A rigidez cognitiva é um dos critérios diagnósticos do transtorno do espectro do autismo. Às vezes, isso interfere na vida do autista, fazendo com que fiquem “presos” ou provocando colapsos quando as coisas não acontecem como esperado.

cognitivo

O termo refere-se à tendência de indivíduos autistas de ter dificuldade em mudar seus pensamentos, comportamentos ou respostas em diferentes situações.

Essa rigidez pode se manifestar de várias maneiras e pode ter um impacto significativo na vida diária e nas interações sociais dessas pessoas.

Alguns traços característicos da rigidez cognitiva encontrada no autismo são o pensamento concreto, literal e absoluto, expectativas e regras em preto e branco com pouco espaço interpretativo e pensamentos e crenças rígidos e inflexíveis.

Como a rigidez cognitiva se manifesta? Uma das formas mais comuns de rigidez cognitiva no autismo é a adesão inflexível a rotinas e padrões específicos.

Indivíduos autistas muitas vezes se sentem confortáveis e seguros seguindo rotinas predefinidas e podem experimentar ansiedade ou desconforto quando essas rotinas são perturbadas.

O que causa a rigidez cognitiva no autismo? A rigidez cognitiva no autismo pode ser a soma de fatores genéticos, neurológicos e ambientais. Embora não haja uma única causa definitiva, várias teorias e pesquisas sugerem algumas possíveis razões para essa característica.

Diferenças neurológicas Estudos neurocientíficos indicam que pessoas com autismo apresentam diferenças estruturais e funcionais no cérebro, especialmente em áreas relacionadas ao processamento da informação e à flexibilidade cognitiva. Essas diferenças podem afetar a capacidade do cérebro de se adaptar e mudar em resposta a novas situações, levando à rigidez cognitiva.

Dificuldades de processamento sensorial Muitas pessoas com autismo têm dificuldades com o processamento sensorial, o que significa que podem ser hiper ou hipo sensíveis a estímulos sensoriais como luz, som, textura e cheiro. Essas sensibilidades podem levar à busca por rotinas e ambientes familiares para evitar desconforto sensorial, contribuindo para a rigidez cognitiva.

Dificuldades de comunicação e interação social O autismo está frequentemente associado a dificuldades de comunicação e interação social. A falta de compreensão de pistas sociais e emocionais, bem como a dificuldade em interpretar e expressar sentimentos, pode levar a uma abordagem mais rígida das interações sociais e à preferência por rotinas previsíveis e estruturadas.

Hipersensibilidade ao medo e à ansiedade Muitas pessoas com autismo experimentam ansiedade significativa em resposta a situações novas ou imprevisíveis. Essa ansiedade pode levar à necessidade de controle e previsibilidade, resultando em comportamentos rígidos e repetitivos para reduzir a incerteza e o medo.

Modelagem de Comportamento e Aprendizado Associativo Algumas pesquisas sugerem que a rigidez cognitiva no autismo pode ser influenciada por padrões de aprendizado associativo. Indivíduos autistas podem desenvolver padrões de comportamento rígidos como resultado de experiências passadas de reforço positivo ou negativo em situações específicas, levando à repetição desses comportamentos em contextos semelhantes.

Embora a rigidez cognitiva seja uma característica comum do autismo, é importante reconhecer que ela varia significativamente de pessoa para pessoa e pode se manifestar de maneiras diferentes em contextos diferentes.

Além disso, a rigidez cognitiva não é uma característica exclusiva do autismo e pode ser observada em outros transtornos neuropsiquiátricos e condições de saúde mental.

Como a rigidez pode ser tratada? O tratamento da rigidez cognitiva no autismo geralmente envolve abordagens terapêuticas específicas, como terapia cognitivo-comportamental (TCC) e terapia comportamental aplicada (ABA).

Essas abordagens visam ajudar os indivíduos autistas a desenvolver habilidades de flexibilidade cognitiva e adaptação, bem como a melhorar suas habilidades de comunicação e interação social.

Além disso, estratégias de apoio, como o uso de rotinas visuais e a criação de ambientes estruturados, podem ajudar a reduzir a ansiedade e promover a adaptação a novas situações.

