A OMS (Organização Mundial da Saúde) afirma que o ideal para uma pessoa não ser considerada sedentária é fazer ao menos 150 minutos de exercício por semana, o que o significa 30 minutos por dia, cinco vezes por semana.

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O australiano Mike Jay, de 27 anos, seguiu as recomendações e acrescentou mais uma hora de exercício na semana. Para emagrecer, ele escolheu o treino chamado HIIT — que é caracterizado por alta intensidade, mas de curta duração. O resultado foi que em dez meses ele saiu dos 124 kg que pesava para 90 kg.

Em entrevista ao R7 em agosto deste ano, a médica do exercício e do esporte do Hospital Edmundo Vasconcelos, Silvana Vertematti, explicou as vantagens desse tipo de treino. "No HIIT falamos de períodos de treinamentos curtos e alta intensidade. Então, a pessoa potencializa essas reações do organismo no sentido de obter os benefícios da atividade. Pode ser factível em 20 minutos ele ter efeitos muito bons? Pode ser, porque se trata de um exercício de alta intensidade. Quanto mais tempo você ficar, com certeza você tem os melhores benefícios dele de uma forma mais garantida".

Mike usou essa técnica para perder peso e melhorar a autoestima e a saúde. Pelo TikTok, ele compartilhou uma foto de um treino concluído em 15 de novembro, quando queimou 428 calorias em 29 minutos, e começou a contar como foi a sua experiência. "Todas as manhãs, sete dias por semana, eu fazia um treino HIIT por 30 minutos, não era negociável. Mesmo se eu me sentisse um m***, eu tinha que fazer isso", lembrou ele na rede social

Com a disciplina, os resultados surgiram rapidamente. "Ao fazer isso todos os dias e limitar a quantidade de açúcares e outras coisas que eu tinha, eu perdi quase 11 kg em um mês", disse ele.

O jovem destacou que mudou a forma como ele lidava com a alimentação. Ele parou de classificar a comida de boa ou ruim e prestava atenção em tudo o que comia. "Mas a maneira como eu olhava para a comida realmente mudou. Você apenas decide o que você coloca em seu corpo e a quantidade que come. O que muita gente não fala é que o autocontrole é a razão pela qual as pessoas perdem peso", contou ele.

Agora Mike faz sucesso explicando seus treinos no TikTok, mas ele ressaltou na web: "A parte mais importante é encontrar o que funciona para você, seguir seu próprio ritmo e não fazer isso por um cara — estamos fazendo isso por nós mesmos".

Os treinos HIIT do jovem consiste em 45 segundos de exercícios intensos seguidos de uma pausa para descanso de 15 segundos por 30 minutos.

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Foto: Montagem R7/Reprodução TikTok @styledbymyke

Uma injeção contraceptiva masculina que dura 10 anos – e pode até impedir que os homens passem o HIV aos parceiros – deve estar disponível dentro de um ano, acreditam os especialistas. A técnica chamada Risug (Inibição Reversível do Esperma Sob Controle) cria uma barreira de gel no corpo masculino que impede que o esperma seja capaz de fertilizar um óvulo uma vez que eles passam por ele.

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Os testes finais foram concluídos por pesquisadores do Instituto Indiano de Tecnologia e especialistas acreditam que a dose pode estar disponível nos próximos 12 meses. Isso ofereceria aos homens uma solução mais simples e menos permanente do que uma vasectomia, segundo os especialistas, ao mesmo tempo em que seria reversível a qualquer momento e menos doloroso que tal procedimento.

No entanto, os pesquisadores que investigam a adoção da contracepção masculina estão preocupados que os homens evitem o procedimento. A Dra. Amanda Wilson, psicóloga de saúde pública da Universidade de Montfort, na Inglaterra, recentemente realizou pesquisas sobre se homens e mulheres achariam a nova vacina aceitável e descobriu que os homens estavam muito hesitantes.

Sua equipe ligou a hesitação a um declínio geral nos homens que optam por vasectomias. Em discurso realizado no Festival Britânico de Ciência (BSF) em Leicester, Wilson disse: "Para uma pílula masculina, ainda estamos olhando entre 30 e 50 anos, mas a Risug é o contraceptivo masculino que está mais perto de chegar ao mercado”, declarou a doutora. De acordo com Wilson, está sendo vista uma diminuição significativa nas vasectomias e isso não é exclusivo do Reino Unido, e que vem acontecendo na maioria dos países de alta renda. "Os cientistas não sabem por que isso está acontecendo. Mas até conseguirmos essa aceitabilidade social da vasectomia globalmente, não haverá tanta aceitabilidade social para a Risug”, comentou.

Wilson falou que é preciso que esses produtos cheguem ao mercado para saber o que as pessoas realmente farão. “Uma coisa é dizer que não vou usar isso ou vou usar hipoteticamente. Eu acho que muito disso aqui vai depender do que os profissionais de saúde estão dispostos a apoiar também", disse.

A Risug trabalha injetando uma quantidade de gel nos tubos pelos quais o esperma passa completamente em seu caminho dos testículos ao pênis. Quando entra em contato com o esperma, ele rompe suas caudas para que sejam incapazes de fertilizar um óvulo, mesmo que o sêmen ainda seja expelido.

A Dra. Wilson disse que o procedimento poderia ajudar as mulheres que lutam com os efeitos secundários ao tomar o comprimido contraceptivo, mas não pode confiar totalmente em seu parceiro para tomar o comprimido. "Acho que as mulheres achariam um benefício real se não tivessem que se preocupar com o parceiro tomando uma pílula", disse ela.

