. As informações são do Chico Alves, que está como coordenador do órgão.
De acordo com ele, se trata de 43ª remessa do imunizante e o recebimento foi nessa sexta-feira, 15, por volta das 11:40h por uma equipe de profissionais do órgão em saúde.
As doses são da Astrazeneca, Butantan e Pfizer e chegaram exatas 17.521 doses, sendo que 5.950 doses ficaram em Floriano. As demais são para as cidades da Regional.
A pandemia de Covid-19 pode ter contribuído para o surgimento de novas superbactérias resistentes a antibióticos. Isso porque, segundo o professor de otorrinolaringologia da Santa Casa de Porto Alegre, Geraldo Sant’anna, a preocupação com a saúde e o medo de contrair o novo vírus fizeram com que muitas pessoas utilizassem o medicamento sem acompanhamento médico ou de maneira indiscriminada.
A azitromicina, por exemplo, antibiótico que faz parte do chamado “kit Covid”, foi amplamente utilizada como forma de tratamento precoce para prevenir a Covid-19, mesmo não havendo nenhuma evidência científica de que o fármaco seria capaz de impedir o contágio ou o aparecimento de sintomas da doença. Nesse cenário, microrganismos podem ficar suscetíveis a mutações e ganhar mais força até ficarem resistentes aos antibióticos, dando origem a bactérias mais difíceis de combater.
“Uma avaliação equivocada ou até a insistência em determinadas condutas podem resultar em prescrição de antibióticos desnecessariamente. O risco é que, com o tempo, infecções bacterianas simples se tornem cada vez mais difíceis de ser combatidas, podendo levar a quadros mais graves ou até a morte. E isso é mais comum e muito mais perigoso do que se imagina”, explica Sant’anna.
A OMS (Organização Mundial da Saúde) classifica a resistência bacteriana como um dos grandes problemas de saúde global, que, caso não seja tratado, poderá levar a óbito até 2050 mais pessoas do que a Covid-19.
“As superbactérias acontecem mais comumente no ambiente de UTI (Unidade de Terapia Intensiva), em pacientes com casos graves, devido ao uso de muitos antibióticos”, ressalta o especialista. Apesar das mutações, Sant’anna conta que o diagnóstico é similar ao realizado para bactérias comuns. “Geralmente se coleta o material dos pulmões para identificar o tipo de bactéria que está causando a doença e, assim, procurar um método de combatê-la”, explica.
A fim de evitar o surgimento de novos tipos de bactéria, o especialista recomenda tratar os sintomas com cautela, mas lembra que apenas um médico é capaz de identificar a sua origem e a forma adequada de tratamento.
“Evitar o consumo inadequado e excessivo de antibióticos é a principal medida a ser tomada [para evitar o surgimento de superbactérias]. Em caso de infecções virais, é necessário observar e apenas tratar os sintomas, com remédios para combater a dor e a febre, para que o paciente passe pelo período natural da doença com menos desconforto”, destaca.
O órgão regulador europeu de medicamentos anunciou nesta quinta-feira (14) que começou a testar coquetel de anticorpos contra a Covid-19, fabricado pela farmacêutica sueca AstraZeneca, o que pode levar à autorização do União Europeia.
O laboratório garante que pode ser eficaz na prevenção de Covid-19 em pacientes frágeis. Testes mostraram que a droga AZD7442, uma combinação de anticorpos, reduz sintomas graves e mortes por Covid-19, informou o laboratório na última segunda-feira. A decisão de examinar o coquetel de anticorpos, também conhecido como Evusheld, "é baseada em resultados preliminares de estudos clínicos, que sugerem que o medicamento pode ajudar a proteger contra doenças", disse a Agência Européia de Medicamentos (EMA), com sede em Amsterdã.
Podem se passar meses entre o início de uma avaliação em andamento da EMA e uma possível autorização.
Os anticorpos monoclonais, que reconhecem uma molécula específica de um vírus ou bactéria, são versões sintéticas de anticorpos naturais. Eles são administrados para pessoas que infectadas e ajudam a aliviar as deficiências do sistema imunológico. Eles diferem de uma vacina, porque estimulam o corpo a produzir sua própria resposta imunológica.
O ensaio do medicamento AZD7442 "produziu uma redução estatisticamente satisfatória em casos graves de Covid-19 ou mortes relacionadas à doença, em comparação com o placebo em pacientes ambulatoriais com sintomas leves a moderados" da doença, de acordo com a AstraZeneca.
O ensaio clínico envolveu 903 pessoas, 90% das quais eram pacientes com alto risco de desenvolver formas graves da infecção.
Mais um remédio
A empresa farmacêutica suíça Roche entrou com uma ação na segunda-feira para comercializar seu coquetel de anticorpos sintéticos Ronapreve na União Europeia.
Na semana passada, a EMA anunciou que em poucos dias poderá começar a examinar uma pílula produzida pelo laboratório americano Merck, que está sendo analisada pelo FDA (agência reguladora dos Estados Unidos).
As Unidade Básicas de Saúde de Floriano estarão em funcionamento nesse sábado, não somente para a vacinação nas crianças, mas também para dar continuidade a vacina contra a COVID-19.
As informações, numa entrevista ao Portal Piauí Notícias, são do James Rodrigues, secretário Municipal da Saúde de Floriano.