O Acidente Vascular Cerebral (AVC) é uma das principais causas de mortes e incapacidades no Brasil e no mundo. Embora os sinais mais comuns, como fraqueza facial e dificuldades na fala, sejam amplamente conhecidos, existem outros sintomas menos evidentes que também merecem atenção.

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Sintomas incomuns de AVC: O que observar O AVC pode se manifestar de maneiras surpreendentes, e nem sempre os sintomas são fáceis de identificar. Além da fraqueza nos membros e dificuldades na fala, que são os sinais mais conhecidos, outras condições podem indicar um AVC, como:

Alterações na visão: O embaçamento ou visão dupla, afetando um ou ambos os olhos, pode ser um sinal de alerta. Além disso, movimentos oculares anormais também podem ocorrer, principalmente em casos de AVC isquêmico ou hemorrágico.

Tontura e perda de coordenação: Um início súbito de tontura e falta de coordenação também são sintomas a serem observados, pois aumentam o risco de quedas.

Náuseas e cansaço extremo: Alguns pacientes relatam náuseas e vômitos repentinos, além de uma sensação de cansaço inexplicável.

Dor de cabeça intensa: A dor de cabeça súbita e severa pode ser o único sinal de um AVC hemorrágico, que ocorre quando um vaso sanguíneo no cérebro se rompe, geralmente devido à pressão alta.

AVC hemorrágico e isquêmico: diferenças importantes

O AVC pode ser classificado em duas categorias principais: o hemorrágico, causado pelo rompimento de vasos sanguíneos, e o isquêmico, que ocorre quando o fluxo sanguíneo é interrompido, resultando na morte das células cerebrais. Ambos exigem atenção imediata, e o tratamento rápido pode reduzir os danos a longo prazo.

Fatores de risco: Quem está mais suscetível?

Diversos fatores aumentam as chances de ocorrência de um AVC, sendo fundamental conhecê-los para prevenção:

Hipertensão arterial é o maior fator de risco.

Diabetes tipo 2 e colesterol elevado também contribuem significativamente.

Sedentarismo, obesidade e tabagismo aumentam o risco.

Idade avançada e histórico familiar também são determinantes.

Portanto, é essencial adotar hábitos saudáveis e monitorar regularmente a saúde para reduzir os riscos de AVC.

Catrca Livre

Foto: © Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo./DepositPhotos

 

Autoridades europeias alertaram que o uso de minoxidil, um medicamento popular contra a queda de cabelo, pode provocar uma condição rara em bebês chamada hipertricose, ou “Síndrome do Lobisomem”.

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Essa condição faz com que pelos cresçam de forma excessiva no rosto e corpo. Desde 2023, autoridades registraram 11 casos na Europa. Na Espanha, por exemplo, um bebê apresentou pelos nas costas e pernas após entrar em contato indireto com o minoxidil que o pai usava.

Os bebês entram em contato com o remédio por meio da pele, boca ou cabeça dos pais. Quando os pais interrompem o uso do medicamento, o crescimento excessivo de pelos nos filhos desaparece.

Embora o problema seja reversível, o minoxidil apresenta riscos graves para crianças pequenas, como efeitos no coração e nos rins.

Os fabricantes criaram o minoxidil originalmente para tratar hipertensão. Porém, como o remédio estimula o crescimento capilar, as pessoas começaram a usá-lo em tratamentos para calvície e alopecia.

Diante do aumento de casos, a Agência Europeia de Medicamentos ordenou que os fabricantes incluam advertências nas bulas. O texto orienta os pais a procurar um médico se perceberem pelos excessivos nos filhos enquanto usam o medicamento.

Embora rara, a hipertricose pode causar traumas psicológicos significativos. Apesar disso, tratamentos como depilação a laser podem ajudar a controlar os sintomas.

Pais devem usar o minoxidil apenas sob orientação médica, especialmente se convivem com bebês. Em alguns casos, a “Síndrome do Lobisomem” pode ser genética, mas também pode ser adquirida devido ao uso de medicamentos, como aconteceu com os 11 bebês.

BossaNews Brasil

©Foto: Reprodução/Daily Star

Dormir em horários irregulares pode levar a ataques cardíacos e derrames, alertam cientistas. Pesquisadores afirmam que, mesmo se conseguirmos dormir oito horas por noite, adormecer em horários inconsistentes aumenta o risco dessas condições.

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Os especialistas examinaram dados de 72.269 pessoas com idades entre 40 e 79 anos que participaram do estudo do UK Biobank, nenhuma das quais tinha histórico de eventos cardíacos graves, como ataque cardíaco.

Eles usaram um rastreador de atividades por sete dias para registrar seu sono, com especialistas calculando uma pontuação do Índice de Regularidade do Sono (IRS) para cada pessoa.

Essa pontuação capturou a variabilidade diária na hora de dormir, hora de acordar, duração do sono e despertares durante a noite, com as pessoas recebendo uma pontuação variando de 0 (muito irregular) a 100 (padrão de sono-vigília perfeitamente regular).