O apoio da família, educadores e profissionais de saúde mental também desempenha um papel importante no manejo eficaz da rigidez cognitiva no autismo e no apoio ao bem-estar geral da pessoa autista.

Catraca Livre

Foto: © LightFieldStudios/istock

A presença de uma bactéria ligada a uma dieta gordurosa pode fragilizar o sistema imunológico e acelerando o crescimento do tumor do câncer de mama. É o que descobriu um estudo publicado em 16 de maio no Proceedings of the National Academy of Science.

bacteria

A partir de experiências com ratos e humanos, os pesquisadores demonstraram que a ingestão deste tipo de dieta rica em gordura está associada a um aumento na presença de uma bactéria chamada Desulfovibrio vulgari.

A presença de uma bactéria ligada a uma dieta gordurosa pode fragilizar o sistema imunológico e acelerando o crescimento do tumor do câncer de mama. É o que descobriu um estudo publicado em 16 de maio no Proceedings of the National Academy of Science.

A partir de experiências com ratos e humanos, os pesquisadores demonstraram que a ingestão deste tipo de dieta rica em gordura está associada a um aumento na presença de uma bactéria chamada Desulfovibrio vulgari.

Essa bactéria, além de viver no intestino, pode sobreviver em ambientes com alta salinidade, tornando-se muito resistente.

Detalhes da investigação Para chegar a esta conclusão, os cientistas recolheram amostras de tecidos e fezes de 61 pessoas com câncer de mama no Hospital Memorial Sun-Yat-Sen, na China, antes de receberem qualquer tipo de tratamento.

O surpreendente foi que aquelas mulheres cujo Índice de Massa Corporal (IMC) era superior a 24, ou seja, tinham índice de gordura corporal elevado, tinham maior presença de Desulfovibrio no intestino.

Créditos: destinacigdem/DepositPhotos Enquanto isso, aquelas pessoas com IMC que não ultrapassava limite de 24 teve presença muito menor dessa bactéria.

Por outro lado, para corroborar ainda mais esta ligação entre um IMC elevado e a presença da bactéria Desulfovibrio, os cientistas transferiram as suas experiências para ratos.

Assim, demonstraram mais uma vez a ligação entre uma dieta rica em gordura e a presença da bactéria.

Além disso, também conseguiram descobrir que a presença do Desulfovibrio estava relacionada com níveis mais elevados de um tipo de células capazes de enfraquecer consideravelmente o sistema imune.

Essas células, que surgem na medula óssea, são chamadas de mieloides imaturas e entre suas características destaca-se o fato de serem imunossupressoras. Assim, a pesquisa concluiu que há uma correlação entre altos níveis de bactérias Desulfovibrio e um sistema imunológico fraco.

De fato, quando os ratos tomaram um antibiótico para matar as bactérias, descobriu-se que os níveis de células mieloides inmaduras caíram drasticamente e retornaram à normalidade. Isso indica a ligação entre um aumento no IMC e a debilitação do sistema imunológico.

Sintomas do câncer de mama Inchaço de toda ou parte de uma mama (mesmo que não se sinta um nódulo) Edema (inchaço) da pele Eritema (vermelhidão) na pele Inversão do mamilo Assimetria das mamas Espessamento ou retração da pele ou do mamilo Secreção pelos mamilos Inchaço do braço Dor na mama ou mamilo Como reduzir o risco do câncer de mama? A prevenção do câncer de mama não é totalmente possível em função dos múltiplos fatores relacionados ao surgimento da doença e ao fato de vários deles não serem modificáveis.

No entanto, além de realizar exames preventivos com frequência, a adoção de alguns hábitos de vida saudáveis, podem diminuir o risco.

Manter uma dieta balanceada, rica em frutas e vegetais e com pouca gordura; evitar o sobrepeso e praticar atividade física são cuidados importantes.

De acordo com o Ministério da Saúde, estima-se que por meio da alimentação, nutrição e atividade física é possível reduzir em até 28% o risco de a mulher desenvolver câncer de mama.

Da mesma forma, evitar fumar e consumir álcool em excesso também podem reduzir o risco do câncer de mama e de outros tipos.

