A Diretoria de Vigilância Sanitária do Estado (DIVISA) e a Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Piauí (ADAPI) reforçaram parceria nesta sexta-feira (08), em reunião que definiu as ações que deverão ser realizadas no Piauí com objetivo de alertar trabalhadores sobre o mau uso de agrotóxicos, bem como a importância do uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPI’S) durante a aplicação do produto.
A Vigilância Sanitária do Estado, por meio do Centro de Referência em Saúde do Trabalhador (CEREST) está apoiando o projeto da ADAPI que é direcionado ao cuidado com o trabalhador nessa temática. Para isso, nas regiões onde o projeto irá acontecer, o CEREST levará as Estações de Saúde do Trabalhador, uma ação que visa conhecer o perfil de saúde dos trabalhares, público e/ou privado.
“Esse perfil é importante, pois nos permite avaliar os riscos e agravos que esse trabalhador estão submetidos, possibilitando assim, traçar estratégias para a melhoria do cuidado de todas as categorias de trabalhadores, independente da atividade que ele execute”, explicou a diretora da DIVISA, Tatiana Chaves.
A exposição e o uso inadequado de agrotóxicos podem comprometer a saúde do trabalhador. Desta forma, o uso de EPI é uma maneira de reduzir os riscos a saúde desse trabalhador.
As atividades estão sendo planejadas pela Vigilância Sanitária e ADAPI para que ocorram na última semana de novembro e também com programação definida já para o ano de 2025.
“O olhar da Vigilância e da ADAPI se somam. Eu fico muito feliz e com muita expectativa de que vamos executar esse trabalho em conjunto”, disse o diretor da ADAPI, João Rodrigues.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) identificou 17 patógenos prioritários para o desenvolvimento de vacinas.
A lista inclui prioridades de longa data para pesquisa e desenvolvimento de vacinas, incluindo HIV, malária e tuberculose (TB), condições que levam a 2,5 milhões de mortes a cada ano. A equipe publicou suas descobertas no eBioMedicine.
Esse levantamento tem como objetivo dar aos financiadores, pesquisadores, fabricantes e países uma direção clara de onde a pesquisa e desenvolvimento de vacinas pode ter maior impacto.
Em um press release da OMS , Kate O’Brien, MD, que dirige o departamento de imunização em grupo, vacinas e produtos biológicos, disse que as decisões globais sobre vacinas geralmente são motivadas apenas pelo retorno do investimento, em vez do número de vidas que poderiam ser salvas em comunidades vulneráveis.
“Este estudo usa ampla experiência e dados regionais para avaliar vacinas que não apenas reduziriam significativamente as doenças que impactam muito as comunidades hoje, mas também reduziriam os custos médicos que as famílias e os sistemas de saúde enfrentam”, disse ela.
Vírus e bactérias para os quais a pesquisa de vacinas é necessária
Estreptococo do grupo A;
Vírus da hepatite C;
HIV-1;
Klebsiella pneumoniae.
Patógenos para os quais as vacinas precisam ser mais desenvolvidas:
Citomegalovírus;
Vírus da gripe (vacina de ampla proteção);
Espécies de Leishmania;
Salmonella não tifoide;
Norovírus;
Plasmodium falciparum (malária);
Espécies de Shigella;
Staphylococcus aureus.
Patógenos para os quais as vacinas estão se aproximando da aprovação regulatória, recomendação de política ou introdução:
Um estudo divulgado hoje (5) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) mostra que o consumo de álcool causa, em média, 12 mortes por hora no país. O levantamento, chamado de Estimação dos custos diretos e indiretos atribuíveis ao consumo do álcool no Brasil, foi feito pelo pesquisador Eduardo Nilson, do Programa de Alimentação, Nutrição e Cultura (Palin) da instituição, a pedido das empresas Vital Strategies e ACT Promoção da Saúde.
