A Secretaria de Saúde do Piauí (Sesapi), por meio da Diretoria de Vigilância Sanitária (DIVISA), realizou, nesta quinta-feira (9), uma ação de fiscalização com intuito de combater e inibir a comercialização ilegal de raticidas em mercados públicos de Teresina. Durante as vistorias, as equipes apreenderam diversos materiais vendidos de forma irregular, como inseticidas, medicamentos e veneno em pó, que serão enviados para análise com o intuito de esclarecer se é chumbinho.

raticida

“O foco são produtos que não possuem registros e são falsificados. Fizemos a inutilização e retirada de produtos que não podem ser comercializados. São produtos sem rótulo, não tem a identificação do que contém no seu interior e que causam graves danos à saúde pública, podendo levar a pessoa intoxicada a óbito”, explica Tatiana Chaves, diretora da DIVISA.

Além do apoio de equipes da Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Piauí (Adapi) e Gerência de Vigilância Sanitária (Gevisa) da Fundação Municipal de Saúde, a ação também contou com o apoio da Delegacia Especializada em Crimes contra a Ordem Tributária, Econômica e contra Relações de Consumo (Deccoterc), que acompanhou as inspeções

“Fizemos essas diligências em conjunto, onde conseguimos recolher o chamado mil gato. Do ponto de vista da Polícia Civil, recolhemos uma amostra do material para ser encaminhado à perícia. Em seguida iremos instaurar um procedimento para sabermos de onde vem esse produto, a origem e quem distribui esse produto nos mercados da capital”, destacou o delegado Sebastião Alencar.

Os permissionários flagrados realizando a venda ilegal desses produtos foram notificados pela Gevisa quanto ao risco dessa atividade. Já o material apreendido foi encaminhado para a Divisa.

Sesapi

Pesquisadores avançaram na descoberta de um diagnóstico precoce para o Alzheimer e outras formas de demência: um novo exame de sangue pode identificar as alterações cerebrais!

novoexame

E o melhor, o teste faz isso antes mesmo dos sintomas de comprometimento cognitivo começarem a aparecer. A pesquisa focou em um proteína chamado fator de crescimento placentário (PIGF), que tem papel importante na formação dos vasos sanguíneos.

O biomarcador do exame usado pelos cientistas ajuda a identificar as alterações cerebrais que atualmente são detectadas apenas por ressonância magnética. Com o diagnóstico precoce, será possível realizar intervenções preventivas bem mais eficazes.

Novo biomarcador

Quando os níveis de PIGF no sangue estão elevados, a proteína contribui permitindo a entrada de moléculas inflamatórias e fluidos nos tecidos cerebrais.

Isso, por sua vez, leva a alterações na substância branca do cérebro e, consequentemente, ao declínio cognitivo.

Essas alterações são frequentemente detectadas pela ressonância magnética.

Porém, com o novo exame de sangue, será possível identificar esse risco antes mesmo que as lesões se manifestem.

Importância da detecção

Um dos principais desafios no tratamento de doenças como o Alzheimer é que, na maioria das vezes, o diagnóstico é feito em estágios já avançados.

“Como um biomarcador para doença de pequenos vasos cerebrais e as contribuições vasculares para comprometimento cognitivo e demência (VCID), o PlGF poderia ser usado como uma ferramenta de triagem econômica para identificar pacientes em risco de lesão cerebral vascular antes do início insidioso do declínio cognitivo”, explicou Kyle Kern, neurologista vascular na Universidade da Califórnia.

Assim, o diagnóstico precoce permite intervenções mais rápidas, como mudanças no estilo de vida e tratamentos preventivos.

Próximos passos

O estudo foi conduzido com uma grande diversidade de participantes, todos com mais de 55 anos.

Apesar dos resultados promissores, os pesquisadores destacaram que novas pesquisas são necessárias.

Para isso, estão recrutando mais voluntários e querem, dessa vez, confirmar a causalidade e o tempo de desenvolvimento entre os níveis de PIGF e o comprometimento cognitivo.

Newsrondonia

A aprovação de projeto de lei na Assembleia Legislativa de São Paulo, que proíbe o uso de aparelhos eletrônicos em escolas públicas e privadas no estado, já no ano letivo de 2025, deu destaque ao tema. Levantamento da TIC Kids Online Brasil (2024), realizado pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e Cetic.br, mostrou que 93% das crianças e adolescentes brasileiros - de 9 a 17 anos - usam a internet, o que representa 24,5 milhões de pessoas.

internet

O estudo apontou, ainda, que cerca de três a cada dez usuários de internet de nove a 17 anos têm responsáveis que usam recursos: para bloquear ou filtrar alguns tipos de sites (34%); para filtrar aplicativos baixados (32%); que limitam pessoas que entram em contato por chamadas de voz ou mensagens (32%); que monitoram sites ou aplicativos acessados (31%); que bloqueiam anúncios (28%); que alertam sobre o desejo de fazer compras em aplicativos (26%); e que restringem o tempo na internet (24%).

