Embora os primeiros sinais de demência variem, existem alguns sintomas iniciais comuns, que – embora sutis -, podem ser observados em familiares.

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Os exemplos incluem fazer as mesmas perguntas repetidamente, ou confiar cada vez mais em lembretes ou em outras pessoas para se lembrar das coisas.

Outra possível indicação de demência é ter uma nova dificuldade em lidar com assuntos financeiros. Se uma pessoa sempre lutou para administrar suas finanças, esse sinal pode não ser relevante.

No entanto, se uma pessoa costumava ser financeiramente ligada a essa tarefa e agora acha difícil gerenciar suas contas, isso pode ser um sinal de alerta de declínio das capacidades mentais.

Uma indicação clara de demência é quando uma pessoa descobre que tarefas cotidianas se tornaram desafiadoras.

Por exemplo, se a pessoa não consegue mais se lembrar de como dirigir até o mercado ou não consegue se lembrar das regras de seu jogo favorito, ela pode ter demência.

Também é possível que a doença progressiva faça com que uma pessoa perca a noção de datas, locais e compromissos.

Também pode haver novos problemas com a linguagem falada e escrita, como dificuldade para se expressar.

Decisões estranhamente ruins também podem ser uma indicação de deterioração da função cerebral.

Assim como prestar menos atenção aos hábitos de cuidados pessoais, como banho e higiene.

Outro sinal de alerta para demência é quando a pessoa deixa de participar de atividades sociais, hobbies ou outros compromissos.

Também pode haver mudanças no humor e na personalidade, como ficar confuso, desconfiado, deprimido e ansioso.

Como é feito o diagnóstico de demência? Para o diagnóstico, o médico pode fazer uma série de testes para avaliar a função cognitiva, como testes de memória, habilidades motoras e reflexos. Também pode solicitar exames de sangue para descartar outras causas dos sintomas da demência, como deficiência de vitaminas ou problemas hormonais. Em muitos casos também é necessário exames de imagens, como a ressonância magnética e a tomografia computadorizada, que podem detectar anormalidades cerebrais.

Tratamento da demência Medicamentos: existem vários medicamentos que podem ajudar a controlar os sintomas da demência, como inibidores da colinesterase e antagonistas do receptor NMDA. Esses medicamentos podem ajudar a melhorar a função cognitiva e o humor. Terapia ocupacional: a terapia ocupacional pode ajudar as pessoas com demência a realizar atividades diárias, como se vestir e comer, com mais independência. Modificações do ambiente: algumas modificações simples no ambiente podem ajudar as pessoas com demência a se sentirem mais seguras e confortáveis em suas casas. Isso pode incluir a remoção de tapetes e a instalação de iluminação adicional. Estudo de Harvard mostra relação da demência com a poluição do ar Segundo um estudo realizado pela Universidade de Harvard, a poluição do ar pode estar diretamente ligada ao aumento do risco de demência em idosos.

A pesquisa acompanhou 63.038 mulheres de 70 a 81 anos durante 10 anos e descobriu que aquelas que moravam em áreas com altos níveis de poluição do ar eram mais propensas a desenvolver demência. Os pesquisadores observaram que, para cada aumento de 1 μg/m³ de material particulado fino (PM2,5), o risco de demência aumentou em 16%.

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Foto: © AlexSava/istock

Os sinais de sintomas de demência vão muito além do esquecimento. Eles incluem mudança de personalidade, desorientação com o tempo e lugar. E agora um novo estudo identificou um novo sinal que aparece no físico.

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De acordo com a pesquisa da Universidade de Queensland, pessoas com demência podem apresentar um aumento da fragilidade nove anos antes do diagnóstico oficial.

A fragilidade é um estado de saúde relacionado ao envelhecimento, em que vários sistemas orgânicos perdem sua força, tornando os indivíduos mais propensos a sofrer resultados adversos de saúde, como quedas, incapacidade e hospitalização.

“As pessoas envelhecem em ritmos diferentes e o número de problemas de saúde que se acumulam é refletido no seu grau de fragilidade”, explicou David Ward, do Centro de Pesquisa de Serviços de Saúde.

Como os cientistas descobriram isso? Os cientistas analisaram dados internacionais de mais de 30.000 pessoas dos EUA e do Reino Unido ao longo de 20 anos.

