pifizerA Pfizer e a parceira alemã BioNTech disseram nesta segunda-feira (16) que apresentaram dados primários de um teste de estágio inicial à FDA (Agência de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos), como parte de uma solicitação que pede autorização para uma dose de reforço de sua vacina contra a covid-19.

Os dados também serão submetidos à EMA (Agência Europeia de Medicamentos) e a outras autoridades regulatórias nas próximas semanas, disseram as farmacêuticas.

No teste, a terceira dose desencadeou anticorpos neutralizantes consideravelmente maiores contra o vírus SARS-CoV-2 original na comparação com os níveis observados após a série primária de duas doses, assim como contra as variantes Beta (África do Sul) e Delta (Índia), segundo os laboratórios.

Todos os pacientes receberam a terceira dose da vacina da Pfizer/BioNTech de oito a nove meses depois da administração da segunda dose.

Os resultados de um teste de estágio avançado de avaliação da terceira dose são esperados para breve e serão apresentados à FDA, EMA e outras autoridades regulatórias de todo o mundo, disseram as empresas.

Na semana passada, autoridades regulatórias dos EUA autorizaram uma terceira dose das vacinas contra covid-19 da Pfizer/BioNTech e da Moderna para pessoas com imunidade comprometida que provavelmente têm uma proteção menor dos regimes de duas doses.

Reuters

Foto: MARCO BELLO/REUTERS

Dando continuidade aos esforços para assegurar o acesso da população a consultas e exames especializados, nesse sábado na Unidade Básica de Saúde  João Elias Oka, bairro Bosque, em Floriano, houve o mutirão de ultrassonografias que visa atender pacientes de Floriano e região.

O trabalho será continuo e faz parte das ações da saúde em movimento.

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Para visualizar a grande procura por esse tipo de exame, apenas de Floriano, existem mais de 380 pessoas que esperavam a realização de algum tipo de ultrassonografia.

O que a Saúde do Município está programando é que, em breve, as filas de espera estejam zeradas.

Da redação

sindromePesquisadores da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) alertam que é possível uma retomada no crescimento de casos de SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave), frequentemente relacionados à covid-19. Segundo Boletim InfoGripe divulgado nesta 6ª feira (12.ago.2021), foi identificada uma interrupção na tendência de queda dos casos e mortes relacionados à síndrome. Desde 2020, 71% dos casos de SRAG foram causados por vírus respiratórios no país e, entre eles, o SARS-CoV-2 responde por 96,6%.

O estado do Rio de Janeiro é o único a apresentar uma forte probabilidade (95%) no crescimento de casos de SRAG quando são analisadas as últimas 6 semanas. Essa é a 1ª vez em que essa tendência é detectada no estado, que concentra o maior número de casos confirmados da variante delta no Brasil.

Os estados de Mato Grosso do Sul e Acre também apresentam tendência de crescimento nesse tipo de análise, com probabilidade de 75%. Na análise de curto prazo (últimas 3 semanas), Mato Grosso do Sul apresenta forte probabilidade de crescimento, e também tendem a crescer a Bahia, Sergipe, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul.

Pesquisadores usam a análise de 6 semanas para uma avaliação da tendência de casos de SRAG com menor peso de oscilações semanais. Já a de 3 semanas, apesar de conter mais oscilações, indica possíveis alterações no comportamento de longo prazo.

Modificações de tendência foram percebidas no Paraná, Rio Grande do Sul e em São Paulo, onde foi observado sinal de estabilidade na tendência de longo prazo e sinal moderado de crescimento na tendência de curto prazo. Já na Bahia e em Sergipe, observa-se sinal de queda no longo prazo, com sinal moderado de crescimento na tendência de curto prazo.

Sinais de estabilidade nas tendências de curto e longo prazo foram registrados no Amazonas, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Minas Gerais, Pernambuco, Rondônia e Santa Catarina. Já Pará, Roraima, Maranhão, Tocantins e Alagoas apresentam tendência de queda nas duas análises.