Catraca Livre

Foto: © Fornecido por Catraca Livre

 

O Brasil ultrapassou nesta segunda-feira (20) a marca de 5 milhões de casos prováveis de dengue, com 179 mil casos e 59 mortes registrados durante o fim de semana. São 5.100.766 casos em todo o território nacional. 2.827 mortes foram confirmadas como sendo causadas pela doença e outras 2.712 estão em investigação. Acre e Roraima são os únicos estados que não registraram óbitos.

denguebrasil

Do total de mortes confirmadas, 163 foram em janeiro, 227 em fevereiro, 601 em março e 1.082 em abril. Dados são dos boletins semanais disponibilizados pelo Ministério da Saúde. Além disso, o coeficiente de incidência no país é de 2.511,9 casos por 100 mil habitantes. O Brasil já bateu os recordes de números de casos prováveis e de mortes registrados pela doença na série histórica. O número mais alto de mortes era de 2023, com 1.179 registros. Já o ano com o maior número de casos era 2015, com 1.688.688.

São Paulo é a unidade da federação com mais óbitos registrados em 2024, com 747, seguido por Minas Gerais (497), Paraná (349), Distrito Federal (343) e Santa Catarina (203). Somadas, as cinco acumulam 75% do total de óbitos. Quando se trata de taxa de incidência, o Distrito Federal é a unidade da federação com maior número, com 9.037,3 casos por 100 mil habitantes. Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e Goiás aparecem em seguida, somando 54% do número absoluto de casos.

A faixa etária que mais registra casos de dengue é de 20 a 29 anos, com mais de 935 mil casos, o que representa quase um em cada cinco casos. Na separação por gênero, as mulheres são a maioria a contrair a doença (55%).

R7

REPRODUÇÃO/AGÊNCIA BRASIL - Arquivo

A diretoria colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou nesta semana um relatório de análise de impacto regulatório sobre produtos de cannabis. O documento trata do cenário regulatório da cannabis para fins medicinais no Brasil e apoia a manutenção da atual estratégia de autorização desses produtos no país.

cannabis

A proposta da diretoria colegiada era discutir a manutenção, o aprimoramento ou a extinção das regras atuais, que são de dezembro de 2019. Em nota, a Anvisa destacou os principais pontos da votação e, consequentemente, do relatório, que apontam necessidade de melhorias na atual resolução, mas mantêm o formato de autorização dos produtos:

Renovação da autorização sanitária por mais cinco anos;

Ampliação das vias de administração, incluindo às vias de administração oral e inalatória, por exemplo, a sublingual e a via dermatológica;

Previsão de tempo para comercialização e esgotamento de estoque;

Faltam estudos clínicos capazes de migrar, no momento, produtos de cannabis para a categoria de medicamentos;

Necessidade de ações, dentro do escopo de atuação da Anvisa, para ampliar o acesso a produtos medicinais obtidos a partir da cannabis em termos de custo, qualidade e disponibilidade;

Desenvolver ações visando à facilitação das atividades de pesquisa científica, englobando desenvolvimento de produto acabado (forma farmacêutica), desenvolvimento analítico, pesquisa pré-clínica e clínica;

Promover ações de divulgação científica para esclarecimento da população acerca das evidências existentes para embasamento do uso racional da cannabis para fins medicinais e dos riscos associados.

Relatora

Na reunião, a diretora relatora da agência, Meiruze Freitas, tratou de pontos como o cenário nacional e internacional da cannabis, o fornecimento de produtos pelo Sistema Único de Saúde (SUS), preços, a necessidade de pesquisas e as dificuldades existentes para registrar esses produtos como medicamento.

“A avaliação de impacto regulatório apreciado confirma a importância da atual regulamentação para acesso e desenvolvimento de produtos da cannabis, mas ainda há muito a avançar para apoiar a fabricação nacional e o acesso a estes produtos.”

“É preciso ainda maior robustez das informações, especialmente com dados clínicos ou evidências de vida real, de forma a permitir a sua migração para a categoria de medicamento”, avaliou a diretora.

Próximos passos

Segundo a Anvisa, o relatório é uma etapa de análise de um problema regulatório e de alternativas regulatórias, mas, nesta etapa, ainda não há uma proposta objetiva de alterações na regulamentação.

“As próximas etapas serão conduzidas pelo diretor Romison Motta, sorteado para ser o relator do processo de revisão”, informou a agência.

Agência Brasil

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil