Quando você ouve falar de creatina, provavelmente pensa em musculação e suplementos para melhorar o desempenho na academia. Mas o que muita gente não sabe é que essa substância vai muito além do universo fitness.

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A creatina oferece uma série de benefícios que podem impactar a saúde de qualquer pessoa — até mesmo aquelas que não praticam atividades físicas. De melhorar a função cerebral a ajudar na recuperação de lesões, os benefícios da creatina são surpreendentes e merecem atenção, mesmo que a academia não faça parte da sua rotina.

O MinhaVida entrevistou a nutricionista Priscila Gontijo, que listou todas as vantagens desse suplemento. Acompanhe!

7 benefícios da creatina que muita gente desconhece Quando você pensa em creatina, provavelmente associa esse suplemento ao aumento do desempenho físico e ganho de massa muscular, mas os benefícios dessa substância não param por aí!

Embora sua fama esteja mais ligada à prática de exercícios, ela também traz efeitos surpreendentes para a saúde geral, desde o cérebro até o coração. A nutricionista Priscila Gontijo listou 7 desses benefícios pouco conhecidos dessa substância:

  1. Saúde cerebral e neuroproteção Segundo a especialista, a creatina pode ser uma grande aliada para a saúde do cérebro: “Estudos sugerem que ela melhora a função cognitiva em situações de fadiga mental ou estresse e até ajuda em tarefas que exigem muito esforço mental. Além disso, há indícios de que a creatina possa ter efeitos positivos em doenças neurológicas, como Parkinson e Alzheimer, protegendo as células cerebrais”, ressaltou.
  2. Melhora da saúde óssea Manter os ossos fortes é uma preocupação, principalmente à medida que envelhecemos. Priscila afirma que a creatina pode ajudar nisso: “Ao aumentar a força muscular, ela reduz o risco de quedas e fraturas, o que é fundamental para idosos. Há também sinais de que ela pode contribuir para melhorar a densidade mineral óssea, ajudando a prevenir a osteoporose”. Embora esse benefício ainda precise de mais pesquisas, a nutricionista garante que é promissor.
  3. Controle glicêmico Para quem tem diabetes tipo 2 ou resistência à insulina, a creatina pode ser uma aliada. “Alguns estudos indicam que ela melhora a sensibilidade à insulina, o que ajuda a regular melhor os níveis de açúcar no sangue. Isso pode fazer diferença na saúde metabólica de muitas pessoas, tornando o controle glicêmico mais eficiente”, apontou Priscila.
  4. Melhora da função cardíaca Você sabia que o coração também pode se beneficiar da creatina? “Ela pode melhorar a função desse órgão, especialmente em pessoas com insuficiência cardíaca, ajudando a aumentar a capacidade de exercício e a reduzir a fadiga”, explicou a nutricionista. Além disso, como o coração precisa de energia constante para funcionar, a creatina pode ser útil para regenerar essa energia e manter o bom desempenho cardiovascular.
  5. Redução da fadiga e aumento da energia A creatina não age apenas nos músculos — ela também ajuda a reduzir a fadiga de forma geral. Para quem sofre de condições crônicas que causam cansaço, como a fibromialgia, a creatina pode dar aquele empurrãozinho extra na disposição, melhorando a energia ao longo do dia.
  6. Potencial antioxidante Outro ponto interessante é que a creatina pode atuar como um antioxidante, combatendo o estresse oxidativo. “Isso é importante porque o estresse oxidativo está relacionado a doenças crônicas, inflamação e até ao envelhecimento precoce. Ou seja, além de fortalecer os músculos, a creatina ajuda a proteger o corpo dos danos causados pelos radicais livres”, ressaltou a especialista.
  7. Suporte à saúde muscular em idosos Com o passar do tempo, a perda de massa muscular (sarcopenia) pode comprometer a qualidade de vida. A creatina ajuda a manter a força, a resistência e a capacidade funcional em idosos, garantindo que eles mantenham sua independência por mais tempo. Ela é, portanto, uma grande aliada para um envelhecimento saudável.

Especialista indica a forma correta de tomar creatina Embora existam diferentes maneiras de incluir a creatina na sua rotina, Priscila revela que o segredo do sucesso é escolher o método que melhor se adapta ao seu objetivo.

