florentiononetoO estado do Piauí atingiu à marca de 30% de sua população com o esquema vacinal completo contra a Covid-19. Outro dado relevante é que 61.18% dos moradores do estado já tomaram sua primeira dose da vacina. Os números são do Vacinômetro da Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi).

Para completar o esquema vacinal é necessário que a pessoa tenha tomado às duas doses dos imunizantes que precisam do reforço, ou recebido à vacina de dose única. “Finalizar o esquema de vacinação é de suma importância para que a população fique protegida contra o vírus e percebemos, através dos números que as pessoas estão fazendo sua parte e já atingimos 30% dos piauienses imunizados contra o coronavírus”, destaca o secretário de Estado da Saúde, Florentino Neto.

Os números do Vacinômetro apresentam que já foram aplicadas 2.007.616 vacinas de primeira dose, 934.820 segundas doses e 49.585 imunizantes de dose única. “Esse avanço na vacinação é a demonstração de um esforço conjunto entre Governo do Piauí, Sesapi e municípios, para que a vacina possa chegar mais rápido no braço dos piauienses”, pontua o gestor.

Diferente do Sistema de Informação do Plano Nacional de Imunização (SI-PNI), que estima como população vacinável do estado 2.378.190, que são todos os adultos acima de 18 anos e grupos prioritários o Vacinômetro da Sesapi considera, para contabilizar os dados, a população geral do estado, estipulada pelo DATASUS em 3.281.480 milhões.

“Nos dados do SI-PNI, o Piauí já contabiliza 3.085.056 milhões de doses aplicadas, nesse sistema o estado também já conta com 1.031.131 pessoas com esquema vacinal completo. Esse é o do programa oficial de cadastro de dados dos vacinados, onde são inseridas todas às informações sobre a pessoa que recebeu a vacina”, explica o superintendente de Atenção Primária à Saúde e Municípios, Herlon Guimarães.

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astrazennCom a normalização da produção da vacina anticovid da AstraZeneca, o Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos) da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) entrega nesta semana mais de 4,6 milhões de doses ao Ministério da Saúde.

A primeira remessa, com 937 mil doses, será enviada ainda nesta segunda-feira (20), informou a Fiocruz em nota.

O cronograma de entrega das demais vacinas será divulgado conforme elas forem sendo liberadas.

Na semana passada, após duas semanas sem enviar vacinas ao ministério por falta de matéria-prima, a Fiocruz retomou a produção e liberou 4,5 milhões de doses.

O total de vacinas da AstraZeneca já entregues pela Fiocruz ao governo se aproxima de 100 milhões de doses.

Bio-Manguinhos prevê para quarta-feira (22) o recebimento de IFA (ingrediente farmacêutico ativo) para o envase de 5,2 milhões de doses.

R7

Foto: DADO RUVIC / Reuters

vacinassAs vacinas da Pfizer-BioNTech serão destinadas para a dose de reforço dos idosos acima de 70 anos, que deverá ser administrada seis meses após a última dose do esquema vacinal (segunda dose ou dose única), independente do imunizante aplicado e da população com alto grau de imunossupressão, na qual a aplicação do reforço deve acontecer em 28 dias após a última dose do esquema básico. Já as da CoronaVac/Butantan são para primeira e segunda dose da população em geral. 

“A vacina a ser utilizada para a dose adicional deverá ser, preferencialmente, da plataforma de RNA mensageiro (Pfizer/Wyeth) ou, de maneira alternativa, vacina de vetor viral (Janssen ou Astrazeneca), segundo a nota técnica enviada pelo Ministério da Saúde. Os critérios para classificação como população com alto grau de imunossupressão também estão definidos no documento ”, pontua o superintendente de Atenção Primária à Saúde e Municípios, Herlon Guimarães. 

Está prevista ainda a chegada de 39.500 doses de FioCruz/AstraZeneca, na tarde desta segunda-feira (20). “As vacinas que chegaram neste final de semana serão enviadas a partir de hoje, para as regionais de saúde, onde os municípios farão a retirada. Pedimos que os gestores organizem seus calendários para continuar com a vacinação da população em geral e à aplicação da dose de reforço”, lembra o gestor.

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janssenA Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) notificou a Janssen (braço farmacêutico da Johnson & Johnson) para que adicione, em até 30 dias, novos eventos adversos associados à vacina contra covid-19 fabricada por ela à bula do produto.

Segundo o órgão regulador, o monitoramento de farmacovigilância da vacina da Janssen no Brasil detectou as seguintes reações que não constavam na bula:  linfadenopatia (aumento do tamanho e/ou número de linfonodos, como o aparecimento de caroços no pescoço), parestesia (sensação de dormência em alguma parte do corpo) e hipoestesia (diminuição da sensibilidade da pele), tinido (zumbido no ouvido), bem como diarreia e vômitos.

O procedimento é normal, tendo em vista que se trata de um fármaco recém-desenvolvido, salienta a agência.

"Com o passar do tempo de comercialização e uso de quaisquer medicamentos no mundo todo, incluindo as vacinas, novos eventos adversos podem ser identificados. É por isso que existe a farmacovigilância, que acompanha e avalia sistematicamente o perfil benefício-risco das vacinas.  Até o momento, os benefícios de todas as vacinas aprovadas pela Anvisa superam seus riscos."

A vacina de dose única da Janssen começou a ser usada no Brasil em junho, após antecipação de cerca de 1,8 milhão de doses e doação de 3 milhões de doses por parte do governo dos Estados Unidos.

A maior parte deste quantitativo já foi aplicada. Segundo o LocalizaSUS, 4,53 milhões de doses da vacina haviam sido aplicadas até esta sexta-feira (17).

O Brasil comprou 38 milhões de doses da vacina da Janssen, sendo que os 36,2 milhões pendentes serão entregues entre outubro e dezembro.

R7

Foto: Robyn Beck/AFP