O procedimento leva apenas alguns minutos e é reversível com uma injeção rápida de água e bicarbonato de sódio para expulsar o gel. As experimentações igualmente mostraram que os efeitos secundários são mínimos. Os cientistas também descobriram que a injeção impede que o HIV seja transmitido e pode parar outras infecções sexualmente transmissíveis (ISTs).

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Foto: Reprodução/DRV India

Uma em cada três pessoas (36%) infectadas pelo coronavírus mas não vacinadas não tem mais anticorpos detectáveis ​​um ano após a infecção, de acordo com um estudo de soroprevalência realizado em 1.076 pessoas entre 43 e 72 anos na Catalunha — antes de a variante Ômicron se tornar predominante.

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O estudo, publicado hoje na revista BMC Medicine, revelou que o tipo de vacina, a idade e a saúde mental são fatores fortemente associados ao nível de anticorpos após a vacinação e demonstrou a necessidade de ser vacinado apesar de já ter sido infectado. O trabalho, que também confirma que a imunidade híbrida (vacinação mais infecção) é maior e mais duradoura, foi coliderado pelo ISGlobal (Instituto de Saúde Global de Barcelona) e pelo Instituto Alemão Trias i Pujol (IGTP, na sigla em inglês), com o apoio da FPDBA (Fundação Privada Daniel Bravo Andreu).

Conforme explica o investigador do ISGlobal Manolis Kogevinas, "a maioria dos estudos sorológicos realizados após a vacinação contra a Covid incidiu em grupos específicos, como os profissionais de saúde, e não distinguiu entre pessoas com ou sem infecção prévia, ou não dispunha de dados clínicos e imunológicos da referida infecção". Por essa razão, neste estudo, eles fizeram uma segunda medição em uma determinada parcela da população da Catalunha seis meses após o início da vacinação (a primeira foi logo após o primeiro confinamento), para monitorar o nível e o tipo de anticorpos contra cinco antígenos virais. Eles também usaram informações obtidas de um questionário e de registros de saúde para identificar fatores que potencialmente determinam a magnitude e a duração da resposta em pessoas não vacinadas, vacinadas ou vacinadas e infectadas.

Os pesquisadores descobriram que 36% das pessoas infectadas mas não vacinadas não tinham mais anticorpos detectados um ano após a infecção, principalmente em pessoas com mais de 60 anos e fumantes.

Além disso, em pessoas com infecção anterior, a vacinação induziu níveis de anticorpos consideravelmente mais altos do que em pessoas sem infecção anterior, níveis fortemente associados à magnitude da resposta durante a infecção.

"Nossos dados ressaltam a importância de vacinar as pessoas, mesmo que tenham sido infectadas anteriormente, e confirmam que a imunidade híbrida é superior e mais duradoura", resumiu a pesquisadora Marianna Karachaliou.

A pesquisa revelou que o fator mais fortemente associado ao nível de anticorpos é o tipo de vacina e que a Spikevax, da Moderna, foi a que mais gerou anticorpos. Além disso, segundo os autores, outros fatores também parecem desempenhar um papel: pessoas com mais de 60 anos ou com doença mental apresentaram níveis mais baixos de anticorpos após a vacinação.

“A associação entre saúde mental e resposta de anticorpos requer mais investigação, mas sabe-se que pessoas com distúrbios como depressão, estresse crônico ou esquizofrenia têm uma resposta menor à vacinação em geral”, especificou a pesquisadora do ISGlobal, Carlota Dobaño.

Entre os indivíduos vacinados, apenas 2,1% não apresentavam anticorpos no momento do teste e aproximadamente 1% apresentava infecção pós-vacinal.

Agência EFE

Foto: Freepik

 

A Portaria que incorpora o medicamento Trastuzumabe Entansina, utilizado no tratamento contra o câncer de mama, ao SUS (Sistema Único de Saúde) foi publicada no DOU (Diário Oficial da União) da última segunda-feira (12).

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Indicado em monoterapia – método em que o processo de tratamento é realizado utilizando apenas uma droga ou procedimento –, o remédio é recomendado para tratamento de pacientes classificados no nível HER2-positivo (forma um pouco mais agressiva) da doença. “A tecnologia recebeu recomendação favorável de incorporação ao SUS após passar por avaliação da Conitec (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde), responsável por assessorar a pasta nas atribuições relativas à incorporação, exclusão ou alteração de tecnologias em saúde pelo SUS”, informou o ministério.

As áreas técnicas competentes terão o prazo máximo de 180 dias (cerca de seis meses) para realizar a oferta do medicamento no SUS. Números

De acordo com a OMS (Organização Mundial de Saúde), em 2018, mais de 620 mil mulheres morreram de câncer de mama em todo o mundo. No Brasil, o número total de novos diagnósticos ao ano chega a 60 mil, resultando em uma taxa de incidência de 60/100 mil habitantes.

Em 2017, o Inca (Instituto Nacional de Câncer) reportou 16.724 mortes em mulheres. No ano de 2018, o Brasil foi o quarto país com a maior incidência em câncer de mama e o quinto em mortalidade. Estima-se que a incidência entre as brasileiras nos próximos 20 anos terá um aumento de 47%, diz OMS.

Agência Brasil

Foto: reprodução