A ministra da Saúde, Nísia Trindade, anunciou pelas redes sociais nesta quinta-feira (18) a ampliação da vacinação contra a dengue na rede pública diante da possibilidade de vencimento dos imunizantes em determinados municípios. Agora, crianças e jovens de 6 a 16 anos podem receber a primeira dose. Até então, a campanha era destinada a crianças de 10 a 14 anos.

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“Estamos ampliando, de forma temporária, a faixa etária para as vacinas da dengue que vencem no dia 30 de abril nos municípios que estejam com risco de perdê-las. Em um primeiro momento, orientamos que elas sejam estendidas às crianças e jovens de 6 a 16 anos”, escreveu Nísia.

A ministra deixou em aberto a possibilidade de ampliação da vacina para outras faixas etárias. “Em último caso, elas podem ser ampliadas para todas as pessoas para as quais a Anvisa aprovou a vacina: na faixa etária entre 4 e menos de 60 anos. A segunda dose estará garantida para todos que se vacinarem”, acrescentou.

A medida foi tomada pelo governo diante do risco de vencimento de imunizantes. No Distrito Federal 8 mil doses da vacina estão com a data de validade próxima do vencimento. “Nosso principal objetivo até o dia 30 de abril é garantir a aplicação de 8 mil doses de vacina que estão próximas ao vencimento”, afirmou a secretária de Saúde do Distrito Federal, Lucilene Florêncio, ao R7.

Na última segunda-feira (15), o Brasil registrou 1.385 mortes confirmadas por dengue deste o começo do ano - terceiro fim de semana seguido com aumento no número de mortes. Outras quase 2 mil mortes estão em investigação. O país registrou 3.289.639 casos prováveis da doença em 2024. A secretária de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Ethel Maciel, disse que os casos da doença podem chegar a 4,2 milhões no “pior dos cenários”.

São Paulo é a unidade da federação com mais mortes em 2024, com 276 confirmações. Em seguida aparecem Distrito Federal (237), Minas Gerais (231), Paraná (153) e Goiás (110). As cinco UFs acumulam 72% do total de registros. Segundo o painel de dengue do Ministério da Saúde, o DF é a unidade com maior taxa de incidência de casos prováveis, com 7.795 casos por 100 mil habitantes. Minas Gerais, Paraná, Espírito Santo e Goiás aparecem em seguida, somando 56% do número absoluto de casos.

No início deste mês, a ministra Nísia anunciou que o Brasil tem 12 estados estáveis, 8 com tendência de queda e 7 com tendência de aumento no número de casos de dengue. “A dengue é uma doença que nunca se manifesta igual em todo o Brasil. Nós começamos com número de casos exponenciais em janeiro, sobretudo na região Centro-Oeste, e hoje temos oito estados com tendências claras de queda: Amazonas, Acre, Espírito Santo, Distrito Federal, Goiás, Minas Gerais, Piauí e Roraima”, disse Nísia.

Segundo ela, há “12 estados com estabilidade no número de casos: não está crescendo, mas ainda não começou a queda acentuada. São eles: Amapá, Ceará, Mato Grosso, Pará, Paraíba, Paraná, Santa Catarina, São Paulo, Rio de Janeiro, Roraima, Rio Grande do Sul e Tocantins. E são 7 estados com tendência de aumento: Alagoas, Bahia, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Sergipe.”

O Brasil teve 3,3 milhões de registros em 107 dias de 2024, mais que o dobro de casos prováveis de dengue do que todo o ano passado. Em 2023, foram 1.649.144 casos prováveis. Este ano, 1.457 mortes foram confirmadas por dengue e outras 1.929 estão em investigação, segundo o painel de monitoramento da dengue, atualizado na manhã desta quarta-feira (17) pelo Ministério da Saúde.

R7

Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

Um estudo de cientistas da Universidade de Tóquio concluiu que cochilos longos estão ligados a uma maior probabilidade de diabetes tipo 2.

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Os pesquisadores encontraram a ligação depois de analisar estudos observacionais envolvendo mais de 300 mil pessoas.

Eles afirmam que indivíduos com doenças crônicas e diabetes não diagnosticada frequentemente experimentam fadiga diurna.

O problema está nos cochilos longos Os resultados da pesquisa revelaram uma associação entre cochilos diurnos prolongados, com duração superior a 60 minutos, e um aumento de 45% no risco de desenvolver diabetes tipo 2.

No entanto, não houve correlação entre cochilos inferiores a 40 minutos e o risco de diabetes. Os cientistas apontaram que cochilos prolongados podem ser um reflexo de distúrbios do sono noturno, potencialmente relacionados à apneia do sono.

Esses distúrbios do sono, por sua vez, podem elevar o risco de problemas cardiovasculares, incluindo ataques cardíacos, acidentes vasculares cerebrais e, consequentemente, diabetes tipo 2.

Além disso, a privação de sono também pode resultar em aumento do apetite, contribuindo para o risco de diabetes tipo 2.

Entretanto, os pesquisadores ponderaram que pessoas menos saudáveis ou em estágios iniciais de diabetes podem ter uma tendência maior a tirar cochilos mais longos durante o dia.

De acordo com os autores do estudo, é provável que os fatores de risco que levam ao diabetes também causem cochilos.

Isto pode incluir níveis ligeiramente elevados de açúcar, o que significa que o cochilo pode ser um sinal de alerta precoce de diabetes.

Quais são os sintomas de diabetes? Aumento da sede e micção frequente (polidipsia e poliúria) Fome constante (polifagia) Perda de peso inexplicada Fadiga e fraqueza Visão embaçada ou turva Infecções frequentes, como urinárias e de pele Cicatrização lenta de feridas Formigamento ou dormência nas extremidades (neuropatia diabética). Mudanças de humor, como irritabilidade e ansiedade.

Catraca Livre

Foto: © Antonio_Diaz/istock

Nesta quarta-feira (17), Dia Mundial da Hemofilia, a Secretaria de Saúde do Piauí (Sesapi) reforça a importância da conscientização da população sobre o tema. No estado, o Centro de Hematologia e Hemoterapia (Hemopi) é o serviço de referência do Sistema Único de Saúde (SUS) para o tratamento das coagulopatias hereditárias, entre elas a hemofilia. São 223 pacientes atendidos, sendo 205 com hemofilia A e 18 com hemofilia B, destes, 105 tem a forma grave da doença.

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A hemofilia é uma doença genética e hereditária ligada ao cromossomo X e transmitida quase que exclusivamente a indivíduos do sexo masculino por mães portadoras da mutação (cerca de 70% dos casos), causada pela deficiência de um fator de coagulação. A estimativa é que a doença afete mais de 24 mil pessoas em todo o país.

Lucélia Saraiva é mãe de dois filhos com hemofilia, com 14 e 1 ano de idade respectivamente. Ela conta que quando era adolescente, ouvia relatos do pai sobre sangramentos intensos quando ele submetia a algum tratamento odontológico, mas que não teve um diagnóstico conclusivo a respeito da causa. Quando ela se tornou mãe, percebeu que o filho tinha manchas roxas no corpo. Ao levá-lo em um hematoliogista e realizar os exames, foi confirmado o diagnóstico de hemofilia. Assim como o pai de Lucélia também confirmou que a causa dos sangramentos dentários era a doença.

Anos mais tarde veio o diagnóstico do filho mais novo, aos dois meses de idade. A partir daí, Lucélia avisou as irmãs sobre o diagnóstico e foi descoberto que um dos sobrinhos também tem hemofilia. "Tudo isso se deu através do suporte que nós tivemos nos atendimentos do Hemopi. Na possibilidade da realização dos exames. Isso nos tranquiliza por saber que temos acesso a atendimento de urgência quando necessário, recebemos o fator para tratamento e assim vamos lidando". Lucélia é resiliente e diz que, apesar de impactante, não teve problemas para encarar o diagnóstico dos filhos. "Vendo a longevidade do meu pai e sua experiência, entendi que meus filhos poderão ter uma vida normal desde que tenham os cuidados necessários, como toda criança deve ter".

Para a supervisora de Coagulopatias do Hemopi, a assistente social Ana Elzira, a informação é a principal ferramenta das famílias e dos pacientes com hemofilia. “Quanto mais conhecem e tem consciência sobre a doença melhor será o acesso aos cuidados e tratamentos disponíveis. Assim ajudam o paciente a ter qualidade de vida e conviver com a doença de uma forma mais positiva”, explica.

A Lucélia corrobora com a opinião da Ana Elzira quando fala do poder da informação. “A gente vê muita desinformação em outros serviços quando falamos que o filho é hemofílico. Os familiares precisam aprender, conhecer a doença, para poder lidar com as situações que podem acontecer. E sobretudo não ter medo de falar nos ambientes de convivência dos filhos que eles são portadores da doença. Eu fiz isso quando fui orientada pelo Hemopi. Recebi cartilha, fui até a escola do meu filho informei sobre a doença, avisei os amigos e familiares. Eu também oriento o mais velho a falar sobre o que ele tem, porque nem sempre eu vou estar por perto em uma urgência. Ele entende o problema, é cauteloso, evita atividades com muito contato e mesmo com as restrições, ele consegue conviver com a doença".