“O jeito mais comum e recomendado de tomar creatina é ingerir de 3 a 5 gramas por dia, ou aproximadamente 0,1 g/kg de massa corporal. E não se preocupe com o horário — o mais importante é a regularidade. Isso significa que, independentemente de ser antes ou depois do treino, o essencial é manter o consumo diário. Para otimizar a absorção, a dica é combiná-la com carboidratos ou proteínas”, recomendou a nutricionista.

Outra abordagem que muitas pessoas adotam é o chamado ciclo de saturação. “Nesse método, a ideia é fazer uma ‘carga’ de creatina no início, ingerindo 20 gramas por dia, divididas em 4 doses de 5 gramas, por um período de 5 a 7 dias. Depois desse período, volta-se à dose padrão de 3 a 5 gramas por dia. Esse método pode acelerar os resultados, mas não é obrigatório — a escolha depende das suas metas”, explicou Priscila.

Para garantir que a creatina funcione da melhor forma, também é fundamental manter-se bem hidratado. Além disso, prefira a creatina monohidratada, que é a versão mais segura e eficaz disponível no mercado.

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A prevenção do câncer de intestino, uma das formas mais comuns da doença, pode estar diretamente relacionada à alimentação.

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Um estudo conduzido pela Escola de Saúde Pública do Imperial College London e publicado na The American Journal of Clinical Nutrition aponta para o papel essencial do folato, ou vitamina B9, na redução desse risco.

O que é o folato e onde encontrá-lo? O folato é a forma natural da vitamina B9, presente em diversos alimentos. Ele desempenha funções cruciais no organismo, como a produção de glóbulos vermelhos, sendo especialmente importante para grávidas ou mulheres que tentam engravidar.

As principais fontes alimentares de folato incluem:

Vegetais de folhas verdes, como espinafre, brócolis e repolho. Leguminosas, como lentilha, feijão e grão de bico. Frutas cítricas, como laranja. Grãos integrais e sementes, como as de girassol. Além disso, o folato pode ser suplementado na forma de ácido fólico, disponível em farmácias e indicado principalmente para populações com necessidades específicas.

Como o folato pode prevenir o câncer de intestino? Segundo o estudo, que analisou dados de mais de 70 mil indivíduos, o consumo elevado de folato pode reduzir o risco de câncer de intestino em até 7% para cada 260 microgramas adicionados à dieta, valor equivalente a cerca de 65% da ingestão diária recomendada (400 microgramas).

Esse efeito protetor foi observado tanto em dietas regulares quanto no uso de suplementos. Além disso, os pesquisadores identificaram que o folato pode influenciar diretamente genes associados ao risco de câncer, embora mais investigações sejam necessárias para esclarecer esses mecanismos.

De acordo com especialistas, uma alimentação variada, rica em vegetais, frutas, grãos integrais e leguminosas, é a chave para reduzir o risco de câncer e promover a saúde geral.

“Este estudo acrescenta ao que temos dito há anos – que uma dieta saudável baseada em vegetais, frutas, grãos integrais e leguminosas pode ajudar a reduzir o risco de câncer. O folato, que é encontrado em uma variedade de alimentos, incluindo vegetais de folhas verdes como espinafre e brócolis, não só tem sido associado à redução do risco de câncer de intestino, mas também apoia a nossa saúde geral se consumido regularmente”, afirmou Matt Lambert, gerente de informações de saúde do World Cancer Research Fund.

Prevenção eficaz Incluir alimentos ricos em folato no dia a dia é uma forma simples de cuidar da saúde e reduzir o risco de doenças graves como o câncer de intestino.

Além disso, manter-se fisicamente ativo e evitar o consumo excessivo de alimentos processados complementam essa estratégia de proteção.

Quer saber como identificar os sintomas dessa doença desde o início? Confira os sinais de alerta clicando aqui e fique atento.

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Pesquisadores da Universidade do Alabama revelam que dois fatores modificáveis podem reduzir a incidência da doença de Parkinson. Descubra quais são e como preveni-los.

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Dois fatores evitáveis podem reduzir o risco de Parkinson Pesquisadores do Departamento de Neurologia da Universidade do Alabama em Birmingham (UAB), nos Estados Unidos, identificaram dois fatores de risco modificáveis associados ao desenvolvimento da doença de Parkinson. O estudo foi conduzido com 1.223 participantes, sendo 808 diagnosticados com Parkinson e 415 saudáveis, com os resultados publicados na revista científica npj Parkinson’s Disease.

