A demência é um termo amplo que engloba diversas síndromes associadas à deterioração das funções cerebrais. Embora a perda de memória seja o sintoma mais reconhecido, existem outros sinais comportamentais que podem indicar a doença, como a perda de confiança.
Perda de confiança: um sintoma pouco conhecido A demência afeta áreas do cérebro responsáveis pelo raciocínio, memória e percepção da realidade. Como resultado, a pessoa pode começar a duvidar de familiares, amigos e cuidadores, mesmo aqueles em quem sempre confiou.
Pessoas afetadas podem começar a esconder objetos e fazer acusações sem fundamento, acreditando que estão sendo enganadas.
Isso acontece porque a dificuldade de lembrar onde colocou objetos, o esquecimento de conversas e a confusão sobre eventos recentes levam o paciente a criar explicações para essas falhas. Em vez de perceber que esqueceu algo, ele pode acreditar que alguém pegou ou escondeu.
Por outro lado, nem toda dificuldade de memória indica demência. O esquecimento ocasional e a distração fazem parte do envelhecimento normal. A diferença é que, na demência, as mudanças são mais severas e progressivas.
Outros sinais de alerta da demência Perda de memória frequente (especialmente de eventos recentes); Confusão e dificuldade para encontrar palavras; Desorientação em locais familiares; Problemas para gerenciar contas e orçamentos. Com o avanço da doença, outros sintomas podem surgir:
Vocabulário reduzido, levando à repetição de palavras e perguntas; Dificuldade para realizar tarefas simples, como pagar contas ou fazer compras; Mudanças de humor inexplicáveis, como irritabilidade e depressão; Desorientação até dentro de casa e em locais conhecidos; Tendência ao isolamento, evitando encontros sociais. Como ajudar um familiar com demência? Cuidar de alguém com demência pode ser desafiador, mas algumas estratégias podem ajudar:
Conheça os diferentes tipos de demência, como Alzheimer, demência vascular e demência frontotemporal. Cada um tem características e progressões distintas. Use uma comunicação simples e clara. Fale devagar, com tom de voz calmo. Faça perguntas objetivas e evite sobrecarregar a pessoa com muitas informações ao mesmo tempo. Considere opções de tratamento. Não há cura para muitos tipos de demência, mas medicamentos podem ajudar no manejo dos sintomas. Consulte um médico para discutir os riscos e benefícios das opções disponíveis.
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