A diarista Iracema Castro morava em Brasília (DF) quando descobriu que o filho Kelvin, na época com 1 ano e 6 meses de idade, tinha hemofilia A. Ela ressalta é outra que entende a importância da informação para a qualidade de vida do paciente. "É muito importante trocar informações com as famílias, tanto as que estão iniciando essa caminhada, como com aquelas que não tem muito conhecimento do quanto elas podem contribuir com uma vida melhor e mais confortável para os filhos. Porque a hemofilia é algo que a gente aprende a tratar em casa para pdoer lidar com as situações que podem acontecer ao longo da vida deles". Hoje com 23 anos, Kelvin é estudante e mensalmente ele recebe o fator VIII para profilaxia e a cada três meses precisa vir à consulta com o hematologista no Hemopi.

No serviço ambulatorial do hemocentro, os pacientes tem acesso a consultas regulares com equipe multidisciplinar composta por médicos hematologistas, equipe de enfermagem, assistente social, nutricionista, psicóloga, fisioterapeutas e farmacêuticos. Também realizam exames hematológicos, recebem infusão de fator e transfusões quando necessário.

O César Bastos tem hemofilia B e descobriu a doença aos 8 anos depois de apresentar um inchaço anormal nos joelhos. Desde então, ele é atendido no Hemopi, onde recebe o tratamento profilático com fator IX, faz fisioterapia e outros acompanhamentos. Ele disse que dentro das limitações impostas pela doença, consegue ter uma rotina normal, inclusive no trabalho como comerciário.

A médica hematologista Karina Nava explica que o tratamento da hemofilia é ambulatorial e os pacientes, em maioria, vem ao Hemopi mensalmente para atendimento multidisciplinar. Ela explica as mudanças no tratamento ao longo dos anos. "No decorrer da história da hemofilia, o tratamento com fator foi iniciado somente por demanda, ou seja, só quando o paciente sangrava. Hoje temos outra realidade. O tratamento profilático ja se inicia logo quando é feito o diagnóstico e depedendo da indicação, ele vai fazer semanalmente a sua dose profilática, com reposição do fator VIII e IX, de acordo com o tipo de hemofilia. A medicação é administrada de duas a três vezes por semana para que esse paciente não venha a sangrar. Isso também evita as complicações crônicas da doença como cardipatias e diabetes, por exemplo e aumenta a sua expectativa de vida".

Os pais devem ficar atentos a alguns sinais na primeira infância que podem indicar que a criança possa ter hemofilia ou outra coagulopatia. "Alguns sinais e sintomas como a erupção do dentes do bebê, que pode trazer um sangramento maior do que o normal ou quando a criança começa a engatinhar, e se observa um inchaço nas articulações, chamados de hemoartroses. A família deve estar sempre vigilante aos pequenos acidentes. Se a criança cai, bate em algum obstáculo, se machuca e sangra além do normal, isso pode indicar uma tendência de sangramento e precisa ser investigado".

O tratamento tem como principal pilar a reposição de fator de coagulação deficiente – fator VIII para a hemofilia A e Fator IX para hemofilia B. Os hemocentros distribuem gratuitamente os fatores de coagulação fornecidos pelo Ministério da Saúde.

Desde o final de 2023, o Hemopi foi qualificado e fornece plasma excendente à Hemobrás, que fraciona industrialmente o hemocomponente e o utiliza para a produção dos medicamentos hemoderivados que são usados no tratamento da hemofilia e outras doenças hematológicas.

Para atender urgências dos pacientes com hemofilia em outras unidades de saúde, o Hemopi possui uma escala de plantão com médico hematologista que funciona 24 horas, assim como para o procedimento terapêutico de plasmaférese.

Sesapi

A Prefeitura de Floriano, por meio da Secretaria de Saúde, mobilizou mais uma carreata para sensibilizar os residentes sobre a importância do Dia D de Vacinação contra a Gripe.

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A carreata percorreu as principais ruas e avenidas da cidade, com uma parada no Residencial Alto da Cruz, levando informações sobre a campanha e incentivando a adesão da comunidade. Além disso, personagens lúdicos fizeram a festa com a criançada. Branca de Neve, Capitão América, Coelhinho da Páscoa, Joaninha, Quico e Zé Gotinha desceram do trio elétrico e foram distribuir doces, brincar e dançar com os pequenos que acompanhavam a carreata.

O Dia D tem como objetivo ampliar a cobertura vacinal e proteger a população contra os vírus da influenza.

Confira os grupos prioritários:

  • crianças de seis meses a menores de seus anos;
  • gestantes;
  • puérperas;
  • idosos;
  • profissionais de saúde;
  • pessoas com comorbidades;
  • pessoas com deficiência;
  • professores da rede pública e privada.

Secom