De acordo com os cientistas, a doença de Parkinson tem um aumento crescente em todo o mundo, mas mudanças em certos comportamentos e ambientes podem reduzir esse risco. O estudo revelou que dois fatores evitáveis podem estar relacionados a uma parte significativa dos casos da doença.

Quais são os fatores de risco modificáveis? Embora fatores como idade e genética não possam ser alterados, os pesquisadores destacaram dois aspectos ambientais que podem ser modificados para reduzir o risco de desenvolver Parkinson. Os fatores identificados no estudo são:

Golpes repetidos na cabeça, comuns em esportes de alto impacto, como o futebol americano.

Exposição a agrotóxicos, como herbicidas e pesticidas.

Esses dois fatores, juntos, podem corresponder a até 33% dos diagnósticos da doença em homens e 25% em mulheres, de acordo com os dados coletados. A pesquisa mostra que esses dois fatores ambientais estão fortemente ligados ao aumento dos casos de Parkinson.

O impacto dos fatores de risco na prevenção do Parkinson A exposição a agrotóxicos já era reconhecida como um risco para Parkinson, afetando 23% dos pacientes do estudo. Já a relação entre golpes na cabeça e a doença foi uma descoberta recente, que ainda precisa ser confirmada em novos estudos.

A professora Haydeh Payami, autora principal da pesquisa, afirmou que grande parte do aumento da prevalência da doença pode ser atribuída a esses dois fatores evitáveis. “Nossa pesquisa mostrou que muitos casos de Parkinson no Sul dos EUA poderiam ser evitados com mudanças nesses comportamentos e ambientes. Se eliminássemos os produtos químicos tóxicos e tornássemos os esportes de contato mais seguros, muitos casos seriam evitados”, disse Payami.

Prevenção parciais: variabilidade nas regiões Embora os resultados sejam significativos, os pesquisadores destacam que os números podem variar dependendo da região analisada. Além disso, as descobertas indicam que, embora não seja possível eliminar completamente o risco de Parkinson, uma parcela substancial de casos poderia ser evitada com a redução desses fatores.

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O Acidente Vascular Cerebral (AVC) é uma das principais causas de mortes e incapacidades no Brasil e no mundo. Embora os sinais mais comuns, como fraqueza facial e dificuldades na fala, sejam amplamente conhecidos, existem outros sintomas menos evidentes que também merecem atenção.

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Sintomas incomuns de AVC: O que observar O AVC pode se manifestar de maneiras surpreendentes, e nem sempre os sintomas são fáceis de identificar. Além da fraqueza nos membros e dificuldades na fala, que são os sinais mais conhecidos, outras condições podem indicar um AVC, como:

Alterações na visão: O embaçamento ou visão dupla, afetando um ou ambos os olhos, pode ser um sinal de alerta. Além disso, movimentos oculares anormais também podem ocorrer, principalmente em casos de AVC isquêmico ou hemorrágico.

Tontura e perda de coordenação: Um início súbito de tontura e falta de coordenação também são sintomas a serem observados, pois aumentam o risco de quedas.

Náuseas e cansaço extremo: Alguns pacientes relatam náuseas e vômitos repentinos, além de uma sensação de cansaço inexplicável.

Dor de cabeça intensa: A dor de cabeça súbita e severa pode ser o único sinal de um AVC hemorrágico, que ocorre quando um vaso sanguíneo no cérebro se rompe, geralmente devido à pressão alta.

AVC hemorrágico e isquêmico: diferenças importantes

O AVC pode ser classificado em duas categorias principais: o hemorrágico, causado pelo rompimento de vasos sanguíneos, e o isquêmico, que ocorre quando o fluxo sanguíneo é interrompido, resultando na morte das células cerebrais. Ambos exigem atenção imediata, e o tratamento rápido pode reduzir os danos a longo prazo.

Fatores de risco: Quem está mais suscetível?

Diversos fatores aumentam as chances de ocorrência de um AVC, sendo fundamental conhecê-los para prevenção:

Hipertensão arterial é o maior fator de risco.

Diabetes tipo 2 e colesterol elevado também contribuem significativamente.

Sedentarismo, obesidade e tabagismo aumentam o risco.

Idade avançada e histórico familiar também são determinantes.

Portanto, é essencial adotar hábitos saudáveis e monitorar regularmente a saúde para reduzir os riscos de AVC.

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