O encontro aconteceu no último dia 25, no Centro de Atenção Psicossocial de Álcool e outras Drogas III (CAPS AD III). Essa foi a segunda assembleia, um dos dispositivos mais importantes para discutir melhorias do serviço.
O evento contou com a participação de usuários, familiares, equipe técnica, representantes da Atenção Primária, Agentes Comunitários de Saúde (ACS), voluntários e visitantes interessados.
As assembleias do CAPS AD III são momentos cruciais para avaliar e aprimorar o projeto técnico do centro, oferecendo subsídios para sua atualização anual. Além disso, são oportunidades para consolidar práticas antimanicomiais e anti-hegemônicas, avaliar o cuidado das atividades internas e extramuros, analisar a estrutura física do serviço e identificar propostas inovadoras.
A assembleia foi secretariada por um participante escolhido na ocasião, garantindo um ambiente participativo e inclusivo.
Coordenada pela direção do CAPS AD III, a assembleia teve como lema "Não faça nada por mim, sem mim", reforçando o protagonismo dos usuários no processo de gestão do dispositivo de saúde mental. Durante o evento, todos os presentes tiveram a oportunidade de contribuir de forma democrática para a melhoria da assistência.
A reunião é também momento de avaliar aquilo que foi planejado anteriormente e traçar novos passos a partir do que foi discutido, estabelecendo grandes pactuações.
A Secretaria de Saúde do Piauí (Sesapi) apresentou, nesta segunda-feira (29), o seu Centro de Inteligência Estratégica para Gestão Estadual do SUS (Cieges). O desenvolvimento da nova ferramenta, desenvolvida com apoio técnico do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), visa organizar e disponibilizar dados consolidados da saúde pública para os gestores, por meio de painéis dinâmicos e individualizados.
“É uma iniciativa muito interessante, que os estados estão aderindo. É uma nova plataforma com diferentes informações. Esse sistema consegue integrar os dados, para que diversas pessoas consigam fazer a análise. Será possível fazer a análise interna, para os próprios gestores da Sesapi, como também os municípios poderão usar as informações para as suas tomadas de decisões”, destacou Antonio Luiz, secretário estadual de Saúde.
O Cieges utiliza ferramentas e metodologias para identificar padrões e tendências em grandes volumes de dados e informações, criando insights relevantes para a tomada de decisões rápidas e estratégicas em diferentes áreas de gestão de planejamento, orçamentos e finanças, recursos humanos, de saúde pública, dentre outras.
Com isso, será possível o monitoramento da situação de saúde, efetividade das políticas públicas, insumos e intervenções e resultados finalísticos por meio da coleta de dados dos sistemas de informações nacionais e estaduais, contemplando os hospitais, unidades de saúde, laboratórios, sistemas de vigilância em saúde e epidemiológica com enfoque nas regiões e macrorregiões de saúde do estado do Piauí.
“Desde o ano passado que estamos trabalhando nessa plataforma. O Cieges vem com o propósito de congregar todas as informações estratégicas para tomada de decisão em tempo oportuno pela. Ele envolve indicadores desde a área de gestão, da atenção primária, da alta complexidade e da vigilância. Será um divisor de águas, para dar mais efetividade às ações da Sesapi”, enfatiza Clécio Lopes, diretor de Planejamento da Sesapi.
Após a organização dos primeiros dados, a Sesapi disponibilizará ao público externo uma plataforma alimentada em tempo real. A inauguração do Cieges acontece nesta terça-feira (30). “O Piauí é o quinto estado brasileiro a se organizar e formalizar esse trabalho, que está sendo desenvolvido em todo o país. Estamos criando uma rede com os 27 estados, para fortalecer a capacidade de análise de cada unidade e fomentar uma troca de experiência para qualificar cada vez mais a gestão do SUS”, lembra Sandro Terabe, gerente do Cieges/Conass.
O Piauí recebeu na tarde desta sexta-feira, dia 26, 5 mil doses da vacina Qdenga, que será usada em municípios do Território Entre Rios para imunização de crianças e adolescentes de 10 a 14 anos contra a dengue. A vacina está armazenada na Rede de Frio da Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi). Estava prevista a chegada de 21 mil doses, mas por conta da quantidade de volumes, o Ministério da Saúde resolveu fracionar e só concluirá a entrega no dia 30 de abril.
De acordo com a Sesapi, o próximo passo é capacitar os municípios sobre a aplicação do imunizante, que é administrado em duas doses, com intervalo de 90 dias entre elas.
"Vamos iniciar a capacitação na segunda-feira sobre como deve ser aplicada a vacina, o seu armazenamento, e a elaboração do cronograma de imunização de cada município. Após essa capacitação, as vacinas seguem para as cidades", informa a coordenadora de Imunização da Sesapi, Bárbara Pinheiro.