“Assim como ensinamos nossas crianças a não falar com estranhos na rua, temos que agora ensiná-las a como se comportar na internet. Atualmente, pais e responsáveis devem trabalhar no letramento digital, supervisionando as atividades e ensinando dinâmicas mercadológicas, pois o uso inadequado da internet pode gerar um meio propício para o adoecimento físico e mental”, disse, em nota, Valdir Gugiel, membro do Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente de Santa Catarina.

Ele acrescenta que, atualmente, quando se trata de infância e juventude, é necessário promover um debate sobre o uso consciente de telas e dispositivos e a violência no ambiente digital.

Ofensas Ainda segundo a TIC Kids Online, entre os usuários de nove a 17 anos, 29% contaram ter passado por situações ofensivas, que não gostaram ou os chatearam no ambiente digital. Desses, 31% relataram sobre o que aconteceu para seus pais, mães ou responsáveis; 29% para um amigo ou amiga da mesma idade; 17% para irmãs, irmãos ou primos; e 13% não revelaram para ninguém.

A doutoranda em Educação, Bárbara Pimpão, explica que alguns casos de situações ofensivas na internet podem evoluir para cyberbullying [violência virtual que ocorre geralmente com as pessoas tímidas e indefesas].

“Crianças e adolescentes que estão sendo expostas repetidamente a mensagens que têm o objetivo de assustar, envergonhar ou enfurecer podem sofrer consequências psicológicas, físicas e sociais, como baixa autoestima, depressão, transtornos de ansiedade e insônia”, disse, em nota.

A entidade apontou as seguintes dicas e cuidados para os responsáveis em relação ao acesso de crianças e adolescentes a ferramentas digitais:

Fazer monitoramento e controle parental do telefone celular; Ficar alerta a situações ofensivas; Explicar sobre perigos do contato com estranhos; Conversar sobre o uso excessivo da internet; e Acessem juntos conteúdos para conscientização.

Agência Brasil

Foto: Reprodução/EBC/Arquivo

Uma recente pesquisa revelou um potencial benefício extra do café matinal: ele pode ajudar na redução da gordura acumulada na região abdominal, uma das áreas mais difíceis de modelar.

gordura

Os cientistas investigaram como diferentes hábitos alimentares influenciam o acúmulo de gordura na cintura, e descobriram que a cafeína, além de ser um poderoso estimulante, pode atuar como uma “chave” para liberar reservas de gordura.

A ciência por trás do café De acordo com os pesquisadores, a cafeína tem o poder de acelerar o metabolismo, incentivando o corpo a queimar mais calorias ao longo do dia. Essa ação metabólica pode ser um dos fatores que explicam a relação entre o consumo de café e a redução de gordura visceral.

O estudo foi realizado com 3.539 voluntários, entre homens e mulheres, todos residentes de Kyoto, no Japão. Os participantes passaram por exames detalhados que incluíram medições de peso, altura, circunferência da cintura e gordura visceral, além de análises sanguíneas.

Os resultados mostraram uma correlação interessante: quem consome café regularmente tende a apresentar níveis mais baixos de triglicerídeos e menos gordura na região abdominal.

Moderação é a chave Apesar dos dados animadores, os especialistas reforçam que o segredo está no consumo moderado. Café adoçado com grandes quantidades de açúcar ou creme pode, na verdade, comprometer os efeitos positivos da bebida.

Para potencializar os benefícios, o café deve ser integrado a uma rotina saudável, com alimentação equilibrada e exercícios regulares. Uma simples xícara de café, combinada a um estilo de vida ativo, pode ser um reforço para melhorar a saúde metabólica.

Não é uma solução mágica Os pesquisadores fazem questão de lembrar que o café não é uma “poção mágica” para emagrecer. Ele deve ser visto como parte de um conjunto de hábitos saudáveis, como uma dieta balanceada e atividades físicas regulares.

Portanto, incluir o café na rotina matinal pode ser uma estratégia promissora, mas não substitui o compromisso com um estilo de vida saudável e sustentável. Afinal, a verdadeira transformação vem do equilíbrio e da consistência.

Outras dicas de saúde na Catraca Livre O cérebro é uma estrutura fascinante e complexa, que desempenha um papel crucial em todas as facetas da nossa vida.

Manter a sua saúde não é apenas uma questão de bem-estar momentâneo, mas uma forma de garantir uma vida longa e plena. Investir em hábitos saudáveis que beneficiam o cérebro é mais do que uma necessidade: é uma escolha inteligente para um futuro melhor. Por isso, confira alguns hábitos para melhorar a saúde do cérebro.

Catraca Livre

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