Todos no estudo foram agrupados em um grupo de sono irregular (pontuação SRI menor que 71,6), grupo de sono moderadamente irregular (SRI entre 71,6 e 87,3) ou grupo de sono regular (pontuação SRI acima de 87,3).

As pessoas foram acompanhadas por oito anos, período durante o qual os pesquisadores analisaram quantas delas sofreram de condições como ataque cardíaco, derrame e insuficiência cardíaca.

O estudo, publicado on-line no Journal of Epidemiology and Community Health, descobriu que, mesmo depois de levar em conta fatores que poderiam influenciar os resultados, como ingestão de café e níveis de exercícios, pessoas com sono irregular tinham 26% mais probabilidade de sofrer um derrame, insuficiência cardíaca ou ataque cardíaco do que aquelas com sono regular.

Os pesquisadores também descobriram que a pontuação do SRI era uma medida contínua, com o risco de ataque cardíaco e derrame aumentando quanto mais irregulares eram seus padrões de sono.

Qual a medida saudável de sono? No geral, a quantidade de sono recomendada para pessoas de 18 a 64 anos é de sete a nove horas por noite, e de sete a oito horas para pessoas com 65 anos ou mais.

Além de condições cardíacas, dormir menos do que o necessário pode causar problemas como cansaço, dificuldade de concentração e maior risco de doenças crônicas.

Catraca Livre

Foto: © Andrii Lysenko/istock

Um estudo descobriu que um novo medicamento, o anticorpo Trastuzumab Deruxtecan, pode aumentar a sobrevida de pacientes com câncer de mama HER2-positivo. Esse tipo de câncer representa cerca de 15-20% dos casos e é considerado mais agressivo.

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A medicina moderna divide o câncer de mama em diferentes tipos de acordo com as características biológicas.

De acordo com o médico oncologista Dr. Ramon Andrade de Mello, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Cancerologia, 50% dos pacientes com câncer de mama avançado e o marcador tecidual HER2 sofrerão de metástases cerebrais, que não foram possíveis de tratar com sucesso com medicamentos até agora.

“Quando a metástase cerebral acontece, os pacientes têm poucas chances de sobreviver nos próximos anos com as terapias existentes, como cirurgia e radioterapia. Mas o novo medicamento, testado na fase 3, está apresentando bons resultados”, diz o médico oncologista.

O que é o Trastuzumab Deruxtecan? A substância ativa em questão é um conjugado anticorpo-droga (ADC), unindo o anticorpo Trastuzumab que, uma vez injetado no corpo, acopla-se precisamente à proteína HER2, ao ingrediente ativo deruxtecan, que tem a função de matar células cancerígenas. “Esse ingrediente é ativo no tecido tumoral e dificilmente em qualquer outro lugar no resto do corpo. Essa seletividade é importante para não lesar células que não estão comprometidas”, explica o médico.

Detalhes do estudo Para determinar o benefício do conjugado anticorpo-droga para câncer de mama HER2-positivo, os investigadores fizeram o estudo DESTINY-Breast12, com mais de 500 pacientes com e sem metástases cerebrais, de 78 centros de câncer na Europa Ocidental, Japão, Austrália e Estados Unidos.

Os resultados mostraram que, em média, os pacientes – mesmo aqueles com metástases cerebrais – sobreviveram mais de 17 meses sem qualquer progressão do câncer. Mais de 60% dos pacientes sobreviveram 12 meses com estabilização do tumor.

Os pesquisadores detectaram regressão das metástases cerebrais em mais de 70% dos participantes e 90% de todos os pacientes estavam vivos um ano após o início do tratamento.

“Essas descobertas oferecem esperança aos pacientes com metástases cerebrais em particular”, diz o oncologista. O medicamento já está aprovado para uso na prática padrão, inclusive no Brasil.

No geral, o oncologista explica que esse conjugado tem “grande potencial para o tratamento do câncer de mama”, já que outros estudos também estão em andamento com bons resultados.

Dr. Ramon ressalta que, embora muitos casos de câncer de mama estejam associados a fatores genéticos e hereditários, o estilo de vida e a alimentação desempenham um importante papel na saúde do corpo e podem aumentar ou diminuir sua suscetibilidade.

De acordo com o médico, medidas que podem ajudar a prevenir o câncer de mama, baseado em importantes estudos científicos, incluem: dieta balanceada, rica em frutas e vegetais e evitando alimentos pró-inflamatórios como frituras e gorduras trans; evitar sobrepeso, atividades físicas regulares, pelo menos 1 hora, 3 dias por semana; evitar ingestão excessiva de bebidas alcoólicas e não fumar.

“Visitar regularmente o ginecologista e realizar a mamografia periodicamente de acordo com a orientação do médico também são atitudes importantes de prevenção”, finaliza o Dr. Ramon Andrade de Mello.

Catraca Livre

Foto: © andresr/istock