Para tomar a vacina é preciso seguir alguns critérios. Se a criança ou o adolescente contraiu dengue, o imunizante só pode ser aplicado após 6 meses. Caso a contaminação pela doença tenha acontecido no intervalo das doses, deve ser mantida a data prevista para a 2ª dose, desde que haja um intervalo de 30 dias entre a infecção e a segunda dose.
De acordo o Ministério da Saúde, a vacinação contra a dengue não é indicada para indivíduos com imunodeficiência congênita ou adquirida, incluindo aqueles em terapias imunossupressoras, com infecção por HIV sintomática ou com evidência de função imunológica comprometida, e pessoas com hipersensibilidade às substâncias listadas na bula, além de mulheres gestantes ou em fase de amamentação.
A definição de um público-alvo e regiões prioritárias para a imunização foi necessária em razão da capacidade limitada de fornecimento de doses pelo laboratório fabricante da vacina.
É importante lembrar que a vacina Qdenga não oferece proteção contra Zika, Febre Amarela e Chikungunya. A eficácia do imunizante é exclusiva para a prevenção da dengue.
Embora os sintomas clássicos da dengue incluam febre alta, dor de cabeça, dores musculares e articulares, erupção cutânea e fadiga, a doença pode se manifestar de maneira variada.
Outras pessoas sequer apresentam sintomas da infecção.
Normalmente, a primeira manifestação da dengue é a febre alta (39° a 40°C), de início abrupto, que geralmente dura de 2 a 7 dias, acompanhada de dor de cabeça, dores no corpo e articulações. São muito comuns a prostração e a fraqueza. Algumas pessoas podem ainda apresentar coceira na pele.
Perda de peso, náuseas e vômitos também são comuns. Em alguns casos também aparecem manchas vermelhas na pele.
Em casos mais graves, outros sintomas podem se apresentar como dor abdominal e manifestações neurológicas.
Conheça alguns sintomas incomuns de dengue Dor abdominal intensa que, muitas vezes, pode ser confundida com uma apendicite.
Vômitos persistentes: além da náusea, a dengue pode causar vômitos persistentes, contribuindo para a desidratação. Sangramento nas gengivas ou nariz: a dengue grave pode levar a distúrbios de coagulação, resultando em sangramento nas gengivas ou nariz.
Dor nos olhos, sensibilidade à luz ou visão embaçada também podem ocorrer. Problemas gastrointestinais, como diarreia, podem ocorrer, especialmente em casos mais graves. Dor de garganta e inflamação das amígdalas.
Problemas respiratórios, como dificuldade em respirar, pode ocorrer em casos graves.
Manifestações neurológicas: alguns casos raros podem apresentar manifestações neurológicas, como convulsões ou confusão. É importante notar que esses sintomas menos comuns podem ser indicativos de casos mais graves de dengue, como a dengue hemorrágica. De acordo com o Ministério da Saúde, a dengue é uma doença febril aguda, sistêmica, dinâmica, debilitante e autolimitada. A maioria dos doentes se recupera, porém, parte deles podem progredir para formas graves, inclusive virem a óbito.
Por isso, se alguém suspeitar de dengue ou tiver sintomas incomuns, é importante procurar atendimento médico imediatamente para avaliação e tratamento.
A quase totalidade dos óbitos por dengue é evitável e depende, na maioria das vezes, da qualidade da assistência prestada e organização da rede de serviços de saúde.
Como ocorre a transmissão de dengue? A dengue é uma doença viral transmitida principalmente pela picada de mosquitos infectados do gênero Aedes, sendo o Aedes aegypti o vetor mais comum.
O mosquito se torna infectado ao picar uma pessoa que já carrega o vírus da dengue. Após a ingestão do sangue infectado, o vírus se multiplica nas glândulas salivares do mosquito durante um período de incubação, que dura aproximadamente 8 a 12 dias.
O mosquito infectado agora é capaz de transmitir o vírus a outras pessoas ao picá-las.
A transmissão por via vertical (de mãe para filho durante a gestação) e por transfusão de sangue é rara.
Como prevenir a dengue? Em dezembro de 2023, a vacina contra dengue foi incorporada no Sistema Único de Saúde (SUS). A inclusão da vacina da dengue é uma importante ferramenta no SUS para que a dengue seja classificada como mais uma doença imunoprevenível.
A campanha de vacinação, no entanto, ainda não se iniciou. A previsão é que a aplicação das primeiras doses ocorram ainda neste mês.
O governo federal anunciou que imunizará pelo SUS cerca de 3,2 milhões de pessoas contra a doença até o fim de 2024, o equivalente a apenas 1,5% da população do país.
Outras formas de prevenção e dengue: Usar repelentes. Usar roupas protetoras ao passar tempo ao ar livre. Instalar telas de proteção em janelas. Eliminar criadouros de mosquitos em água parada de recipientes ao redor da casa, como vasos de plantas, pneus velhos, garrafas vazias e calhas. Manter as áreas ao ar livre livres de lixo, folhas acumuladas e outros detritos, pois esses locais podem servir como esconderijo para mosquitos.