remediocovidA Organização Mundial da Saúde (OMS) confirmou nesta terça-feira (12) que está estudando os dados de eficácia do Molnupiravir, medicamento de uso por via oral contra a Covid-19 desenvolvido pela companhia farmacêutica MSD.

A informação foi divulgada pouco depois que a empresa entrou com pedido de uso emergencial nos Estados Unidos.

"É um progresso interessante, embora ainda tenhamos que ver os dados completos. Poderia ser uma nova arma na luta contra a pandemia", afirmou Christian Lindmeier, porta-voz da OMS, em entrevista coletiva concedida na sede da agência, em Genebra, na Suíça. Os comprimidos da MSD, se aprovados, poderiam se tornar o primeiro tratamento oral contra a Covid-19, sendo mais simples de ser utilizados do que os medicamentos intravenosos.

Além disso, é o primeiro medicamento desenvolvido com foco nos casos mais leves da doença provocada pelo novo coronavírus, que não requerem, a princípio, internação hospitalar.

Lindmeier, no entanto, destacou que vacinas e remédios não são as únicas armas atuais contra a Covid-19, destacando a necessidade da manutenção do uso de máscara e do distanciamento físico entre as pessoas, especialmente nos casos em que não há acesso aos medicamentos.

Após apresentar pedido de uso emergencial à agência reguladora de produtos farmacêuticos e alimentos dos Estados Unidos (FDA), a MSD afirmou em comunicado que se submeterá ao mesmo procedimento em outros países nos próximos meses.

No início deste mês, a companhia farmacêutica divulgou que as análises preliminares que realizou indicaram que o Molnupiravir reduziu em 50% o risco de hospitalização ou de morte entre pacientes com Covid-19.

EFE

Foto: Divulgação/Merk

biotechEstão previstas para chegar ao Piauí, na tarde desta segunda-feira (11), mais 52.650 mil novas doses da vacina Pfizer/BioNTech, enviadas pelo Plano Nacional de Imunização. A nova remessa será destinada para a vacinação, em segunda dose, da população de 18 a 59 anos.

O dia previsto para a imunização em D2 deste grupo é seguido de acordo com calendário estabelecido por cada município. “Estamos alinhando nossos esforços com os municípios para avançar na imunização da população do Piauí, que é de fundamental importância para aumentar a cobertura vacinal contra a Covid-19 e superar essa pandemia”, reforçou o secretário de Estado da Saúde, Florentino Neto.

Assim que chegarem ao estado as vacinas serão enviadas para a Rede de Frio, da Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi), onde equipes da Coordenação de Imunização farão a conferência e armazenamento e tão logo o envio aos municípios.

Sesapi

coronaA fim de acelerar a imunização do povo piauiense, o Estado do Piauí comprou 500 mil doses da vacina CoronaVac, adquiridas diretamente junto ao Instituto Butantan. A primeira remessa, com 200 mil unidades, chega na tarde desta sexta-feira (8).

O governador Wellington Dias ressalta a importância e o esforço para a chegada dessas vacinas adquiras por meio de compra direta. “Estamos trabalhando para ampliar a vacinação. Para isso, era necessário o aumento da remessa de vacinas. Graças à integração dos estados, atuando juntos em prol de um objetivo maior, que é o de salvar vidas, estamos recebendo mais vacinas para população piauiense. Esta entrega é fruto de uma compra independente que fizemos junto ao Instituto Butantan”, esclarece Wellington Dias.

As vacinas serão destinadas para a imunização da população de 18 a 59 anos. “Esta compra faz parte do empenho que o governador Wellington Dias vem fazendo para garantir a ampliação da vacinação do povo piauiense. Hoje, vamos receber a primeira remessa da compra direta com o Butantan e, muito em breve, virão às demais doses que foram adquiridas”, disse o secretário de Estado da Saúde, Florentino Neto.

Com o recebimento desta grande quantidade de imunizantes, o Piauí vai poder destinar as doses da Pfizer, que serão entregues do Programa Nacional de Imunização, para os adolescentes de 12 a 17 anos, que só podem receber esta vacina e também direcioná-las para a dose de reforço dos idosos acima de 60 anos, imunossuprimidos e profissionais da saúde. “A chegada destas doses vai permitir mais celeridade na nossa campanha de vacinação isso é um ganho para todo nosso povo”, destaca o gestor.

Sesapi

ciculaçaoA Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) divulgou, nesta quinta-feira (7), o boletim do Observatório da Covid-19 referente à semana epidemiológica de 26 de setembro a 2 de outubro e advertiu que, mesmo com a constante queda no número de novos casos e de mortes por Covid-19, a circulação do vírus segue ativa no Brasil.

Os pesquisadores reafirmam a necessidade de manter as medidas preventivas para tentar barrar a circulação do coronavírus. Desde o mês de julho, o Índice de Permanência Domiciliar está próximo a zero.

 Mesmo com as pessoas vacinadas, os pesquisadores lembram que os imunizantes não evitam completamente a infecção e a transmissão do vírus. A recomendação é que, enquanto o país caminha para um patamar ideal de cobertura vacinal, medidas de distanciamento físico, uso de máscara e higienização das mãos sejam mantidas e que atividades com concentração e aglomeração de pessoas só ocorram com comprovante de vacinação.

“Não é prudente e oportuno falar em prazos concretos e datados para o fim da pandemia, e sim garantir que tomemos as medidas necessárias para que esse dia possa se aproximar mais rápido”, afirmam os cientistas.

Ao longo da última semana foram registrados em média 16.500 casos confirmados e 500 óbitos por Covid-19, uma pequena alta do número de casos (0,4 % ao dia) e queda no número de óbitos (0,7% ao dia). A circulação de pessoas nas ruas e a positividade de testes permanecem altas.

"A irregularidade do fluxo de notificação serve como alerta para as consequências de decisões por vezes inoportunas ou baseadas em dados incompletos e atrasados. A tendência de estabilidade ou redução desses indicadores, mesmo considerando as oscilações verificadas nas últimas semanas epidemiológicas, demonstra que a campanha de vacinação está atingindo um dos seus principais objetivos, qual seja, a redução do impacto da doença, produzindo menos óbitos e casos graves, no entanto sem o bloqueio da transmissão do vírus. Ao observar no tempo a evolução dos óbitos e da cobertura vacina, chama atenção o fato de que as curvas possuem direção oposta" dizem os pesquisadores.

Com relação à ocupação de leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) de Covid-19, a maioria dos estados tem índices inferiores a 50%. O Espírito Santo se mantém na zona de alerta intermediário desde 20 de setembro e é a exceção mais preocupante porque, apesar da manutenção no número de leitos, apresenta taxa de ocupação de 75%. O Distrito Federal voltou à zona de alerta crítico, com 83%, após semanas de redução de leitos de Covid-19.

Os estados de Mato Grosso do Sul e Goiás apresentaram pequenos aumentos nas taxas, o que não parece decorrência somente da redução de leitos disponíveis. Diminuições na quantidade de leitos abertos ocorreram, por outro lado, em Rondônia, Amazonas, Tocantins, Maranhão, Piauí, Ceará, Pernambuco, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Paraná, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Goiás.

R7

Foto: Diorgenes Pandini, BD