Diversas pesquisas já mostraram que praticar esporte de maneira regular protege contra a Covid-19, mas quanto exercício é necessário? De acordo com um estudo publicado nesta segunda-feira (22), 150 minutos de atividade física moderada por semana ou 75 minutos de exercício forte são suficientes.

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O novo estudo, que envolveu pesquisadores do Hospital Universitário de Navarra, na Espanha, conclui que esses minutos de atividade física semanal não só reduzem o risco de infecção como também protegem contra as formas mais graves de Covid-19 (internação hospitalar e morte).

Esse levantamento, publicado no British Journal of Sports Medicine, reconhece que embora o benefício da atividade regular e da proteção contra a Covid-19 tenha sido estabelecido por vários estudos, ainda não está claro como ou por que essa proteção ocorre. Provavelmente, deve-se a fatores metabólicos e ambientais, segundo os cientistas.

Algumas pesquisas sugerem que a atividade física pode, em parte, impulsionar o sistema imunológico. Os autores do novo estudo analisaram informações de três grandes bases de dados de pesquisas relevantes publicadas entre novembro de 2019 e março de 2022, reunindo resultados de 16 relatórios que incluíam dados sobre 1.853.610 adultos (54% mulheres) com idade média de 53 anos.

A maioria dos estudos foi realizada no Brasil, Coreia do Sul, Inglaterra, Irã, Canadá, Reino Unido, Espanha, Palestina, África do Sul e Suécia.

A análise dos dados agrupados mostrou que, globalmente, aqueles que incluíam atividade física regular na rotina semanal tinham risco 11% menor de infecção pelo Sars-CoV-2, o coronavírus que causa a Covid-19.

Essas pessoas também tinham risco 36% menor de internação hospitalar, 44% menos probabilidade de desenvolver a doença grave e um risco 43% menor de morte por Covid-19 do que as pessoas fisicamente inativas. 

Os autores descobriram que o efeito protetor máximo ocorria a partir de cerca de 500 minutos de equivalente metabólico da tarefa (METs) por semana. Fazer esporte além desse tempo não significa mais proteção, de acordo com os especialistas.

MET é a quantidade de energia (calorias) gasta por minuto de atividade física, e 500 é equivalente a 150 minutos de atividade física de intensidade moderada, ou 75 minutos de intensidade vigorosa, segundo o estudo.

Os autores advertem que essa conclusão se baseou em estudos de observação, avaliações dos níveis de atividade física e em dados de estudos das variantes Beta e Delta do coronavírus, mas não da Ômicron, o que pode distorcer um pouco os resultados.

Apesar dessa premissa, os cientistas argumentam que existem explicações biológicas plausíveis que mostram que o exercício regular de intensidade moderada pode ajudar a aumentar as respostas anti-inflamatórias do corpo, assim como a aptidão cardiorrespiratória e muscular, o que poderia explicar os seus efeitos benéficos na gravidade da Covid-19.

"As nossas conclusões ressaltam os efeitos protetores de uma atividade física suficiente como estratégia de saúde pública, com potenciais benefícios para reduzir o risco de Covid-19 grave", concluem os autores.

 

Agência EFE

Foto: Pixels

Foi na manhã deste sábado, 20, em Floriano, feriado do comerciário, a abertura do dia 'D' da campanha de vacinação contra a Pólio. 

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A ação é uma parceria da gestão pública municipal, à frente o professor Antonio Reis Neto, com entidades de classes, como o Rotary, por exemplo.

Estavam presentes gestores em saúde, alguns dos vereadores, e ainda servidores de várias pastas, além de muitos populares. Veja o discurso do prefeito Antônio Reis Neto. 

Da redação

A vitamina B12 é capaz de regular processos inflamatórios que estão relacionados a casos graves de Covid-19, segundo um estudo realizado pela Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) Minas e divulgado nesta sexta-feira (19). A pesquisa ainda não passou pela revisão de pares.

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Os pesquisadores compararam amostras de sangue de pacientes hospitalizados em estado grave ou moderado com amostras de pessoas saudáveis. Segundo as análises, os pacientes com Covid-19 apresentavam alteração de muitos genes, mesmo com tratamento que envolveu corticoides por cerca de 11 dias. “Com a introdução da vitamina B12, a expressão dos genes inflamatórios e de resposta antiviral dos pacientes se aproximou à dos indivíduos saudáveis, mostrando a eficácia da vitamina para o controle da inflamação”, diz a nota. A vitamina B12 é capaz de atenuar um quadro chamado de tempestade inflamatória, que ocorre quando o organismo apresenta uma resposta imune de forma exagerada.

“É importante destacar que, antes que a B12 possa ser usada com segurança para o tratamento dos pacientes com Covid-19, ainda é necessária a realização de um estudo clínico, ou seja, diretamente no organismo humano. Deve-se ressaltar também que não adianta tomar a vitamina por conta própria, como medida de prevenção, uma vez que nosso estudo só constatou a eficiência da B12 para a normalização de processos inflamatórios alterados pela doença”, destaca o pesquisador Roney Coimbra, coordenador do estudo.

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Foto: Breno Esaki/Agência Saúde

A diretoria do Rotary “Princesa do Sul” esteve reunida na manhã desta segunda-feira (15), com a secretária de saúde, Caroline reis, e técnicas da Secretaria de Saúde, para fechar parceria na realização do Dia D contra Pólio e Multivacinação que será realizada em Floriano no próximo sábado, dia 20. O Rotary trabalha para erradicar a Pólio há mais de 35 anos. 

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A Poliomielite, comumente chamada de Pólio, é uma doença altamente contagiosa causada pelo Poliovírus selvagem. A grande maioria das infecções não produz sintomas, mas de 5 a 10 em cada 100 pessoas infectadas com esse vírus podem apresentar sintomas semelhantes aos da gripe.

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Em 1 a 200 casos, o vírus destrói partes do sistema nervoso causando paralisia permanente nas pernas ou braços. Embora muito raro, o vírus pode atacar as partes do cérebro que ajudam a respirar, o que pode levar à morte.

Embora o último caso confirmado de Poliomielite por Poliovírus selvagem na região das américas tenha ocorrido em 1991, a ameaça continua. Apesar dos esforços para sua erradicação, atualmente, em alguns países asiáticos, ainda existem crianças com paralisia permanente provocada por este vírus. Devido ao risco de importação, o principal fator de risco para que crianças menores de 5 anos adquiram a doença é a baixa cobertura vacinal.

Com informações da Organização Pan-Americana da Saúde.