Quando se concentra nas capitais, a pesquisa mostra que há 9 com tendência de queda no longo prazo. Florianópolis registra sinal forte de crescimento na tendência de longo prazo e moderado na de curto prazo. Já Porto Alegre e Rio de Janeiro apresentam sinal moderado de crescimento tanto no curto quanto no longo prazo.

Há indicativos de estabilização nas tendências de longo e curto prazo em Belém (PA), Belo Horizonte (MG), Plano Piloto de Brasília e arredores (DF), Fortaleza (CE), Goiânia (GO), Macapá (AP), Manaus (AM), Porto Velho (RO), Recife (PE) e Vitória (ES).

Com informações da Agência Brasil.

Foto: iktor Forgacs (via Unsplash)

gamaplusPesquisadores brasileiros encontraram uma nova versão da variante Gama do coronavírus, identificada em janeiro em Manaus (AM). A cepa chamada de Gama plus é descrita em um trabalho feito pelo projeto Genov, da rede de laboratórios Dasa.

Os cientistas analisaram 1.380 amostras de pessoas com covid-19 no país. Onze delas (Gama plus) tinham a mutação P681H, o que os autores do relatório classificaram como "convergente com características da Delta, variante que geralmente apresenta essa alteração estrutural". Em termos científicos, um aminoácido presente na "coroa" do coronavírus, chamado prolina, é substituído por outro, a histidina.

"A gente chama de Gama plus quando uma mutação que ela adquiriu acontece em alguma posição do genoma do vírus que indica algo de risco. Essas Gama plus têm uma mutação em um sítio de furina que é muito importante para a infecção viral na célula e que é uma mutação que já foi vista tanto na variante preocupação Alfa (Reino Unido) quanto na variante indiana (Delta)",explica José Eduardo Levi, coordenador do Genov e virologista da Dasa, em entrevista ao R7.

Levi acrescenta que "é certo" que essa mutação torna a variante Gama plus mais transmissível do que a Gama tradicional.

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As amostras de Gama plus foram encontradas em Goiás (5), Tocantins (2), Mato Grosso (1), Ceará (1), Santa Catarina (1) e Paraná (1).

O pesquisador diz acreditar que a mutação tenha origem no Amazonas, onde a rede da Dasa não tem cobertura.

Mas já há, segundo ele, um levantamento da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) que mostra que 78% dos novos casos de covid-19 no Amazonas em julho foram causados pela Gama plus.

"Eu acho que essas que nós detectamos estão vindo da Amazônia para cá, porque pela distribuição dos estados, Goiás, Mato Grosso... você tem essa sensação de que está vindo de lá para cá. "

Mais parecida com a Delta? A mutação P681H, "em tese", torna a Gama plus mais parecida com a Delta no quesito facilidade de transmissão, diz Levi. No entanto há outras variáveis que podem determinar se ela vai se espalhar ou não.

Ele exemplifica o caso de infecções em cidades pequenas, com indivíduos que cumpram o isolamento e usem máscaras. Seria um cenário com poucas chances de disseminação do vírus.

O contrário ocorreria se a Gama plus chegasse aos grandes centros urbanos, "onde ela tem possibilidade de explodir", observa.

Vigilância é fundamental Levi ressalta a importância do monitoramento genômico do coronavírus a fim de identificar não apenas as variantes importadas, como a Delta, mas mutações nas variantes que já são predominantes aqui — no caso, a Gama — e que podem se tornar mais fortes.

"O propósito do Genov e de outros projetos de vigilância genômica é ver se está aumentando, se está expandindo, se está indo para outras cidades. Antes nós achamos 11 [Gama plus]. Se na próxima rodada eu acho 110, já é um baita aumento."

O trabalho do Genov aponta que 95% das amostras analisadas eram da variante Gama, que foi responsável pelo pior momento da pandemia no Brasil, entre março e abril, quando o país chegou a registrar mais de 4.000 mortes em um único dia.

R7

 

Foto: Divulgação/National Institute Of Allergy And Infectious Diseases