O artigo, publicado no periódico médico JAMA Neurology, descobriu que a fragilidade apareceu e acelerou nos nove anos anteriores ao diagnóstico daqueles que desenvolveram demência no final do estudo.

Isso significa que os profissionais de saúde podem ser capazes de identificar pessoas que podem ser mais vulneráveis ​​à demência anos antes do que conseguiriam de outra forma.

Ser frágil significa que posso ter demência? O artigo não provou definitivamente que a fragilidade é um sintoma de demência, mas de acordo com os pesquisadores, esses dados sugerem que a fragilidade não é meramente uma consequência da demência não detectada, mas contribui para seu início.

O diagnóstico precoce é realmente útil para casos de demência, então essa informação pode ser potencialmente útil como uma ferramenta de diagnóstico.

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A colonoscopia rastreia o câncer de intestino, também chamado de colorretal. Até poucos anos atrás, esse exame era recomendado a partir dos 50 anos, no entanto, algumas situações podem indicar a necessidade do exame dos 45 anos.

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Isso porque os casos de câncer colorretal estão aumentando entre pessoas jovens e de meia-idade. E assim como a maioria das doenças, esse tipo de câncer tem mais chances de cura quando tratado precocemente.

Como é feito o exame de colonoscopia? O médico realiza a colonoscopia com o paciente sedado, usando um instrumento flexível chamado colonoscópio, com um câmera na ponta. Ele o insere através do ânus do paciente em direção ao cólon.

A microcâmera na ponta do aparelho envia a imagem de vídeo para um monitor, permitindo que o médico examine todo o interior do cólon, em busca de anormalidades, como pólipos, úlceras, inflamação ou sinais de câncer colorretal.

Se o médico encontrar quaisquer irregularidades, ele pode realizar biópsias ou remover pólipos durante o procedimento.

Situações que indicam a necessidade de fazer colonoscopia antes dos 45 anos:

  1. Histórico familiar de câncer colorretal Se você tem parentes próximos que foram diagnosticados com a doença, especialmente antes dos 50 anos, você pode estar em maior risco.

Um histórico familiar de câncer colorretal pode indicar uma predisposição genética à doença, tornando essencial uma avaliação precoce.

  1. Fezes com sangue Fezes com sangue é um dos sintomas de câncer colorretal, mas também é um sintoma que pode indicar outras condições menos graves, incluindo hemorroidas e fissuras anais.

No entanto, se for persistente e se outros sintomas intestinais estiverem presentes, é interessante conversar com seu médico sobre a necessidade de uma colonoscopia.

  1. Mudanças intestinais ou outros sintomas gastrointestinais persistentes Se você está experimentando mudanças nos hábitos intestinais, dor abdominal persistente, perda de peso inexplicada ou fadiga, é importante não ignorar esses sinais.

Eles podem ser indicativos de problemas no cólon que precisam ser investigados através de uma colonoscopia.

  1. Síndrome inflamatória intestinal Indivíduos diagnosticados com doenças inflamatórias intestinais, como doença de Crohn ou colite ulcerativa, têm um risco aumentado de desenvolver câncer colorretal.

Então, dessa forma, pessoas com essas condições, devem fazer colonoscopia antes dos 45 anos e a intervalos mais frequentes.

Como é o preparo para a colonoscopia? O preparo para a colonoscopia pode ocorrer em casa ou no hospital.

É necessário seguir as instruções do médico ou equipe médica responsável a fim de que o exame seja bem-sucedido. Geralmente, essas instruções incluem orientações específicas sobre dieta e medicação nos dias que antecedem o exame.

É comum que o paciente receba uma dieta de líquidos claros para seguir no dia anterior à colonoscopia. Isso inclui alimentos como caldos, gelatina, sucos sem polpa e chá.

O objetivo é garantir que o intestino esteja limpo e vazio para permitir uma visualização clara durante o procedimento.

Além da dieta, é comum que o médico prescreva medicamentos laxativos ou soluções de limpeza intestinal antes do exame.

Esses medicamentos ajudam a limpar completamente o cólon, removendo qualquer resíduo que possa dificultar a visualização durante a colonoscopia.

É importante seguir todas as instruções cuidadosamente e informar o médico sobre qualquer condição médica pré-existente ou medicação que esteja tomando.

O que ocorre após a colonoscopia? Após a colonoscopia, o paciente passa por um período de observação, para garantir sua completa recuperação. Durante essa fase, os profissionais de saúde avaliam os efeitos da sedação e monitoram os sinais vitais do paciente, como pressão arterial e frequência cardíaca.

Geralmente, esse período de observação dura de trinta minutos a uma hora, dependendo da resposta individual à sedação e da complexidade do procedimento.

Durante a recuperação, é comum que o paciente experimente alguns efeitos colaterais da sedação, como sonolência, tontura ou desconforto abdominal leve.

Após receber alta, é importante que o paciente tenha alguém para acompanhá-lo em casa, já que os efeitos da sedação podem persistir por algumas horas.

Além disso, durante o restante do dia, é importante evitar atividades que exijam julgamento crítico, como dirigir ou operar máquinas.

Exame de colonoscopia dói? A colonoscopia é um exame que geralmente não causa dor, especialmente porque há a sedação do paciente antes do procedimento.

No geral, a maioria dos pacientes não relata dor ou qualquer desconforto.

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O câncer de pâncreas é responsável por 5% das mortes causadas por câncer no Brasil. Ao evoluir de forma silenciosa e agressiva, a doença é frequentemente diagnosticada em estágios avançados, quando já se espalhou para outras partes do corpo.

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Conforme levantamento do SEER, programa do Instituto Nacional de Câncer dos Estados Unidos, a taxa de sobrevida após cinco anos do diagnóstico precoce é de aproximadamente 43,9%. Esse número contrasta drasticamente com a sobrevida de menos de 5% para aqueles diagnosticados em estágios avançados com metástase.

Diante desses dados, é essencial buscar estratégias eficazes para o diagnóstico precoce da doença, pois aumenta as chances de tratamento bem-sucedido e melhora a qualidade de vida dos pacientes.

Como detectar câncer de pâncreas cedo? Um sintoma presente em cerca de 75% dos casos de adenocarcinoma na cabeça do pâncreas é a icterícia, segundo um estudo publicado no The Official Journal of the International Hepato Pancreato Biliar Association. Portanto, é importante estar atento a esse sinal.

A icterícia, caracterizada pela coloração amarelada da pele e olhos, é um sinal de alerta para câncer de pâncreas, especialmente quando o tumor está localizado na cabeça do órgão. Nessa área, o câncer pode bloquear o ducto biliar, dificultando a drenagem da bile e resultando no acúmulo de bilirrubina no sangue. Isso provoca a icterícia.

O estudo menciona que a icterícia pode causar imunossupressão e diminuir o fluxo sanguíneo hepático, o que favorece a aderência de leucócitos (células de defesa) e pode aumentar o crescimento do tumor ou a disseminação de metástases para o fígado. Estudos adicionais são necessários para confirmar esse efeito.

Outros sintomas Identificar o câncer de pâncreas nos estágios iniciais é complicado devido à natureza inespecífica dos sintomas iniciais, que podem ser confundidos com outras condições. Por isso, é importante estar atento e conhecer mais sintomas da doença, como:

fraqueza; coceira que não passa; perda de peso sem causa aparente; redução do apetite; dor abdominal persistente; urina mais escura do que o usual; náuseas frequentes; dores nas costas. Reconhecer esses sinais e buscar intervenção médica imediata pode ser decisivo para o prognóstico do paciente.

Fatores de risco De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), a menor parcela de casos do câncer de pâncreas está relacionada a fatores de risco hereditários, algo em torno de 10% a 15% dos casos.

Fora esses casos, os fatores de risco não hereditários incluem:

tabagismo; sobrepeso e obesidade; diabetes; pancreatite crônica não hereditária. exposição a solventes, tetracloroetileno, estireno, cloreto de vinila, epicloridrina, HPA e agrotóxicos também apresentam associações com o câncer de pâncreas. Os agricultores, os trabalhadores de manutenção predial e da indústria de petróleo são os grupos de maior exposição a estas substâncias e apresentam risco aumentado de desenvolvimento da doença. Esses fatores não hereditários são passíveis de modificação, pois relacionam-se, em grande parte, ao estilo de vida.

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