São levadas em conta as estimativas de mortes atribuídas ao álcool da Organização Mundial da Saúde (OMS). Os números totais são de 104,8 mil mortes em 2019 no Brasil. Homens representaram 86% das mortes: quase a metade relacionam o consumo de álcool com doenças cardiovasculares, acidentes e violência. Mulheres são 14% das mortes: em mais de 60% dos casos, o álcool provocou doenças cardiovasculares e diferentes tipos de câncer.
O estudo calcula também o custo do consumo de bebidas alcoólicas para o Brasil em R$ 18,8 bilhões em 2019: 78% (R$ 37 milhões) foram gastos com os homens, 22% com as mulheres (R$ 10,2 milhões). Do total, R$ 1,1 bilhão são atribuídos a custos federais diretos com hospitalizações e procedimentos ambulatoriais no Sistema Único de Saúde (SUS). Os demais R$ 17,7 bilhões são referentes aos custos indiretos como perda de produtividade pela mortalidade prematura, licenças e aposentadorias precoces decorrentes de doenças associadas ao consumo de álcool, perda de dias de trabalho por internação hospitalar e licença médica previdenciárias.
“Importante destacar que o estudo adotou uma abordagem conservadora, já que é baseado exclusivamente em dados oficiais de fontes públicas, como os dados relativos ao SUS e pesquisas populacionais do IBGE, e em nível federal, considerando os gastos da União e não incluindo complementos de custeios por estados e municípios. O levantamento também não considera os custos da rede privada de saúde, nem o total de perdas econômicas à sociedade. Portanto, embora quase 19 bilhões de reais por ano já seja uma cifra extremamente significativa, o custo real do consumo de álcool para a sociedade brasileira é provavelmente ainda muito maior”, diz Eduardo Nilson, pesquisador responsável pelo estudo.
Na divisão por gênero, o custo do SUS com a hospitalização de mulheres por problemas ligados ao álcool é 20% do total. Um dos motivos é que o consumo de álcool pelas mulheres é menor. Na Pesquisa Nacional de Saúde (PNS 2019), 31% das mulheres relataram ter consumido álcool nos 30 dias anteriores à pesquisa, enquanto o percentual masculino foi 63%. Outro motivo é que as mulheres procuram mais os serviços de saúde e fazem exames de rotina. Desse jeito, são tratadas antes que tenham complicações mais graves.
Em relação aos custos de atendimento ambulatorial atribuído à ingestão de álcool, a diferença entre os públicos masculino e feminino cai, considerando que 51,6% dos custos referem-se ao público masculino. Em relação à faixa etária, a incidência maior no atendimento ambulatorial ocorre nas pessoas entre 40 e 60 anos, sendo que 55% dos custos referem-se às mulheres e 47,1% aos homens.
“Isso confirma que as mulheres buscam mais atendimento precocemente do que os homens: elas são responsáveis por quase metade dos atendimentos ambulatoriais, mesmo com a prevalência de consumo de álcool entre elas seja menor”, diz Nilson.
Um estudo publicado em outubro no European Heart Journal indica que o consumo excessivo de álcool pode provocar arritmias, que são mais comuns em pessoas que bebem muito do que naquelas que não têm esse hábito.
Segundo a rede de saúde CUF, arritmias são alterações no ritmo dos batimentos cardíacos, ocorrendo quando os impulsos elétricos do coração, que controlam a frequência cardíaca, não funcionam corretamente. Isso pode resultar em batimentos muito rápidos (taquicardia), muito lentos (bradicardia) ou irregulares.
O cardiologista Sam Setareh explicou à revista Parade que o álcool desestabiliza o sistema nervoso autônomo e promove a liberação de adrenalina, o que pode irritar o músculo cardíaco. “Com o tempo, episódios frequentes de arritmia podem causar alterações estruturais no coração, elevando o risco de problemas cardiovasculares a longo prazo”, explicou o especialista.
Entre os sintomas de arritmia estão palpitações, desmaios, falta de ar e sudorese, que exigem atenção. Para minimizar esses riscos, é importante monitorar o consumo de álcool e evitar exageros.